Navegando por Assunto "Domingas"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) A cultura e a sociedade manauara em "Dois irmãos", de Milton Hautom: o contexto desprivilegiado de Domingas(Universidade Federal do Pará, 2019-04) MANTOVANI, Antonio Aparecido; KRAESKI, Gisele CristinaCompreender o significado simbólico da obra literária consiste em analisar os diversos elementos presentes em contexto. A obra Dois irmãos, de Milton Hatoum, é permeada por esses elementos, que nos ajudam a entender a sociedade manauara em seu processo de formação. Assim, por meio deste artigo, busca-se analisar, no contexto da obra e da época descrita, a personagem Domingas, vista como indígena aculturada que ocupa uma posição servil em relação aos demais personagens, e que tem sua identidade desconstruída, à medida que se insere nessa situação de servidão. Baseando-nos no trabalho de Rama e Candido, utilizamos pesquisadores da obra de Hatoum, como Mantovani, Alves e Borges. Pudemos concluir que a obra de Milton Hatoum nos apresenta elementos de reflexão sobre a vida, sobre os conflitos sociais e sobre a cultura das populações desprivilegiadas da Amazônia brasileira no seu processo de formação.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Domingas: (In)visibidade x resistência da mulher índigena na obra dois irmãos, de Milton Hautom(Universidade Federal do Pará, 2018) BATISTA, Nádia Grings; SARAIRA, Luis Junior CostaO presente artigo aborda a representação da mulher indígena na obra Dois Irmãos, de Milton Hatoum, perpassando por uma discussão sobre o neocolonialismo na Amazônia, os surtos de crescimento de Manaus e a exploração das mulheres, tendo como referência a personagem Domingas. O objetivo principal é demonstrar como, ao longo de sua vida, ques tões de gênero, raça/etnia e as relações afetivas, construídas com a família, colaboraram para a manutenção de sua condição de servidão e invisibilidade. Além de evidenciar que, apesar desse contexto, ela encontra meios de resistir ao que lhe é imposto. Autoras e autores como Berta Becker (2013), Joan Scott (1995), Aníbal Quijano (2005) e Suzana Bornéo Funck (2014) contribuem para a compreensão d esse processo que resultou na construção do sentimento de subalternidade nas pessoas e nas nações colonizadas ou neocolonizadas. Desse modo, compreendemos no artigo que o pensamento decolonial é proposto como um caminho em direção à construção de uma autonomia individual e coletiva, capaz de transformar positivamente a vida dos envolvidos.
