Navegando por Assunto "Education in science"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Tese Acesso aberto (Open Access) Registros memorialísticos e empoderamento de professoras que ensinam ciências nos anos escolares iniciais: autoformação e autonomização docente(Universidade Federal do Pará, 2018-10-08) PEREIRA, Elisa de Nazaré Gomes.; GONÇALVES, Terezinha Valim Oliver; http://lattes.cnpq.br/0496932429575513; https://orcid.org/0000-0001-8285-3274Nesta pesquisa-formação, de natureza qualitativa, na modalidade narrativa, realizo formação continuada a partir de processos autoformativos em que professoras dos anos escolares iniciais registram e dialogam sobre suas práticas pedagógicas, expressando os saberes que mobilizam para ensinar aos estudantes os conteúdos de Ciências, bem como o sentido que teve para si a participação nesta pesquisa-formação. Nesse sentido, objetivo compreender possíveis contribuições para a reinvenção de práticas e saberes em educação em Ciências de professoras que exercem a docência nos anos escolares iniciais ao participar de processo autoformativo com abordagem narrativa. As colaboradoras da pesquisa são três professoras que cursavam a primeira graduação em Licenciatura em Pedagogia, em universidades públicas, mas que exerciam a profissão docente há anos. Os dados utilizados para a construção da tese foram: observação das aulas, diário de bordo, registros das próprias práticas pedagógicas em áudio e diálogos pedagógicos, os quais foram analisados com base na Análise Textual Discursiva (MORAES e GALIAZZI, 2007). A partir das narrativas das professoras construí dois eixos analíticos: i) Autonomização Docente: rompendo padrões, constituindo saberes e suas novas identidades de tecelãs; ii) Tecendo Fios Narrativos: reflexões autoformativas que empoderam professoras a transformarem o modo como ensinam Ciências. Defendo a seguinte tese: Registros memorialísticos narrativos de professores sobre si e suas práticas docentes, mediados pela interação com formador, propiciam reflexão sobre a própria prática, promovem empoderamento e contribuem para a construção da autonomização profissional e a reinvenção de práticas e saberes docentes. Desenvolvi o seguinte design de ações formativas em educação em Ciências: 1. Narrativas das Ações Pedagógicas; 2. Leitura das Narrativas; 3. Diálogos Pedagógicos; 4. Processo de Reflexão e Empoderamento; 5. Reinvenção de Práticas e Saberes. A imersão no corpus da pesquisa evidenciou que ao refletirem sobre a própria prática as professoras reconheceram per se a necessidade do aprimoramento dos saberes pedagógicos de conteúdos em Ciências e a partir da inserção na pesquisa se sentiram motivadas a estudar com mais profundidade os assuntos a serem ensinados aos estudantes, não mais se conformando com os saberes experienciais. Pesquisar os conteúdos a serem ensinados foi importante para que as professoras tivessem mais segurança ao ensinar, inclusive adotando a interdisciplinaridade ao planejar as aulas. A colaboração com esta pesquisa-formação possibilitou às professoras que se empoderassem e falassem com mais firmeza sobre si e sobre o fazer docente, resultado de um processo autoavaliativo, portanto, autoformativo. Concluo que processos autoformativos, quando mediados por formadore(s), são potencialmente geradores de empoderamento e consequentemente contribuem para a reinvenção de si, de práticas e saberes docentes em educação em Ciências.Tese Acesso aberto (Open Access) Temas socioambientais na formação de professores de ciências naturais: a carta da terra como referência para reflexão e ação(Universidade Federal do Pará, 2016-04-20) FERREIRA, Darlene Teixeira; FREITAS, Nadia Magalhães da Silva; http://lattes.cnpq.br/2982253212145468; https://orcid.org/0000-0003-0042-8640Com a configuração do cenário socioambiental atual, a educação tem sido apontada em vários documentos oficiais como um dos caminhos para a elaboração de estratégias que possam contribuir com a construção de sociedades que sejam sustentáveis. Nesse sentido, a Carta da Terra pode ser adotada como instrumento norteador de ações formativas e educativas que proporcionem reflexões e ações pautadas nos princípios da sustentabilidade. Motivada pelas minhas vivências pessoal e profissional, optei por realizar uma pesquisa-ação com estudantes do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais, do Campus Universitário do Marajó- Breves, da Universidade Federal do Pará, adotando como ponto de partida a seguinte questão: em que termos, o contato com a Carta da Terra, durante a formação inicial, proporciona reflexões sobre temas socioambientais e estimula ações pedagógicas vinculadas à introdução desses temas na prática docente do licenciando em Estágio Supervisionado de Regência? Os objetivos desta pesquisa- ação foram promover aquisição, ampliação e aprofundamento acerca de temas socioambientais utilizando a Carta da Terra como instrumento para reflexão e ação entre licenciandos do Curso de Ciências Naturais; identificar como e em quais contextos temas socioambientais foram inseridos na trajetória acadêmica (Educação básica e no percurso já transcorrido da licenciatura) de licenciandos em Ciências Naturais, enfatizando a abordagem de tais temas no Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais; verificar indicativos da aquisição, ampliação e aprofundamento da compreensão sobre os temas socioambientais centrais dos princípios e valores apresentados na Carta da Terra, a partir de uma intervenção destacando as contribuições da mesma para a incorporação desses temas na prática docente dos licenciandos, durante o Estágio de Regência e intenção futura de abordagem na atuação profissional desse licenciando. A pesquisa-ação foi pautada nos princípios do paradigma qualitativo e foi desenvolvida com 11 alunos do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais, do CUMB/UFPA. Os instrumentos de coleta foram: questionário, entrevistas, diário de campo, registros em áudio e vídeo dos encontros, produções individuais e coletivas. As análises dos resultados me permitiram elaborar e defender a tese de que a Carta da Terra, quando apresentada na formação inicial de professores de Ciências, em contexto metodológico de ensino ativo, contribui de forma efetiva para o contato, a ampliação e o aprofundamento de saberes socioambientais, favorecendo o reconhecimento da importância da articulação desses saberes com os conteúdos de Ciências, principalmente na ponderação da atual crise socioambiental.
