Navegando por Assunto "Desenvolvimento neuropsicomotor"
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Artigo de Periódico Desconhecido Association between family poverty and the neuropsychomotor development of children in the administrative districts of Belém(Universidade Federal do Pará, 2016-09) COSTA, Elson Ferreira; CAVALCANTE, Lília Iêda Chaves; SILVA, Mariane Lopes da; GUERREIRO, Talitha Buenaño FrançaIntrodução: O desenvolvimento infantil é uma sequência de mudanças no comportamento e processos subjacentes, infl uenciado por fatores biológicos e ambientais. A triagem desenvolvimento têm se mostrado um procedimento efi ciente para identifi car precocemente desvios desenvolvimentais. Objetivo: Analisar o perfi l do neurodesenvolvimento, segundo o Teste de Triagem do Desenvolvimento Denver II, de crianças de pré-escolas dos Distritos Administrativos de Belém e mapear os distritos e os percentuais de desenvolvimento avaliado como “normal” e “suspeita de atraso”. Métodos: Estudo transversal e de caráter descritivo exploratório. Foi aplicado com os pais das crianças um questionário para coletar os dados pessoais, contextuais e familiares, e instrumento para medição do nível de pobreza familiar. Resultados: Das 319 crianças avaliadas, a prevalência de suspeita de atraso no desenvolvimento chegou a 77,7% e da área da linguagem foi de 59,2%. A variável denominada Nível de Pobreza Familiar apresentou associação estatisticamente signifi cativa com o nível de desenvolvimento global (p = 0,011) e da linguagem (p = 0,003). Conclusão: Espera-se que esta pesquisa possa contribuir para gerar repercussões sobre a melhoria das condições de saúde das crianças e suas famílias, reduzindo os fatores de riscos aos quais elas estão expostas.Dissertação Desconhecido Avaliação da exposição ao mercúrio e seus compostos sobre o desenvolvimento neuropsicomotor em crianças de Porto Velho-RO(Universidade Federal do Pará, 2002-06-27) MARQUES, Rejane Corrêa; AMORIM, Marúcia Irena Medeiros de; http://lattes.cnpq.br/6969908284845675Foram estudados 100 binômios mãe-filho para verificação dos níveis de mercúrio total ao nascimento e o curso da exposição pós-natal sobre o desenvolvimento e crescimento de lactentes durante o primeiro semestre de vida, na cidade de Porto Velho. Para avaliação da exposição pré-natal, verificaram-se os níveis de mercúrio total ao nascimento, em amostras de cabelo da mãe e recém-nascido, placenta, cordão umbilical e sangue materno. Os recém-nascidos foram submetidos a exame clínico e físico de rotina. As mães responderam um questionário com informações relevantes na busca de fatores de risco para a acumulação mercurial ou que poderiam afetar o desenvolvimento neuropsicomotor de suas crianças. Para avaliação da exposição pós-natal, 86 crianças foram submetidas a uma avaliação física e do desenvolvimento neuropsicomotor na semana em que completavam seis meses de idade. O teste de Gesell foi o instrumento utilizado oara avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor. Também foi coletada uma nova amostra de cabelo da criança para verificação dos níveis de mercúrio total aos seis meses de idade. Todos os dados foram analisados, comparados e submetidos a tratamento estatístico. Das vinte e três crianças (26%) que apresentaram atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, 11 eram do sexo masculino e 12 eram do sexo feminino. Estas alterações foram correlacionadas com os níveis de mercúrio total no cabelo da criança ao nascer e aos seis meses de vida. Também foram encontradas correlações estatisticamente significantes entre o perímetro cefálico e os níveis de mercúrio total nas diversas amostras estudadas.Tese Desconhecido Exposição ao mercúrio e desenvolvimento motor de crianças quilombolas na região do Baixo Amazonas(Universidade Federal do Pará, 2014) TAKANASHI, Silvania Yukiko Lins; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; http://lattes.cnpq.br/6353829454533268Na Amazônia a exposição ao mercúrio (Hg) pode ser considerada crônica, com as principais áreas de estudo localizadas em áreas com histórico de atividades de mineração de ouro, uma das fontes desse metal. Recentemente tem se atribuído a liberação a partir da biomassa e dos solos durante a queima de floresta e aos solos ferralíticos com quantidades significativas de Hg. A constatação da presença de Hg em humanos e em peixes e as consequências da exposição ao metal, já documentadas na literatura, levam a uma preocupação quanto à saúde da população exposta. Os quilombolas, uma das populações tradicionais da região do baixo Amazonas, apresentam um forte vínculo com o meio ambiente que ocupam e tem no peixe uma opção de dieta, meio de subsistência e possibilidade de exposição ao Hg, motivo da sua participação nessa pesquisa, que objetivou avaliar a exposição mercurial de crianças quilombolas e a interferência no desenvolvimento motor. Participaram do estudo 279 crianças, residentes em nove comunidades discriminadas como de áreas de várzea (Saracura, Arapemã, Nova Vista do Ituqui, São José e São Raimundo do Ituqui) e de planalto (Bom Jardim, Tiningu, Murumuru, Murumurutuba). A avaliação de amostras capilares revelou valores de mercúrio total (HgT) de 0,03 a 14,94μg/g, com as crianças de várzea estando mais exposta que as de planalto (p-valor=0,011). Foi identificada uma correlação estatisticamente significante dos valores de HgT com a idade (p-valor=0,010) e com o sexo masculino (p-valor=0,001). A frequência de consumo de peixes, elevada nas comunidades, mostrou correlação estatística com os níveis de HgT das crianças. A investigação do desenvolvimento motor, realizada pela Escala de desenvolvimento Motora (EDM) proposta por Rosa Neto (2002), revelou não haver diferença média estatisticamente no resultado do quociente motor geral (QMG) entre as crianças do grupo controle, com HgT abaixo de 2μg/g, e do grupo pesquisa, com HgT acima de 2μg/g. Na avaliação das áreas da motricidade foi constatado diferença estatisticamente significante: no resultado normal alto da motricidade fina entre os grupo (p-valor<0,001), com o grupo controle apresentando melhores resultados; no resultado normal alto do esquema corporal (p-valor=0,034), com o grupo controle com melhores resultados; no resultado muito inferior da organização temporal (p-valor=0,004) para o grupo pesquisa e resultado normal baixo, com maiores frequência no grupo controle (p-valor=0,003). Em relação às medidas antropométricas, identificaram-se diferenças estatísticas nos resultados de peso do grupo pesquisa (p-valor=0,012), assim como as crianças com baixa estatura (p-valor=0,001), com piores resultados na EDM. A investigação de parasitoses intestinais, anemia e classificação socioeconômica, outros prováveis interferentes do desenvolvimento infantil dessa população, revelou diferenças estatisticamente significantes da EDM para a ocorrência de anemia apenas (p-valor=0,041). As crianças quilombolas estão expostas ao Hg, apesar de não residirem próximas de áreas de garimpo. A orientação sobre o consumo consciente de peixes foi realizada, mas essa população deve ser monitorada, pois o Hg pode continuar a afetar progressivamente o seu desenvolvimento.
