Navegando por Assunto "Desenvolvimento emocional"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Circulação de crianças: o olhar do cuidador sobre o desenvolvimento emocional(Universidade Federal do Pará, 2012-12-07) OLIVEIRA, Lesly Guimarães Vicenzi de; PEDROSO, Janari da Silva; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186O presente estudo teve como objetivo compreender a forma como cuidadores, pais e/ou responsáveis, compreendem o desenvolvimento emocional no contexto de circulação de crianças. Para tanto, embasou-se na teoria psicodinâmica sobre o desenvolvimento emocional, cuidador (es) e circulação de crianças.Utilizou-se o método qualitativo, no intuito de capturar dados e informações sobre o fenômeno estudado em sua singularidade (MINAYO, 2010). A dimensão interdisciplinar do presente estudo, calcado na união de conceitos antropológicos e psicológicos, levantou a necessidade de utilizar mais de uma estratégia metodológica, para responder o problema da pesquisa e alcançar o seu objetivo. Desta forma, utilizou-se para coleta dos dados a entrevista semi-estruturada com uma dupla de pais e/ou responsáveis por cinco crianças regularmente matriculadas no primeiro ano do ensino fundamental, além do professor responsável pela referida classe. Fez-se o grupo focal com pais e/ou responsáveis, além da observação de um dia inteiro de cada criança. A análise de conteúdo foi utilizada para avaliar qualitativamente as respostas das entrevistas, ou seja, analisar o material verbal (FRANCO, 2007). Utilizou-se, ainda, do ecomapa e de um viés da perspectiva proposta por Mauss (2001), os quais auxiliaram a montagem da rede social (BOTT, 1976) e a observação participante com registro em diário de campo e posterior análise, ao permitir identificar e interpretar os fenômenos em estudo. Conclui-se que o desenvolvimento emocional na atualidade está ancorado em uma circulação de crianças vigiada, com redes de malha estreita, com poucas relações possíveis sem a escolha dos responsáveis. O ser em cuidado então se sente sufocado, por conseguinte os cuidadores passam a exigir cuidados redobrados de si que os tornam carentes e necessitados de escuta, pois a interdição e o medo gera angústia, ansiedade e futura agressividade. Assim, deve-se ampliar e investir em pesquisas que apreendam a circulação de crianças como forma de investigar como ela está se desenvolvendo emocionalmente na atualidade, para diminuir transtornos psiquiátricos futuros e auxiliar os cuidadores de crianças.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Cognições parentais: crenças, metas e estratégias de socialização de mães primíparas(Universidade Federal do Pará, 2008-04-01) SILVA, Raimundo Arão; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051A literatura sobre cognições parentais tem indicado que mães de diferentes contextos e com diferenças no nível de escolaridade tendem a diferir quanto a valorização de metas de socialização: as mães de culturas ocidentais e centros urbanos enfatizam metas de automaximização relacionadas, enquanto as mães de culturas não ocidentais enfatizam metas de bom comportamento. A literatura também tem indicado que as mães brasileiras apresentam-se heterogêneas em relação a ênfase dada sobre as categorias de metas de socialização. O presente estudo se baseou nessa literatura e teve como objetivo investigar as cognições parentais em mães de dois contextos diferentes. A amostra foi formada por 100 mães primíparas, sendo 50 de contexto urbano e 50 de contexto não-urbano. As participantes responderam ao Questionário de Crenças sobre práticas maternas e a Entrevista sobre Metas de Socialização. Os dados foram analisados de acordo com as categorias propostas pelos autores dos instrumentos. Os resultados indicaram que as mães dos dois contextos diferiram quanto a idade, escolaridade, valor dos escores na avaliação de práticas e níveis de fluência verbal nas respostas relacionadas as metas e estratégias de socialização. O nível de escolaridade materna correlacionou-se positivamente com a idade, com os escores da avaliação das práticas e com a fluência verbal. Foi verificado que as mães dos dois contextos assemelham-se quanto ao nível de importância atribuído a algumas práticas, mas diferenciamse em relação a outras e que apresentam a mesma ordem de valorização das dimensões de crenças. Também foram identificadas diferenças significativas na ênfase sobre as metas de automaximização e de bom comportamento e nas dimensões individualista e sociocêntrica. Em relação as estratégias de socialização foi verificado que as mães do dois contextos deram maior ênfase sobre as estratégias centradas no contexto, sendo que as mães de contexto urbano se destacaram nesta ênfase. Os resultados encontrados corroboram dados da literatura nacional que tem indicado que as mães de Belém enfatizam identicamente as categorias de automaximização e bom comportamento, indicando uma inclinação para um modelo autônomo-relacional. Estes resultados contribuem para a ampliação da compreensão das cognições de mães brasileiras e para fortalecer as evidencias dos efeitos do contexto e da escolaridade sobre as cognições parentais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Metas parentais de socialização da emoção em Vilas agrícolas e pesqueiro extrativistas no norte do brasil.