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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Alterações oxidativas e inflamatórias induzidas pela dapsona no sangue e no córtex pré-frontal de camundongos: efeitos do ácido alfa-lipóico
    (Universidade Federal do Pará, 2018-12-14) GOMES, Bruno Alexandre Quadros; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390
    A dapsona (DDS), um fármaco utilizado na poliquimioterapia da hanseníase, pode provocar muitas reações adversas e intoxicações, induzindo a geração de espécies reativas de oxigênio (ERO) e desequilíbrio no estado redox, levando a um aumento na formação de metemoglobina (MetHb), hemólise e liberação de heme e ferro livre, o qual pode interferir na homeostase redox em tecidos mais vulneráveis, como o córtex pré frontal (PFC), causando neurotoxicidade e até neuroinflamação. Nesse sentido, compostos antioxidantes com propriedades quelantes, como o ácido α-lipóico (ALA) podem ter papel fundamental no combate ou prevenção dessas alterações. Assim, este trabalho tem o objetivo de avaliar o efeito da DDS sobre a formação de MetHb, estresse oxidativo periférico e alterações oxidativas e neuroinflamatórias no PFC, bem como os efeitos do ALA. Para isso, foi induzida a formação de MetHb em camundongos Swiss com DDS 40mg/kg ip durante 5 dias. Duas horas após a administração de DDS, foi administrado ALA em duas concentrações (12,5 e 25 mg/kg). Além do percentual de MetHb, foram avaliadas a capacidade antioxidante (TEAC), concentração de glutationa reduzida (GSH), superóxido dismutase (SOD), Catalase (CAT) substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS) e concentrações de ferro, no sangue e no PFC, bem como as concentrações de IL-1β, IL-17 e IL-4 e, expressão de F4/80+, GFAP, e BDNF no PFC. Nossos resultados mostraram que DDS induz a formação de MetHb nos eritrócitos dos camundongos, no entanto, ALA foi capaz de prevenir ou reverter a oxidação da hemoglobina induzida pela DDS nas duas concentrações utilizadas. DDS reduziu a capacidade antioxidante (TEAC) no plasma e nos eritrócitos; diminuiu as concentrações de GSH, CAT e SOD nos eritrócitos; e aumentou de TBARS e ferro plasmático; no entanto, ALA nas duas concentrações aumentou ou reestabeleceu TEAC no plasma e nos eritrócitos aos níveis basais. Além de aumentar ou reestabelecer os níveis intraeritrocitários de GSH, SOD e CAT; e reduziu os níveis de TBARS e ferro, especialmente nos animais eutanasiados 4h após os tratamentos. O tratamento com DDS 40mg/kg também reduziu TEAC, GSH, CAT e SOD no PFC dos camundongos e aumentou TBARS e ferro, caracterizando estresse oxidativo, especialmente nos animais eutanasiados 24h após os tratamentos. O tratamento com ALA aumentou ou restabeleceu TEAC e GSH, aumentou SOD e CAT na concentração de 12,5mg/kg nos grupos com eutanásia em 4h, bem como, reduzir os níveis de TBARS e de diminuir ou prevenir a sobrecarga de ferro, especialmente nos grupos eutanasiados em 24h. DDS também promoveu ativação microglial e astrocitária no PFC, a partir da expressão de F4/80+ e GFAP, respectivamente, com produção de IL-1β e IL-4, e redução de BDNF, no entanto, ALA 25mg/kg reduziu a expressão de GFAP e IL-1β, além do aumento de BDNF, sugerindo que DDS também pode causar neuroinflamação e que ALA apresenta atividades anti-inflamatórias e antioxidantes benéficas contra a toxicidade induzida por DDS. Esses resultados sugerem que o ALA é promissor e tem um importante papel na prevenção e/ou formação de MetHb, no restabeleceimento do equilíbrio redox e das concentrações de ferro, tanto no sangue como no PFC. Assim, ALA pode ser uma alternativa terapêutica viável na toxicidade induzida por DDS, com menor toxicidade e aumentando a adesão ao tratamento de pacientes com hanseniase.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação antropométrica e a concentração plasmática de dapsona em pacientes com hanseníase na cidade de Belém-Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2011-08-31) MOURA, Fernanda Maria Lima; VIEIRA, José Luiz Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2739079559531098
