Navegando por Assunto "Estoque de carbono"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Os Ativos naturais e as comunidades tradicionais na Amazônia: o caso da Reserva Extrativista Verde para Sempre, Porto de Moz-PA(Universidade Federal do Pará, 2022-01-28) PARAENSE, Vinicius de Campos; SANTANA, Antônio Cordeiro de; http://lattes.cnpq.br/2532279040491194; https://orcid.org/0000-0002-4324-9178Os ativos naturais da Reserva Extrativista Verde para Sempre, Porto de Moz-PA, contemplam uma extensa gama de produtos e serviços ambientais que, na maioria das vezes, não apresentam valores definidos pelo mercado formal. Ocorre que, mesmo existindo na natureza, sua importância relativa é mínima ou inexiste do ponto de vista dos fluxos financeiros da economia convencional. Dessa maneira, avaliações econômicas mais abrangentes que sejam capazes de incorporar o valor dos produtos e serviços ambientais aos fluxos de renda dos manejadores da floresta são de suma importância, tendo em vista que todos os custos que, de fato, incorrem nas atividades florestais, juntamente com as externalidades geradas à sociedade, devem ser incorporados ao valor econômico total desses ambientes. Portanto, o objetivo deste trabalho é estimar o valor dos ativos naturais da RESEX Verde para Sempre, considerando o estoque de carbono da parte aérea das árvores e o volume total dos indivíduos arbóreos (análise benefício-custo) e o Valor Econômico Total (VET) da área a ser manejada, a partir da percepção dos moradores locais sobre as externalidades socioeconômicas e ambientais geradas pela atividade do Manejo Florestal Comunitário (MFC) (método de valoração contingente). Na análise benefício-custo, foram considerados os indivíduos arbóreos constados nos inventários florestais das Unidades de Produção Anual (UPA) das comunidades Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Arimum), Por ti meu Deus e Paraíso do Acaraí, obtendo-se o valor presente líquido do capital florestal (VPLCF) de: R$ 2.725.134,00 (R$ 6.776,41/ha); R$ de 1.836.391,92 (R$ 4.045,36/ha-1); e R$ 650.151,92 (R$ 6.922,40/ha), respectivamente. A segunda metodologia, designada pelo método integrado de avaliação contingente (MIAC) foi especificado pelas equações de disposição a pagar (DAP) e disposição a receber (DAR), cujos valores foram extraídos das variáveis socioeconômicas e indicadores da dimensão ambiental (DA) e dimensão ecológica (DE), sendo incluídos na especificação do modelo econométrico proposto. Estes resultados representam: o valor que os moradores entrevistados estão propensos a pagar pela preservação dos ativos naturais da RESEX e, assim, continuar usufruindo de seus benefícios econômicos e ambientais promovidos pelos produtos e serviços ecossistêmicos do modo que, atualmente, está sendo realizado; além de captar a magnitude que estarão dispostos a aceitar, como forma de compensação, pelo uso do capital natural em questão. A partir dos resultados gerados pelo MIAC, auferiu-se o valor médio de DAP de R$ R$ 4.509,19/ha, contemplando o valor econômico total (VET) médio de R$ 4.279.221,31 da RESEX. O valor médio estimado de DAR foi de R$ 5.569,39/ha, refletindo o VET de R$ 5.285.351,11. A diferença entre os valores da DAP e DAR de apenas 19%, corrobora com a especificação inovadora do modelo e eficiência da pesquisa de campo. Por fim, os valores estimados demonstram que os moradores locais estão cientes da magnitude dos recursos naturais e das potencialidades socioeconômicas do ativo ambiental da RESEX, além do papel essencial que exercem em suas vidas, na medida em que se mostraram propensos a pagar valores elevados pela manutenção deste ativo e, assim, continuar usufruindo dos benefícios econômicos e ambientais promovidos pelos produtos e serviços ecossistêmicos da forma em que, atualmente, está sendo realizada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Benefícios ambientais e econômicos de sistemas agroflorestais de Tomé-Açu, Pará(Universidade Federal do Pará, 2023-04-22) SUZUKI, Patrícia Mie; VASCONCELOS, Steel Silva; http://lattes.cnpq.br/0719395243841543; https://orcid.org/0000-0003-2364-8822A demanda global de alimentos e o avanço das mudanças climáticas aumentam a pressão por sistemas produtivos sustentáveis e que gerem múltiplos benefícios. Os sistemas agroflorestais (SAFs) são modelos produtivos com potencial para atender tais demandas da sociedade e do meio ambiente. Nesse sentido, o objetivo da pesquisa foi avaliar a contribuição dos sistemas agroflorestais para a mitigação das mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e geração de renda no município de Tomé-Açu, Pará. Foram selecionadas doze áreas de SAF multiestratificados e instalada uma parcela de 30 x 30 metros, em cada