Navegando por Assunto "Crustaceans"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ecologia populacional do caranguejo chama-maré Minuca mordax (SMITH, 1870) (Decapoda, Ocypodidae) em um estuário da costa amazônica brasileira(Universidade Federal do Pará, 2025-02-19) GUIMARÃES, Nívia Cristo de Melo; SANTOS, Cleverson Ranniéri Meira dos; http://lattes.cnpq.br/8626400902445523; https://orcid.org/0000-0003-0467-2798; PETRACCO, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6834814201680920; https://orcid.org/0000-0001-6501-0099; LEMOS, Jussara Moretto Martinelli; COSTA, Tânia Márcia; ALVES JÚNIOR, Flávio Almeida; http://lattes.cnpq.br/5264841936875017; http://lattes.cnpq.br/6353015321611058; http://lattes.cnpq.br/2566643607928091; https://orcid.org/0000-0001-9646-4763; https://orcid.org/0000-0003-0230-8431; https://orcid.org/0000-0003-3002-6845Os caranguejos chama-maré são característicos da zona entremarés de regiões tropicais e subtropicais, especialmente em ambientes estuarinos, onde têm importante papel na ciclagem de nutrientes devido à bioturbação do sedimento. O presente estudo objetiva descrever a estrutura populacional do caranguejo chama-maré, Minuca mordax, em áreas com diferentes salinidades em um estuário da costa amazônica do estado do Pará, Brasil. Aspectos populacionais (razão sexual, tamanho, densidade, biomassa e período reprodutivo) foram estudados em quatro áreas (E1, E2, E3 e E4) ao longo de um gradiente de salinidade e em períodos sazonais (chuvoso e seco). Os caranguejos foram coletados durante doze campanhas trimestrais de amostragem, sendo seis no período chuvoso (maio/2013, fevereiro/2014, maio/2014, fevereiro/2015, maio/2015 e fevereiro/2016), e seis no período seco (agosto/2013, novembro/2013, agosto/2014, novembro/2014, agosto/2015 e novembro/2015). Em cada área e campanha, as coletas foram realizadas manualmente em seis quadrados (1m2 ) no entremarés, distribuídos ao longo de dois transectos (100 m, cada) perpendiculares a linha de maré baixa. Adicionalmente, os seguintes dados abióticos foram obtidos nas áreas: temperatura do ar e água, pH, salinidade, oxigênio dissolvido e condutividade elétrica da água. Em laboratório, o sexo foi identificado e a largura da carapaça (LC) medida para cada indivíduo. Os caranguejos foram classificados em maduros ou imaturos, ou seja, indivíduos maiores ou menores do que a menor fêmea ovígera, respectivamente. Um total de 1001 espécimes foi coletado, sendo 527 machos e 474 fêmeas (29 ovígeras). A razão sexual total foi de 1,1:1 (macho:fêmea), sem desvio significativo entre os sexos. Os machos foram maiores e mais frequentes em classes de maior tamanho (>15mm), enquanto fêmeas predominaram nas menores classes de tamanho (<13 mm). A densidade e a biomassa total da espécie foram maiores em áreas superiores do estuário, em ambos os períodos, onde a salinidade apresentou médias entre 2,8 a 19,2 (período chuvoso) e 20,2 a 33,9 (período seco). No geral, os grupos de fêmeas ovígeras, maduros e imaturos também tiveram seus maiores quantitativos no estuário superior, em ambos os períodos sazonais. Nossos resultados sugerem que a densidade da população seja influenciada por variáveis ambientais relacionadas principalmente ao gradiente espacial, com destaque para a salinidade. O estabelecimento da população em diferentes condições de salinidade, confirma sua ampla plasticidade osmorreguladora.