    A hanseníase é um grave problema de saúde publica no Estado do Pará, com altas taxas de incidência e prevalência. O presente estudo objetivou avaliar o estado nutricional de pacientes portadores de hanseníase multibacilar relacionando-os as concentrações plasmáticas de dapsona. Trata-se de um estudo epidemiológico transversal realizado com 29 indivíduos de ambos os sexos com hanseníase do tipo multibacilar atendidos no Ambulatório do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará. Foram avaliados indicadores sociodemográficos, antropométricos, concentração plasmática da dapsona e uso de prednisona. Avaliou-se o estado nutricional pelo índice de massa corporal e percentual de gordura corpórea. A determinação plasmática da dapsona foi realizada através da cromatografia liquida de alta eficiência. Os demais dados foram obtidos por meio de um formulário de entrevista, semi-estruturado respondidos pelos pacientes. Os resultados apontaram que a maioria dos pacientes era do sexo masculino, com idade média de 41,73 (±13,14) anos e residência no município de Belém (58,6%). Viviam em situação social desfavorável, com renda familiar de até um salário mínimo (65,6%) e baixa escolaridade, até o ensino fundamental (51,7%). O estado nutricional, segundo o índice de massa corporal, indicou que 48,3% dos pacientes eram eutróficos, entretanto 51,6% apresentavam excesso de peso, destes 13,8% eram obesos. Em relação ao percentual de gordura corporal, 48,3% eram obesos. Observou-se que 37,9% dos pacientes já apresentaram reação hansênica, com predominância da reação tipo 1 (RR) e 34,5% utilizavam prednisona. Dos pacientes em uso de prednisona, 60,0% estavam com excesso de peso e 50,0% com obesidade, segundo o índice de massa corporal e percentual de gordura corporal, respectivamente, entretanto sem significância estatística (p>0,05), quando comparado com os que não usavam. A concentração plasmática média de dapsona nos pacientes foi de 0,56 μg/mL. Em relação ao índice de massa corporal, verificou-se que a medida que aumentava o peso do paciente reduzia a concentração plasmática de dapsona, pacientes eutróficos, pré-obesos e obesos apresentaram concentrações plasmáticas de 0,56 μg/mL, 0,54 μg/mL e 0,44 μg/mL, respectivamente. Considerado o percentual de gordura corporal, observou-se que a concentração plasmática média de dapsona foi de 0,54 μg/mL em eutróficos e obesos. Não foi observada diferença estatística significativa entre concentração plasmática de dapsona e estado nutricional (p>0,05). Conclusão: O estado nutricional não interferiu na concentração plasmática da dapsona, independente do parâmetro nutricional utilizado, índice de massa corporal ou percentual de gordura corpórea. Assim como o uso de prednisona não foi relacionado ao ganho de peso.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Clinical applications and methemoglobinemia induced by dapsone
    (2014-10) OLIVEIRA, Fábio Rodrigues de; PESSÔA, Mariely Cristine Amador; ALBUQUERQUE, Rosyana de Fatima Vieira de; SCHALCHER, Taysa Ribeiro; MONTEIRO, Marta Chagas
    Dapsona é uma sulfona sintética que é utilizada como um antibiótico em seres humanos e animais para prevenir e tratar doenças, incluindo hanseníase, tuberculose, malária, e pneumonia por Pneumocystis carinii e encefalites por Toxoplasma gondii em pacientes com síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), bem como em doenças anti-inflamatórias como dermatite herpetiforme. No entanto, este fármaco também está associado com vários efeitos adversos, incluindo a hemólise relacionada com a dose, metemoglobinemia, psicose, neuropatia periférica, agranulocitose, anemia aplástica, síndrome de hipersensibilidade, síndrome de sulfona, e outros. Destes efeitos, a metemoglobinemia é o mais comum efeito adverso da dapsona, que leva a anemia funcional e hipóxia celular com sintomas de cianose, dores de cabeça, fadiga, taquicardia, fraqueza e tonturas. Assim, esta revisão sumariza informações relevantes sobre a estrutura, mecanismo de ação, indicação clínica, e reações adversas de dapsona.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeito da dapsona na geração de estresse oxidativo em pacientes com hanseníase em uso de poliquimioterapia
