Navegando por Assunto "Corpo como suporte da arte"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Corpo de Cristo, máscaras de diabos: etnopolítica e espaços de performance nos Diablos Danzantes de Yare, Venezuela(Universidade Federal do Pará, 2019-08-22) FERREIRA JÚNIOR, Amarildo; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684; FIGUEIREDO, Silvio José de Lima; http://lattes.cnpq.br/2713210031909963Esta pesquisa analisa as relações sociais dos Diablos Danzantes de Yare, confraria eucarística do centro-norte venezuelano, através das quais situa e elucida a complexidade simbólica e sociopolítica dessa festa e de seu respectivo campo social, denominado por Campo Festivo dos Diablos de Yare. Sua proposta diz respeito à compreensão da experiência de ser e estar no mundo e da produção de sentidos dos Diablos de Yare em face aos agenciamentos e às reflexividades pelas quais passam, considerando sua trajetória histórico-social, que fê-los ocupar o centro da festa de Corpus Christi na Venezuela. Caracterizado como uma pesquisa interdisciplinar, este estudo orienta-se por três princípios fundamentais, mutuamente influenciados e organicamente vinculados, os quais consistem no pensamento relacional na construção social da pesquisa; na nova cartografia social como etnografia fundamental à investigação; e na proposição de uma possibilidade de integração praxiológica entre os referenciais teóricos e os quadros obtidos com os trabalhos empíricos realizados, denominada como experiência de ensamble. Realizado na Parroquia San Francisco de Yare do Município Simón Bolívar (Estado Miranda, Venezuela), a pesquisa coletou dados em trabalhos de campo mediante realização de entrevista não diretiva, entrevista diretiva, observação direta, registros audiovisuais e fotográficos, georreferenciamento, e oficina de cartografia social, com concomitante pesquisa bibliográfica e documental. Em seu decorrer, o estudo faz a apresentação contextual do conjunto de festas denominadas por Diablos Danzantes de Corpus Christi de Venezuela, apresenta denso relato etnográfico acerca dos Diablos de Yare, discorre sobre a concretização das segundas vida e vinda cristã na localidade durante os dias de realização da festa e discute as práticas de constituição, distribuição espacial e acionamento de sensos políticos e sociais de expressões incorporadas em espaços de performance, instaurados por meio do que define por processo etnopolítico dos Diablos de Yare. Por fim, a pesquisa realiza a ultrapassagem do entendimento da festa-fato para a apreensão da festa-questão no evidenciamento dos Diablos de Yare enquanto corpos que ressonam especificidades históricas, simbólicas e políticas para compreensão de processos sociopolíticos e culturais que constituem e configuram o local e o nacional na Venezuela.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Corpos Gordos em Cena: encontros embriagados na construção de uma personagem Rodriguiana(Universidade Federal do Pará, 2015-06-30) OLIVEIRA, Marluce Souza de; SANTA BRÍGIDA JÚNIOR, Miguel de; http://lattes.cnpq.br/6889411521648199; MARTINS, Benedita Afonso; http://lattes.cnpq.br/6379814397024971Esta dissertação apresenta fragmentos de histórias de vida de duas mulheres de teatro. Esse encontro acontece em momentos decisivos de nossas vidas, uma artista veterana como referência, Wlad Lima, e eu, Marluce Oliveira, aprendiz do ofício de ser atriz. No primeiro ato, registro minhas memórias traduzidas em cenas cotidianas e artísticas. No segundo ato, descrevo o encontro de duas mulheres gordas, com semelhantes vivências; destaco a poética da atriz veterana e o seu envolvimento profissional, os espaços onde ambas trabalharam, dividiram e (des) construíram sonhos, as semelhanças identificadas que foram desenvolvidas no lado afetivo, familiar e profissional ao longo dos anos. Esse encontro foi determinante para a poética emergente da pesquisadora, como atriz iniciante - este estudo, denominado Encontro Embriagado. No terceiro ato, desenvolvo um estudo do espetáculo O Homem Que Chora Por Um Olho Só, adaptação do texto Os Sete Gatinhos, do dramaturgo Nelson