Navegando por Assunto "Cultivo"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A agricultura familiar e políticas públicas como instrumentos para o desenvolvimento local: o cultivo do abacaxi no município de Conceição do Araguaia-PA(Universidade Federal do Pará, 2015-08-26) MACHADO, Stella de Castro Santos; MANESCHY, Rosana Quaresma; http://lattes.cnpq.br/5914095913079907; LOPES, Luis Otávio do Canto; http://lattes.cnpq.br/1013147545099173O abacaxi é uma planta tropical nativa da Região Amazônica. Neste contexto, a fruticultura aparece como proposta para a região Sudeste Paraense, a qual apresenta condições edafoclimáticas favoráveis ao cultivo de abacaxi, mão de obra disponível e baixo custo de produção. Por ser uma região com imensa área destinada a assentamentos, estando estes ainda em fase inicial de estruturação, com baixo nível de renda para os colonos e condições ainda precárias de desenvolvimento, é importante e urgente para todo o sudeste paraense que sejam analisadas alternativas de investimento e direcionamento de políticas públicas, visando a estruturação da cadeia produtiva do abacaxi e, consequentemente, promovendo o desenvolvimento local. Este trabalho, atendendo a necessidades imediatas dos produtores e gestores do município de Conceição do Araguaia, mostra a abacaxicultura como uma importante alternativa para a agricultura familiar, capaz de trazer benefícios às comunidades de pequenos produtores. Tem como objetivo avaliar a atuação das políticas públicas sobre a atividade abacaxícola, demostrando as funções previstas para cada entidade pública envolvida nesta atividade e sua real atuação. Avaliando dados bibliográficos e informações obtidas a campo através de questionários, entrevistas e observações, concluiu-se que em lavouras do assentamento Lote-8 do PA Joncon é vantajoso explorar o abacaxi, aproveitando a estrutura familiar na geração de emprego e renda, por não necessitar de grandes áreas de cultivo nem de grandes investimentos em tecnologia. A atuação das políticas públicas apresenta falhas que poderão ser observadas ao longo do trabalho, o que tem dificultado e retardado enormemente o desenvolvimento local. Desafiando as adversidades, os pequenos produtores persistem na atividade e elevam a produção de cada safra, colocando o município em segundo lugar estadual na produção de abacaxi.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Albedo da cultura da soja em área de avanço da fronteira agrícola na Amazônia(2010-01) SOUZA, Paulo Jorge de Oliveira Ponte de; RIBEIRO, Aristides; ROCHA, Edson José Paulino da; LOUREIRO, Renata Silva de; BISPO, Carlos José Capela; SOUSA, Adriano Marlisom Leão deO avanço da fronteira agrícola na Amazônia pode acarretar graves impactos ambientais, constituindo a mudança no albedo da superfície um dos principais forçantes. Avaliou-se, neste trabalho, o albedo da soja (Glycine Max (L.) Merryl), plantada em condições naturais de campo, na cidade de Paragominas, PA, região com grande avanço da fronteira agrícola na Amazônia, e se observou relação direta entre o albedo da soja e o seu índice de área foliar, valor máximo diário variando entre 0,24 e 0,25 associado a um IAF de 7,17 correspondente a 1297,62 graus-dia acumulados. Em termos médios, encontrou-se que a o estádio fenológico mais critico da cultura, tendo como base a mudança no albedo, é o estádio fenológico de frutificação na qual a mesma apresenta um albedo médio máximo de 23,3% (± 0,0007). Modelos empíricos foram ajustados para simular a variação diária do albedo em função do IAF e umidade do solo, ao longo do ciclo, e a variação diurna do albedo na elevação solar, para cada estádio fenológico da soja.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dinâmica do amônio e nitrato em solos consorciados com plantios de Paricá (Schizolobium Amazonicum) em Aurora do Pará, Pará(Universidade Federal do Pará, 2008) DIAS, Joelma Dezincourt; CARVALHO, Cláudio José Reis de; http://lattes.cnpq.br/5976057799163293Com o objetivo de obter conhecimento da dinâmica do nitrogênio em solo sob as formas de N-mineral: amônio e nitrato de 3 diferentes áreas cultivadas com o paricá, paricá x freijó (PF), paricá x mogno (PM), paricá x curauá x freijó (PCF) e floresta secundária, foi avaliado as taxas líquidas de mineralização e nitrificação, estoques de carbono e nitrogênio, pH, urease, respiração basal e parâmetros físicos (densidade e porosidade total). O estudo foi realizado