Navegando por Assunto "Eating behavior"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de algumas variáveis envolvidas no comportamento alimentar(Universidade Federal do Pará, 2023-03-22) RODRIGUES, Carla Juliane Martins; OLIVEIRA SALGUEIRO, Marcia Maria Hernandes de Abreu de; http://lattes.cnpq.br/7744715686879616; https://orcid.org/0000-0001-6349-7219; ALBUQUERQUE, Luiz Carlos de; http://lattes.cnpq.br/5261537967195189; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569Foram analisados relatos de comportamento alimentar ortoréxico e transtornado e inflexibilidade comportamental em participantes vegetarianos e não vegetarianos de diferentes religiões. Os participantes responderam o formulário de caracterização, o questionário sobre comportamentos ortoréxicos – ORTO-15, a Escala de Atitudes Alimentares Transtornadas – EAAT, juntamente com o questionário sobre avaliação do comportamento inflexível, a Escala de Rigidez. Dos 205 participantes, 85,6% apresentaram relatos indicativos de comportamentos ortoréxicos, com prevalência do sexo masculino, 16% apresentaram relatos de atitudes alimentares transtornadas, com prevalência do sexo feminino e vegetarianos tenderam a apresentar escores mais altos que onívoros, houve uma correlação entre comportamento inflexível e atitudes alimentares transtornadas. Adventistas eram mais inclinados a serem vegetarianos que onívoros, participantes sem religião apresentaram menor chance para comportamentos ortoréxicos, atitudes alimentares transtornadas e inflexibilidade comportamental quando comparados com adventistas e católicos. Sugere-se novos estudos que investiguem o comportamento alimentar e suas variáveis de controle para o entendimento ampliado do fenômeno e possíveis intervenções.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Comportamento Alimentar e Imagem Corporal em pessoas que fizeram cirurgia bariátrica no Brasil(Universidade Federal do Pará, 2023-03-20) RODRIGUES, Renata Cristina Bezerra; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; SÁ, Naiza Nayla Bandeira de; http://lattes.cnpq.br/1712074978664736; https://orcid.org/0000-0002-1267-1624; ROCHA, Fernando Allan de Farias; GOULART, Paulo Roney Kilpp; LORENÇO-COSTA, Vanessa Vieira; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; http://lattes.cnpq.br/0235984184315218; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050A cirurgia bariátrica se mostra eficaz na perda de peso e controle de comorbidades para aqueles com indicação ao procedimento. Adversidades no comportamento alimentar e na imagem corporal podem influenciar nos resultados do pós-operatório. Este estudo objetivou analisar a relação entre o comportamento alimentar e a imagem corporal em pessoas que fizeram cirurgia bariátrica no Brasil. Realizou-se um estudo transversal, quantitativo, com amostra não probabilística por conveniência e coleta de dados, com auxílio do Google Forms®. Foram coletados dados sociodemográficos, dados do pré e pós-operatório, os domínios do comportamento alimentar com o Three Factor Eating Questionnaire, distorção de imagem corporal com o Body Shape Questionnaire e satisfação com a imagem corporal com a Escala de Silhuetas. Dos 398 respondentes, 93,5% foram do sexo feminino e 57,3% tiveram idade entre 40 e 59 anos. O Bypass gástrico em Y de Roux representou 80,2% das cirurgias e houve 18,9% de reganho de peso. Houve algum grau de distorção de imagem corporal em 38,4% e insatisfação de imagem em 87,5%. A restrição cognitiva foi o domínio do comportamento alimentar mais frequente, com 75,9%. Foram encontradas associações entre os domínios restrição cognitiva (p = 0,000) e alimentação emocional (p = 0,000) com a distorção de imagem corporal. Esses resultados mostraram que a distorção de imagem corporal pode interferir nas probabilidades de exibir comportamento alimentar disfuncional. A insatisfação com a imagem corporal apresentou maior frequência, porém não houve associação entre os domínios do comportamento alimentar e a insatisfação com a imagem corporal na amostra. Concluiu-se que a distorção e a insatisfação com a imagem corporal interagem de formas diferentes nos domínios do comportamento alimentar. Entretanto, novas pesquisas são necessárias para confirmar os resultados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fatores associados a diferentes padrões