Navegando por Assunto "Environmental policies"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ciência, nação e região na Era Vargas: o caso do Museu Paraense Emílio Goeldi (1930-1945)(Universidade Federal do Pará, 2024-06-27) LEAL, Diego Rodrigo Guimarães; GUZMÁN, Décio Marco Antônio de Alencar; http://lattes.cnpq.br/0656841754619406; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0003-3219-4404; SANJAD, Nelson Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/9110037947248805; https://orcid.org/0000-0002-6372-1185A presente dissertação situa-se na interface da história ambiental e da história das ciências. Propõe-se a analisar a relação entre ciência e política entre 1930 e 1945, período conhecido como Era Vargas. O período é caracterizado pela historiografia como uma ruptura no âmbito político, administrativo, social e econômico do Estado brasileiro, em relação ao equilíbrio de forças e ao padrão de desenvolvimento verificados na chamada Primeira República. Essa mudança se refletiu no âmbito cultural e teve consequências no processo de institucionalização das ciências e na configuração de um campo patrimonial brasileiro. Esse processo será analisado no Estado do Pará por meio de um estudo de caso, particularmente, a atuação de Carlos Estêvão de Oliveira (1880-1946) à frente do Museu Paraense Emílio Goeldi, por quase 15 anos, desde que foi convidado pelo interventor federal major Magalhães Barata, no ano de 1930. Nesse contexto, o estado do Pará passava por uma grave crise financeira, pois a economia da borracha havia entrado em colapso desde a década de 1910, e as instituições públicas, com baixos recursos à disposição, enfrentaram inúmeros problemas administrativos. Busca-se, portanto, compreender qual foi o projeto institucional adotado por Carlos Estêvão de Oliveira em sua gestão, qual a agenda científica construída no período e como a instituição foi transformada em um ambiente político centralizador e nacionalista.Tese Acesso aberto (Open Access) Governamentalidade em áreas protegidas: análise comparativa entre os Parques Nacionais de Tortuguero (Costa Rica) e do Cabo Orange (Brasil)(Universidade Federal do Pará, 2026-04-13) SANTOS, Fernanda Gabrielle Filiphina Paixão dos; SIMONIAN, Ligia Terezinha Lopes; http://lattes.cnpq.br/6620574987436911; https://orcid.org/0000-0001-6690-7244; ALMEIDA, Oriana Trindade de; CASTRO, Fábio Fonseca de; SILVA, Ana Cristina Rocha; ELIAS, Leila Márcia Sousa de Lima; ARAUJO, Monica de Nazaré Ferreira de; http://lattes.cnpq.br/0325909843645279; http://lattes.cnpq.br/5700042332015787; http://lattes.cnpq.br/1459668482119185; http://lattes.cnpq.br/4908432047840911; http://lattes.cnpq.br/9650733523825165; https://orcid.org/0000-0002-4254-7982; http://orcid.org/0000-0002-8083-1415; https://orcid.org/0000-0002-4312-8691; https://orcid.org/0000-0002-7522-1962; https://orcid.org/0000-0003-4271-0038As áreas protegidas têm se consolidado como instrumentos centrais das políticas ambientais contemporâneas, especialmente em contextos marcados por disputas territoriais, pressões econômicas e desigualdades socioambientais. Nesse cenário, emerge o problema de compreender como práticas de governamentalidade se manifestam nesses espaços, influenciando as relações entre Estado, organismos internacionais, agentes econômicos e populações locais. O presente trabalho tem como objetivo analisar as racionalidades políticas e os processos de subjetivação produzidos e mobilizados nas políticas de proteção ambiental em áreas protegidas. Para tanto, adota-se como recorte empírico dois Parques Nacionais reconhecidos como sítios Ramsar: o Parque Nacional de Tortuguero, na Costa Rica, e o Parque Nacional do Cabo Orange, no Brasil. A fundamentação teórica articula o conceito de governamentalidade, de Michel Foucault, com abordagens decoloniais, permitindo analisar como diferentes racionalidades de governo se expressam na gestão ambiental. A pesquisa adota abordagem qualitativa, com estratégia de estudo de caso múltiplo, apoiada na análise do discurso, na análise comparativa e na realização de trabalho de campo. Os resultados indicam a existência de racionalidades políticas distintas: em Tortuguero, observa-se governamentalidade marcada pela produção sistemática de dados, pela centralidade do turismo e pela atuação de organizações não governamentais; no Cabo Orange, predomina governamentalidade caracterizada pela ausência de monitoramento contínuo, pela escassez de dados e pela atuação fragmentada do Estado. O estudo contribui para ampliar a compreensão das relações entre poder, território e conservação em contextos latino-americanos.