no nordeste paraense no município de Aurora do Pará, na fazenda da empresa Tramontina, S.A, nos meses de outubro e novembro de 2007, representando o período seco, e janeiro e março de 2008 representando o período chuvoso. Nas duas áreas cultivadas da fazenda e na floresta secundária as amostras para as análises química e física foram retiradas nas profundidades de 0-10, 10-20 e 20-30 cm. Para as taxas líquidas de mineralização os maiores valores ocorreram na estação seca, este resultado foi observado para todas as áreas de cultivo. Para as taxas líquidas de nitrificação os maiores valores ocorreram no mês de outubro de 2007 nas áreas de capoeira e paricá x curauá x freijó e no mês de março nas áreas de Paricá x mogno (PM) e paricá x freijó (PF). Os valores para as taxas líquidas de nitrificação mostram que ocorreu interação significativa entre tratamento e estação. Os valores do estoque de carbono para todas as áreas na estação seca variaram de 11-17 Mg/ha e na estação chuvosa de 15-25 Mg/ha. Os valores para o estoque de nitrogênio variaram de 0,78-1,80 Mg/ha na estação seca e de 0,76-1,47 Mg/ha na estação chuvosa. A relação C/N para todos os sistemas ficou por volta de 15/1 indicando um rápido processo de decomposição da matéria orgânica nesses solos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dinâmica do processo de inovação do açaí: a trajetória de pesquisa e desenvolvimento do BRS-Pará(Universidade Federal do Pará, 2016-04-28) GUIMARÃES, Camilla Maria Cavalcante; COSTA, Francisco de Assis; http://lattes.cnpq.br/1820238947667908No Pará o açaí é o principal produto da fruticultura do estado, gerando um valor aproximado de R$ 677,2 milhões. Com a expansão da produção para áreas de terra firme, surgiu a dificuldade na padronização e homogeneidade da produção e com isso baixa qualidade. Na tentativa de solucionar esse problema, a Embrapa Amazônia Oriental desenvolveu por meio de melhoramento genético o BRS-Pará, primeiro cultivar para áreas de terra firme, com alto nível de produtividade, produção precoce e produção na entressafra. Com isso, a pesquisa teve como objetivo analisar o processo de inovação e rentabilidade do cultivar BRS-Pará, para construção dessa análise foi necessário caracterizar o produto BRS-Pará desenvolvido pela EMBRAPA, desde concepção da ideia ao desenvolvimento do produto, onde foi utilizada análise dos documentos e notas técnicas da Embrapa. Foi verificada a estrutura tecnológica, os problemas produtivos e reprodutivos que deram origem ao BRS-Pará, por meio de entrevistas realizadas com os técnicos responsáveis pelo desenvolvimento do cultivar. A perspectiva utilizada para compreender o processo de inovação e aprendizado tecnológico foi a de Lundvall, Freeman, Cassiolato, que defende que o processo ocorre da interação entre diversos atores, instituições e mecanismos de fomento e pesquisa que atuam em colaboração para facilitar esse processo. Por fim, foram coletados dados contábeis e de produção de uma fazenda que atua com o plantio de açaí BRS-Pará, que avaliou rentabilidade, produtividade e ponto de equilíbrio do plantio de BRS-Pará, a análise foi sob a lógica de produtividade crescente. Para compreender o fenômeno foi utilizada a noção de paradigmas e trajetórias tecnológicas, com base na noção de Dosi e Nelson, contudo a perspectiva Costa (2009) foi destacada por ser necessário a contextualização do ambiente natural na formação e constituição de paradigmas e suas trajetórias. A unidade produtiva analisada está inserida na concepção da T5, trajetória definida por Costa, como integrante do sistema patronal, onde há um uso intensivo do solo e homogeneização da paisagem. O estudo mostrou alto nível de rentabilidade, pois o cultivar possibilita uma geração de receita no período da entressafra, momento em que os preços sobem, bem como os benefícios da irrigação para o desenvolvimento da produção.