de comportamento alimentar e atitudes alimentares transtornadas em candidatos a cirurgia bariátrica atendidos em um hospital público de referência no Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2023-03-24) KIKUCHI, Jeane Lorena Dias; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; GALVÃO, Olavo de Faria; ARAUJO, Marilia de Souza; LOURENÇO COSTA, Vanessa Vieira; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/9371703949781020; http://lattes.cnpq.br/0235984184315218; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833Introdução: Pacientes em pré-operatório de cirurgia bariátrica podem apresentar comportamentos alimentares inadequados como comer emocional, compulsão alimentar, beliscar/mordiscar e/ou grazing que podem prejudicar os resultados do tratamento. A avaliação de padrões de comportamento alimentar tem sido, muitas vezes, negligenciada em programas tradicionais para o tratamento da obesidade, que focam na diminuição ponderal sem considerar questões psicológicas que envolvem o comportamento alimentar, podendo aumentar a vulnerabilidade aos transtornos alimentares. Objetivo: Analisar o comportamento alimentar, padrões associados ao comportamento de grazing e à susceptibilidade para atitudes alimentares transtornadas em candidatos à cirurgia bariátrica atendidos em um hospital público de referência na assistência à pessoa com obesidade grave no Pará, Brasil. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico, realizado com candidatos à cirurgia bariátrica de ambos os sexos, acompanhados no ambulatório de endocrinologia de um hospital público na Amazônia. Foram coletados dados referentes ao comportamento de grazing e seus subtipos compulsivo e não compulsivo, por meio do Questionário de Alimentação Repetitiva REP(EAT)-Q, além de informações sociodemográficas obtidas por meio de autorrelato e a descrição do uso de medicamentos obtida no prontuário. Foi avaliada a presença de Atitudes alimentares disfuncionais utilizando a Escala de Atitudes Alimentares Transtornadas (EAAT), que avalia crenças, sentimentos, pensamentos e comportamentos relacionados à alimentação. Para investigar padrões de comportamento alimentar foi usado o Questionário de Três Fatores Alimentares (TFEQ-R21), que avalia as três dimensões do comportamento alimentar: Comer Emocional, Restrição Cognitiva e Descontrole Alimentar. Foi calculado o Índice de massa corporal (IMC) por meio da aferição do peso e da altura. Esta pesquisa foi aprovada pelo projeto no Comitê de Ética em Pesquisa. Para análise estatística, foi utilizado o software SPSS, versão 24.0. Resultados: Esta dissertação teve seus resultados apresentados no formato de dois artigos. Ambos os estudos foram realizados com 205 participantes com média de idade de 37,5 ± 8,6 anos, sendo na maioria (93,7%) mulheres. No primeiro estudo, a maioria dos participantes (59,5%) não utilizava medicamentos para emagrecer. Cerca de 66,3% apresentavam grazing compulsivo e 56,6% tinham grazing não compulsivo. O domínio com maior pontuação foi o de comer emocional, com 73,5±31,5 (p<0,001). Indivíduos que utilizavam medicamentos para emagrecer apresentaram maior escore no domínio de restrição cognitiva (p=0,017) e menor pontuação para grazing compulsivo (p=0,021) e grazing não compulsivo (p=0,034). Na regressão linear múltipla, foi observada correlação entre o comportamento de grazing compulsivo e o comer emocional (β =0,193; IC= 0,002; 0,013; p=0,009) e o descontrole alimentar (β = 0,429; IC=0,018; 0,035; p=0,000), e entre o comportamento de grazing não compulsivo e o comer emocional (β = 0,303; IC=0,006; 0,20; p=0,000) e o descontrole alimentar (β = 0,363; IC= 0,014; 0,34; p=0,000), ambas independente do gênero e do uso de medicamentos. No segundo estudo, cerca de 82,4% dos participantes apresentavam atitudes alimentares transtornadas (p<0,001). O sexo feminino apresentou maior escore no domínio de descontrole alimentar (p=0,026). Na regressão linear múltipla, observou-se que o comer emocional era um preditor de atitudes alimentares transtornadas, independente do gênero (β = 0,273; IC=0,002; 0,010; p=0,002). Conclusão: Candidatos à cirurgia bariátrica podem ser um público com grande suscetibilidade a desordens do comportamento alimentar. Torna-se essencial identificar de forma precoce comportamentos disfuncionais como forma de prevenção de