Navegando por Assunto "Epidemia"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caridade e saúde pública em tempo de epidemias. Belém 1850-1890(Universidade Federal do Pará, 2006) COSTA, Magda Nazaré Pereira da; FIGUEIREDO, Aldrin Moura de; http://lattes.cnpq.br/4671233730699231Obrigados a enfrentar uma grave crise epidêmica desencadeada ao longo de quase toda a segunda metade do século XIX, os habitantes de Belém assistem, a partir daquele momento, a uma intensa mobilização social em prol da preservação da saúde pública, que há muito deixara de ser objeto de interesse do Governo Provincial e que agora se via ameaçada pela fúria da febre amarela, da cólera e da varíola, que vinham desordenadamente fazendo suas vítimas pela cidade. Diante disso, esta dissertação procura analisar alguns mecanismos empregados para conter o aumento dos casos das doenças na Capital da Província do Pará, destacando as estratégias sanitárias propostas pelos facultativos ligados à ciência médica, levadas a cabo, muitas vezes sem resultado, pelo poder público, mas que interferiram e modificaram significativamente as práticas de assistência aos enfermos mais necessitados, que geralmente eram socorridos em nome da caridade no Hospital da Santa Casa de Misericórdia. A falta de conhecimento sobre a etiologia das moléstias trouxe à tona ainda um acirrado conflito ideológico entre os médicos, que divergiam quanto aos possíveis fatores que motivaram as epidemias e o tipo de terapêutica a ser aplicada aos doentes, ao mesmo tempo em que o perigo da contaminação aguçou também a “compaixão” e a “caridade” de todos que se viram direta ou indiretamente ameaçados por aqueles males.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Da Mereba-ayba à Varíola: isolamento, vacina e intolerância popular em Belém do Pará, 1884 -1904(Universidade Federal do Pará, 2009-07-09) SILVA, Jairo de Jesus Nascimento da; SARGES, Maria de Nazaré dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2076421409418420Esta dissertação procura desvendar como o crescimento da cidade de Belém, ao longo do século XIX, provocou ou ampliou problemas já existentes, entre os quais o da saúde pública, destacando-se o desencadeamento de frequentes epidemias de varíola. Em termos de temporalidade o destaque foi dado à segunda metade do século XIX, quando foi intenso o debate acerca da necessidade de modernizar a cidade, sendo que o projeto modernizador em questão foi fortemente marcado pelos preceitos excludentes da Ciência da Higiene. Assim, o foco da pesquisa foi o período entre 1884 e 1904, marcado pela eclosão de três epidemias de varíola, em Belém. O objetivo principal do trabalho foi demonstrar as razões da intolerância popular às profilaxias e práticas terapêuticas encaminhadas pelo poder público, principalmente a política de isolamento baseada no discurso higienista e, também, a vacina. A experiência desenvolvida pela população de Belém com essas profilaxias oficias, ao longo do século XIX, foi bastante negativa, propiciando a conduta aversiva desta.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os determinantes sociais, a infecção pelo HIV e a AIDS em uma capital na Amazônia brasileira: análise espacial e temporal(Universidade Federal do Pará, 2021-05-21) DIAS, Bruna Rafaela Leite; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530; POLARO, Sandra Helena Isse; http://lattes.cnpq.br/7875594038005793Quase 40 anos após a sua descoberta, o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) continua a ser um desafio para a saúde pública mundial. No Brasil, os estados da região Norte têm maior impacto da epidemia do HIV, com um aumento contínuo das taxas de detecção. Este estudo teve como objetivo realizar a análise espacial e temporal da incidência de infecção pelo HIV e de Aids, e sua relação com determinantes sociais. Estudo ecológico empregando dados secundários de casos notificados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), no período de 2007-2018, de indivíduos residentes no município de Belém/PA. A análise temporal foi feita utilizando a metodologia de Box e Jenkins. Para a análise espacial, a incidência foi analisada empregando técnicas de autocorrelação e regressão espacial, a densidade de Kernel para estudar a expansão da epidemia do HIV na cidade, e a estatística de varredura para identificar aglomerados de risco. Durante o período do estudo, 6.007 novos casos de infecção pelo HIV e de Aids foram notificados ao SINAN. A análise da série temporal revelou estabilidade da incidência desde 2007 até outubro de 2016, seguida de uma tendência ascendente. A partir de janeiro de 2017, as taxas de incidência registaram flutuações irregulares até ao final de dezembro de 2018. Foi observado um comportamento sazonal para a previsão de 2019 a 2022. Os clusters de elevada incidência localizavam-se nas zonas centrais e de transição de Belém. A epidemia progrediu de 2007-2010 para 