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito do plantio de dendê (Elaeis guineensis Jacquin 1763) sobre a diversidade funcional de mamíferos terrestres(Universidade Federal do Pará, 2014-03-12) MAUÉS, Paula Cristina Rodrigues de Almeida; OLIVEIRA, Ana Cristina Mendes de; http://lattes.cnpq.br/1199691414821581Estudamos o efeito do plantio de palma de dendê sobre a diversidade funcional de mamíferos terrestres numa região de Floresta Amazônica no nordeste do Estado do Pará, Brasil. Avaliamos através de medidas de Diversidade Funcional (FD) os impactos que este plantio pode ter sobre os grupos funcionais de mamíferos terrestres de médio e grande porte. Além da riqueza de espécies consideramos a abundância de espécies nas análises envolvendo a funcionalidade, através da Análise de Traços Biológicos (BTA) e da Análise de diversidade funcional baseada no índice de entropia quadrática de Rao (FDq). Não foi observado efeito do plantio de dendê sobre a FD dos mamíferos, considerando somente a riqueza de espécies. Entretanto nas análises nas quais a abundância das espécies foi considerada (FDq e BTA), foi possível observar os efeitos sobre os grupos funcionais. Os traços funcionais mais afetados pelo efeito foram, hábito alimentar generalista, dentição bunodonte, período de atividade diurno, dieta baseada em frutos, sementes, invertebrados e exsudato, comportamento social em grupos pequenos, locomoção arborícola, estratos florestais sub-bosque e sub-dossel e os grupos funcionais mais prejudicados pelo plantio de dendê foram primatas e outras espécies arborícolas, comprometendo as funções de predação e dispersão de sementes, diminuição na ciclagem de nutrientes, redução do controle de invertebrados, diminuição da herbivoria e alteração na história de vida de espécies vegetais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efluxo de dióxido de carbono do solo na transição floresta-sistema agroflorestal no município de Tomé Açu, Pará(Universidade Federal do Pará, 2015-08-31) PINHEIRO, Larissa Paulina Souza; VASCONCELOS, Steel Silva; http://lattes.cnpq.br/0719395243841543O efluxo de dióxido de carbono (CO2) do solo corresponde ao principal fluxo de carbono da biosfera para a atmosfera. Os solos tropicais, que geralmente apresentam umidade e temperatura elevadas, oferecem condições bastante propícias para a produção de CO2, pois favorecem a decomposição da matéria orgânica, a respiração das raízes e a respiração microbiana, aumentando a emissão de CO2 do solo para a atmosfera. As práticas de manejo do solo influenciam as variáveis controladoras do estoque de carbono e da emissão de CO2 de solos agrícolas. Um maior entendimento dessa influência tem motivado estudos em todos os ecossistemas, os quais, entre outros objetivos, procuram identificar e/ou desenvolver práticas que aumentem o estoque de carbono e reduzam a emissão de CO2 do solo, como é o caso dos sistemas agroflorestais (SAFs). Devido ao grande interesse científico mundial no entendimento dos processos físicos e biológicos envolvendo fluxos de CO2 entre a superfície e a atmosfera, objetivou-se com esta pesquisa avaliar os efeitos da transição entre uma floresta secundária e sistemas agroflorestais com cultivo de palma de óleo (Elaeis guineensis Jaq.) sobre o efluxo de CO2 e fatores bióticos e abióticos do solo. O experimento foi conduzido no município de Tomé Açu, Nordeste Paraense, em um projeto que avalia modelos de sistemas de produção de palma de óleo em arranjos agrosilviculturais que contemplem o produtor rural familiar. O efluxo de CO2 do solo foi medido com sistema portátil de medição de fotossíntese (LI-6400) acoplado a uma câmara de respiração do solo. Também foram medidas a temperatura e a umidade gravimétrica do solo, a respiração basal (RB), o teor de carbono da biomassa microbiana do solo (CBMS), o teor de carbono orgânico total, o estoque de raízes finas e o estoque de serapilheira em dois SAFs e em uma floresta secundária remanescente. As medições de efluxo de CO2 e coleta de materiais ocorreram entre janeiro e abril de 2015. O efluxo de CO2 do solo foi influenciado principalmente pela temperatura e umidade do solo nos dois sistemas avaliados. O efeito da transição floresta-SAFs foi significativo em relação a efluxo de CO2, raízes finas, CBMS e RB. A transição de floresta secundária para SAFs com palma de óleo e a variabilidade espacial ou arranjo das espécies dos sistemas afetam a qualidade ambiental do solo. Essas alterações devem estar ligadas a impactos decorrentes de mudanças na estrutura e na composição de espécies dos sistemas, assim como do manejo da matéria orgânica do solo.