Navegando por Assunto "Ecologia das florestas tropicais - Amazônia"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito da monocultura da palmeira de dendê (Elaeis guineensis Jacq.) sobre a fauna de primatas na Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2016-04-25) MINEIRO, Ivo Gabriel Barros; OLIVEIRA, Ana Cristina Mendes de; http://lattes.cnpq.br/1199691414821581A monocultura de dendê (Elaeis guineensis Jacq.) é uma atividade que vem se expandindo na Amazônia Oriental. A conversão de um ambiente florestal em áreas de plantação de dendê reduz a complexidade ambiental e altera a paisagem local. Neste trabalho foi utilizado o grupo dos primatas como alvo para investigar os efeitos da diferença na paisagem entre esses dois ambientes. O objetivo foi de avaliar o efeito desta monocultura na abundância, riqueza e distribuição das espécies de primatas na paisagem fragmentada. A área de estudo fica localizada no Complexo Agroindustrial do Grupo Agropalma, nos municípios de Moju, Tailândia, Acará e Tomé-açu, nordeste do Pará. Foram estabelecidos 16 pontos de amostragem, sendo oito em áreas de floresta e oito em plantações de dendê. Em cada ponto foi aberta uma trilha retilínea de 4200 metros. Foram realizadas três campanhas de campo, totalizando 71 dias de amostragem. O método utilizado foi o censo por transecção linear. Todas as trilhas foram estratificadas a cada 600 metros, para verificar a influência das métricas ambientais na distribuição da fauna de primatas ao longo das transecções. As unidades amostrais corresponderam às estratificações de 600m em cada uma das transecções nos dois ambientes avaliados, totalizando 112 amostras (56 em cada ambiente). As métricas ambientais medidas foram a área basal (DAP de 5 a 10 cm e DAP > 10 cm), a distância mínima para corpos d’água, distância mínima para a matriz oposta e a área dos fragmentos florestais e das áreas de plantação do dendê. Foram registrados 578 indivíduos, distribuídos em seis espécies: Sapajus apella, Cebus kaapori, Saimiri collinsi, Saguinus ursulus, Alouatta belzebul e Chiropotes satanas. No ambiente de plantação de dendê, houve apenas um único registro, sendo um grupo da espécie Saguinus ursulus. As espécies S. apella e S. ursulus estão distribuídas na maioria das amostras de floresta, e juntas representaram 78% da abundância total de primatas na área de estudo. Cebus kaapori e S. collinsi foram registradas apenas uma vez. Pelo Teste t, a abundância e a riqueza de primatas foram maiores nos fragmentos florestais (ambos p < 0,001). Na análise de PCA, as métricas ambientais que melhor explicaram a diferença entre os dois ambientes foram as medidas de área basal. A plantação de dendê exerceu um efeito negativo sobre a comunidade de primatas. Mais da metade dos registros nos fragmentos foram observados distantes da borda com a monocultura. A estrutura da vegetação menos complexa (ausência de sub-bosque e dossel mais aberto) e a redução de recursos colaboram com a não tolerância dos primatas à paisagem da matriz de dendê. No entanto, os fragmentos florestais da área estudada estão conseguindo manter todas as espécies de primatas com ocorrência prevista para essa região da Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fatores determinantes do uso de habitats por mamíferos ungulados (Artiodactyla e Perissodactyla) na Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2022-04) ALVES, Michel Jacoby Pereira; OLIVEIRA, Ana Cristina Mendes de; http://lattes.cnpq.br/1199691414821581; https://orcid.org/0000-0002-7863-9678O uso do solo por atividades antrópicas em paisagens da Amazônia oriental vem modificando e suprimindo os habitats nativos desta região, alterando a dinâmica dos ecossistemas e afetando negativamente a biodiversidade. Os mamíferos ungulados herbívoros-frugívoros estão entre os grupos de mamíferos mais afetados por estas modificações nos ecossistemas. Através do uso de armadilhas fotográficas registramos ungulados e mensuramos a pressão de caça. A partir de imagens de satélite avaliamos as características ambientais e pressões antrópicas que podem estar influenciando a abundância de anta (Tapirus terrestris), veados (Mazama americana e Mazama nemorivaga) e porcos selvagens (Pecari tajacu e Tayassu pecari) em habitats com diferentes níveis de perturbação. As espécies apresentaram respostas distintas as variáveis de paisagens e de uso do solo. Nosso resultado demonstra que todas as espécies estudadas apresentaram algum grau de tolerância a habitats perturbados, exceto habitats de pastagem abandonada e plantação de palma de dendê. Também demonstramos que embora as espécies utilizem habitats degradados, elas possuem uma alta dependência de habitats florestados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Movimentos sazonais de vertebrados terrestres entre florestas periodicamente alagadas e de terra firme(Universidade Federal do Pará, 2014-04-01) COSTA, Hugo Cardoso de Moura; PERES, Carlos