Navegando por Assunto "Decolonial"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Cidade (Re)vista : interpretação decolonial da fotografia de Naiara Jinknss em Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2022-06-14) SANTA BRÍGIDA, Juliane Oliveira; CASTRO, Marina Ramos Neves de; http://lattes.cnpq.br/6636359546031674Esta pesquisa se debruçou sobre o trabalho imagético da fotógrafa documentarista paraense Naiara Jinknss, com foco no conteúdo postado em seu Instagram durante o ano de 2019, no intuito de compreender, a partir de uma interpretação decolonial, o papel de sua fotografia enquanto imagem de resistência. Deste modo, o objetivo geral procura responder a seguinte questão: “de que modo a produção fotográfica de Naiara Jinknss pode ser interpretada como imagem de resistência dentro das relações de poder presentes no discurso sobre a Amazônia?”. A partir da metodologia com inspirações netnográficas em Kozinets (2014) e uma abordagem fenomenológica-decolonial, ancorada na sociologia fenomenológica de Schutz (1979), adota-se a compreensão de que a interpretação de fenômenos e experiências são condicionados ao social e, portanto, transmitidos em sociedade. Ao explorar objetos de pesquisa que estão imersos no contexto de um país construído pela colonialidade, é fato que os fenômenos e experiências analisados estejam também envoltos no que Quijano (1992) denomina de matriz colonial de poder. Busca-se, portanto, desenvolver a articulação dos conceitos de Kossoy (2001), Aumont (2002), Fairclough (2001), Bhabha (1998), Hall (2006), Quijano (1992), Mignolo (2015), Maldonado-Torres (2017), entre outros. A metodologia de pesquisa desenvolvida incluiu levantamento bibliográfico sobre Amazônia, Poder e Fotografia, na área das Ciências Sociais, e múltiplas etapas de coleta de dados online. Acredita-se que a relevância deste estudo está em destacar a produção fotográfica feita por uma profissional paraense que se identifica com diversos grupos minoritários frente a um campo tradicionalmente marcado por relações de poder que não contemplam estes grupos e que não está isento dos discursos e imaginário reproduzidos sobre a Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Cidade (Re)vista: interpretação decolonial da fotografia de Naiara Jinknss em Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2022-06-14) SANTA BRÍGIDA, Juliane Oliveira; COSTA, Vânia Maria Torres; http://lattes.cnpq.br/7517564393392394Esta pesquisa se debruçou sobre o trabalho imagético da fotógrafa documentarista paraense Naiara Jinknss, com foco no conteúdo postado em seu Instagram durante o ano de 2019, no intuito de compreender, a partir de uma interpretação decolonial, o papel de sua fotografia enquanto imagem de resistência. Deste modo, o objetivo geral procura responder a seguinte questão: “de que modo a produção fotográfica de Naiara Jinknss pode ser interpretada como imagem de resistência dentro das relações de poder presentes no discurso sobre a Amazônia?”. A partir da metodologia com inspirações netnográficas em Kozinets (2014) e uma abordagem fenomenológica-decolonial, ancorada na sociologia fenomenológica de Schutz (1979), adota-se a compreensão de que a interpretação de fenômenos e experiências são condicionados ao social e, portanto, transmitidos em sociedade. Ao explorar objetos de pesquisa que estão imersos no contexto de um país construído pela colonialidade, é fato que os fenômenos e experiências analisados estejam também envoltos no que Quijano (1992) denomina de matriz colonial de poder. Busca-se, portanto, desenvolver a articulação dos conceitos de Kossoy (2001), Aumont (2002), Fairclough (2001), Bhabha (1998), Hall (2006), Quijano (1992), Mignolo (2015), Maldonado-Torres (2017), entre outros. A metodologia de pesquisa desenvolvida incluiu levantamento bibliográfico sobre Amazônia, Poder e Fotografia, na área das Ciências Sociais, e múltiplas etapas de coleta de dados online. Acredita-se que a relevância deste estudo está em destacar a produção fotográfica feita por uma profissional paraense que se identifica com diversos grupos minoritários frente a um campo tradicionalmente marcado por relações de poder que não contemplam estes grupos e que não está isento dos discursos e imaginário reproduzidos sobre a Amazônia.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Domingas: (In)visibidade x resistência da mulher índigena na obra dois irmãos, de Milton Hautom(Universidade Federal do Pará, 2018) BATISTA, Nádia Grings; SARAIRA, Luis Junior CostaO presente artigo aborda a representação da mulher indígena na obra Dois Irmãos, de Milton Hatoum, perpassando por uma discussão sobre o neocolonialismo na Amazônia, os surtos de crescimento de Manaus e a exploração das mulheres, tendo como referência a personagem Domingas. O objetivo principal é demonstrar como, ao longo de sua vida, ques tões de gênero, raça/etnia e as relações afetivas, construídas com a família, colaboraram para a manutenção de sua condição de servidão e invisibilidade. Além de evidenciar que, apesar desse contexto, ela encontra meios de resistir ao que lhe é imposto. Autoras e autores como Berta Becker (2013), Joan Scott (1995), Aníbal Quijano (2005) e Suzana Bornéo Funck (2014) contribuem para a compreensão d esse processo que resultou na construção do sentimento de subalternidade nas pessoas e nas nações colonizadas ou neocolonizadas. Desse modo, compreendemos no artigo que o pensamento decolonial é proposto como um caminho em direção à construção de uma autonomia individual e coletiva, capaz de transformar positivamente a vida dos envolvidos.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Uma perspectiva decolonial na abordagem da construção da resistência e mobilização das comunidades de Juruti Velho em face do advento da ALCOA em seu território, estado do Pará, Amazônia, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2020-12) SILVA, Lindomar de Jesus de Sousa; MONTEIRO, Maurílio de Abreu; BRAGA, Lilian Regina Furtado; MIRANDA, Tânia Nazarena de OliveiraAs comunidades de Juruti Velho, no oeste paraense, desenvolveram um processo de resistência e mobilização em defesa dos seus direitos tradicionais e territoriais frente ao advento da mineradora norte-americana Aluminum Company of América (ALCOA). Esse processo pode ser lido na perspectiva da decolonização, na medida em que foi desencadeado pelas comunidades, tendo como substrato os direitos territoriais, a ancestralidade, a relação com natureza e um modo socioeconômico não orientado pelos valores da sociedade capitalista. A resistência ocorreu a partir da organização comunitária, do puxirum, e da conexão com um contexto marcado pela validação dos direitos tradicionais e territoriais na constituição cidadã (1988), na ratificação da Convenção 169 da OIT, de junho de 1989, e na Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB). O presente artigo foi baseado em pesquisa de campo e foca nos processos que conduziram essas comunidades a obterem da empresa e do Estado o reconhecimento da sua tradicionalidade e dos seus direitos territoriais, passando a participar dos resultados da lavra com autonomia, da gestão dos recursos recebidos pela sua própria entidade e da titulação coletiva do PAE Juruti Velho, com o repasse pelo Incra do Contrato de Concessão de Direito Real de Uso (CCDRU). Concluímos que esse processo constitui um importante exemplo de resistência ao poder econômico e político, como também a reconfiguração do espaço e sua interiorização da submissão a um modelo colonial. Juruti Velho insere-se dentro de um contexto de desconstrução de saberes coloniais e afirmação de uma perspectiva decolonial.
