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Navegando por Assunto "Disintrusion"

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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Quando os fios se esgarçam: memórias e identidades nos processos de desintrusão de famílias agricultoras em Garrafão do Norte (PA)
    (Universidade Federal do Pará, 2025-07-10) SILVA, Maria Rosângela da Silva e; LOUREIRO, Violeta Refkalefsky; http://lattes.cnpq.br/3092799127943216; BARBOZA, Myrian Sá Leitão; http://lattes.cnpq.br/4827055067722362; https://orcid.org/0000-0002-6712-7386; BARBOZA, Roberta Sá Leitão; PONTE, Vanderlúcia da Silva; http://lattes.cnpq.br/9331256487699477; http://lattes.cnpq.br/2911877430319887; https://orcid.org/0000-0003-2367-553X
    O objetivo central desta dissertação foi investigar os conflitos territoriais ocorridos na área da Vila Tauari, no município de Garrafão do Norte (PA), buscando compreender as percepções dos colonos/agricultores sobre o processo de desintrusão e seus desdobramentos. A pesquisa buscou dar visibilidade às experiências e memórias desses sujeitos, historicamente marginalizados e frequentemente silenciados pela narrativa oficial, destacando os impactos sociais, culturais e territoriais decorrentes da perda da terra e da ruptura dos laços comunitários O método adotado foi qualitativo, apoiado em referenciais da memória, da escrevivência e da história oral. A investigação articulou documentos históricos, análises acadêmicas e relatos de vida dos agricultores da Vila Tauari, compreendendo o território não apenas como espaço físico, mas como eixo simbólico e identitário. As narrativas coletadas foram tratadas como ferramentas analíticas, permitindo resgatar vozes invisibilizadas e compreender as tensões que atravessam o processo de desterritorialização. Os resultados evidenciam que os conflitos entre colonos e indígenas não derivam de rivalidades diretas, mas da omissão e contradição do Estado, que incentivou a ocupação da área por migrantes, mas não garantiu condições de permanência digna nem alternativas justas no processo de retirada. A análise revelou a centralidade da terra como espaço de memória e pertencimento, destacando como a desintrusão provocou não apenas deslocamento físico, mas também fragmentação identitária e comunitária. Ao mesmo tempo, emergiram formas de resistência, reorganização territorial e estratégias de sobrevivência, que reafirmam a resiliência camponesa. Nas considerações finais, a pesquisa aponta que a desintrusão, embora necessária para garantir os direitos territoriais indígenas, foi conduzida de maneira desorganizada e desigual, desrespeitando agricultores pobres e agravando vulnerabilidades. Ressalta-se a importância de políticas públicas que integrem justiça social e territorial, capazes de assegurar tanto a proteção dos povos originários quanto a dignidade dos agricultores. O estudo contribui, assim, para a reflexão crítica sobre a desterritorialização na Amazônia, reforçando o papel da memória coletiva como resistência e como instrumento de construção de direitos.
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