Navegando por Assunto "EEG (Eletroencefalografia)"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Correlatos eletrofisiológicos da percepção de jovens adultos à exposição a vídeos de Mukbang ASMR(Universidade Federal do Pará, 2026-03-23) GOMES, Clara Gonçalves de Morais; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; FARIAS, Letícia Miquilini de Arruda; PARANHOS, Alna Carolina Mendes; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/1667910071509974; http://lattes.cnpq.br/7649446392041207; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0002-3975-4091Os conteúdos de comida divulgados em diversas mídias sociais impactam o comportamento e os hábitos alimentares da população. O Mukbang é um desses conteúdos e consiste em vídeos nos quais uma pessoa se grava consumindo grandes quantidades de comida em frente às câmeras, provocando reações diversas no público. Embora seja uma forma de entretenimento para muitos, o Mukbang tem sido associado ao aumento do consumo alimentar, à obesidade, à distorção da relação entre alimentação e corpo e a transtornos alimentares. Apesar da existência de evidências acerca das motivações e repercussões da exposição a esse tipo de conteúdo, ainda há pouca atenção voltada à investigação de seus correlatos neurais, bem como das sensações fisiológicas e emoções experienciadas durante a exposição a esses estímulos. Nesse contexto, o presente estudo examinou a modulação das oscilações cerebrais nas bandas alfa, beta e gama, nas regiões frontais, parietais e occipitais, durante a exposição a vídeos de Mukbang ASMR, por meio da eletroencefalografia (EEG). Participaram do estudo 40 indivíduos, com idades entre 18 e 29 anos. Os participantes assistiram a dois vídeos de Mukbang (comida doce e salgada) e a um vídeo controle e, em seguida, responderam a um questionário composto por 24 assertivas referentes às sensações evocadas pelos estímulos. Os dados subjetivos indicaram experiências predominantemente ambivalentes, com tendência a avaliações positivas e elevada variabilidade interindividual. As diferenças mais consistentes emergiram na comparação entre os eventos experimentais, e não entre grupos definidos pela experiência subjetiva relatada. O vídeo de comida salgada modulou de forma mais robusta as bandas de alta frequência (gama), apresentando valores superiores em diferentes regiões corticais em comparação aos vídeos doce e controle. Além disso, a banda gama apresentou predominância significativa na região frontal em relação às regiões parietal e occipital nos três vídeos, sugerindo maior envolvimento de áreas anteriores na integração de estímulos multimodais. Em conjunto, os achados indicam que vídeos de Mukbang podem recrutar padrões amplos de excitação neural, independentemente da valência subjetiva atribuída pelos participantes. Esses resultados ampliam o entendimento sobre como estímulos alimentares audiovisuais de alta complexidade influenciam a atividade neural, contribuindo para preencher lacunas na literatura sobre o processamento sensorial e o comportamento alimentar em ambientes digitais contemporâneos.
