Navegando por Assunto "Crise"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Correndo o risco: Belém do Pará na charge de Biratan Porto no ocaso da ditadura (1978-1985)(Universidade Federal do Pará, 2024-08-26) OLIVEIRA, Walter Pinto de; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231Em quais condições a ditadura civil-militar entregou Belém do Pará ao período de redemocratização? Como a sociedade civil reagiu à violência e à exclusão das políticas ditatoriais? Estas duas indagações perpassam este estudo que tem por objetivo depreender a situação da então principal capital da Amazônia nos sete últimos anos do governo militar, período chamado de abertura, mas que, apesar de sugerir abrandamento político, carregou consigo sinais do autoritarismo que caracterizou os 21 anos de duração do regime. A partir das charges do cartunista Biratan Porto este estudo se propõe responder àquelas questões, conforme as ferramentas metodológicas da História Social da Arte. Passados quarenta anos dos acontecimentos, o humor crítico do artista oferece uma leitura alternativa ao noticiário da imprensa, então comprometida com a ditadura. Na tecitura analítica que faz daquele período, a charge de Biratan projeta uma perspectiva singular sobre resistência popular e sugere a substituição de um clientelismo autoritário por um outro, democrático, mas ainda assim, clientelismo.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) A crise do conceito de Episteme(Universidade Federal do Pará, 2004-01) OLIVEIRA, Damião BezerraO artigo irá mapear algumas característica do conceito de episteme, base de compreensão de ciência ocidental, assim como destacará elementos importantes que revelam a longa crise desse mesmo conceito que ainda persiste na atulidade, suscitando uma série de indagações diantes das incertezas e indeterminações presentes sobre o que pode ser considerado científico.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) O déficit do sistema previdenciário brasileiro: análise econômica para o período de 1995-2018(Universidad del Zulia, 2019-09) CARVALHO, André Cutrim; CARVALHO, David Ferreira; AIRES, Alana Paula de AraújoNa atual conjuntura, o modelo previdenciário no Brasil representa um sério problema estrutural das contas públicas brasileiras. É, justamente, nesse contexto que está em curso no país a necessidade de imposição emergencial de uma “reforma da previdência” com o propósito, sobretudo, de flexibilizar os direitos constitucionais dos trabalhadores brasileiros. Em linhas gerais, o problema de déficit da previdência é causado pelo desequilíbrio financeiro do sistema previdenciário brasileiro, que se manifesta no momento que a receita é menor que a despesa. Este problema caracteriza a crise do sistema de previdência social, que decorre de vários motivos: 1) envelhecimento gradativo da população; 2) redução do crescimento da população; 3) dificuldade em realizar mudanças ou ajustes nas regras de aposentadorias por meio de uma reforma da previdência; 4)mudanças no mercado de trabalho. Nestes termos, identificado o problema da pesquisa, podemos formular, a partir de agora, o objetivo fundamental do presente artigo: investigar e, posteriormente, discutir as causas determinantes do déficit do regime de previdência social entre 2005-2018, que colocou o país nesta condição de crise. A principal conclusão é que parte da receita da seguridade social, ao invés de financiar as aposentadorias, é simplesmente desviada para outros usos ou utilizada como ativo financeiro disponível para outras fontes, o que acaba por transmitir uma idéia vã de superávit primário alto ao reduzir contabilmente a dívida líquida consolidada da União, propiciando uma percepção imaginária de sustentabilidade aos indicadores de solvência do governo federal e de credibilidade do Banco Central do Brasil junto ao mercado financeiro.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Pandemia e a espiral das crise: memórias de professoras e professores da Educação Básica durante a implementação do ensino remoto no Estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2024-12-09) MONTEIRO, Ádima Farias Rodrigues; BUENO, Michele Escoura; http://lattes.cnpq.br/3126701924384242Com o objetivo de compreender os efeitos sociais, profissionais e emocionais dos arranjos políticos emergenciais praticados pelo Governo do estado do Pará na educação pública estadual durante a pandemia da COVID-19, a partir da experiência de professoras e professores da Rede Pública Estadual de Ensino no Município de Ananindeua, na região metropolitana de Belém, esta dissertação traz a análise das memórias que as/os 24 professoras/es que entrevistei compartilharam comigo suas vivências profissionais. À medida que eu os/as escutava, ia também revivendo minhas memórias e, assim, assumo no texto a posição de nativa/etnógrafa (Peirano, 2014). Analiso também os principais documentos que normatizaram a educação pública no Estado do Pará no ano de 2020 e 2021 relacionando-os com as decisões do governo federal. Guiada pelo que ouvi, em campo, em janeiro e fevereiro de 2022, o recorte deste estudo está no período da pandemia em que o governo do estado do Pará implementou o ensino remoto na rede pública estadual, a saber, os meses de janeiro a junho de 2021. A análise dessas experiências está em diálogo com a elaboração antropológica e sociológica sobre o tema. No capítulo 1 mostro como o governo estadual geriu a educação básica no período da pandemia, em que as aulas presenciais ficaram suspensas na rede pública. Para, no capítulo 2, mostrar como as/os professoras/es vivenciaram as mudanças decorrentes da nova normatização e regulamentação da educação básica estabelecida pelo governo do estado. Ao analisar a experiência das/dos docentes percebi que além da contradição entre as/os profissionais e o estado, outras contradições afloraram na medida em que as/os professoras/es exerceram sua profissão a partir do ambiente doméstico, elementos estes para o qual dedico o capítulo. Avento como resultados desta pesquisa, que a pandemia aprofundou crises e desigualdades já pré- existentes, ao mesmo tempo que produziu novas dinâmicas de crise. Pelos dados, mostro que à medida que as políticas públicas educacionais do estado se mostravam insuficientes para conter os efeitos da pandemia na educação básica paraense, a vida das/os professoras/es passou a ser tomada por um processo de aprofundamento da precarização do trabalho docente, expresso na flexibilização total da jornada de trabalho e no adoecimento físico e mental decorrente das atividades laborais. E, ainda, evidencio que no caso das professoras mães, filhas e/ou esposas, se somou ainda uma interminável jornada de trabalhos de cuidados, que foi multiplicada pela suspensão de serviços públicos ofertados pelo Estado e fez, do período, um momento de sobreposição de desigualdades laborais e de classe às desigualdades de gênero.
