Navegando por Assunto "De-artification."
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) O conceito de arte e desartificação da arte em adorno(Universidade Federal do Pará, 2026-02-04) FRANÇA, France D’arc Cícera Costa de; BURNETT JUNIOR, Henry Martin; http://lattes.cnpq.br/7370655734935231; https://orcid.org/0000-0001-6806-8333; CHAVES, Ernani Pinheiro; LIMA, Bruna Della Torre de Carvalho; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825; http://lattes.cnpq.br/7300470542229409; https://orcid.org/0000-0002-8988-1910; https://orcid.org/0000-0003-4472-8848Esta dissertação investiga o conceito de arte e o processo de desartificação em Theodor W. Adorno, elucidando sua importância para a crítica à indústria cultural. A partir de Dialética do Esclarecimento, Adorno e Horkheimer demonstram como o projeto iluminista, ao transformar a razão em instrumento técnico, converte a cultura em mercadoria e o homem em objeto de dominação. Na Teoria Estética, Adorno entende que a arte surge como “antítese social”, espaço de resistência à racionalidade instrumental e de expressão do negativo do mundo. Assim, a autonomia estética compreende a arte como forma de pensamento crítico, capaz de revelar as contradições históricas e de preservar a promessa utópica de reconciliação entre sujeito e natureza. A noção de mimesis ocupa papel relevante ao expressar uma relação sensível e não dominadora com o real, reabilitando a dimensão reprimida da experiência humana. Na análise à indústria cultural, Adorno observa a conversão da cultura, da arte em produto e a padronização do gosto, em que o lazer se torna prolongamento do trabalho e a arte é reduzida a entretenimento. Tal processo evidencia a perda de negatividade e a desartificação da arte (Entkunstung der Kunst), o fim da arte, isto é, sua perda de autonomia e de força crítica diante da lógica mercadológica. Para Theodor Adorno, a arte ocupa uma posição dialética, sendo simultaneamente resistência e espelho das contradições sociais que a engendram. Sua autenticidade não se define apenas pela oposição à arte desartificada, mas pela capacidade de manter a negatividade e o confronto com a realidade histórica. É nesse movimento dialético que o filósofo identifica a crise da arte moderna, marcada pelo esgotamento interno de suas formas. Ao questionar o formalismo estético e o ideal clássico de beleza, Adorno reconhece o fenômeno da desartificação, em que a autonomia da arte se enfraquece sob a lógica do mercado. Contudo, essa crise não é apenas imposta de fora: ela também se manifesta nas próprias estruturas da arte, cuja busca incessante por inovação formal evidencia o colapso de suas linguagens e sentidos históricos.