Augusto da Silva; http://lattes.cnpq.br/9267735737569372O pulso de inundação é o principal fator para a estruturação e diferenciação das comunidades ecológicas de florestas de terra firme e de várzea na Amazônia, uma vez que são requeridas adaptações exclusivas para sobreviver às prolongadas enchentes anuais. Desta forma, as várzeas e a terra firme constituem um mosaico espaço-temporal da disponibilidade de recursos, o qual provavelmente resulta em um movimento lateral e sazonal na fauna terrestre entre esses dois ambientes adjacentes. Apesar das importantes implicações desta dinâmica sazonal para a ecologia e conservação da biodiversidade este fenômeno ainda é pouco conhecido. Nós testamos a hipótese de movimentação sazonal entre dois tipos florestais adjacente em duas reservas de uso sustentável na Amazônia ocidental, investigando os efeitos do nível da água bem como características da paisagem e de distúrbio antropogênico sobre a riqueza, composição e abundancia de nove guildas tróficas de vertebrados terrestres. A riqueza de espécies se diferenciou entre as fases seca e cheia do pulso de inundação, florestas de terra firme apresentaram maior riqueza do que as florestas de várzea. Encontramos uma clara diferença na composição de espécies tanto entre as duas fases do pulso de inundação quanto entre os dois tipos florestais. Os modelos lineares generalizados mostram que o nível da água é a principal variável para explicar a variação na abundancia de todas espécies e de três guildas tróficas em particular. As caraterísticas da paisagem e variáveis de distúrbio antopogenico, incluindo distância para o centro urbano mais próximo, elevação e área de várzea no entorno de cada armadilha fotográfica apresentaram uma variedade de efeitos sobre a assembleia de vertebrados terrestres. A biomassa total apresentou uma relação positiva com a distância do centro urbano mais próximo. Nossos resultados indicam que a persistência de populações viáveis de grandes vertebrados terrestres em regiões adjacentes aos grandes rios Amazônicos, requer grandes paisagens bem conectadas e que englobem diferentes formações florestais para assegurar os movimentos laterais d fauna terrestre.Tese Acesso aberto (Open Access) O papel de mamíferos de médio e grande porte como modificadores do habitat na Amazônia Ocidental(Universidade Federal do Pará, 2019-12) BORGES, Luiz Henrique Medeiros; OLIVEIRA, Ana Cristina Mendes; http://lattes.cnpq.br/1199691414821581; https://orcid.org/0000-0002-7863-9678; SILVA, Carlos Augusto Peres da; http://lattes.cnpq.br/9267735737569372; https://orcid.org/0000-0002-1588-8765Mamíferos terrestres de médio e grande porte apresentam ampla diversidade de formas, história de vida, comportamento, fisiologia e ecologia, o que confere a este táxon uma ampla gama de espécies. As diversas espécies de mamíferos são responsáveis por exercer funções importantes em seus ambientes de ocorrência, atuando em serviços como dispersão e predação de sementes, polinização, controle de populações, ciclagem de nutrientes e engenharia do ecossistema. Engenheiros do ecossistema são espécies que pela sua presença e ou atividade alteram o meio biótico e abiótico, modulando e modificando o habitat para outras espécies. A forma como os organismos podem afetar um ao outro são diversas, e ocorre principalmente por meio das interações ecológicas como predação, competição e comensalismo ou facilitação. Os mamíferos podem desempenhar suas funções na engenharia do ecossistema, modificando habitats para outras espécies, como por exemplo o tatu canastra, ou agirem no controle de plântulas alterando o processo de regeneração, influenciando a distribuição e abundância dos indivíduos em diferentes níveis e escalas. Nesse contexto, a presente tese é dividida em duas sessões nas quais avaliamos como médios e grandes mamíferos podem modificar ambientes. Na primeira avaliamos o papel de Priodontes maximus (tatu canastra) como engenheiro do ecossistema em florestas do sudoeste da Amazônia. Nossos resultados mostraram que uma ampla diversidade de vertebrados terrestres é beneficiada pelas tocas de P. maximus. Além disso, identificamos a finalidade com a qual a maioria dos vertebrados utilizam as tocas, mostrando que a interação estabelecida nas tocas é ampla e fortemente conectada, para os mais diversos fins. Na segunda sessão verificamos como mamíferos de médio e grande porte podem interferir no processo de regeneração de clareiras artificiais formadas pela exploração madeireira de baixo impacto no sudoeste da Amazônia. Mensuramos os danos causados em plântulas de clareiras artificiais e ambientes de sub-bosque fechado. Com base nos resultados detectamos que o impacto na mortalidade de plântulas por mamíferos (via pisoteio ou herbivoria) é muito maior em clareiras que em ambientes de sub-bosque fechado, e que a maioria das espécies predadas são aquelas espécies de estágio inicial de sucessão sem valor madeireiro.