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Novel Microsatellite Markers for Brazilian Mangrove Oysters ( Crassostrea gasar ) and their Cross-Amplification in Crassostrea rhizophorae(Universidade Federal do Pará, 2016-08) BALDEZ, Renata do Socorro Corrêa; MELO, Mauro Andre Damasceno de; SAMPAIO, Maria Iracilda da Cunha; TAGLIARO, Claudia HelenaDissertação Acesso aberto (Open Access) O Programa de Produção Sustentável de Óleo de Palma (PSOP) e o campesinato amazônico: o caso do município do Acará/PA(Universidade Federal do Pará, 2016-07-13) SILVA, Renata Novaes da; COSTA, Francisco de Assis; http://lattes.cnpq.br/1820238947667908No estado do Pará, a cultura do dendê vem apresentando elevadas taxas anuais de crescimento da produção, no período de 1990 a 2012 o estado alcançou uma taxa de variação média anual de 5%. Essa expansão do dendê na Amazônia se deve ao Programa Federal de Produção Sustentável de Palma de Óleo (PSOP), criado para fomentar e direcionar a produção do dendê na região. Diante da relevância que o campesinato apresenta e da expansão do dendê na região, objetiva-se avaliar os impactos que o PSOP está ocasionando na Trajetória Camponesa.T1 do município do Acará e se, por ventura, ocasionou em uma mudança na lógica produtiva peculiar do camponês local. Como resultados a pesquisa conclui que existem evidências de que o PSOP possa impactar a trajetória tecnológica T1 do município do Acará, promovendo um processo de substituição das atividades desenvolvidas pelo camponês. A escassez de dados oficiais e de trabalhos voltados à avaliação dos impactos do PSOP evidenciam a necessidade de realização de estudos dessa temática como forma de subsidiar a elaboração de políticas públicas mais adequadas ao contexto amazônico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sazonalidade climática regional e a produção dos frutos de açaí (Euterpe oleracea Mart.) no estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2014-05-26) DIAS, Thaiane Soeiro da Silva; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685No presente trabalho analisaram-se as relações entre a sazonalidade climática regional e a produção de frutos de açaí representativa de 30 municípios do Estado do Pará durante um período de nove anos (2003 a 2011). As análises das correlações confirmaram que o padrão de precipitação, temperatura e umidade do ar interferem na produtividade de frutos de açaí na região, de tal forma que o regime do período chuvoso (meses de dezembro a maio) associa-se a baixa produtividade de frutos de açaí, enquanto que o período seco (Junho a Novembro) relaciona-se com alta produtividade de frutos de açaí. Além disso, foram investigados os impactos das mudanças climáticas na produção de frutos de açaí levando em conta os cenários futuros de clima regional. Através dos resultados de um modelo de regressão usando como variáveis preditoras a precipitação, temperatura e umidade atmosférica fornecidos pelo modelo global HadEGM2 do IPCC, demonstra-se que a quantidade de frutos de açaí (kg/ha) não vai sofrer mudanças significativas nos próximos 20 anos (2013 a 2032).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Uso dos recursos naturais e sazonalidade no estuário amazônico: estratégias e gestão dos produtores de açaí(Universidade Federal do Pará, 2014-03-07) SOLIS, Karol Natalie Lavado; ALMEIDA, Oriana Trindade de; http://lattes.cnpq.br/0325909843645279A dissertação abarca uma perspectiva sócio-econômica, ecológica e ambiental, com a finalidade de identificar e entender as respostas encontradas pelos produtores de açaí para melhorar o modo de vida frente às perturbações sociais, naturais e ambientais no ecossistema do Estuário Amazônico. A pesquisa foi realizada em cinco comunidades da região das Ilhas de Abaetetuba, Pará – Brasil. A amostra foi obtida mediante a técnica de bola de neve, e composta por 120 famílias ribeirinhas. Os diversos procedimentos (observação direta, entrevistas semi-estruturadas e abertas, fichas de informação diária de atividades de produção e elaboração de calendário ecológico sazonal) foram usados para subsidiar as análises, que se concentraram em analisar as estratégias econômicas de usos dos recursos naturais pelos produtores de açaí, como resposta de adaptação à sazonalidade do ecossistema. Os dados revelam que a exploração e venda dos frutos de açaí (78%) são as principais atividades econômicas da várzea estuarina, seguidas pelas atividades de pesca de subsistência (peixe: 64% e camarão: 63%), e pelo extrativismo de buriti (36%), que são consideradas atividades complementares na economia dos ribeirinhos. Essa situação está em risco pela intensificação do cultivo do açaí e pela tendência ao monocultivo desta palmeira, alterando a diversidade e os serviços do ecossistema estuarino. Porém, essas