Navegando por Assunto "Cuidador"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Comportamentos de cuidado e sobrecarga de cuidadores de crianças e adolescentes com Diabetes Mellitus tipo 1(Universidade Federal do Pará, 2023-06-30) MENDES, Danielle Castelo de Carvalho; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560O Diabetes Mellitus do tipo 1 (DM1) é um distúrbio metabólico comumente diagnosticado em crianças e adolescentes, representando de 5 a 10% dos casos diagnosticados de DM. Seu tratamento envolve o monitoramento da glicemia, aplicação da insulina, um padrão alimentar específico, além da prática de atividades físicas. É um recurso terapêutico custoso e que para ser bem-sucedido, necessita de modificações comportamentais e adesão do paciente e de sua rede de apoio. Um suporte social adequado implica em ganhos tanto no tratamento quanto no amparo emocional. Assim, o objetivo desta pesquisa foi descrever os comportamentos de cuidado e a percepção de sobrecarga do cuidador no tratamento de crianças e adolescentes com DM1. Trata-se de um estudo transversal, com a coleta realizada no período de janeiro a março de 2023. Participaram da pesquisa 71 adultos, de ambos os sexos, cuidadores de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, diagnosticados com DM1 há pelo menos 1 ano e que realizavam tratamento prescrito por equipe de saúde. A coleta de dados foi no formato online, por meio de e-mail e convites nas redes sociais (WhatsApp®, Instagram® e Facebook®). Os instrumentos de pesquisa utilizados foram um questionário sociodemográfico e de percepções sobre DM1, subdividido em nove dimensões e a Escala de Avaliação de Sobrecarga, Zarit Burden Interview (ZBI). Os dados foram avaliados com o auxílio do software R Core Team e a análise estatística por meio do teste qui quadrado e da técnica de regressão logística ordinal. Os resultados mostraram que a maioria dos cuidadores são mulheres, casadas ou com união estável, com ensino superior completo, renda familiar mensal entre 1 e 3 salários-mínimos, com carga horária de trabalho de 31 a 40 horas semanais. Quanto aos comportamentos de cuidado mais usuais dos participantes, sobressaíram àqueles relacionados ao tratamento do paciente como o controle glicêmico, apoio na aplicação ou uso de medicação e acompanhamento nas consultas médicas. Foram observadas correlações estatísticas entre as variáveis estado civil, horas trabalhadas, relação com o paciente e se eles têm filhos e os resultados da sobrecarga percebida dos cuidadores. A regressão apontou que o perfil dos participantes que são solteiros(as), trabalham mais de 31 horas semanais, recebem de um a três salários mínimos, possuem um relacionamento razoável com o paciente e tem filhos, apresentou níveis de sobrecarga mais elevados, de leve a moderada (56,34%) e de moderada a severa (25,35%). Conclui-se que além do perfil socioeconômico do cuidador influenciar a sua sobrecarga percebida, a relação com o paciente e o acúmulo de atividades voltadas para a saúde dele contribuíram para que os níveis de sobrecarga fossem mais elevados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O cuidador como mediador no ensino de habilidade de engajamento conjunto para crianças com autismo(Universidade Federal do Pará, 2013-12-19) SANTOS, Adrine Carvalho dos; GAROTTI, Marilice Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2218504886013525Crianças com autismo são caracterizadas por significantes déficits para se engajar em comportamentos de atenção coordenada (AC). Os prejuízos de AC interferem no desenvolvimento dos estados de atenção da criança, que envolve o engajamento conjunto com o outro. Diante disto, o uso de intervenções baseadas no ensino dessa habilidade vem se tornando cada vez mais frequente. Resultados de vários estudos indicam que o treinamento de habilidades direcionadas aos pais está associado ao aumento de habilidades comunicativas e sociais de crianças com autismo. O presente estudo teve como objetivo investigar a efetividade do programa de intervenção com cuidadores, baseado no proposto por Kasari et al (2010), verificando a relação entre responsividade do cuidador e engajamento conjunto da atenção, e a manutenção do novo repertório três meses após a finalização do estudo (followup). Participaram do estudo sete cuidadoras e suas crianças com diagnóstico de autismo, com idade entre 47 e 67 meses. O programa de intervenção administrado com as cuidadoras teve duração de dois meses, sendo constituído de quatro encontros grupais e quatro monitoramentos individualizados. Filmagens de momentos de interação da criança com o cuidador foram realizadas em todas as fases do estudo para posterior análise, além disso, outras medidas foram administradas, são