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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos contextuais na percepção temporal: Avaliação experimental e modelos quantitativos(Universidade Federal do Pará, 2021-09-10) SILVA FILHO, Gerôncio Oliveira da; TONNEAU, François Jacques; http://lattes.cnpq.br/2917023797307669; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; GOUVEIA JUNIOR, Amauri; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/1417327467050274; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0003-1710-9662Estímulos fisicamente idênticos podem ser percebidos de maneira distinta, a depender dos contextos em que são apresentados. Quando se trata de percepção temporal, grande parte dos estudos da área relatam efeitos contextuais de assimilação em que a estimativa do estímulo atual se correlaciona positivamente com estímulos (ou respostas) experienciados no mesmo contexto. Porém, a vasta maioria desses estudos utiliza tarefas de reprodução temporal. Parece, assim, proveitoso verificar a generalidade desse fenômeno utilizando outras tarefas experimentais. O presente trabalho teve como objetivo investigar a ocorrência de, e descrever quantitativamente efeitos contextuais em percepção temporal através de uma tarefa de mapeamento espacial. Os participantes (n=30) foram divididos em três grupos: Curto, Intermediário e Longo. Cada participante experienciou um certo conjunto de estímulos com diferentes durações a depender do grupo experimental a que estava alocado, havendo certas durações comuns a todos os grupos. Uma análise das médias das respostas para cada estímulo nos diferentes grupos revelou um efeito global de contraste. Dois tipos de modelos de regressão linear múltipla foram usados para descrever o efeito contextual, tentativa a tentativa. O primeiro tipo de modelo levou em consideração apenas os estímulos (atual e prévios), já o segundo, além dos estímulos, considerou também as respostas prévias; o segundo tipo de modelo se ajustou melhor aos dados, o peso estimado para o estímulo da última tentativa foi negativo (contraste), enquanto os pesos estimados para o estímulo atual e para a última resposta foram positivos (assimilação).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Opencards: uma nova proposta de ferramenta para estimava de limiares psicofísicos(Universidade Federal do Pará, 2017-01-27) CAMPOS, Yuri Sobral; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971Saber o valor dos limiares psicofísicos é essencial para qualquer estudo sensorial. Para que se possa definir um valor de limiar, antes deve-se ter conhecimento dos limites de sensibilidade e que respostas serão produzidas com o mesmo, se faz necessário a utilização de metodologias e testes para a obtenção dos mesmos. Atualmente é abrangente o uso de testes computadorizados e não computadorizados para a avaliação de visual, porém os mesmos apresentam vantagens e desvantagens. De uma forma geral, todos os testes são feitos com metodologias fechadas sem que o usuário tenha muita liberdade de manipular. O presente estudo propôs o desenvolvimento de um teste impresso para a avaliação visual da discriminação de contrastes (OpenCards), no qual o usuário decida a metodologia a ser aplicada para a estimativa dos limiares. Para isso foi buscado desenvolver um produto de fácil portabilidade e aplicação. O OpenCards consiste em um conjunto de placas impressas em alta resolução espacial e alta qualidade de cor. Nas placas há um mosaico de círculos coloridos aleatoriamente dentro de 16 opções de cores com um alvo que se difere do fundo por uma diferença de luminância. Os alvos tiveram a forma de quadrado, triângulo, círculo e da letra X. Os alvos diferiram do fundo em 90%, 80%, 70%, 60%, 50%, 40%, 35%, 35%, 30%, 25%, 20%, 15%, 10%, 5% de contraste de luminância. Ainda havia uma placa sem o alvo. Para mostrar a utilização do OpenCards foram elaborados dois métodos de aplicação. O primeiro método foi realizado em um ambiente com iluminação controlada e padrão para estudos em sistema visual. As placas foram mostradas aos sujeitos em ordem aleatória e a tarefa do sujeito foi identificar a forma do objeto apresentado. A resposta do sujeito foi registrada e o procedimento foi feito repetido 8 vezes. O segundo método realizado foi executado em um ambienta com iluminação ambiente. O experimentador mostrava as placas com o mesmo alvo ordenadas em contraste descendente e as embaralhava junto com a placa sem alvo e solicitava ao sujeito testado que as ordenassem em contrastes decrescentes usando a placa de maior contraste como referência. O teste foi realizado com todos os conjuntos de alvos duas vezes. A resposta do sujeito testado foi registrada em ambos métodos aplicados e a taxa de acerto do sujeito foi ajustada a um modelo gaussiano para a estimativa do limiar psicofísico. O limiar foi o valor do contraste de luminância no qual o modelo gaussiano estimava certeza do acerto em 50% para o primeiro método aplicado e 75% para o segundo método aplicado. Foram avaliados 8 sujeitos em ambos os métodos e três sujeitos adicionais apenas no segundo método. O limiar médio estimado usando o primeiro método foi de 23,5% ± 3 e o limiar médio estimado usando o segundo método foi de 30,1 ± 6,5. A diferença média entre os resultados dos mesmos sujeitos usando os dois métodos foi de 7,3% ± 3. Houve diferença estatística entre os limiares estimados pelos dois métodos (p < 0,05). As diferenças devem ter ocorrido devido aos diferentes métodos empregados e principalmente ao número de tentativas aplicadas em cada método. OpenCards mostrou-se de fácil aplicabilidade pelo experimentador, portabilidade e compreensão da tarefa pelo sujeito testado.