atividades não são desenvolvidas de forma isolada, mas fazem parte de um sistema complexo e integrado de produção e uso diversificado dos recursos naturais existentes, em vistas de gerar mais renda para as famílias. Mediante a adaptação (resiliência) gerada da convivência com as mudanças ou perturbações ambientais e econômicas (intensificação do cultivo do açaí, incremento da temperatura, intensificação das chuvas, poluição do ar e da água), a estratégia de diversificação das atividades econômicas vai permitir aos ribeirinhos ter maior renda bruta anual e melhorar a qualidade dos serviços ecossistêmicos (boa regulação do clima local, maior produção de nutrientes para o solo, e ter maiores estoques de carbono).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Variação espaço temporal da comunidade zooplanctônica em viveiros de cultivo de camarão branco, Litopenaeus vannamei (Boone, 1931), no município Curuçá, Pará-Brasil(Universidade Federal do Pará, 2011-04-04) NASCIMENTO, Atilla Melo do; PAIVA, Rosildo Santos; http://lattes.cnpq.br/0510818763187669Ao longo das últimas décadas, a carcinicultura vem apresentando um grande crescimento em diversas partes do mundo, com o Brasil seguindo esta tendência mundial (FAO, 2004). Nesta atividade três espécies de camarão têm se destacado como as mais cultivadas, sendo elas Penaeus monodon (Fabricius, 1798), Fenneropenaeus chinensis (Osbeck, 1765) e Litopenaeus vannamei (Boone, 1931), responsáveis por cerca de 80% da produção mundial (FAO, 2004). No Brasil L. vannamei é a espécie mais cultivada, com a produção brasileira correspondendo a 5% da produção mundial (FAO, 2004). L. vannamei é uma espécie marinha originária do Oceano Pacífico, distribuída do México ao Peru. Por ser eurihalino, este camarão pode se adaptar às mais diversas condições de cultivo, desde águas salgadas até de menores salinidades (BRAY et al., 1993; PONCE-PALAFOX et al., 1997), característica que tem aumentado o interesse dos produtores. Embora seja exótica no Brasil, L. vannamei, mostra maior resistência à variação de temperatura e salinidade do que outros camarões peneídeos nativos (BRITO et al., 2000). O alimento do camarão e as estratégias de seu fornecimento têm merecido uma atenção especial do setor, gerando novas técnicas ou seu aperfeiçoamento. A ração nos sistemas de cultivo intensivo e semi-intensivo, por exemplo, é responsável por 50-60% dos custos totais de produção, demonstrando a importância de novas estratégias para minimizar sue uso. O aumento da biomassa do plâncton (alimento natural), e conseqüentemente, da cadeia alimentar, reduz os custos com a alimentação suplementar, influenciando diretamente os custos finais de produção (AVAULT, 2003). Segundo Nunes (1995), o incremento da produtividade natural é tão importante quanto o uso de uma ração nutricionalmente completa e bem balanceada. Logo após a introdução nos viveiros de cultivo, a base da alimentação de L. vannamei é composta, em parte, pelo alimento natural disponível (NUNES et al. 1997; MARTINEZ-CORDOVA et al. 1997; ROTHLISBERG, 1998) complementada com ração comercial. Martinez-Cordova et al. (2002) mostraram que as concentrações de clorofila ‘a’ diminuem cerca de 50% do início ao fim do cultivo, provavelmente devido a pastagem pelo zooplâncton e por alguns invertebrados bentônicos. Além da importância do zooplâncton como alimento para as pós-larvas de camarão nos viveiros de engorda, o uso destes organismos (principalmente copépodes) como alimento vivo na aqüicultura marinha vem recebendo grande atenção nos últimos anos (DELBARE et al. 1996). Tal fato ocorre por serem ricos em fosfolipídios, ácidos graxos essenciais altamente insaturados e antioxidantes naturais, sendo nutricionalmente superiores aos rotíferos e aos náuplios de artemia, comumente usados na larvicultura marinha (SARGENT et al. 1997, STOTTRUP e NOSKER, 1997) promovendo o sucesso as larviculturas de camarão (PAYNE et al. 1998; SCHIPP et al. 1999; PAYNE e RIPPINGALE, 2000). Desta forma, estudos sobre o cultivo intensivo de camarões marinhos que enfoquem a composição da comunidade planctônica, as variáveis bióticas e abióticas no sistema, e a característica dos efluentes gerados, são de grande importância. Assim, os resultados obtidos podem incrementar a produtividade aquática no cultivo, alem de fornecer subsídios para pesquisas posteriores de avaliação e mitigação dos impactos ambientais causados por esta atividade.
