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Navegando por Assunto "Discentes surdos"

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    “Eu sei que muitos pensam que sou doida, mas só não ouço": representações sociais de discentes surdos/surdas na escola e nos processos comunicativos de si em Belém
    (Universidade Federal do Pará, 2024-12-12) PINTO, Carla Georgia Travassos Teixeira; COSTA, Alda Cristina Silva da; http://lattes.cnpq.br/2403055637349630; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; BRITO, Rosaly de Seixas; NASCIMENTO, Ivany Pinto; BARROS, Thiago Almeida; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248; http://lattes.cnpq.br/4471773526594200; http://lattes.cnpq.br/0000000000000000; http://lattes.cnpq.br/8020628310785389; https://orcid.org/0000-0000-0000-0000; https://orcid.org/0000-0000-0000-0000; https://orcid.org/0000-0000-0000-0000; https://orcid.org/0000-0002-9608-7416
    Esta tese, inserida na Linha de Pesquisa Comunicação, Cultura e Socialidades na Amazônia, tem como foco investigar as representações sociais da surdez, com o objetivo de compreender como os discentes surdos da rede pública de ensino de Belém constroem as representações de si e da escola. A questão central que orienta a pesquisa é: Quais são as representações sociais dos discentes surdos sobre a escola e as implicações no processo comunicativo sobre si? A base teórica e metodológica do estudo está ancorada na Teoria das Representações Sociais (TRS), de Moscovici (2015) e Jodelet (1998), articulada com os estudos da comunicação e da cultura surda (Sodré, 1984; Sacks, 2010; Strobel, 2008; Perlin, 2003; Skliar, 2013). O fenômeno investigado é compreendido como parte do processo social que envolve a comunicação e o discurso nas diversas instâncias de interação social e cultural, nas instituições, nas práticas sociais e nas comunicações interpessoais e coletivas. As representações sociais emergem dessas interações, marcadas pelas subjetividades dos/das sujeitos/sujeitas envolvidos, sendo construídas pelos discentes surdos (sujeito), a partir de sua relação com a surdez (objeto). A pesquisa é de natureza qualitativa, com metodologia de pesquisa de campo, que inclui observação direta e entrevistas em profundidade com inspiração narrativa, utilizando-se a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) na comunicação com os/as interlocutores. O estudo foi realizado no Centro de Referência em Inclusão Educacional Gabriel Lima Mendes (CRIE) e na Escola Municipal de Ensino Fundamental Prof. Gabriel Lage da Silva. Participaram cinco discentes surdos, com idades entre 10 e 17 anos, matriculados na rede municipal de ensino, além de uma professora regente e uma técnica do CRIE, ambas funcionárias públicas concursadas. Os resultados indicam que as representações sociais dos/das discentes surdos, sobre si mesmos e a escola, são influenciadas por discursos e falas preconceituosas, relacionadas à surdez, presentes no ambiente escolar e para além dele. Essas representações estão ancoradas em processos de segregação e exclusão, de modo a refletir imagens sustentadas pelo senso comum e caracterizadas por conflitos, falta de comunicação e obscurantismo. Esses fatores impactam a autocompreensão dos discentes surdos e sua percepção sobre a escola. No entanto, o estudo revela que, apesar das experiências discriminatórias, a escola é vista, pelos discentes, como importante espaço de socialização e comunicação. Eles mantêm a esperança em um futuro melhor, ao superar desafios diários, com perspectivas e planos futuros, demonstrando que, mesmo diante das representações negativas, a escola continua a se revelar um espaço de crítica e de desenvolvimento da consciência de si.
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