    (Universidade Federal do Pará, 2011) SCHALCHER, Taysa Ribeiro; VIEIRA, José Luiz Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2739079559531098; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390
    O processo inflamatório decorrente da infecção por Mycobacterium leprae e a administração de fármacos com propriedades oxidativas, como a dapsona, são fatores de riscos ao estresse oxidativo ocasionado em pacientes com hanseníase. Este trabalho visa determinar as concentrações plasmáticas de dapsona em pacientes com hanseníase em uso de poliquimioterapia (PQT), correlacionando ao desenvolvimento do estresse oxidativo. Para o estudo, foram selecionados indivíduos saudáveis e pacientes com hanseníase, acompanhados antes (D0) e após a terceira dose supervisionada de PQT (D3). As concentrações plasmáticas de dapsona dos pacientes sob tratamento foram mesuradas por cromatografia liquida de alta eficiência. A avaliação do estresse oxidativo foi realizada através da determinação de metemoglobina (MetHb) e das concentrações de glutationa reduzida (GSH), óxido nítrico (NO), malondialdeído (MDA), capacidade antioxidante total (TEAC) e avaliação das atividades das enzimas catalase (CAT), superóxido dismutase (SOD) e da presença de corpúsculo de Heinz em esfregaços sanguíneos. No período de estudo foram obtidas 23 amostras de pacientes com hanseníase D0, 13 pacientes em D3 e 20 de indivíduos saudáveis e sem a doença. As alterações no pacientes antes do tratamento estavam associadas ao aumento de NO (D0=18.91± 2.39; controle= 6.86±1.79mM) e a redução significativa na enzima SOD (D0=69.88±12.26;controle= 138.42±14.99nmol/mL). Com relação aos pacientes sob tratamento, a concentração de dapsona no plasma foi 0.552± 0.037 μg/mL e as principais alterações observadas foram o aumento significativo no percentual de MetHb (D3= 3.29±0.74;controle=0.66±0.051%) e presença de corpúsculo de Heinz. Nos pacientes em tratamento também se observou aumento nos níveis de GSH (7.01±1.09μg/mL) quando comparados ao controle (3.33±1.09g/mL) e diminuição da atividade de CAT (D3= 10.29± 2.02; controle= 19.52±2.48 U/g de proteínas). Os níveis de MDA antes e durante o PQT não mostraram alteração, enquanto os níveis de TEAC aumentaram significativamente neste pacientes (D0=2.90 ± 0.42; D3=3.04±0.52; controle= 1.42±0.18μmol/mL). Estes dados sugerem que a PQT é a principal responsável pelo desenvolvimento de estresse oxidativo, através da geração de danos oxidativos identificados pela presença de corpúsculo de Heinz e aumento no percentual de MetHb.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O efeito in vitro dos compostos ácido alfa-lipoico e resveratrol em parâmetros do estresse oxidativo durante o uso da poliquimioterapia para hanseníase
    (Universidade Federal do Pará, 2014-10-20) PESSÔA, Mariely Cristine Amador; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390
    A hanseníase é uma doença infecciosa que ainda representa uma preocupação na saúde pública mundial no século XXI. A poliquimioterapia preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), apesar de ser a barreira mais eficaz no combate ao Mycobacterium leprae, é um dos responsáveis pela produção de EROs e desenvolvimento de metemoglobinemia e anemia hemolítica nos pacientes em tratamento. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho foi verificar os possíveis danos oxidativos em pacientes hansenianos em uso de poliquimioterapia (PQT), ao avaliar parâmetros hematológicos e o perfil oxidativo em eritrócitos, e detectar os efeitos do tratamento in vitro com os antioxidantes resveratrol (RSV) e ácido alfa-lipoico (ALA) na prevenção da metemoglobinemia e na atividade de enzimas antioxidantes. Os resultados obtidos demonstraram diminuição dos valores de hemácias e reticulocitose nos pacientes entre o quarto e o sétimo mês de tratamento com PQT, comparados aos valores encontrados no grupo controle. A formação de metemoglobina (MetHb) aumentou a partir do 5º mês de tratamento com PQT, e a utilização de RSV e ALA na concentração de 100 μM manteve o percentual de MetHb somente em amostras de pacientes que estavam entre o 4º e 6º mês de uso de