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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O cuidador como mediador no ensino de habilidade de engajamento conjunto para crianças com autismo
    (Universidade Federal do Pará, 2013-12-19) SANTOS, Adrine Carvalho dos; GAROTTI, Marilice Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2218504886013525
    Crianças com autismo são caracterizadas por significantes déficits para se engajar em comportamentos de atenção coordenada (AC). Os prejuízos de AC interferem no desenvolvimento dos estados de atenção da criança, que envolve o engajamento conjunto com o outro. Diante disto, o uso de intervenções baseadas no ensino dessa habilidade vem se tornando cada vez mais frequente. Resultados de vários estudos indicam que o treinamento de habilidades direcionadas aos pais está associado ao aumento de habilidades comunicativas e sociais de crianças com autismo. O presente estudo teve como objetivo investigar a efetividade do programa de intervenção com cuidadores, baseado no proposto por Kasari et al (2010), verificando a relação entre responsividade do cuidador e engajamento conjunto da atenção, e a manutenção do novo repertório três meses após a finalização do estudo (followup). Participaram do estudo sete cuidadoras e suas crianças com diagnóstico de autismo, com idade entre 47 e 67 meses. O programa de intervenção administrado com as cuidadoras teve duração de dois meses, sendo constituído de quatro encontros grupais e quatro monitoramentos individualizados. Filmagens de momentos de interação da criança com o cuidador foram realizadas em todas as fases do estudo para posterior análise, além disso, outras medidas foram administradas, são elas, Escala de Interação Social, Teste ABFW (linguagem pragmática) e Escala de Adesão ao Treinamento. Os resultados indicaram diferenças significativas na duração dos engajamentos conjuntos (p = 0.016) e não-conjuntos (p = 0,018) medidos antes e após a intervenção;o teste de Wilcoxon para medidas repetidas indicou diferenças significativas (p = 0,016) no comportamento das cuidadoras após a intervenção; não houve mudanças significativas na linguagem pragmática das crianças. Os dados indicaram que o curso promoveu mudanças no padrão de engajamento da criança com o cuidador e, também, promoveu aumento na responsividade das cuidadoras, e que esses ganhos foram mantidos durante a sessão de seguimento. Os achados foram relevantes para fortalecer a importância de se desenvolver programas de intervenção que capacitem os pais para promover melhoras nas habilidades sociocomunicativas de suas crianças com autismo.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Riscos psicossociais do trabalho e estresse de cuidadores de idosos institucionalizados
    (Universidade Federal do Pará, 2017-08-11) CARRARO, Patrícia Fernandes Holanda; MAGALHÃES, Celina Maria Colino; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051
    O atual processo de envelhecimento populacional direcionou atenção para muitas pesquisas e novos serviços. As pesquisas avançam na compreensão das especificidades do envelhecer, dentre as temáticas de estudo, o cuidador formal de idosos institucionalizados foi escolhido nesta pesquisa. O estudo objetivou avaliar os riscos psicossociais e estresse de cuidadores formais, que atuam em Instituições de Longa Permanência para Idosos. Foram participantes 33 cuidadores de idosos que responderam o Protocolo de Avaliação dos Riscos Psicossociais do Trabalho; Inventário de Estresse Percebido e realizaram análise laboratorial da saliva para aferir os níveis de cortisol. Os principais resultados indicam que os cuidadores se perceberam pouco estressados (média=20 ±7,830; p<0,0001), os níveis de cortisol também foram abaixo do valor de referência estabelecido pelo laboratório (média = 9,2 ± 3,59; p<0,0001); a organização do trabalho apresentou risco alto para os mesmos (média=3,00 ± 1,34; p<0,000); verificou que existe uma relação estatisticamente significativa entre os níveis de cortisol e o risco alto da organização prescrita do trabalho (r= -0,4394; p=0,0359), assim como entre o estresse percebido e o sentimento de desqualificação nos cuidadores (r= 0,4854; p=0,0042). Cuidadores homens com nível superior demonstraram-se mais insatisfeitos com o trabalho realizado, embora a qualificação desta mão de obra esteja aumentando. Conclui-se que fatores intrínsecos (sexo, idade, escolaridade...) somados ao ambiente de trabalho são determinantes para os riscos psicossociais e estresse dos cuidadores formais.
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