Navegando por Assunto "Corpo"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Caminho Sonoro: O corpo em escuta performativa(Universidade Federal do Pará, 2024-12-01) AMÉRICO, Waléria.; MANESCHY, Orlando Franco; http://lattes.cnpq.br/6198572031091761; https://orcid.org/0000-0001-8917-1348O Caminho Sonoro trata da relação do corpo e paisagem usando o deslocamento como espaço de criação artística. O corpo diante do horizonte de rio-floresta teve como objetivo desenvolver sonoridades na duração do caminho. Procedimentos de escuta da paisagem sonora, desenhos de partituras e colaborações com pessoas e seres da natureza compõem as performances ou transmissões sonoras. A reflexão parte da escrita de partituras experimentais entre lugares e a prática de escuta da paisagem sonora ao norte do Brasil, na capital Belém, localizada no estado do Pará. A experiência do corpo no território amazônico floresceu para ações de arte em ressonância com a espécie árborea Samaúma.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O corpo e a experiência de si: experimentações com o ensino de ciências(Universidade Federal do Pará, 2021-04-13) SILVA, Nadson Fernando Nunes da; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; https://orcid.org/ 0000-0002-0478-5285Este processo de escrita traz o corpo como mecanismo de forças que atravessam a pesquisa e o pesquisador por uma escrita de si, delineando os percursos que os tomam a partir da diferença e multiplicidade que compõem saídas para discorrer sobre outras formas de compreender o que pode vir a ser um corpo. Por essas linhas compartilhamos dos escritos de Deleuze e Guattari indo ao encontro a Filosofia da Diferença fazendo com que o pensamento corra na possibilidade de alcançar outros lugares onde a memória, o corpo, a ciência e a educação se cruzam criando devires por onde a pesquisa toma potência. A escrita nesse contexto emerge como ponto de ruptura fragmentada entre linhas poéticas, colagem, fotografias, desenhos e rabiscos que colidem com o texto causando aberturas para experimentar a diversidade de um corpo-bicha que transita a educação como professor de ciências e que ocupa o território amazônico como lugar da experiência. Dessas vivências trazemos a educação como espaço que consomem a existência por marcadores sociais que pontuam a diferença assinado corpos por uma linha muito tênue que cabe nas páginas biológicas e consequentemente nas aulas de ciências. Ao traçar esses questionamentos buscamos as experimentações como processos que se deslocam em direção a outras formas de manifestação, onde são possíveis criar possibilidades de ensino para aulas de ciências, deslocando as imagens corporificadas do seu status biológico ao sentir suas vibrações, sexualidade, identidade, subjetividade e desejos que rasgam a formas descolando-o de suas funções organizadas. Por essas travessias deseja-se romper com a ideia do que se tem arquitetado sobre o corpo, nos debruçando sobre as imagens que os livros didáticos nos trazem como fonte de conhecimento e aprendizagem para o ensino de ciências, emergindo como um convite que descola o corpo e o pensamento de sua base sólida, colidindo a uma educação mais solúvel e esteticamente sensível ao experimentar imagens em movimentos. Temos assim por esses deslocamentos um corpo e uma educação movente que desalinha as costuras rígidas e encarna uma nova abordagem de imagem-corpo no sentido que a experimentação acontece dentro e fora do percurso educacional, apontando que as aulas de ciências também se compõem de sua desconstrução no desejo de alcançar um ensino onde o corpo torna-se fonte de invenção e a educação um lugar a ser experimentado na sua pluralidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Corpo Universo: uma poética das constelações compositivas como estudo e reflexão do corpo na atuação teatral(Universidade Federal do Pará, 2019-06-27) PARAGUASSU, Renan Delmontt Souza; ALENCAR, Cesário Augusto Pimentel de; http://lattes.cnpq.br/0024366223698692A pesquisa Corpo universo: uma poética das constelações compositivas como estudo e reflexão do corpo na atuação teatral objetiva compreender o que se passa no meu/eu corpo do durante o momento da atuação. Para tanto, lanço-me como artista-pesquisador, compreendendo a atuação como um fenômeno vivido pelo ator durante o seus trabalhos criativos, ocorridos dentro ou fora de cena. A busca por esta compreensão me levou a mergulhar nas memórias e experiências artísticas vivenciadas por mim enquanto ator, além de me levar a observar, em termos