Navegando por Assunto "Escravo africano"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Genetical-demographic data from two amazonian populations composed of descendants of african slaves: Pacoval and Curiau(1999-06) GUERREIRO, João Farias; SANTOS, Ândrea Kely Campos Ribeiro dos; SANTOS, Eduardo José Melo dos; VALLINOTO, Antonio Carlos Rosário; VALLINOTO, Izaura Maria Vieira Cayres; AGUIAR, Gilberto Ferreira de Souza; SANTOS, Sidney Emanuel Batista dosArtigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Origin of the hemoglobin S gene in a northern Brazilian population: the combined effects of slave trade and internal migrations(1998-12) SOUSA, Gabriella Pante de; RIBEIRO, Rita de Cassia Mousinho; SANTOS, Eduardo José Melo dos; ZAGO, Marco Antonio; GUERREIRO, João FariasCom o objetivo de investigar a origem da mutação bS na população da região norte do Brasil, foram analisados polimorfismos de DNA no complexo de genes b da hemoglobina em 30 pacientes com anemia falciforme na população de Belém, a capital do Estado do Pará. Sessenta e sete por cento dos cromossomos bS analisados apresentaram o haplótipo Bantu, 30% o haplótipo Benin e 3% o haplótipo Senegal. A origem da mutação bS na população de Belém, estimada de acordo com a distribuição de haplótipos, não está de acordo com a esperada com base em dados históricos sobre o tráfico de escravos para a região norte, os quais indicam uma reduzida contribuição de escravos da região do Benin. Essas diferenças podem ser atribuídas ao tráfico interno de escravos, bem como ao posterior fluxo de populações imigrantes, particularmente de nordestinos. A distribuição de haplótipos em Belém não difere significativamente da observada em outras regiões brasileiras, muito embora os dados históricos sugiram que a maioria dos escravos procedentes da região do Atlântico-Oeste africano, onde predomina o haplótipo Senegal, foi trazida para o norte do Brasil, enquanto que o nordeste (Bahia, Pernambuco e Maranhão) recebeu o maior contingente de escravos oriundos da região centro-oeste africana, onde o haplótipo Benin é o mais comum. Nós sugerimos que as diferenças regionais quanto à procedência dos escravos africanos também foram modificadas pelo tráfico de escravos estabelecido entre as diferentes regiões brasileiras e posteriormente pelos movimentos migratórios.
