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Navegando por Assunto "Epidemiologia descritiva"

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  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Perfil epidemiológico descritivo de pessoas com epilepsia em uma clínica de referência no Estado do Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-15) PASSOS, Igor Tagore Santos dos; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; ROCHA, Fernando Allan de Farias; CORRÊA, Hellen Vivianni Veloso; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; http://lattes.cnpq.br/1492707116121325; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050
    epilepsia é classificada de duas formas, segundo sua etiologia e de acordo com a região de início das descargas exacerbadas. A fisiopatologia da epilepsia envolve alterações cerebrais estruturais ou funcionais que desequilibram a atividade elétrica do córtex. A compreensão sobre a causa da epilepsia ainda é bastante discutida, mas há teorias e explicações bem aceitas, como a epilepsia temporal medial que afeta o hipocampo. A epilepsia é uma condição neurológica que afeta cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo e pode ter um grande impacto na qualidade de vida dos pacientes. A epidemiologia é fundamental para entender a prevalência da epilepsia e os fatores de risco associados à sua ocorrência. É de fundamental importância a educação e conscientização pública sobre a epilepsia para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir o estigma social associado à doença. Nos resultados foi visto que a maioria dos pacientes era do sexo masculino e com idades entre 11 e 20 anos. O tipo mais comum de epilepsia foi a epilepsia focal, e a comorbidade mais comum foram as anormalidades morfológicas. O estudo também encontrou associações significativas entre determinados fatores demográficos e clínicos e o tipo de epilepsia. Os resultados demonstraram que a epilepsia focal foi a mais comum, afetando principalmente homens, e que há uma maior prevalência da doença na faixa etária até 20 anos. As particularidades morfofuncionais do cérebro feminino e masculino parecem conduzir a tipos específicos de epilepsias. A falta de informações nos prontuários tem impacto na qualidade do cuidado e assistência da equipe, bem como impacta nas pesquisas de saúde e pesquisas epidemiológicas. Estudos epidemiológicos revelam um panorama antes desconhecido, o que conduz a um impacto na saúde pública conduzindo a mudança de realidade a quem mais importa, a pessoa acometida pela patologia. O presente estudo teve diversas dificuldades em sua realização, que perpassam desde processos burocráticos, passando por significativas folhas impressas de prontuários e chegando à realidade da carência no preenchimento homogêneo, comprometido e humanizado das avaliações. Por fim, mais estudos são necessários objetivando esclarecer o dado epidemiológico acerca da epilepsia na região norte do país. Sugere-se também um trabalho de padronização dos prontuários.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Perfil epidemiológico e espacial da hanseníase em menores de 15 anos de idade, na região metropolitana de Belém, estado do Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2018-12-18) OLIVEIRA, Silvio Silva; PIRES, Carla Andréa Avelar; http://lattes.cnpq.br/4043070406676676; GUERREIRO, João Farias; http://lattes.cnpq.br/1000688763895346
    A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, curável, contudo, com grande potencial para gerar incapacidade física. Conhecer o impacto da hanseníase em menores de 15 anos permite estimar o nível de transmissão, a intensidade da endemia e avaliar a efetividade dos serviços de saúde em combater essa enfermidade, que é mais prevalente em populações pobres e representa ainda um problema de saúde no Estado do Pará. Este estudo analisou o perfil epidemiológico da hanseníase em menores de 15 anos de idade, e a cobertura populacional da Estratégia Saúde da Família, na Região Metropolitana de Belém, estado do Pará, no período de 2006 a 2015. Foi realizada uma pesquisa quantitativa, com desenho de estudo ecológico, em uma série histórica de casos de hanseníase notificados nos anos de 2006 a 2015, utilizando dados secundários do banco de dados dos Sistemas de Informação de Agravos Notificáveis e de Atenção Básica do Ministério da Saúde, referentes ao Estado do Pará, Brasil. Dos 675 casos, a maioria (58,96%) foi detectada através de encaminhamento, com predominância no sexo masculino (55,70%), na cor preta+parda (81,63%) e com ensino fundamental incompleto (77,48%). A faixa etária de maior ocorrência (65,09%) foi de crianças entre 10 a 14 anos, com predomínio das formas paucibacilares, apesar da maior frequência da forma clínica dimorfa. A evolução da taxa média, padronizada, de detecção da hanseníase em menor de 15 anos, apresentada geograficamente, apontou muito hiperendemicidade nos municípios de Castanhal, que tinha cobertura populacional da Estratégia Saúde da Família consolidada e de Marituba com cobertura intermediária. Apresentou-se com hiperendemicidade no município de Santa Bárbara do Pará também como cobertura consolidada e endemicidade muito alta nos municípios de Ananindeua com cobertura intermediária, Belém com cobertura incipiente, Benevides e Santa Izabel do Pará com coberturas consolidadas. As áreas de autocorrelação espacial para a transmissão da doença se apresentaram formando dois clusteres, o primeiro envolvendo os municípios de Ananindeua, Belém e Benevides e o segundo formado pelo município de Castanhal localizado opostamente ao primeiro. As maiores densidades de taxas médias de detecção, foram observadas nos municípios de Marituba que se espraiou para os municípios de Ananindeua e Benevides e assim como no município de Castanhal, representando de certa forma as áreas de maior risco para a transmissão da doença. No município de Belém, capital do Estado do Pará, a cobertura populacional da Estratégia Saúde da Família, era incipiente na maioria dos bairros, entretanto em alguns da Ilha de Mosqueiro se apresentava de forma consolidada, contraditoriamente se antepondo, sendo essas áreas as de maiores densidades de taxas médias de detecção. A magnitude da endemia, a força da morbidade e a tendência da doença, apontadas pelos indicadores de acompanhamento epidemiológico permaneceram elevadas e a cobertura da Estratégia Saúde da Família, embora consolidada na maioria dos municípios não se distribuiu de forma homogênea a garantir cobertura universal aos territórios, implicando de certa forma com essa situação epidemiológica, a afirmar que a hanseníase é um sério problema de saúde pública na Região Metropolitana de Belém.
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