de sensação equivalente, o que se passa com as pessoas com quem trabalho e outros atuantes a quem tenho assistido. A esteira investigativa se faz fundamentada, teórico-metodologicamente, na Fenomenologia, ciência que investiga a experiência da consciência desde seu nível básico, o sensível, até o mais elaborado, a consciência de si. Acolho, como principais autores deste campo de conhecimento, o alemão Georg Hegel (1770-1831) e o francês Gaston Bachelard (1884-1972), devido a seu interesse pela tomada de consciência frente ao fenômeno da criação e atuação cênica imerso no campo poético artístico, o francês Merleau-Ponty (1908-1961) para refletir sobre o espaço presente do meu/eu corpo e sua significação cênica a partir da relação com os outros corpos atores/espectadores, o filósofo e sociólogo francês Henri-Pierre Jeudy (1945-) para a discussão do corpo como objeto ou suporte artístico. Nos processos criativos, a professora brasileira Sonia Rangel (1948-) me ajuda a compreender o processo como fonte de (re) criação e fomentador de diversas dobras na criação, tendo a memória como propulsora de revisitações. No estudo sobre o trabalho a arte do ator, o ator, pedagogo e diretor russo Constantin Stanislavski (1968-1936), o ator russo Richard Boleslavski (1989-1967) e o diretor e ator Eugenio Kusnet (1898-1975) contribuem para a discussão onde técnica e sensibilidade, consciente e inconsciente andam junto durante a atuação, o diretor italiano Eugenio Barba (1995) para os processos e princípios que regem a influência da cultura e do cotidiano no qual o ator está inserido, o diretor polonês Jerzy Grotowski (1933-1999) e o ator brasileiro Carlos Simioni (1958-) para o entendimento da importância do treinamento como preparação contínua do corpo e como alicerce da criação. Como premissa fenomenológica dominante, privilegiei uma metodologia aportada no fenômeno da pesquisa, que possibilita a construção e reflexão da obra poética a partir das múltiplas vivências internas, dando relevância ao material provido pela experiência da consciência frente às práticas e trajetórias nos espetáculos, articulando com o treinamento psicofísico contínuo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Corpo, ambiente e aprendizagem: etnografia sensorial sobre o mundo da vida cotidiana em comunidade camponesas amazônicas(Universidade Federal do Pará, 2020-06-26) ALVES, Vitória Mendes; CASTRO, Fábio Fonseca de; http://lattes.cnpq.br/5700042332015787Esta é uma pesquisa interdisciplinar que discute a relação entre corpo, ambiente e formas de aprendizagem técnica com a virtuosidade dos indicadores socioambientais (COSTA, FERNANDES, 2016) do campesinato agroextrativista amazônico. O trabalho de campo foi realizado na região das ilhas de Mocajuba, especificamente na localidade São Joaquim, no baixo Tocantins paraense. Utilizando a etnografia sensorial (PINK, 2009) como método e incorporando uma postura fenomenológica, toma-se como ponto de partida o mundo da vida (SCHUTZ, 1970) e o cotidiano dos camponeses. São descritas experiências como a pesca de camarão, o extrativismo do cacau e o preparo de peixes para consumo a fim de demonstrar a conexão existente entre técnicas do corpo e o ambiente em que habitam. Dessa forma, concluímos que a) tais técnicas não são transmitidas, mas ensinadas e aprendidas por meio de um complexo engajamento sensorial com o ambiente (LAVE, 2015) e b) o entrelaçamento corpo-ambiente (INGOLD, 2015) está no cerne do cotidiano camponês, o que implica em interpretá-lo superando os dualismos cultura/natureza e produção/reprodução. Essas relações explicam, parcialmente, a virtuosidade socioambiental expressa nos dados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Corpo, feminino e subjetivação: uma análise a partir de sujeitos portadores de Lúpus Eritematoso Sistêmico(Universidade Federal do Pará, 2010) MORAIS, Jamile Luz; NICOLAU, Roseane Freitas; http://lattes.cnpq.br/0430583046421802Esta dissertação se propôs investigar, a partir do método psicanalítico, o modo de subjetivação de sujeitos portadores de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). Partindo do caráter psicossomático” da doença e de sua predominância no sexo feminino, indagamos se é possível existir uma relação entre o modo de subjetivação do feminino e o desenvolvimento da doença. Para verificar esta relação, tomamos como referência o atendimento de duas pacientes acometidas de LES, atendidas no contexto da pesquisa. Aliado a isso, a fim de embasar teoricamente os atendimentos, debruçamo-nos nas