complicações em decorrência de padrões de comportamento alimentar desordenado que foram mantidos ou mesmo recuperados após a cirurgia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Impacto do acompanhamento nutricional e psicológico no pós-cirúrgico de pessoas submetidas a cirurgia bariátrica no Brasil(Universidade Federal do Pará, 2023-09-22) VILHENA, Ênio Ricardo Macedo; SÁ, Naiza Nayla Bandeira de; http://lattes.cnpq.br/1712074978664736; https://orcid.org/0000-0002-1267-1624; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; BRINO, Ana Leda de Faria; LOURENÇO-COSTA, Vanessa Vieira; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; http://lattes.cnpq.br/0235984184315218A cirurgia bariátrica é um dos métodos de tratamento da obesidade, exigindo suporte psicológico e nutricional. Contudo, limitações no acompanhamento persistem, particularmente devido à falta de protocolos psicológicos precisos no Brasil. Além do reganho de peso, a satisfação com a imagem corporal e comportamento alimentar são cruciais a longo prazo. Este estudo analisou 398 pacientes após cirurgia bariátrica, identificando correlações entre acompanhamento nutricional/psicológico e variáveis. Resultados mostraram alta correlação negativa (p < .001) entre acompanhamento psicológico pré e nutricional pré (R=0,280), sugerindo que pacientes com menos consultas prévias com Psicólogo (a) buscaram mais apoio nutricional. Similarmente, correlação negativa (p < .001) foi observada entre acompanhamento psicológico pré e nutricional pós (R=0,470), indicando que menos consultas prévias com Psicólogo (a) se relacionaram com maior busca por orientação nutricional após cirurgia. A correlação positiva (p < .001) entre acompanhamento psicológico pré e pós (R=0,399) mostrou que maior suporte pré se relacionou com maior continuidade pós-cirúrgica. Satisfação com a imagem corporal correlacionou-se negativamente (p < .01) com acompanhamento nutricional pré (R=0,140), sugerindo que mais consultas se associaram a menor insatisfação com imagem. Comportamento alimentar após cirurgia correlacionou-se com acompanhamento psicológico/nutricional pós. Além disso, a satisfação com a imagem corporal correlacionou-se com comportamento alimentar e reganho de peso (p < .001). Reganho de peso correlacionouse com comportamento alimentar (R=0,219) e satisfação com a imagem corporal (p < .001, R=0,219). Essas correlações ressaltam a importância do suporte multidisciplinar para otimizar resultados pós-cirúrgicos, particularmente em relação ao comportamento alimentar e satisfação com a imagem corporal. Mais estudos são necessários para compreender a complexidade dessas associações.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Perfil nutricional de crianças com transtorno do espectro autista e relação entre percepção de sintomas de ansiedade e qualidade de vida de seus cuidadores(Universidade Federal do Pará, 2023-03-21) SILVA, Rayanne Vieira da; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; MELO E SILVA, Álvaro Júnior; CARVALHAL, Manuela Maria de Lima; http://lattes.cnpq.br/8960291779730857; http://lattes.cnpq.br/0708921042608519; https://orcid.org/0000-0003-1397-0471O autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) é, por definição, uma síndrome comportamental na qual os indivíduos apresentam comprometimento do desenvolvimento motor e psiconeurológico observado por déficits na aquisição da linguagem e na interação social da criança. A qualidade de vida do cuidador de crianças com TEA sofre grande impacto diante das sobrecargas e estresse familiar, além da ausência de orientações e suporte das instituições, interferindo diretamente na família, na relação entre pais e filhos e no convívio social. Em relação ao estado nutricional, é muito comum as crianças autistas possuírem deficiências, pois a maioria apresenta uma alimentação monótona devido a vários fatores, como seletividade alimentar e a neofobia alimentar. Por isso, estudos sugerem que crianças autistas possuem de duas a três vezes mais chances de serem obesas do que a população neurotípica. O presente estudo teve como objetivo investigar a relação entre percepção de sintomas de ansiedade e qualidade de vida de cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista atendidas no Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém, e descrever o perfil