sistema. Foram realizados inventário agroflorestal e entrevistas com o produtor rural, sobre o perfil socioeconômico e a percepção ambiental relacionada aos SAFs. Os dados foram utilizados para avaliar a influência da riqueza de plantas e de outras variáveis nos benefícios de “Mitigação das mudanças climáticas”, “Conservação da biodiversidade” e “Geração de renda”, por meio dos indicadores estoque de carbono da biomassa aérea, índice de Shannon (H’) e renda bruta, respectivamente. Para isso, utilizou-se a Análise de Componentes Principais (PCA) para selecionar as variáveis e a regressão linear para criar os modelos. Todos os dados do inventário agroflorestal e as análises estatísticas foram realizadas no ambiente computacional R 4.2.2. Também foi realizada a avaliação do desempenho dos SAFs quanto aos benefícios gerados, por meio da ponderação de pontos. De forma geral, 83% dos agricultores relataram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o retorno econômico nos SAFs, além de citar diversos serviços ambientais. A riqueza (S) de plantas por sistema variou entre 3 a 11 espécies e o índice de diversidade de Shannon (H’) entre 0,55 e 1,77. A média de estoque carbono da biomassa aérea nos SAFs estudados foi de 45,2 Mg ha-1, com variação entre 27,4 e 63,0 Mg ha-1. Os valores de carbono estocado nos componentes cacau, cupuaçu, açaí, dendê e outros foram similares estatisticamente, porém diferiram significativamente do estoque de carbono encontrado no componente florestal (gl=2; χ2=71,7; p=1,834e-13). O valor médio da renda bruta anual advindo da venda desses produtores foi de R$13.758,53 ha-1 e variou entre R$1.687,50 e R$26.250,00 ha-1. Nos sistemas com dendê (SAFs A1, A2 e A3), a palmeira elevou consideravelmente a renda bruta dos SAFs, ao contribuir com 58, 48 e 78% da renda total, respectivamente, apesar da baixa densidade de indivíduos, com média de 69 indivíduos ha-1, nas áreas, em comparação com as outras espécies principais. Nesse estudo não foi possível confirmar a influência da riqueza de plantas na geração de benefícios climático, de conservação da biodiversidade e de geração renda. Entretanto, outras variáveis influenciaram nos benefícios dos SAFs analisados. Para o estoque de carbono, o “tipo de SAF”, a “densidade de dendê” e a “densidade de espécies de sombra” tiveram melhores desempenhos sobre o estoque de carbono, índice de diversidade de Shannon e a renda bruta, respectivamente. Em geral, a maioria dos SAFs apresentou pontuações distribuídas de forma desuniforme entre os benefícios. Portanto, conclui-se que a riqueza de plantas não foi a variável que influenciou os benefícios avaliados, mas, sim, um conjunto de variáveis analisados, ratificando a complexidade dos SAFs. Os SAFs de Tomé-Açu, no geral, atendem as expectativas dos produtores quanto ao retorno econômico, além de gerarem benefícios relacionados à mitigação das mudanças climáticas e à conservação da biodiversidade. Sobretudo, os SAFs com o componente dendê apresentaram melhores desempenhos nas pontuações da geração dos benefícios.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Sequestro de carbono em sistemas silvipastoris de regeneração natural da agricultura familiar, São Domingos do Araguaia - PA(Brazilian Journals Publicações de Periódicos e Editora Ltda, 2021-09) GUIMARÃES, Tatiane Pereira; MANESCHY, Rosana Quaresma; OLIVEIRA, Ilmaione Keisa de Souza; CASTRO, Albinei Araujo de; OLIVEIRA, Pâmela Dias de; COSTA, Karolinny Carneiro GuerraEsta pesquisa teve como objetivo quantificar o estoque de carbono da vegetação viva acima do solo em sistemas silvipastoris de regeneração natural praticado por agricultores familiares no projeto de assentamento Belo Horizonte II. O assentamento fica localizado em São Domingos do Araguaia - PA e os SSP manejados a partir da regeneração natural de espécies arbóreas configura uma alternativa para integração de objetivos socioeconômicos e ambientais buscando a sustentabilidade para a agricultura familiar no Sudeste do Pará. A biomassa do componente arbóreo foi obtida a partir dos dados da avaliação de campo realizada em dezembro de 2009. A biomassa arbórea por hectare foi estimada a partir do cálculo: BA = (ΣBA/1000) x (10000/área da parcela) e o estoque de carbono foi estimado a partir de ΔCBA = (BA x CF), onde: ΔCBA = quantidade de carbono na biomassa viva acima do solo (t C/ha); BA = biomassa viva acima do solo arbórea (t MS/ha); CF = é a fração de carbono (t C /t MS) que segundo o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) o valor padrão é de 0,5. O estoque de carbono na biomassa viva acima do solo foi de 14,08 t C/ha, sendo de 0,27 C t/ha e 13,81 t C/ha para a biomassa da vegetação arbórea e não arbórea, respectivamente.