obras de Freud, Lacan e seguidores que se detiveram no estudo das manifestações sintomáticas do corpo, bem como na temática envolvendo o modo de subjetivação do feminino e seus desdobramentos. Ao considerar que a concepção de corpo para a psicanálise vai além do determinismo biológico, foi possível verificar que o sujeito, na tentativa de alcançar sua satisfação, recorre ao corpo como objeto de obtenção de prazer psíquico e sexual, destituindo as leis da fisiologia e da anatomia. O fenômeno psicossomático e a histeria de conversão vêm evidenciar isso, na medida em que, ao mesmo tempo em que desafiam o saber médico, também demandam de nós, psicólogos e psicanalistas, uma explicação para tais manifestações corporais, sem causa orgânica determinada. Nessa perspectiva, ao nos colocar teoricamente frente a essas manifestações, pudemos identificar a diferença entre os fenômenos psicossomáticos e a conversão histérica, a qual, por se enlaçar ao registro simbólico, torna-se passível de decifração e interpretação. Os fenômenos psicossomáticos, por outro lado, caracterizam-se por ser da ordem do impossível de se representar, por esta razão, aproximam-se das manifestações decorrentes do modo feminino de subjetivação, que está para fora da linguagem do inconsciente e, portanto, das associações simbólicas.Tese Acesso aberto (Open Access) Corpo, linguagem e transgressão em lavoura(Universidade Federal do Pará, 2021-02-26) SANTOS, Elijames Moraes dos; GUIMARÃES, Mayara Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/6834076554286321Esta tese intitulada Corpo, linguagem e transgressão em Lavoura arcaica é um estudo sobre questões ligadas ao erotismo dos corpos, e as transgressões que se dão na e pela linguagem da narrativa do romance, de Raduan Nassar, publicado em 1975. Procedo com a hipótese de que ocorre no Lavoura arcaica um conflito entre o instinto e a razão, que são desdobrados nos discursos da narrativa por meio de uma linguagem alegórica. Desse modo, é por meio do instinto do corpo que o sujeito viola a norma patriarcal e, ao mesmo tempo, revela como o desejo e a sexualidade são interditados. Para tanto, o percurso teórico utilizado para sustentar esse estudo tem como base os trabalhos de Georges Bataille (2016; 2017; 2018), de Walter Benjamin (1984; 2013b); Michel Foucault (1977; 1988) e Sigmund Freud (2006; 2011; 2013); Giorgio Agamben (2007) e Mircea Eliade (2001). Aponto que a narrativa de Lavoura arcaica está sustentada numa linguagem que transita por uma poética erotizada, a qual revela os instintos do sujeito e seus conflitos. Com efeito, ocorre um confronto entre a razão, do mundo dos valores patriarcais, e a subversão do filho que deixa a casa da família e vai em busca de novas realizações. É com a partida de André que são revelados os problemas ligados à questão do interdito dos desejos e das paixões. Assim, esse corpo carrega em si a desmedida, que vai ser revelada pela forma fragmentada, pelo vazio, e por sua vez pela ruína que se espalha sobre os demais membros da família. Com isso, a partir do conjunto teórico aqui delineado foi possível apresentar uma discussão em torno da narrativa, de Raduan Nassar, no que se refere a presença do corpo, seus impulsos, entre outras questões que são da ordem da violação da norma, da lei, ou seja, daquilo que é interdito pelo pai. Reforço, portanto, que se verificaram alguns desdobramentos por meio de alegorias inerentes à linguagem do corpus, que deixa à mostra a fragmentação de um corpo que emana o trágico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Corpos convergentes: visualidade da performance na arte e no cotidiano(Universidade Federal do Pará, 2012-03-02) VALENTE, Danielle Calazans; COSTA, Luizan Pinheiro da; http://lattes.cnpq.br/5390750292706184; ALENCAR, Cesário Augusto Pimentel de; http://lattes.cnpq.br/0024366223698692Nesta pesquisa analiso, a partir do processo investigativo, o objeto Performance como fenômeno a ser desvelado por meio de uma apreciação minuciosa das mais diversas formas de performar, tanto no cotidiano, quanto na arte. O objetivo é examinar a ocorrência deste fenômeno nas Artes Visuais e no cotidiano, observando as convergências de seu evento nestes âmbitos e, com isto, permitir a circulação do leitor pelas fronteiras das mais diversas variantes do conceito e da prática do ato performático. Destaco, sobretudo, o corpo como elemento base e poético dessa prática.