Navegando por Assunto "Dor lombar"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Ajustes posturais antecipatórios e compensatórios em idosos com e sem lombalgia(Universidade Federal do Pará, 2021-03) GARCEZ, Daniela Rosa; CALLEGARI, Bianca; http://lattes.cnpq.br/0881363487176703; https://orcid.org/0000-0001-9151-3896; YAMADA, Elizabeth Sumi; http://lattes.cnpq.br/7240314827308306A dor lombar crônica (DLC) está associada a alterações no controle postural e é altamente prevalente em idosos. Pesquisas apontam que o envelhecimento e a DLC são descritos como fatores importantes que afetam o controle postural. O prejuízo no controle postural é um importante fator no risco de quedas. Pesquisas que avaliam o controle postural em idosos com DLC ainda são necessárias para maior efetividade nos programas de reabilitação do equilíbrio, visando maior controle postural e prevenção de quedas nesta população.O objetivo deste estudo é verificar a influencia da DLC nos ajustes posturais antecipatórios (APAs) e compensatórios (CPAs), em idosos, durante um paradigma de perturbação auto-iniciado induzido por um movimento rápido do membro superior ao apontar um alvo. Idosos foram divididos em: Grupo com DLC (GDLC) (n=15) e Grupo Controle (GC) (n=15). A latência dos músculos dos membros inferiores e os deslocamentos do centro de pressão (COP) foram avaliados antes da perturbação até o fim do movimento. O momento T0 (início do movimento) foi definido como a latência do deltóide anterior (DEL) e todos os parâmetros foram calculados em relação a este T0. O reto femoral (RT), semitendinoso (ST) e sóleo (SOL) demonstraram latência atrasada no GDLC comparado com o GC: RF (controle: -0,094 ± 0,017 s; GDLC: -0,026 ± 0,012 s, t = 12, p < 0,0001); ST (controle: -0,093 ± 0,013 s; GDLC: -0,018 ± 0,019 s, t = 12, p < 0,0001); e SOL (controle: -0,086± 0,018 s; GDLC: -0,029 ± 0,015 s, t = 8,98, p < 0,0001). Adicionalmente, o deslocamento do COP esteve atrasado no GDLC (controle: -0,035 ± 0,021 s; GDLC: -0,015 ± 0,009 s, t = 3; p = 0,003) e apresentou uma amplitude menor durante APAs; COPAPA [controle: 0,444 cm (0,187; 0,648); GDLC: 0,228 cm (0,096; 0,310), U = 53, p = 0,012]. O GDLC apresentou tempo maior para alcançar o deslocamento máximo após a pertubação (controle: 0,211 ± 0,047 s; GDLC 0,296 ± 0,078 s, t = 3,582, p = 0,0013). Isto indica que idosos do GDLC apresentam prejuízos para recuperar seu controle postural e menor eficiência dos ajustes antecipatórios durante a fase antecipatória. Nossos resultados sugerem que idosos do GDLC tem o controle feedforward alterado nos músculos do quadril e tornozelo, como verificado na latência dos músculos SOL, ST e RT. Este estudo é o primeiro no campo do envelhecimento que investiga ajustes posturais na população de idosos com DLC. Avaliações clínicas nesta população devem considerar a estabilidade postural como parte de um programa de reabilitação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Associação entre características clínicas, funcionais e psicossociais com o risco de cronicidade dos sintomas em pacientes com dor lombar crônica não específica(Universidade Federal do Pará, 2024-10-20) SILVA, Lucas Yuri Azevedo da; MAGALHÃES, Maurício Oliveira; http://lattes.cnpq.br/7766377002832983; https://orcid.org/0000-0002-7857-021XIntrodução: A dor lombar é considerada a principal causa de incapacidade ao redor do mundo. A sensibilização central é um dos mecanismos que explica como a desregulação no sistema nervoso central pode modular a cronicidade da dor lombar, porém não é claro como as variáveis clínicas, funcionais e psicossociais estão associadas com a estratificação do risco de cronificação da dor lombar. Objetivo: Verificar a associação entre o baixo risco e o alto risco de cronicidade dos sintomas com os achados clínicos, funcionais e psicossociais em pacientes com dor lombar crônica não específica. Método: Trata-se de um estudo do tipo transversal, aplicado em pessoas com dor lombar crônica não específica, que seguiu as recomendações do The Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE) e que ocorreu entre abril de 2023 e junho de 2024. Foram utilizadas a escala de intensidade da dor Numerical Pain Rating Scale (NPRS) e o algômetro de pressão da marca INSTRUTHERM DD2000 20K para avaliar a intensidade e o limiar de dor; o questionário de Incapacidade de Roland-Morris (QRM) para avaliar a incapacidade funcional; o questionário Start Back Screening Tool (SBST) para estratificação do risco de cronicidade; a escala de catastrofização da dor (ECD), a escala tampa de cinesiofobia (ETC) e a Escala hospitalar de ansiedade e depressão (EHAD). A estatística descritiva foi realizada e foram conduzidas para testes de correlação entre as estratificações de cronicidade do SBST e os escores dos instrumentos de avaliação. Além disso, análises de regressão multinominal também foram utilizadas. Resultados: 150 participantes foram incluídos na análise. Na correlação entre o baixo risco de cronicidade e os parâmetros clínicos, funcionais e psicossociais, as variáveis com diferença estatística e correlações negativas e moderadas foram o QRM (r= -0,40), a ECD (r= - 0,48). As correlações entre o alto risco de cronicidade significativas, positivas e moderadas foram o QRM (r= 0,40) e a ECD (r= 0,48) e as positivas e fracas foram ETC (r= 0,39) e EHAD (r= 0,27). Além disso, na análise de regressão multinominal entre o alto risco e o baixo risco de cronicidade apresentou a incapacidade funcional como um preditor significativo para o risco elevado de cronicidade. Para cada aumento de uma unidade no questionário de incapacidade, a chance de estar no grupo de alto risco de cronicidade aumentou em 8,8% (OR = 1,088, IC 95%: 1,003 - 1,181, p = 0,043). Além disso, a catastrofização, também, foi um preditor significativo. Cada unidade adicional no escore de catastrofização aumentou a chance de ser classificado no grupo de alto risco de cronicidade em 10,0% (OR = 1,100, IC 95%: 1,049 - 1,154, p < 0,001). O modelo apresentou um intercepto significativo (β = -4,621, p < 0,001), indicando que, na ausência dos fatores preditores, a probabilidade de estar no grupo de alto risco de cronicidade é extremamente baixa (OR = 0,009, IC 95%: 0,002 - 0,043). Conclusão: Diante disso, os resultados sugerem que a probabilidade de apresentar um alto risco de cronicidade em relação ao baixo risco de cronicidade, foi de 36,8% e pode ser explicado pela incapacidade funcional e pela catastrofização da dor.