(Universidade Federal do Pará, 2021-07-07) REIS, João Victor Medeiros da Silva; CAVALCANTE, Lília Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735A partir do conceito de socialização como processo de transmissão cultural que envolve o compartilhamento de regras, valores e crenças parentais, a presente dissertação, embasada no Modelo Ecocultural do Desenvolvimento Humano, objetivou analisar e comparar as metas e estratégias parentais de socialização da emoção de mães e pais em vilas agrícolas e pesqueiroextrativista. Assim, investigaram-se os objetivos desses cuidadores em relação ao desenvolvimento emocional que inicia na infância e como estes acreditam que podem alcançá- los. Participaram desta pesquisa 66 cuidadores, entre mães e pais residentes em vilas pesqueiroextrativistas do município de Bragança-PA, na Mesorregião do Nordeste Paraense, e também de vilas agrícolas do município de Castanhal-PA, na Mesorregião Metropolitana de Belém. Os dados foram coletados a partir do Formulário de Identificação dos Participantes (FIP), do Formulário de Dados Sociodemográficos (FDSD) e do Questionário de Metas de Socialização da Emoção (QMSE). Primeiramente foram relatados os resultados referentes às vilas pesqueiroextrativistas, contexto inédito em investigações como esta, e logo após foram descritos e comparados os dados coletados em vilas pesqueiro-extrativistas de Bragança e vilas agrícolas de Castanhal. Verificou-se inicialmente que nas metas de socialização da emoção de cuidadores das vilas pesqueiro-extrativistas predominaram evocações da categoria ‘automaximização’ (63,64%), seguidas da categoria ‘emotividade’ (19,83%). Quanto às condições para o desenvolvimento das crianças, os cuidadores responderam em sua maioria com evocações referentes à categoria ‘centradas no cuidador’ (37,70%), já em relação às estratégias que os cuidadores acreditavam ser possível realizar para que as crianças desenvolvessem as características almejadas, prevaleceram evocações da categoria ‘educar/orientar’ (56,92%). Na comparação entre os dois contextos de pesquisa, predominaram, em ambos, metas de socialização da emoção da categoria ‘automaximização’ e a aplicação do Teste Qui-quadrado de Independência apontou associação significativa (p = 0,0021) entre esta categoria e os contextos pesquisados. O teste indicou ainda que os cuidadores das vilas pesqueiro-extrativistas de Bragança que apresentaram frequência de respostas, nesta categoria, maior que a obtida nas vilas agrícolas de Castanhal. Também predominaram nos dois contextos de pesquisa respostas representadas pela categoria ‘centradas no cuidador’, mas sem diferença significativa das categorias centrais na comparação entre os dois contextos, como sugere o resultado obtido pelo Teste Qui-quadrado de Independência e Teste Exato de Fisher. Quanto às ações dos próprios pais para que as crianças tenham as características objetivadas, os cuidadores dos dois contextos apresentaram respostas em sua maioria referentes à categoria ‘educar/orientar’, porém sem associação significativa entre tal categoria e os contextos pesquisados, segundo o Qui-quadrado de Independência e Exato de Fisher. Tais resultados sugerem que os cuidadores socializam seus filhos a partir da construção de um self autônomo-relacional, com tendência à valorização da autonomia na expressão das emoções e na tomada de decisões relacionadas a estas. Além disso, também se espera que a criança priorize expressões emocionais que contribuam para a harmonia das relações interpessoais e para interdependência emocional em relação a família, o que a literatura tem demonstrado ser uma característica geralmente presente em contextos que experimentam um processo de transição do rural para o urbano, com modernização de suas estruturas econômicas e sociais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O olhar que revela o desenvolvimento emocional de um bebê abrigado(Universidade Federal do Pará, 2010-11-19) NASCIMENTO, Rose Daise Melo do; PEDROSO, Janari da Silva; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186O presente trabalho consiste em uma pesquisa qualitativa que se propôs a observar e analisar sob o enfoque psicanalítico, o desenvolvimento emocional de um bebê institucionalizado. Para isso realizou-se um estudo de caso, cujo instrumento metodológico consistiu na adaptação do método Bick de Observação de Bebês. As adaptações versam sobre o ambiente que é institucional, à redução do tempo de observação para o período de quatro meses, ao contexto das supervisões que, devido à escassez de pesquisadores que utilizam este método em Belém, restringiu a maioria das supervisões ao par observador e supervisor, sendo que este último exerceu a função paralela de orientador deste estudo. Realizou-se a pesquisa em um abrigo estadual que acolhe crianças de zero a seis anos, onde vivia Miguel, um bebê que foi abandonado por motivo de dificuldades financeiras justificadas pela mãe. Miguel foi observado desde os seus 20 dias de vida até os quatro meses, através de observações semanais, com duração de uma hora, totalizando 20 observações, as quais foram registradas e submetidas às supervisões. Os resultados foram organizados em três capítulos principais: 1) Sobre o desenvolvimento emocional de bebês que remonta ao campo teórico da psicanálise de crianças 2) Sou visto, logo existo que esboça a relação bebê-observadora, com enfoque nos aspectos transferenciais e contratransferenciais que permearam essa relação 3) Colo bom, colo mau que aborda o ambiente de cuidados vivenciados por Miguel no contexto de acolhimento institucional e 4) O colorido afetivo de Miguel que abrange os aspectos marcantes do desenvolvimento emocional de Miguel no abrigo. Ao final desta jornada, Miguel revelou-se um bebê que durante os primeiros meses experimentou ansiedades catastróficas, que demandavam acolhimento e contenção, usava o choro e o olhar para atrair contato, todavia, raras vezes era atendido por motivos diversos inerentes ao contexto de institucionalização; posteriormente mostrou-se mais familiarizado com o ambiente, utilizando recursos como vocalizações e sorrisos para relacionar-se. Apesar da instabilidade e inconstância dos cuidados, Miguel foi interpretado como símbolo do bebê que vencendo obstáculos e enfrentando um mundo ambivalente em sua máxima expressão, revelou que não existe situação ideal para o desenvolvimento emocional.