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Corpos em equilíbrio: imagens e cotidiano ribeirinho no Porto do Açaí e na Ilha do Maracujá, Belém (PA)(2012-09) SILVEIRA, Flávio Leonel Abreu da; BASSALO, Terezinha de Fátima RibeiroRefletir, partindo do registro fotográfico, sobre o fluxo de ida e volta dos moradores da ilha do Maracujá, entre a ilha e Belém, fazendo uso das formas com que utilizam seus corpos ou 'sabem servir-se' deles, no que Mauss chamou de técnicas corporais. Corpos evidenciados, uma vez que estão sempre à mostra, capazes, portanto, de ser visualmente etnografados. Inspirado em Certeau, o artigo busca pensar as táticas corporais elaboradas pelos moradores da ilha ao praticar as paisagens de pertença, revelando expressões de corpo peculiares na construção de suas experiências cotidianas. Tais observações não remetem a um corpo-objeto, mas a um corpo que é o sujeito da cultura, como diz Csordas, um corpo que é "a base existencial da cultura".Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Corpos para não esquecer: o testemunho e a cena da tortura(Universidade Federal do Pará, 2015-12) FIGUEREDO, Elielson de SouzaAtravés de uma visada panorâmica sobre textos de Jean Amery, Frei Fernando, Catarina Meloni e Derlei Catarina de Luca, procuro discutir como a experiência do encarceramento e da tortura conduziu as vítimas ao registro das imagens do cárcere. Objetos, uniformes, fossos, celas e demais espacialidades assumem forma verbal no testemunho sendo descritos de maneira imprecisa, mas indissociável da vivência do mal. Analiso trechos escritos pelos autores citados procurando revelar o trabalho dissociativo da memória e sua manifestação na escrita do testemunho. Em meio ao esforço para ordenar acontecimentos, figuram imagens de escatologia impregnadas de sensorialidade, entre as mais frequentes o odor, os gritos e o frio, descritos para recompor quadros dinâmicos dispersos na subjetividade do sobrevivente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A dança no palco do imaginário Matinta e Medéia: um entrecruzar poético de fazeres artisticos(Universidade Federal do Pará, 2014) SILVA, Ludmila Mello da; LOUREIRO, João de Jesus Paes; http://lattes.cnpq.br/2018214713424265; SAPUCAHY, Ana Flávia Mendes; http://lattes.cnpq.br/ntEsta pesquisa atenta primeiramente para um desdobramento do meu trabalho de conclusão de curso, que me asegurou o título de licenciada plena em dança pela Universidade Federal do Pará. Esse trabalho (TCC) me oportunizou estudar a dança sob três enfoques: a dança do meu corpo, no corpo do outro e as possibilidades que apresentam os estudos míticos em sofrerem ressignificação para um espetáculo de dança. O atual estudo pretende, além de empreender uma interrelação entre dança, cultura, imaginário e mito igualmente viabiliza minha perspectiva analítica sobre o encadeamento entre duas teorias, naquilo em que uma proporciona à outra, além de investigá-las separadamente. A primeira teoria a ser estudada diz respeito à etnodramaturgia poética do imaginário (LOUREIRO, 2009) e expõe sobre a forma como cada pessoa particulariza o que lê. Através da sua leitura o indivíduo imagina o mito, cenarizando-o, dramatizando-o. esta teoria reflete ainda, o processo que irá desencadear outra teoria, a da conversão semiótica (LOUREIRO, 2007), que também se faz presente em minhas análises acerca das relações travadas entre dança, mito e imaginário. O princípio da conversão semiótica presume o reordenamento de uma das funções presentes na reflexão acerca da arte. Através da análise reflexiva da teoria da etnodramaturgia poética do imaginário, adentro em um universo que procura apoiar-se em dois mitos: Medéia (grego) e Matinta (amazônico) para evidenciar a possibilidade de construção da imaginação pautada em um espaço cênico que se cria simultaneamente ao se ler uma narrativa mítica, permitindo de modo efetivo, a realização atuante de outra teoria, e da conversão semiótica, que prevê a ressignificação desses mitos em espetáculos de dança ou teatro, no âmbito das artes cênicas. Ademais, os dois mitos escolhidos para este estudo são fornecedores de significações simbólicas equivalentes apesar de serem originados em culturas tão distantes. Procuro então, evidenciar essas equivalências tomando como exemplos principais minha própria reflexão sobre o tema, ao atuar em um espetáculo de dança cuja essência resultou da ressignificação do mito da Matinta e ao analisar a atuação do artista que, experenciou os dois mitos ressignificados em obras coreográficas, Jaime Amaral, que dançou também o mito de Medéia. Para tanto, meu objetivo principal consiste em analisar de que