2015-2018. A zona de alto risco espacial para o HIV foi observada na zona de transição (RR = 3,65; IC 95% = 2,47 - 5,34; p = 0,00016), enquanto a zona de alto risco espacial-temporal foi observada na zona central, de transição e expansão (RR = 4,24; IC 95% = 3,92 - 4,52; p = 0,000). As taxas de incidência foram diretamente correlacionadas à cobertura de Estratégia Saúde da Família (ESF) (R² ajustado = 0,38). A tendência ascendente observada nas taxas de incidência de infecção pelo HIV e de Aids em Belém pode estar correlacionada com os esforços das políticas públicas para combate ao vírus. No entanto, o comportamento irregular nas taxas de incidência a partir de 2017 e o comportamento sazonal revelado nas previsões sugere um afrouxamento nas políticas públicas de saúde. Este estudo fornece subsídios para a elaboração de estratégias de saúde pública para combater o HIV.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Epidemias de malária no Pará e sua relação com os padrões de uso da terra nos últimos quarenta anos: uma análise com sistema de informação geográfica(Universidade Federal do Pará, 2009) BACELAR, Maria Denise Ribeiro; VENTURIERI, Adriano; http://lattes.cnpq.br/8968863324073508O presente estudo teve por objetivo investigar a relação entre a ocorrência de epidemias de malária no Pará e as formas de ocupação do espaço adotadas e configuradas nos principais usos da terra no período entre 1970 e 2008, procurando verificar a hipótese de as epidemias de malária no Pará terem sido conseqüência das formas de apropriação do espaço (nesse caso, os usos da terra). Para isso procurou-se analisar estatisticamente a relação entre os índices de malária e população residente, bem como entre essa população e as atividades produtivas predominantes no Pará e suas mesorregiões, e também a evolução dessas variáveis no tempo. Foram também eleitos quatro municípios paraenses, localizados nas mesorregiões geográficas da faixa de frentes pioneiras de ocupação no Estado, sendo um deles elencado como Município-controle do estudo e realizados seus mapeamentos temporais para analisar a dinâmica de suas paisagens nos anos de 1975, 1991 e 2008. Nos municípios eleitos − Itaituba, Anajás, Tucuruí e Juruti − foram identificados os principais modelos de paisagem implantados, e analisada sua evolução temporal, procurando verificar a existência ou não de uma relação de causa-efeito entre esses modelos de paisagem e a malária registrada nesses locais, no período investigado. Foi possível comprovar neste estudo, com os dados investigados, suas evoluções históricas e correlações estatísticas, a hipótese de que as epidemias de malária no Pará, no período estudado, foram consequêntes das formas equivocadas de apropriação do espaço, resultantes das políticas governamentais introduzidas na região após 1970. Da mesma forma, ficou evidenciada a relação de causa-efeito entre as atividades produtivas introduzidas na Região e as epidemias de malária aqui relatadas. Fato relevante é que a distribuição espacial da malária no Estado continuou epidêmica nas áreas aqui investigadas, onde ocorrem atividades produtivas primárias, realizadas de forma ambientalmente incorreta.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) 'Formidável contágio': epidemias, trabalho e recrutamento na Amazônia colonial (1660-1750)(2011-12) CHAMBOULEYRON, Rafael Ivan; BARBOSA, Benedito Carlos Costa; BOMBARDI, Fernanda Aires; SOUSA, Claudia Rocha deAnalisa em que medida epidemias de varíola e de sarampo ensejaram transformações nas formas de aquisição e uso de força de trabalho na Amazônia colonial, de meados do século XVII a meados do século XVIII, com o incremento de descimentos privados de índios e a tentativa de organização de uma rota de tráfico negreiro para a região. Trata igualmente de entender como a mortandade de indígenas significou, no fim do século XVII, uma preocupação com a defesa da região e motivou o recrutamento de soldados da Madeira.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Memórias da cólera no Pará (1855 e 1991): tragédias se repetem?(2007-12) BELTRÃO, Jane FelipeNa epidemia de cólera no Pará, em 1991, o número de vítimas foi elevado, e embora os enfermos se recuperassem rapidamente, relutavam em deixar o hospital. As condições de vida no século XIX eram, guardadas as proporções, semelhantes às enfrentadas pelos coléricos agora atendidos no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB). No século XX, a doença parecia presa a antigas estruturas e produzia preocupações descabidas, uma vez que o tratamento hoje é rápido e eficaz. Logo emergiram as histórias de outrora, apresentando terríveis imagens da epidemia de cólera ocorrida em 1855. Analisaram-se memórias dos coléricos, de seus parentes e demais protagonistas, e compulsaram-se documentos. Encontraram-se indicações que possibilitam a comparação entre epidemias ontem e hoje, permitindo prever a repetição de tragédias devidas à permanência de condições de vida a que estavam submetidos os pobres nos séculos XIX e XX.