Navegando por Assunto "Diagenesis"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos hidrotermais em rochas carbonáticas-siliciclásticas da Formação Itaituba, Pensilvaniano da Bacia do Amazonas, região de Uruará (PA)(Universidade Federal do Pará, 2020-10-26) SOUZA, Isabele Barros; SOARES, Joelson Lima; http://lattes.cnpq.br/1345968080357131Rochas carbonáticas e siliciclásticas do período Neocarbonífero são amplamente registradas nas porções oeste e centro-oeste na região de Uruará, Estado do Pará, borda sul da Bacia do Amazonas. Estes depósitos são representados pela Formação Itaituba, da qual foi descrito um testemunho de sondagem de 35m e identificadas cinco microfácies carbonáticas (calcimudstone, dolomudstone, wackestone bioclástico, packstone bioclástico e grainstone bioclástico rico em terrígenos) e oito fácies siliciclásticas (argilito maciço, folhelho negro, siltito com laminação cruzada truncada, siltito com laminação cruzada de baixo ângulo, siltito com laminação plano paralela, arenito com estratificação cruzada truncada, arenito com estratificação plano-paralela e arenito maciço). A partir das análises petrográfica, de catodoluminescência, difração de raios-X, microscopia eletrônica de varredura e espectroscopia de energia dispersiva, foi possível identificar os principais processos diagenéticos e hidrotermais que afetaram estas rochas. Nas rochas carbonáticas foi observado micritização, dissolução, calcitização, compactação mecânica e química e cimentação. Nos arenitos ocorre sobrecrescimento de quartzo, cimentação carbonática e compactação química. Durante o Triássico-Jurássico ocorreu grande evento de vulcanismo na porção central do supercontinente Gondwana Oeste, conhecido como Central Atlantic Magmatic Province (CAMP), com colocação de diques e soleiras de basalto, representada na Bacia do Amazonas pelo Magmatismo Penatecaua. Houve a percolação de fluidos hidrotermais, originados na fase tardia deste magmatismo, que promoveu várias mudanças na mineralogia e texturas destas rochas, entre eles fraturamento hidráulico, formação de porosidade vugular, precipitação de assembleias minerais típicas de hidrotermalismo como - dolomita em sela, calcita, apatita, pirita, calcopirita, galena, esfalerita, óxidos de ferro e titânio, cloritas, talco, granada, saponita e corrensita – nas vênulas e a silicificação da matriz e grãos carbonáticos. Análises de geoquímica orgânica nas amostras de carbonato e folhelho obtiveram valores de carbono orgânico total muito baixos, com maturidade baixa, gerando querogênio tipo IV, sendo originada provavelmente a partir de matéria orgânica oxidada. Assim, o presente trabalho pretende ampliar o estudo das rochas que ocorrem em subsuperfície na região de Uruará, possibilitando a compreensão dos processos deposicionais e diagenéticos na sua formação e sua alteração devido aos processos hidrotermais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Gênese e distribuição estratigráfica das concreções carbonáticas da ilha de Baunilha Grande, região do Quatipuru - Pará(Universidade Federal do Pará, 2025-06-27) GARCIA, Danilo Sena; SOARES, Joelson Lima; http://lattes.cnpq.br/1345968080357131Na Ecofácies de Baunilha Grande, localizada na Ilha de Baunilha Grande, na região de Quatipuru, Pará, encontram-se concreções carbonáticas denominadas carcinólitos, porém, próximo a esses carcinólitos, há outras concreções cujo a origem e a posição estratigráfica ainda não haviam sido descritas. As concreções se encontram na Fo7rmação Pirabas, do Mioceno-inferior, composta por calcários fossilíferos e depósitos sedimentares que registram um ambiente marinho raso costeiro influenciado por marés. Esse trabalho tem como objetivo caracterizar a formação das concreções carbonáticas na Ilha de Baunilha Grande e sua relação com os processos diagenéticos e estratigráficos da Formação Pirabas. Para isso, este estudo teve como a metodologia: (I) análise petrográfica, mineralógica e geoquímica das concreções, utilizando técnicas como microscopia óptica, difração de raios-X (DRX), Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) e Espectroscopia de Energia Dispersiva (EDS); (II) relação estratigráfica das concreções com depósitos similares em Salinópolis e Maracanã, fazendo sua relação com eventos de sedimentação, bioturbação e diagênese. Os resultados indicam que as concreções possuem diferentes formas e composições, sendo divididas em quatro tipos principais: esféricas, tubulares, rugosas e bulbosas. A análise mineralógica mostrou a presença predominante de quartzo e calcita, além de caulinita e kutnohorita em algumas amostras. A pirita ocorre em todas as concreções, especialmente associada a fósseis orgânicos e diagênese de diatomáceas. A presença dessas concreções sugere processos de cimentação precoce em lentes de arenito e bioturbação em folhelhos, influenciados por variações no nível do mar e eventos de tempestade. Os altos teores de pirita nas concreções indicam um ambiente deposicional redutor favorável à preservação da matéria orgânica e formação desses sulfetos. A relação entre concreções e estruturas sedimentares indica que essas feições estão restritas ao topo da Formação Pirabas, próximo ao contato com a Formação Barreiras. Dessa forma, a ocorrência destas concreções pode ser utilizada como um marcador estratigráfico para o topo da Formação Pirabas.