forma acontece a conversão semiótica do mito em dança por via do processo da etnodramaturgia poética do imaginário fundamentando-me na identificação e investigação da vinculação, no processo de produção, de uma forma formante e forma formada (PAREYSON, 1993) entre os pontos individualizadores, porém convergentes de cada mito estudado, levando em consideração as culturas pertencentes a cada um. À vista disso, aplico a este estudo entrevistas, pesquisas, bibliografias sobre o tema abordado, assim como pesquisas documentais (filmagens e fotos) do artista em questão que já encenou os mitos sobre os quais se delineará o referente estudo, bem como meus apontamentos contidos no diário de bordo fabricado no laboratório de criação do espetáculo Matintas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Entre o prazer e o pecado: inquisição, sodomia e corpo a partir do caso de Frei Lucas de Sousa no Grão-Pará (1652 - 1663)(Universidade Federal do Pará, 2024-08-29) ARAÚJO JUNIOR, Adomiran Moreira de; GUZMÁN, Décio Marco Antônio de Alencar; http://lattes.cnpq.br/0656841754619406; https://orcid.org/0000-0003-3219-4404A presente dissertação tem por objetivo analisar os processos provenientes dos atos nefandos performados por Frei Lucas de Sousa, na segunda metade do século XVII, na cidade de Belém do Grão-Pará, no então Estado do Maranhão. As investigações buscam problematizar o corpo a partir de uma perspectiva sexual e histórica, relacionando a compreensão da medicina e da religião sobre a sexualidade do corpo humano, em específico ao corpo que comete o “pecado” da sodomia, no caso desta pesquisa, a sodomia é a pratica sexual entre pessoas do sexo masculino, que no léxico inquisitorial, é chamada de “sodomia perfeita”. Os processos de Frei Lucas e seus cúmplices, também possibilitam relacionar as concepções do próprio Frade mercedário sobre seu corpo em comparação ao corpo feminino. As fontes principais são os processos inquisitoriais, mas para além do Tribunal do Santo Ofício, utilizamos fontes como a bíblia, dicionário do Padre Rafael Bluteau, crônicas e tratados.Tese Acesso aberto (Open Access) Entre salvação e perdição: a sexualidade do bom cristão(Universidade Federal do Pará, 2019-05-09) RODRIGUES, Luciane de Assunção; CHAVES, Sílvia Nogueira,; http://lattes.cnpq.br/9353964127402937; https://orcid.org/0000-0002-9771-4610Que subjetividades são fabricadas a partir dos discursos sobre sexualidade? Quais são as condições de existência dos discursos que fazem proliferar dada sexualidade? Tais questões emergiram e fabricaram a tessitura dessa pesquisa, cujas linhas do tesão e transgressão são os fios condutores das tramas que compõem a sexualidade do “bom cristão”. Para dar visibilidade à sexualidade que transita em uma Escola Confessional - numa dinâmica inventiva -, foram criados personagens que movimentam a análise dos materiais empíricos selecionados para compor o corpus da pesquisa. Inspirados e matizados pelo pensamento de Michel Foucault e com os sentidos aguçados, esses materiais falam e descrevem o que viram, ouviram, sentiram nos espaços de uma Escola Confessional. Com personalidades distintas, tais personagens são proficientes em fazer aparecer os processos de subjetivação do dito “bom cristão”, seja ele docente ou discente, bem como as peripécias vividas no interior de um espaço em que a sexualidade se situa entre a obediência e a transgressão. Dentre os personagens, a Escola Esquizofrênica inicia a discussão com seus desvarios, alternando momentos de lucidez e de alucinação, sem que se consiga perceber quando está em um ou outro estado! Nesse contexto, a escola esquizofrênica decide colocar os demais personagens no seu divã - em modos de confissão. Assim, cada personagem conta como foi atravessado/afetado pela sexualidade ali circulante, mobilizando a questão central desta investigação: Como opera o dispositivo da sexualidade numa Escola Confessional? Com base na análise das confissões sustenta-se a seguinte tese: A produção da subjetividade do “bom cristão” está vinculada ao controle e à gestão da sexualidade. A sexualidade, por sua vez, abre trilhas de possibilidades de invenção e criação de novas formas de viver! É assim que os personagens que habitam a Escola Confessional ousaram criar o espaço do “entre”, no meio. Resistiram, inventaram e viveram a sexualidade rompendo a inércia e a paralisia de permanecer na posição de “bom cristão”! Ao invés de ensaiarem modos de obediência em relação às normas regulatórias estabelecidas para se viver nessa escola confessional, optaram por viver a sexualidade em modos de resistências. O entre está onde tudo escapa, é a transgressão de uma sexualidade que não foi formatada, suspira por liberdade em uma vida que experimenta.