Navegando por Assunto "Diabetes mellitus tipo 1"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Efeitos de instruções e de feedback sobre adesão ao tratamento em adolescentes com diabetes tipo 1(Universidade Federal do Pará, 2019-10-25) MOREIRA, Alana dos Anjos; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; FERREIRA, Eleonora Arnaud Pereira; http://lattes.cnpq.br/6600933695027723; MALERBI, Fani Eta Korn; CARVALHO, Ana Emília Vita; SILVA, Lúcia Cristina Cavalcante da; FELÍCIO, Karem Miléo; http://lattes.cnpq.br/3830071371442519; http://lattes.cnpq.br/1981562999898097; http://lattes.cnpq.br/8741571562932895; http://lattes.cnpq.br/5289063715182942; https://orcid.org/0000-0002-0514-5597; https://orcid.org/0000-0002-2115-7897; https://orcid.org/0000-0002-0631-9077O diabetes mellitus Tipo 1 (DM1) é uma doença metabólica, diagnosticada principalmente na infância e adolescência, caracterizada pela perda da capacidade do pâncreas em produzir insulina, a qual produz um aumento da glicemia levando a complicações agudas e crônicas. O tratamento exige do paciente a emissão diária de um conjunto de comportamentos (como mensurar a glicemia, aplicar insulina, seguir um protocolo alimentar e praticar regularmente atividade física), os quais exigem alto custo de resposta do paciente, demandando o apoio da família e de procedimentos que promovam a adesão. Esta pesquisa foi realizada por meio de dois estudos. Estudo 1: Descritivo com delineamento transversal, investigou a relação entre apoio familiar, conhecimento acerca do diabetes e comportamentos de adesão ao tratamento. Treze adolescentes com DM1 responderam a um Roteiro de entrevista sobre a rotina do tratamento, ao Inventário de apoio familiar ao tratamento e à Escala de conhecimentos sobre diabetes DKN-A. Os testes estatísticos mostraram que houve correlação positiva entre o apoio familiar (p-valor 0,004), o conhecimento a respeito do diabetes (p-valor 0,013) e relatos sobre a emissão de comportamentos de adesão ao tratamento, independentemente do tempo de diagnóstico ou da idade dos participantes. Estudo 2: O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos do uso exclusivo de instruções (apresentadas por meio de um tutorial de educação em diabetes via web) e os efeitos do uso combinado de instruções com feedback (a partir do uso do aplicativo Glic para smartphone) sobre o comportamento de adesão ao tratamento em adolescentes com DM1, tendo como condição controle (linha de base) a rotina de um ambulatório de endocrinologia. Participaram cinco adolescentes com DM1 atendidos em um hospital universitário (HU). Os dados foram coletados no HU e na residência do participante. Os instrumentos utilizados foram: Roteiro de Entrevista sobre a rotina de tratamento, Escala de Conhecimentos sobre Diabetes (DKN-A), Protocolo de análise de prontuário, Recordatório 24 horas, Tutorial de Educação em DM1, Aplicativo Glic e Protocolo para avaliação do Glic. Os participantes foram expostos individualmente ao delineamento: A (linha de base), seguido de B (instruções via tutorial), depois C (instrução e feedback via Glic), retornando para B e repetindo C, mais Follow-up. A coleta de dados consistiu em 33 encontros gravados em áudio e com intervalo médio de três dias. Os resultados mostraram que independentemente do tratamento em vigor, se instrução via Tutorial ou se instrução com feedback via aplicativo Glic, nenhum participante apresentou aumento significativo nos índices de adesão ao tratamento em todas as classes de comportamento-alvo analisadas neste estudo. Observou-se que, a depender do tratamento, os resultados mostraram benefícios ou mesmo prejuízos em alguns dos comportamentos alvo. Apesar de os participantes passarem longos períodos expostos a smartphones, verificou-se uma baixa adesão desta tecnologia como um auxiliar no tratamento do diabetes. Recomenda-se a capacitação dos profissionais de saúde para o uso de recursos multimídia e a investigação da relação entre habilidades sociais de enfrentamento e adesão ao tratamento em adolescentes com DM1.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Exercício físico e controle glicêmico em pacientes com diabetes mellitus tipo 1: uma revisão rápida e proposta de material informativo e didático(Universidade Federal do Pará, 2022-08-28) OLIVEIRA, Adriana Alves; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; https://orcid.org/0000-0003-0978-211XA Diabetes Mellitus (DM) se caracteriza por um distúrbio metabólico que causa a hiperglicemia nos pacientes acometidos, é atualmente um dos grandes problemas de saúde pública, por incidir cada vez mais pessoas ao redor do mundo e por gerar custos cada vez mais elevados. Dentre as suas classificações, tem-se a Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), que constitui a patologia foco de nosso estudo. A DM1 pode ter origem desconhecida ou autoimune, agredindo as células Beta do pâncreas, produtoras de insulina, hormônio responsável por captar a glicose para as células. Como resultado, a glicose não é captada para gerar energia, causando hiperglicemia no organismo, além de não controlar a gliconeogênese hepática. Pessoas que têm DM1 podem apresentar diversos tipos de complicações, sejam elas micro (nefropatias, neuropatias, retinopatias) ou macrovasculares (doenças coronarianas e/ou acidente vascular cerebral), daí a importância de se promover um adequado controle glicêmico nestes pacientes, de modo a prevenir tais complicações. Para isso, vários estudos têm mostrado que além de uma dieta balanceada e tratamento medicamentoso, é importante inserir na rotina dos pacientes com esta síndrome metabólica, a prática de exercícios físicos regularmente. Portanto, o objetivo deste trabalho foi analisar os efeitos dos exercícios físicos sobre o controle glicêmico de pacientes com DM1, através de uma revisão rápida da literatura (PROSPERO nº CRD42021277762), para elaborar uma cartilha informativa aos profissionais que atuam com tais pacientes, além da criação de material didático para discussão sobre a introdução de exercícios físicos na rotina de pessoas com Diabetes Mellitus tipo 1 (CAAE 39536920.5.0000.0017). Nossa revisão da literatura aponta que, independentemente da modalidade praticada, realizar exercícios físicos apresenta vários benefícios à saúde, como redução da dosagem da medicação, melhora do bem estar físico, do condicionamento cardiovascular, melhora da resistência à insulina, do perfil lipídico, entre outros. A partir do embasamento teórico através da revisão rápida e da leitura de posicionamentos guias e documentos de sociedades, além da leitura de artigos recentes e relevantes para o cuidado a pessoa com diabetes, foi construída uma cartilha informativa direcionada aos profissionais da saúde e material didático para discussão sobre a introdução de exercícios físicos na rotina de pessoas com Diabetes Mellitus tipo 1. A cartilha possui duas partes principais: uma primeira parte teórica, construída de modo objetivo e sintético, composta por informações sobre o diabetes, sua fisiopatologia, principais complicações e os efeitos do exercícios físico na pessoa com DM1, além de fluxograma para nortear a decisão sobre a indicação e segurança para a prática de exercícios físicos em função da glicemia e fatores de risco. A segunda parte da cartilha foi construída de forma ilustrativa para configurar-se como um instrumento didático para a discussão com os profissionais da saúde sobre as informações e cuidados necessários, prévios ao início de um programa de exercícios, de modo a garantir a segurança do paciente. Esta segunda parte foi composta por diálogos entre a personagem Bete (pessoa com DM1) e a profissional (Dra. Cinesia).