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) "Morreu muita gente pobre, foi uma tragédia" memórias da cólera no Pará(Universidade Federal do Pará, 2004-01) BELTRÃO, Jane FelipeDurante a recente epidemia de cólera (1991/92), o número de vítimas foi elevado e, embora os enfermos se recuperassem rapidamente, muitas vezes relutavam em deixar o hospital. Lançando um olhar ao passado, descobrir que a representação da doença, que pareciam presas a antigas estruturas, produzia uma preocupação aparentemente descabida nos dias de hoje, quando o tratamento é rápido e eficaz. Logo começaram a emergir as histórias de outrora, nas quais o narrador, não protagonista do evento, apresentava imagens terríveis da primeira epidemia de cólera, ocorrida há 144 anos. Ouvi, colecionei, cotejei e analisei as memórias que saltavam do baú de recordações dos coléricos, de seus parentes e de outros protagonistas da recente epidemia. Revisando o baú, encontrei as chaves que me permitiram passar da memória à história da cólera que, ainda hoje, atemoriza os paraenses. No trabalho, apresento os fios da trama que permitiu conhecer, a partir dos protagonista da epidemia de 1991/92, um flagelo do século XIX.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Proteção imunológica contra raiva em população rural exposta à epidemia em 2005(Universidade Federal do Pará, 2007) RODRIGUES, Liliam da Silva; MARTORELLI, Luzia Maria; http://lattes.cnpq.br/8825512324259899; SOUSA, Rita Catarina Medeiros; http://lattes.cnpq.br/3560941703812539No mês de maio de 2005, no município de Augusto Correa, nordeste do Estado do Pará, foi diagnosticado um surto de raiva paralítica transmitida por morcegos hematófagos que resultou em 15 casos confirmados da doença. A população exposta recebeu vacinação anti-rábica em regime de pré e pós-exposição, sendo atendidas aproximadamente 3500 pessoas. O presente estudo verificou a persistência de anticorpos neutralizantes antivírus rábico, em amostra da população de Augusto Correa, vacinada com vacina de cultivo celular (Verorab®) por ocasião do surto. Foram coletadas e analisadas 505 amostras de moradores de quatro comunidades de Augusto Correa (Arai, Porto do Campo, Cachoeira e Nova Olinda) em junho de 2007. Os níveis de anticorpos neutralizantes foram dosados através da técnica de Favoretto e relacionados com dados demográficos, com história prévia de malária, novas agressões por animais e com o esquema vacinal recebido. Após dois anos da campanha vacinal, os resultados revelaram a persistência de anticorpos neutralizantes em níveis adequados em 90.5% da população vacinada, em esquemas de pré e pós-exposição, mesmo naqueles que receberam tratamento incompleto. Os níveis de anticorpos neutralizantes não foram reduzidos em função das variáveis analisadas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Vamos à vacina?: doenças, saúde e práticas médico-sanitárias em Belém (1904 a 1911)(Universidade Federal do Pará, 2006-04-28) AMARAL, Alexandre Souza; SARGES, Maria de Nazaré dos Santos; http://lattes.cnpq.br/2076421409418420Desde o final do século XIX e, até, o início do século XX, Belém na fala do intendente Antonio Lemos era conhecida como a “necrópole” paraense. Doenças e epidemias estavam no centro do debate das práticas médico-sanitárias. O higienismo de médicos tornou se discurso recorrente de intervenção no espaço cotidiano dos moradores, onde as campanhas de profilaxias foram alçadas enquanto responsáveis pela cura da cidade. As ações propostas por esculápios cientistas geraram tensões entre moradores e autoridades públicas diante a aliança do saber médico e o poder público, sobre a qual me propus analisar para explicar o dia-a-dia das medidas coercitivas, no intuito de entender essa aliança. Analisando artigos na imprensa, literatos, jornalistas, políticos, relatos médicos, mensagens de governo, relatórios, fotografias e charges foi possível acompanhar os significados atribuídos pelos contemporâneos em relação as epidemias da varíola, tuberculose e febre amarela, por exemplo, por parte dos saberes médico-sanitários. A belle époque em Belém deixou de ser nessa dissertação um cristal historiográfico, diante as adversidade do viver de sujeitos anônimos. Belém tornou-se um laboratório de experiências, os médicos propunham curá-la para alcançar o tão propalado desenvolvimento econômico ou progresso. A consolidação dessa aliança coube à responsabilidade do renomado sanitarista Oswaldo Cruz, que desembarcou, em 1910, na capital paraense para combater a febre amarela, com carta branca do governador João Coelho. Por outro lado, a cura da cidade ou “necrópole” paraense teve significados mais amplos, destacando-se o sepultamento do mal amarílico, como também, concomitantemente, o sepultamento da oligarquia do coronel Antonio Lemos.