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Equilíbrio precário”: corpo, gênero e família em Bragança/Pará (1916-1940)(Universidade Federal do Pará, 2024-03-20) CAMPOS, Alessandra Patricia de Oliveira Dias; CANCELA, Cristina Donza; http://lattes.cnpq.br/8393402118322730Este trabalho tem como objetivo analisar como foram tecidas representações, práticas e atribuídos valores ao corpo feminino na sociedade bragantina entre os anos de 1916 e 1940. Nesse sentido, a problemática se pautou na visão de que as diversas personagens envolvidas em autos de crimes sexuais eram mulheres que com suas vivências representavam perigos ao equilíbrio das relações familiares e sociais hegemônicas e, por isso, deveriam ser vigiadas para que não usassem o seu corpo como lugar de exercício de poder. Com este fim, as análises partiram do estudo entrecruzados dos discursos presentes em sessenta e três processos judiciais, de nove obras médicas e jurídicas, dos Códigos Penais de 1890 e o de 1940, do Código Civil de 1916, do Código de Posturas de Bragança, além dos periódicos Cidade de Bragança, O Cidadão e Revista Bragança Ilustrada, os quais circularam no período proposto. As fontes permitiram acesso ao cotidiano, às relações amorosas, aos diversos valores que os moradores da região bragantina e os representantes do jurídico elaboraram sobre corpo, sexualidade, família, honra, moralidade, trabalho e lazer, por exemplo. Pautando-se em valores como trabalho, família, honra e moralidade, as investigações evidenciaram que os corpos, os comportamentos, os hábitos, os interesses e os desejos das mulheres se tornaram o cerne das preocupações do Estado, da sociedade e dos homens quando os assuntos eram a moralidade, a sexualidade e a constituição familiar ditas adequadas. Contudo, apesar da vigilância, do controle e das restrições as quais as mulheres estiveram subjugadas no período pesquisado, muitas não estiveram dispostas a conformar os seus corpos, os seus interesses e as suas necessidades aos discursos moralizantes e disciplinadores que pretendiam aprisioná-las.Tese Acesso aberto (Open Access) Fandantologia: autoetnografia migrante de uma percussionista de pés(Universidade Federal do Pará, 2023-02-08) MARTÍNEZ, Alba Olinka Huerta; CAMARGO, Giselle Guilhon Antunes; http://lattes.cnpq.br/2551648142775344Ao aceitar o silêncio pandêmico, ou seja, aceitar ficar em casa sem poder sair ou viajar, suspender algumas atividades e enfrentar uma tragédia humanitária, foi necessário criar novas buscas e outras formas de pesquisa que me fizeram viajar de onde estava, e com o que tinha, abrigando-me em casa. Essas explorações e através de meu corpo, utilizando diferentes composições de fandango, fizeram-me viajar, e até mesmo migrar, cedendo à tragédia. E, mesmo com toda a vulnerabilidade que rodeava meu corpo por causa do vírus que também viajava e migrava, fui atravessada por outras identidades, outras terras, outras danças, outros movimentos, outras escutas e outros sons. Neste trabalho compartilho essa experiência migratória dentro de casa e como estrangeira no Brasil e, mais tarde, no México. É preciso dizer que esta experiência migratória não começou com a pandemia de Covid-19 e foi através da autoetnografia que consigo dar uma saída aos conhecimentos encarnados (tecnologias parafolclóricas) que me constituem, a fim de consolidar minhas abordagens junto ao conceito de migrações sonoro-corpóreas através do seminário ‘Del Fandango al cuerpo y de vuelta’Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Fia Sophia: etnografia do batom(Universidade Federal do Pará, 2018) MARIA, Samily; TARCILA, Elis; OLAIA, Pedro; SOPHIA, SophiaXVI Congresso da Sociedade Internacional de Etnobiologia, XII Simpósio Brasileiro de Etnobiologia e Etnoecologia, I Feira Mundial da Sociobiodiversidade, IX Feira Estadual de Ciência Tecnologia e Inovação (ISE SBEE 2018 Belém+30). Todos estes eventos estavam comportados dentro do Centro de Convenções Hangar em Belém do Pará, e ali na área aberta da feira, Sophia propôs a ação Fia Sophia. O vídeo é o registro etnográfico da ação imersiva de Sophia no evento a partir do jogo de improviso, em que a drag dá o batom para as pessoas escreverem no corpo da gata palavras-ações agressivas que já recebemos devido termos nossos corpos fora do padrão intolerante heteronormativo, branco, rico e patriarcal. Uma mulher, no evento Belém +30 pintou meu olho com o batom vermelho, e enquanto aquela mulher forte, de aparência de guerreira bruxa, me pintava ao mesmo tempo ela desabava sobre mim, lacrimejava e dizia baixinho: “foi um soco no olho...”