elas, Escala de Interação Social, Teste ABFW (linguagem pragmática) e Escala de Adesão ao Treinamento. Os resultados indicaram diferenças significativas na duração dos engajamentos conjuntos (p = 0.016) e não-conjuntos (p = 0,018) medidos antes e após a intervenção;o teste de Wilcoxon para medidas repetidas indicou diferenças significativas (p = 0,016) no comportamento das cuidadoras após a intervenção; não houve mudanças significativas na linguagem pragmática das crianças. Os dados indicaram que o curso promoveu mudanças no padrão de engajamento da criança com o cuidador e, também, promoveu aumento na responsividade das cuidadoras, e que esses ganhos foram mantidos durante a sessão de seguimento. Os achados foram relevantes para fortalecer a importância de se desenvolver programas de intervenção que capacitem os pais para promover melhoras nas habilidades sociocomunicativas de suas crianças com autismo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estresse e Rotina entre Cuidadores de Criança com TDAH(Universidade Federal do Pará, 2018-04-05) FRANÇA, Irlana Lessa; SOUZA, Ruth Daisy Capistrano de; Ruth Daisy Capistrano de; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; CUNHA, Katiane da Costa; HORA, Ana Flávia Lima Teles da; http://lattes.cnpq.br/4868349926785832; http://lattes.cnpq.br/9608276694408340; https://orcid.org/0000-0001-5361-5090O objetivo desse trabalho foi avaliar o estresse parental, a rotina de cuidadores de crianças com o diagnóstico de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e as características cognitivas das crianças. Participaram 23 cuidadores cujas crianças tinham TDAH. Utilizou-se o roteiro de entrevista, SNAP IV, Escala Wechsler de Inteligência para crianças (WISC IV), Questionário de Estresse para Pais de crianças com Transtorno de Desenvolvimento (QE-PTD) e o Inventário de Rotina (IR). Os resultados da rotina mostraram que as atividades realizadas eram em função do próprio cuidador e demais membros familiares, em especial, a criança com o transtorno. As tarefas domésticas, deslocamento, lazer e práticas remuneradas foram às atividades mais frequente em prol de si e dos outros. Nas atividades em prol da criança com TDAH as tarefas com mais tempo eram deslocamento, monitoramento e as tarefas domésticas. O estresse total foi baixo na maioria dos participantes, mas na dimensão de sobrecarga emocional mais da metade apresentou nível de estresse elevado. A avaliação das características cognitivas foi realizada com 13 crianças e revelou o quociente intelectual total (QIT) abaixo da média esperada para idade. A literatura cientifica sobre o tema corroboram e refutam os achados do presente estudo. Entende-se a importância dos cuidadores para as crianças com TDAH. Sugere-se ampliação da compreensão sobre o tema para os demais membros da família.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Riscos psicossociais do trabalho e estresse de cuidadores de idosos institucionalizados(Universidade Federal do Pará, 2017-08-11) CARRARO, Patrícia Fernandes Holanda; MAGALHÃES, Celina Maria Colino; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051O atual processo de envelhecimento populacional direcionou atenção para muitas pesquisas e novos serviços. As pesquisas avançam na compreensão das especificidades do envelhecer, dentre as temáticas de estudo, o cuidador formal de idosos institucionalizados foi escolhido nesta pesquisa. O estudo objetivou avaliar os riscos psicossociais e estresse de cuidadores formais, que atuam em Instituições de Longa Permanência para Idosos. Foram participantes 33 cuidadores de idosos que responderam o Protocolo de Avaliação dos Riscos Psicossociais do Trabalho; Inventário de Estresse Percebido e realizaram análise laboratorial da saliva para aferir os níveis de cortisol. Os principais resultados indicam que os cuidadores se perceberam pouco estressados (média=20 ±7,830; p<0,0001), os níveis de cortisol também foram abaixo do valor de referência estabelecido pelo laboratório (média = 9,2 ± 3,59; p<0,0001); a organização do trabalho apresentou risco alto para os mesmos (média=3,00 ± 1,34; p<0,000); verificou que existe uma relação estatisticamente significativa entre os níveis de cortisol e o risco alto da organização prescrita do trabalho (r= -0,4394; p=0,0359), assim como entre o estresse percebido e o sentimento de desqualificação nos cuidadores (r= 0,4854; p=0,0042). Cuidadores homens com nível superior demonstraram-se mais insatisfeitos com o trabalho realizado, embora a qualificação desta mão de obra esteja aumentando. Conclui-se que fatores intrínsecos (sexo, idade, escolaridade...) somados ao ambiente de trabalho são determinantes para os riscos psicossociais e estresse dos cuidadores formais.
