Navegando por Assunto "Educadores"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Concepções de desenvolvimento e práticas de cuidado à criança em ambiente de abrigo na perspectiva do Nicho Desenvolvimental(Universidade Federal do Pará, 2011-04-28) CORRÊA, Laiane da Silva; MAGALHÃES, Celina Maria Colino; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; CAVALCANTE, Lília Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735Há tempos a psicologia tem se ocupado de pesquisas com foco no cuidado institucional. Este interesse fez aflorar no campo científico a necessidade de se estudar os ambientes coletivos de cuidado da criança na perspectiva do Nicho Desenvolvimental, onde o ambiente físico e social, as práticas de cuidado comumente adotadas na rotina institucional, além da psicologia dos que cuidam são subsistemas que devem ser entendidos de forma integrada e indissociável. Este estudo teve como objetivo investigar, assim, aspectos do ambiente físico e social, conhecimentos e concepções sobre desenvolvimento infantil, rotinas e práticas de cuidado presentes entre educadores de uma instituição de acolhimento infantil. Fizeram parte do estudo 100 educadores (95% da população) responsáveis pelo cuidado diário a crianças encaminhadas a um espaço de acolhimento infantil. Os educadores responderam ao Knowledge of Infant Development Inventory (KIDI), instrumento composto por 75 questões, dividido em quatro categorias: práticas de cuidado, saúde e segurança, normas e aquisições e princípios do desenvolvimento. Deste universo, foram selecionados 10 educadores, que compuseram as sessões observacionais, com destaque para as rotinas de cuidado na instituição, sendo que o critério principal para essa escolha foi à seleção com base no desempenho obtido no KIDI. Das sessões observacionais foram selecionados momentos em que cada educador esteve envolvido com situações de banho, alimentação, sono e brincadeira. A partir destes relatos foram extraídos episódios que ilustram práticas de cuidado e atividades de rotina na instituição. Os resultados mostram que entre estes profissionais a maioria é mulher (99%), com mais de 35 anos, possui filhos, completou o ensino médio e tem mais de 24 meses de experiência como educador. No que concerne ao resultado da aplicação do instrumento, vê-se que 66% dos educadores acertaram em média 66 questões. Deste modo, apresentaram desempenho superior a 50% de acerto em todas as categorias avaliadas pelo instrumento, entretanto os melhores resultados foram obtidos em assertivas relacionadas às práticas de cuidado (80%) e princípios do desenvolvimento (68%). A escolaridade se apresentou como variável significativa no nível de conhecimento. No que se refere à rotina institucional verifica-se que o espaço conta com um conjunto de normas e regras que são seguidas pelos educadores e crianças, em horários e locais determinados. Observou-se ainda que o conhecimento sobre desenvolvimento infantil se apresenta como variável relevante para a qualidade das interações e do cuidado oferecido à criança, especialmente nas situações de brincadeira e sono. Identificou-se que os educadores alteram a rotina, modificam o ambiente físico e social e adaptam suas práticas de acordo com a demanda e estrutura da situação, visando promover o seu bem estar, mas também o da criança, dando-lhe possibilidade de alterar o ambiente de acordo com seus interesses. Além de proporcionar à criança experiências que resgatam a comunidade cultural ao qual fazem parte. A partir dos resultados encontrados neste estudo, verifica-se o quanto se faz importante conhecer estes espaços enquanto um Nicho de Desenvolvimento que guarda mútua relação entre ambiente, práticas e a psicologia dos cuidadores, e que, portanto devem ser entendidos nas suas diversas dimensões.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Concepções e práticas de educadores voltadas para crianças em instituições de acolhimento(Universidade Federal do Pará, 2016-02-29) DONATO, Lilian De Jesus Fontel Cunha; MAGALHÃES, Celina Maria Colino; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051O modelo do Nicho Desenvolvimental, contribui ao propor o estudo da criança e a cultura como única análise, por meio de três componentes mutuamente relacionados, (a) ambiente físico e social, (b) práticas de cuidado e (c) psicologia dos cuidadores. Dentre os campos de estudo da psicologia do desenvolvimento, destacamos aqui o ambiente de acolhimento institucional, por possibilitar investigações sobre aspectos que atuam sobre o desenvolvimento de crianças afastadas do convívio familiar e, principalmente, proporcionar dados que viabilizem intervenções para um desenvolvimento infantil. Para isto, faz-se necessário conhecer este ambiente, as práticas e concepções sobre o cuidado dos profissionais que prestam cuidado as crianças, pois segundo o modelo do Ninho, estes elementos contribuem para moldar o desenvolvimento das crianças. Neste sentido, este estudo objetivou investigar o ambiente de desenvolvimento de abrigos institucionais, para crianças de zero a seis anos, com base nos três subsistemas do Nicho, comparando dois contextos, Região Metropolitana de Belém (RMB) e Interior do Estado (IE), a partir do olhar