. Eu também chorava dentro de mim, lembrava que na noite anterior, eu mesma, tinha sofrido agressão na rua, quando levaram minha bolsa com materiais de trabalho e me deixaram um soco no olho. A dor naquele momento, enquanto ela pintava meu olho, era mais do que real, imagens me vieram a cabeça, lembranças de agressões que tantas amigas mulheres e bichas e travestis já sofreram; suei frio, gaguejei, engoli o desespero e me fortaleci na troca afetiva espontânea, na troca de olhares, no abraço, e nas forças de tantas palavras escritas e ouvidas que me dão coragem para prosseguir com ações e práticas artísticas de resistência.Tese Acesso aberto (Open Access) Klitores Kaos e o grito das mulheres: o Punk/HC desemboca numa cena musical feminista em Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2023-03-20) MONTEIRO, Keila Michelle Silva; COHEN, Líliam Cristina Barros; http://lattes.cnpq.br/0286644614789784A presente pesquisa tem como foco a cena musical do punk/hc, subgênero do rock, em Belém do Pará, constituída por mulheres como um fazer musical necessário no combate a preconceitos existentes entre pessoas que fazem ou frequentam os ambientes desse gênero, em que predomina, ainda, o sexo masculino, pois o rock e suas vertentes, apesar de representarem transgressão e irem contra opressões e violências do Estado e da sociedade, por vezes, invisibilizam a produção feminina e seus atores ainda praticam machismo, misoginia, dentre outras atitudes que ofendem mulheres. Nesta etnografia abordo a trajetória do punk/hc em Belém do Pará, enfatizando a produção musical feminina/feminista, sendo necessário valorizar essa produção e enfatizar a necessidade do respeito à mulher nesse cenário, pois conforme Rosa e Nogueira “a poesia e a música nascem das rupturas e da dor que transformam. É um processo criativo no sentido amplo onde, ao criarmos caminhos artísticos e de produção de conhecimento próprios, também nos reinventamos como pessoas” (2015, p. 27). Farei uma análise da trajetória, performance, estética e de composições musicais da banda Klitores Kaos que atua reivindicando direitos e empoderando mulheres, num diálogo com Chada (2011), Béhague (1992,1999), Blacking (1973) e Merriam (1964) para tratar de fatores socioeconômicos presentes nas canções; O´Hara (2005) e Caiafa (1985) para abordar o contexto do gênero punk rock . Além da bibliografia estudada, utilizei arquivos de mídia e material da pesquisa de campo antes da pandemia. Conforme análise de performance e estética da banda, sua trajetória e principalmente a análise musical nessa pesquisa, os dados apontam uma produção de protesto, um ‘grito’ de combate ao feminicídio, ao machismo, à misoginia e ao racismo com tomada de espaços por mulheres e o crescente respeito pelo gênero feminino na cena punk/hc, que muitas vezes se confunde com a vida particular dessas mulheres.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Máscara Búfala: Cartografia Cênica de um Corpo-Saudades(Universidade Federal do Pará, 2025-01-17) SILVA, Bruno Rangel Viana e; SARÉ, Larissa Latif Plácido; http://lattes.cnpq.br/3313460196086035O memorial apresenta pesquisa em teatro que emerge de um contexto íntimo: a descoberta de estar em luto, assim como as saudades provocadas pela perda de minha mãe durante a pandemia de COVID-19. A partir de memórias pessoais, como os cafés da manhã em minha casa, as conversas que aconteciam à mesa e o cotidiano transformado pela presença e pela ausência, proponho uma poética do corpo-saudades. Identifico também que alguns sentimentos e minha casa são indutores e contribuem para a construção dessa poética. O trabalho se estrutura em três pilares principais: as saudades como potencialidade artística, as memórias como dispositivo de criação e o corpo-saudades como um arquivo de vivências registradas no meu corpo, onde compartilho com o público. Utilizo o método da cartografia, a dramaturgia pessoal do ator e a criação com imagens/fotografias, fundamentando-me nas referências teóricas de Virginia Kastrup (2009), Wlad Lima (2005) e Sônia Rangel (2015). Essas três mulheres me deram suporte para que eu fomentasse meu pensamento e o transformasse em linguagem para o teatro autobiográfico e poético. A pesquisa vai se estruturando a partir das experimentações cênicas