PQT. Observou-se nos pacientes hansenianos uma atividade de SOD similar ao controle e uma decrescida atividade de CAT, o que possivelmente implica maior produção de H2O2. O tratamento com RSV e ALA nas concentrações de 100 e 500 μM elevou em duas vezes a atividade de SOD em amostras de pacientes na 4ª dose de PQT; no entanto, não alterou a atividade enzimática de CAT e SOD observada nos pacientes com hanseníase. Dessa forma, os resultados descritos sugerem que os antioxidantes RSV e ALA, nas concentrações testadas in vitro, não mostram atividade antioxidante quando utilizados em situações de estresse oxidativo previamente estabelecidas, porém estudos posteriores são necessários para verificar os efeitos dose e tempo-dependentes de RSV e ALA como prevenção de danos oxidativos nas doenças infecciosas crônicas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeito protetor de antioxidantes na metemoglobina e no dano em dna induzidos pela dapsona-hidroxilamina in vitro
    (Universidade Federal do Pará, 2016-06-21) GOMES, Antonio Rafael Quadros; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390
    A dapsona (DDS) é um dos fármacos utilizados na poliquimioterapia da hanseníase, associado com a rifampicina e clofazimina. Destes fármacos, a DDS é a principal responsável por reações adversas, como a metemoglobinemia e anemia hemolítica. Estas reações estão relacionadas ao metabólito da DDS, a dapsona-hidroxilamina (DDS-NOH). Na tentativa de promover a redução de efeitos hematotóxicos, são estudadas alternativas terapêuticas com os antioxidantes. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito protetor da N-acetilcisteína (NAC), A. brasiliensis e Glutationa-etil-éster (GSH-EE) na metemoglobina (MetHb) e no dano em DNA induzidos pela DDS-NOH in vitro, correlacionando aos parâmetros do estresse oxidativo. Para isto, as suspenções de eritrócitos humanos a 50% foram pré e pós-tratadas com NAC, A. brasiliensis e GSH-EE em diferentes concentrações, sendo os grupos expostos a DDS-NOH para induzir a formação de MetHb. Além disso, avaliou-se também a atividade das enzimas SOD e CAT, bem como os níveis de GSH, TEAC e MDA. Em leucócitos avaliou-se a indução de EROs no meio intracelular utilizando o DCFH-DA e o dano em DNA através do ensaio cometa. Os resultados mostraram que o metabólito DDS-NOH foi capaz de induzir MetHb in vitro, sendo este efeito dose-dependente. Em relação ao pré-tratamento, todos os antioxidantes preveniram a formação de MetHb induzida pela DDS-NOH, assim como no pós-tratamento. Em relação a SOD, apenas o pré-tratamento com NAC e A. brasiliensis reduziram a atividade de SOD. Já no pós-tratamento, houve aumento quando tratados com os antioxidantes. O pré-tratamento com NAC e GSH-EE aumentou a atividade de CAT, por outro lado o A. brasiliensis reduziu, assim como no pós-tratamento com os antioxidantes. Quanto aos níveis de GSH, o pré-tratamento com NAC e A. brasiliensis aumentaram GSH, por outro lado, não alteraram no pós-tratamento. Em relação ao TEAC, não houve alteração. Com relação aos danos oxidativos no pré-tratamento, o A. brasiliensis e a GSH-EE reduziram o MDA. Já no pós-tratamento, houve aumento no grupo A. brasiliensis e redução no grupo GSH-EE. Apenas a NAC mostrou ser eficiente na remoção de EROs do meio intracelular induzido por DDS-NOH em leucócitos. Enquanto que em eritrócitos, a NAC e o A. brasiliensis foram capazes de reduzir tal efeito. No estudo do ensaio cometa, a DDS-NOH foi capaz de induzir danos no DNA em leucócitos do sangue periférico, entretanto este danos foram reduzidos quando tratadas com NAC e A. brasiliensis. Pode-se concluir com estes dados que os compostos antioxidantes avaliados apresentam potenciais terapêuticos na prevenção da MetHb e no dano em DNA induzido por DDS-NOH in vitro, sendo a NAC mais eficaz contra estes efeitos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeito protetor do ácido alfa lipóico sobre a lesão hepática, induzida por dapsona em modelo animal
    (Universidade Federal do Pará, 2018-07-06) SAKAI, Joni Tetsuo; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390