de educadores dos abrigos institucionais. Os dados foram coletados por entrevista semiestruturada com educadores de 11 abrigos institucionais do estado do Pará. Participaram 110 educadores, sendo 107 do sexo feminino e três do masculino, entre 19 a 63 anos. O grupo da Região Metropolitana de Belém foi composto por 77 participantes e do Interior do Estado por 33. Os resultados indicam que, tanto na região metropolitana, quanto no interior, as instituições possuíam espaços amplos e arborizados, contudo, na região metropolitana, haviam instituições que atendiam grandes grupos de crianças, separando-as nos dormitórios por sexo e/ou faixa etária; por sua vez, no interior do estado, observou-se um ambiente institucional similar ao de uma residência e com estrutura para atender diferentes faixas etárias no mesmo dormitório. No que tange as práticas de cuidado, os educadores da Região Metropolitana de Belém valorizaram mais as brincadeiras não dirigidas, enquanto que educadores do interior as brincadeiras dirigidas. Com relação a psicologia dos educadores, os resultados apontam que educadores da Região Metropolitana de Belém melhor percebem a influência do seu trabalho no desenvolvimento da autonomia, curiosidade e na capacidade de se relacionar com os outros. O estudo indicou que apesar de existirem diferenças entre concepções e práticas de cuidado, prevalece uma homogeneidade das mesmas na Região Metropolitana de Belém e Interior do Estado. Cabe destacar que a análise apresentada está aquém de esclarecer a qualidade do cuidado e rotinas institucionais na Região Metropolitana de Belém e Interior do Estado, mas apresenta contribuições para a área visto que o instrumento utilizado foi sensível para o levantamento do perfil, concepções e práticas de cuidado dos educadores em abrigos institucionais.Tese Acesso aberto (Open Access) Serviços de acolhimento institucional de crianças e adolescentes na Região Metropolitana de Belém: os ambientes, os acolhidos e os educadores(Universidade Federal do Pará, 2016-02-26) CORRÊA, Laiane da Silva; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051O estudo visou caracterizar os serviços de acolhimento para crianças e adolescentes da Região Metropolitana de Belém (RMB), com destaque para o perfil e práticas adotadas pelas instituições e educadores, bem como o perfil pessoal, familiar e institucional dos acolhidos. Participaram 14 gestores dos serviços de acolhimento que atendem crianças e adolescentes em situação de risco na RMB e 198 educadores. O estudo contou, com o preenchimento de 426 prontuários dos acolhidos, no período de janeiro a dezembro de 2012. Para a coleta de dados utilizou-se um formulário de caracterização das instituições, do perfil dos acolhidos e dos educadores, através de pesquisa documental e entrevista. Os dados foram analisados a partir de estatística descritiva e inferencial. Entre os resultados encontrados, identificou-se uma proporção igualitária de unidades governamentais e não-governamentais e um número expressivo da modalidade abrigo institucional. Quanto ao espaço físico, foram encontrados ambientes com características residenciais, em áreas urbanas e sem placas de identificação. Em geral, as instituições adotam critérios como sexo e idade para o atendimento, e mantem articulação com a rede de serviços, especialmente na área da educação, saúde, cultura e lazer. Quanto ao perfil dos acolhidos, constatou-se a predominância de crianças do sexo masculino, que não possuem o nome do pai na certidão de nascimento, possuem de zero a três anos de idade e estão fora da idade escolar. Entre os adolescentes notou-se o predomínio de meninas, de 15 a 17 anos, com o nome do pai no registro civil e cursam o ensino fundamental. Quanto aos motivos do acolhimento, destacaram-se o abandono, a negligência familiar, a pobreza e vulnerabilidade e a violência sexual. As famílias, em geral, não recebem benefícios de apoio e transferência de renda e são usuários de drogas. As mães possuem de 20 a 35 anos e os pais acima de 36 anos, ambos possuem baixa escolaridade, atuam em atividades de baixa qualificação e remuneração e têm paradeiro conhecido. Identificou-se um conjunto de ações que são desenvolvidas no procedimento de atendimento nas instituições, tanto com os acolhidos como com as famílias, contudo, a realidade encontrada é repleta de lacunas, com número expressivo de falta de informações e dados inconsistentes, especialmente quanto ao perfil familiar, visita, doenças e alterações emocionais dos acolhidos. Em relação aos educadores, a maioria é de mulheres, acima de 36 anos, com o ensino médio, filhos e experiência na função, mas que não frequentaram cursos de capacitação. A maior parte deles realiza ações voltadas ao resgate da história de vida e estão engajados em interações positivas na rotina de trabalho, com exceção de práticas voltadas para aspectos da sexualidade. Os resultados reforçam a concepção da instituição de acolhimento ser um espaço em constante transformação, dinâmico e complexo, que precisa ser visto como um contexto de desenvolvimento. É preciso ainda pensar nestes espaços enquanto um ambiente de cuidado, mas também de escuta e possibilidade de diálogo constante entre os atores envolvidos.