realizadas ao longo do mestrado, que são acionadas por meio das memórias essoais do artista-pesquisador, onde objetos, músicas e a relação com o público são colocadas em foco, com o intuito de aproximar quem assiste das minhas intimidades. A casa onde vivo é vista como o primeiro universo. Surge, então, um modo de criar cenas em que primeiro se olha o espaço físico e, em seguida, se processa o campo do simbólico, que oferece uma geografia emocional à narrativa. Por fim, este memorial também busca expor um descontentamento pessoal com relação ao descaso político e social que intensificou as perdas durante a pandemia, transformando a dor pessoal em um manifesto coletivo, elevando o meu rabalho a uma produção de memória coletiva, para que assim possamos enxergar as possibilidades de lidar com o luto. Ao entrelaçar a dimensão pessoal e política, o trabalho propõe uma ressignificação do meu luto, um ato poético é concebido e um convite é feito, à reflexão sobre memória, presença e ausência.Dissertação Acesso aberto (Open Access) "Se em nome de Cristo eles destroem, em nome de Cristo nós vamos reconstruir": a experiência geográfica da ação da Pastoral da Juventude (PJ-PA) e da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito (FEED-PA) no espaço público em Belém-Pará(Universidade Federal do Pará, 2020-12-17) LIMA, Paulo Afonso Dias de; BAHIA, Mirleide Chaar; http://lattes.cnpq.br/6052323981745384; https://orcid.org/0000-0001-7168-2019O estudo da religião compreende uma diversidade de caminhos. Com foco na força social, presente no cristianismo e na multiplicidade de seus agentes, esta pesquisa considera como eles são capazes de realizar transformações espaciais e temporais, tendo em vista suas práticas de atuação na sociedade e vivências, além de enfatizar o caráter progressista da religião. A presente dissertação teve por objetivo analisar as experiências espaciais formadas pela religião, no espaço público, por movimentos progressistas, sendo eles: a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito (FEED) e a Pastoral da Juventude (PJ). Metodologicamente, incorpora-se uma postura fenomenológica que influencia a utilização dos conceitos, procura-se, ainda, aproximar-se de uma postura etnográfica aliada à utilização de um trabalho de campo participativo. Deste modo, acredita-se que a experiência espacial dos movimentos está ligada: a) ao seu posicionamento teológico/político progressista b) à sua relação de pertencimento ao grupo; c) à apropriação do espaço público por meio do corpo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Travestidas formas: arte, beleza e erotismo em corpos de travestis no Bairro do Reduto em Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2012-02-28) SOUZA, Paulo Sérgio das Neves; COSTA, Luizan Pinheiro da; http://lattes.cnpq.br/5390750292706184Este estudo aborda a dimensão poética e estética presentes em corpos de travestis que trabalham e transitam no bairro do Reduto, na cidade de Belém do Pará, discutindo questões de arte, beleza e erotismo, sua exibição e constituição na cidade. Contribui para estabelecer debates acerca do corpo na cidade se embasando em diálogos de campos teóricos oriundos da Antropologia, Filosofia e, fundamentalmente, da Arte. Entendemos a importância de pensar o tema Travesti a partir de um estudo acadêmico em Artes e sua contribuição na construção e desconstrução de ações, pensamentos e conceitos em arte na contemporaneidadeArtigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Três pedacinhos de corpos em Deleuze: ética potência e transformação(Universidade Federal do Pará, 2010-06) YONEZAWA, Fernando HiromeEste trabalho é parte de nossa pesquisa de doutorado em Psicologia e resultado de um caminho de investigação filosófica acerca do tema do corpo na obra de Gilles Deleuze (e Félix Guattari), que vem desde os anos de nossa graduação. Aprofundando nossos estudos sobre o corpo, a partir do estudo teórico das obras deleuzeanas, veio se destacando a noção de que a produção de um corpo é um problema de natureza ética. Se o corpo aparece, no pensamento deleuzeano, ora como encontro de forças, em outros momentos, também aparece como matéria de expressão das diferenças na forma de dobras. Assim, ainda há a noção de que é pelo corpo que se inicia a potência do pensamento, um devir-corpo. Deste modo, com a intenção de esmiuçar a questão ética relacionada ao corpo, apresentamos aqui um traçado conceitual-filosófico que conecta várias partículas de conceitos habitantes do arsenal filosófico de Deleuze.