    O fígado é o principal órgão envolvido na biotransformação dos xenobióticos, com capacidade de converter compostos hidrofóbicos em hidrossolúveis, mais facilmente eliminados pelo organismo. A dapsona (DDS) faz parte da poliquimioterapia (PQT) do tratamento da hanseníase, seu metabólito está relacionado com a formação de radicais livres em células hematológicas e neurais, estando assim, diretamente envolvido nas principais reações adversas ocasionadas pela sua utilização. Devido ao seu ciclo de conversão, que envolve a reação com o ferro presente no fígado, a DDS também se acumula no fígado, permanecendo por mais tempo nesse órgão, favorecendo, assim, o dano tecidual, como a hepatite medicamentosa. Nesse contexto, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito protetor do Ácido Alfa Lipóico (ALA) sobre os danos hepáticos provocados pela DDS em camundongos, em pós-tratamento. Neste estudo, o tratamento com a dapsona induziu dano hepático, com aumento do Aspartato aminotransferase e da Fosfatase alcalina, assim como o estresse oxidativo, mediante o aumento de peroxidação lipídica e diminuição tanto dos níveis da glutationa como dos antioxidantes totais. Estes processos podem estar associados com o acúmulo de ferro hepático no organismo. Já o pós-tratamento com o antioxidante Ácido alfa lipóico, este foi capaz de diminuir os níveis do Aspartato aminotransferase e da Fosfatase alcalina, reverter a peroxidação lipídica e elevar os níveis de GSH e antioxidantes totais. Além disso, o ALA também inibiu o acúmulo de ferro hepático, induzida pela dapsona em camundongos. Nossos resultados indicam que o antioxidante testado apresenta um potencial terapêutico contra o dano hepático, ocasionado pela dapsona em uso dos pacientes com hanseníase.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos do quelante de ferro, a deferoxamina, sobre as alterações oxidativas e cognitivas induzidas pela dapsona, em modelo animal
    (Universidade Federal do Pará, 2020-11-17) MENDES, Paulo Fernando Santos; MAIA, Cristiane do Socorro Ferraz; http://lattes.cnpq.br/4835820645258101; MONTEIRO, Marta Chagas; http://lattes.cnpq.br/6710783324317390; https://orcid.org/ 0000-0002-3328-5650
    A dapsona (DDS) é um antibiótico que atua inibindo a síntese do folato, apresentando boa ação bacteriostática. No entanto, pode acarretar eventos adversos severos como distúrbios neurológicos, metemoglobinemia e hemólise. Estes distúrbios hematológicos levam a alteração da homeostasia do ferro e com isto aumenta a formação de ERO's que podem levar a um dano celular e tecidual. Esta alteração apresenta um papel importante nas doenças neurodegenerativas, seja como um agente causador e/ou intensificador nessas doenças. Neste contexto, fizemos uso de um quelante de ferro, a deferoxamina (DFX), para avaliar seus efeitos na formação de ERO desencadeadas pelo aumento no ferro livre induzido pelo uso de DDS. Para isto, foi induzido a alteração da homeostasia do ferro, em camundongos Swiss, fazendo se uso de DDS, seguido de administração de DFX. Após isto, foi realizado a dosagem de parâmetros de estresse oxidativo no hipocampo e no plasma, além da dosagem dos níveis de ferro. Nossos resultados mostraram que a DDS diminuiu a TEAC e que o tratamento com DFX restabeleceu. Além disso, a DDS diminuiu a GSH e o tratamento com DFX restabeleceu. Aumentou a LPO e o tratamento com DFX reduziu este efeito, aumentou a concentração de ferro e que foi revertido pelo tratamento com DFX. Adicionalmente, os animais foram submetidos ao labirinto aquático de Morris, onde nossos resultados mostraram que os animais tratados com DDS apresentaram uma redução na capacidade mnemônica e que o tratamento com DFX foi capaz de inibir a perda. Estes resultados sugerem que o uso de quelantes de ferro podem ser uma alternativa para reduzir os efeitos de acumulo de ferro no sistema nervoso observados nas doenças neurodegenerativas.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Methemoglobinemia and dapsone levels in patients with leprosy
    (2010-06) VIEIRA, José Luiz Fernandes; RIVERA, Juan Gonzalo Bardález; MARTINS, Ana de Nazaré Silva; SILVA, Jorge Pereira da; SALGADO, Claudio Guedes
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