Rodrigues. Este trabalho repercutiu fortemente em nossas vidas, uma como encenadora, a outra como atriz. O estudo visa também compreender especificidades e correlações do encontro poético entre nós. Encontros e convergências no âmbito familiar, a vida amorosa, os trabalhos registrados em fragmentos de história de vida de cada uma que compreendem esse encontro. Metodologicamente, a pesquisa foi efetivada sob o enfoque da etnometodologia, a partir de entrevistas abertas, análise de documentos, memória individual, e referenciais necessários. Amparada pelos referenciais dos autores François Dosse, Michel Maffesoli, Ecléa Bosi, e a obra da encenadora pesquisada: Dramaturgia Pessoal do Ator, dissertação de mestrado. Na pesquisa revisitei memórias e registros de um espetáculo fundamental em nossas trajetórias de vida.Tese Acesso aberto (Open Access) Encantaria-corpo: processos de criação e poéticas em dança(Universidade Federal do Pará, 2022-01-17) SOUZA, Luiza Monteiro e; MENDES, Ana Flávia de Mello; http://lattes.cnpq.br/6144243746546776A presente pesquisa-criação filia-se à linha de pesquisa Poéticas e Processos de atuação em Artes do Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade Federal do Pará (PPGARTES/ICA/UFPA). Seu objetivo principal é realizar experiências de imersão e emersão (EIEs) a partir do encontro entre a dança imanente (Mendes, 2010), as encantarias (Loureiro, 2008) e a noção de poesia (Cotê, 2014). Propondo-se a sublinhar interações teórico-artísticas emergentes do processo de criação, as EIEs são a metodologia da pesquisa de onde nascem os procedimentos de experimentação, criação e reflexão, assim como as próprias poéticas em dança. Os processos de criação artística tomam como inspiração os mundos mágicos submersos nos rios amazônicos: as encantarias, espécie de dimensão transcendental onde habitam os seres encantados poetizadores da existência desses rios. A ideia de uma profundeza encantada no rio encontra-se nesta pesquisa com a dança imanente, fundando como proposição teórico-prática principal a noção de encantaria-corpo, a qual fora aplicada junto ao coletivo Companhia Moderno de Dança, visando o estímulo de processos criativos. Os resultados da pesquisa são a obra cênica Na Beira, as vídeo-danças Poesia Submersa, Vamos falar de poesia?, Nas águas do invisível, Onde estará o além das coisas?, Dar-se em Vertigem, Ecos das Entranhas e Seres de Si e, ainda, este texto memorial.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mulheres em mim: trajetória dançada do corpo metafenômeno(Universidade Federal do Pará, 2017-06-20) SILVA, Anna Cecília de Oliveira; ALENCAR, Cesário Augusto Pimentel de; http://lattes.cnpq.br/0024366223698692Essa escritura reporta a investigação teórico-prática do processo criativo denominado de “Mulheres em mim”. O estudo nasce no âmbito da dança e busca compreender como o corpo, entendido enquanto organismo pulsante da pesquisadora, pode ser modificado em seu estado psicofísico durante a efetuação de artifícios metodológicos úteis a vivências laboratoriais de criação, sendo denominado para esta pesquisa de corpo metafenômeno, conforme significado aplicado ao termo por José Gil. O material disposto no memorial, assente em ocorrências insurgidas durante à investigação e abrange conteúdos que se referem, sobretudo, à transcursão do trabalho artístico desenvolvido, abordando temas procedentes na composição de rotas poéticas, dos procedimentos metodológicos aplicados operacionalmente, da relação do corpo com o espaço e da preparação corporal. Para tanto, são convocados autores como a linguista brasileira Cecília Salles, o filósofo moçambicano José Gil, o ator e teórico brasileiro Renato Ferracini, o diretor polonês Jerzy Grotowski, as pesquisadoras no âmbito da dança, Patrícia Leal e Ana Flávia Mendes, entre outros estudiosos, a subsidiarem em tais alocuções. A exploração pretende indicar, ao invés de adotar, criar ou fixar impositivamente paradigmas voltados a modos de consecução de um processo criativo em dança, ponderações sobre o assunto, considerando o lugar de onde a pesquisadora fala, o de intérprete-criadora.