nutricional destas crianças. O presente trabalho de pesquisa originou dois artigos, apresentados nesta dissertação. O primeiro artigo apresenta uma descrição do perfil nutricional e alterações no comportamento alimentar de 80 crianças portadoras do Transtorno do Espectro Autista assistidas no CIIR Belém, e o segundo verificou a relação da percepção dos sintomas de ansiedade e qualidade de vida dos cuidadores/pais destas mesmas 80 crianças. Os dados indicam que a maior parte das crianças apresenta seletividade alimentar, e indicam altos níveis de ansiedade e baixa percepção de qualidade de vida nos cuidadores das crianças que participaram do estudo. Esses dados sugerem que novas medidas e perspectivas devem ser implantadas pelos serviços de saúde e pelos profissionais que atuam com TEA em instituições públicas e privadas com o objetivo de promover melhores condições de saúde e bem-estar, não somente aos indivíduos com TEA, mas também aos indivíduos que cuidam dessas crianças, como também contribuem como caminho para futuras pesquisas nessa temática.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sintomas de Ansiedade, Comportamento de Grazing e Fatores Associados em Pessoas com Diabetes Tipo 2(Universidade Federal do Pará, 2025-03-13) INETE, Millena Borges; CARVALHAL, Manuela Maria de Lima; http://lattes.cnpq.br/0708921042608519; https://orcid.org/0000-0003-1397-0471; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; FRAZÃO, Andréa das Graças Ferreira; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; http://lattes.cnpq.br/5712188054153873; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560Objetivo: Identificar o nível dos sintomas de ansiedade, a frequência do comportamento de grazing e fatores associados em pessoas com diabetes tipo 2 atendidas em um hospital público de referência. Método: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico, que incluiu 157 pacientes com diabetes tipo 2 de 20 a 64 anos, de ambos os sexos, no Hospital Universitário João de Barros Barreto. Foram avaliadas questões referentes a dados socioeconômicos, clínicos e antropométricos. Foram aplicados os formulários: Inventário de Ansiedade de Beck; Questionário de Belisco Contínuo; The Eating Motivation Survey; e o Questionário Internacional de Atividade Física Versão Curta. Resultados: Foram entrevistadas 157 pessoas, com média de idade de 54,71±7,29 anos, sendo a maioria do sexo feminino (72,61%). Tinham em média 11±8,3 anos de diagnóstico de diabetes, a maior parte fazia uso de insulina (50,96%), não tinha acesso ao acompanhamento nutricional (67,52%), foram considerados ativos quanto ao nível de atividade física (52,22%), estava com níveis de glicemia em jejum acima do recomendado (52,23%), o que também foi observado nos valores de hemoglobina glicada (54,14%). As dimensões que aparecem como as mais relevantes para guiar as escolhas alimentares foram hábitos (11.74±2.47), necessidade e fome (11.11±2.39), preferências (11.11±2.66), saúde (10.57±2.68) e alimentação tradicional (9.94±2.71). O escore total de sintomas de ansiedade mostrou correlação positiva e estatisticamente significativa com o escore do comportamento de grazing (r= 0,267; p= 0,001). Apesar de poucos participantes apresentarem diagnóstico de transtornos depressivos (7%), de ansiedade (7%), de neuropatia (22,29%) e/ou de outros transtornos psiquiátricos (1,9%), 42,46% faziam uso de medicamentos psicotrópicos, sendo que o grupo que usava esses medicamentos apresentou níveis maiores de sintomas de ansiedade (p=<0,001). Observou-se que o escore de sintomas de ansiedade manteve correlação positiva apenas com o escore da subescala de grazing compulsivo independente do uso de medicamentos psicotrópicos. Conclusões: A maior parte dos participantes apresentavam sintomas mínimos de ansiedade. A média na subescala de comer repetitivo foi discretamente superior que a média da subescala de grazing compulsivo. O escore de sintomas de ansiedade mostrou correlação positiva com o escore de grazing e com os valores de hemoglobina glicada. As cinco dimensões que se destacaram como as mais relevantes para as escolhas alimentares foram hábitos, necessidade e fome, preferências, saúde e alimentação tradicional. O controle de peso foi a única motivação que apresentou correlação negativa com o grazing compulsivo e o comer repetitivo.
