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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Caracterização física do estuário do rio Mojuim em São Caetano de Odivelas - PA
    (Universidade Federal do Pará, 2015-02-25) ROCHA, Adriano Santos da; ROLLNIC, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6585442266149471
    O presente estudo teve como objetivo descrever os aspectos hidrodinâmicos, hidrológicos e morfológicos do Estuário do rio Mojuim, localizado no município de São Caetano de Odivelas - PA (Salgado Paraense), analisando as variações que ocorrem em função do ciclo de maré e da sazonalidade (regime de chuvas). Os dados hidrológicos e hidrodinâmicos foram coletados em dois períodos sazonais em 2014: Março, correspondente ao período chuvoso (~500 mm) e setembro, correspondente ao período seco (~100 mm), ambos durante marés de sizígia. O levantamento batimétrico ocorreu somente no período chuvoso e foi realizado com uma ecossonda em uma malha amostral com 116 perfis transversais espaçados de 200 m. No canal estuarino, definiu-se uma seção onde foram realizados perfis de medição de intensidade e direção da corrente e vazão, com um ADCP, e em três estações fixas (margem direita (MD), centro (C) e margem esquerda (MD)) foram realizadas coletas de condutividade e turbidez com um CTD e um OBS, na coluna d'água. O padrão de maré e a salinidade também foram obtidos com um sensor de pressão e condutividade, fixos na ME durante 56 dias no período chuvoso e 57 dias no seco. O estuário é raso (4,5 m de profundidade média) e é dominado por um regime de macromarés semidiurnas. Ao longo de um ciclo de maré a salinidade aumenta nas enchentes e diminui nas vazantes em ambos os períodos sazonais. A turbidez aumenta nas enchentes e diminui nas vazantes do período chuvoso e o valor medido no centro (C) é o dobro do encontrado nas margens. No período seco, a salinidade foi superior a do chuvoso (média de 20 e 8, respectivamente). Este estuário apresenta-se bem misturado, sendo verticalmente homogêneo no chuvoso e altamente estratificado no seco. Os fluxos de enchente ocorrem predominantemente pelo centro da seção, enquanto que os fluxos de vazante predominam na MD, nas duas situações a maior intensidade da corrente ocorre período chuvoso. O estuário é importador nos dois períodos, porém, com maior entrada no período chuvoso (transporte resultante de 95,87 m³/s). Estes dados correspondem às primeiras informações sobre as características hidrológicas e hidrodinâmicas do estuário e poderão subsidiar estudos posteriores na região.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Composição da meiofauna e nematofauna associada à macrófita aninga (Montrichardia linifera) em um estuário amazônico
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-20) RAMOS, Ana Beatriz Moreira Ferreira; SANTOS, Thuareag Monteiro Trindade dos; http://lattes.cnpq.br/6677397914712227; https://orcid.org/0000-0002-4194-8127; VENEKEY, Virag; http://lattes.cnpq.br/1106411624280455; https://orcid.org/0000-0002-1061-2890; LEMOS, Jussara Moretto Martinelli; ALVES JÚNIOR, Flávio de Almeida; SANTOS, Cleverson Rannieri Meira dos; PETRACCO, Marcelo; SILVA, Daiane Evangelista Aviz da; http://lattes.cnpq.br/5264841936875017; https://lattes.cnpq.br/2566643607928091; https://lattes.cnpq.br/8626400902445523; http://lattes.cnpq.br/6834814201680920; http://lattes.cnpq.br/1621359663837749; https://orcid.org/0000-0001-9646-4763; https://orcid.org/0000-0003-3002-6845; https://orcid.org/0000-0003-0467-2798; http://orcid.org/0000-0001-6501-0099
    Os estuários amazônicos são ambientes extremamente produtivos e complexos com grande diversidade de organismos bentônicos e vegetação composta principalmente por macrófitas herbáceas como a Aninga (Montrichardia linifera), uma espécie pioneira com grande importância na proteção de margens e manutenção do aporte de sedimentos. A meiofauna bentônica é um dos grupos mais abundantes do mundo e possui o filo Nematoda como um representante bastante versátil, visto que ocupa lugar em toda a guilda trófica e representa mais de 90% da abundância total desse grupo em ecossistemas estuarinos. Este estudo representa a primeira avaliação de composição de meiofauna associada a vegetação de várzea, e teve como objetivo descrever padrões espaço-temporais da comunidade de meiofauna e nematofauna associadas à aninga no estuário do Guajará (Belém – PA). Para isso, foram realizadas coletas mensais em ambientes com presença e ausência de vegetação no período de 12 meses divididos em 4 períodos climáticos (Transição 1: chuvoso-seco, Seco, Transição 2: seco-chuvoso e Chuvoso) no estuário do rio Guajará. Para retirada de amostras biológicas foi utilizado amostrador cilíndrico com 3cm de diâmetro e 10cm de comprimento, posteriormente fixadas a formaldeído a 4%. Além disso, também foram coletadas amostras de sedimento para análise de granulometria e matéria orgânica e amostrado número de aningas e altura de 15 indivíduos aleatórios. Para cada amostra foi calculada a densidade e riqueza da meiofauna e seus principais grupos, bem como a densidade e riqueza dos gêneros de Nematoda. Para comparação entre variáveis bióticas de estrutura da comunidade de meiofauna e nematofauna entre períodos climáticos e áreas de coleta (vegetada e não vegetada) foram realizadas análises univariadas (ANOVA 2-fatores) e multivariadas (PERMANOVA, PcoA, Simper e BIO-ENV). De modo geral, os ambientes apresentaram composição granulométrica semelhante entre os períodos sendo composta principalmente de sedimentos finos (silte + argila). A macrófita M. linifera apresentou maiores alturas durante o período T1 e maiores densidades durante o período chuvoso. A meiofauna foi representada por 12 grupos taxonômicos, sendo Nematoda o mais abundante em ambos os ambientes durante todos os períodos e apresentando frequência de ocorrência (FO) igual a 100%. Quanto aos demais grupos, 1 grupo foi classificado como grupo acessório (FO<50%), 4 grupos foram classificados como grupos esporádicos (FO<25%) e 5 foram classificados como raros (FO<12,5%). A densidade apresentou os maiores valores durante T1 com alta pluviosidade enquanto a riqueza apresentou os maiores valores durante os períodos seco e T2. Foram identificados 89 gêneros de Nematoda pertencentes a 39 famílias. A família mais abundante e mais rica foi Xyalidae, sendo o gênero Zygonemella responsável por mais de 23% da densidade total. Anonchus e Zygonemella foram os gêneros mais difundidos espacialmente, ocorrendo em ambos os ambientes durante todos os períodos climáticos. A associação de Nematoda foi composta majoritariamente por detritívoros (40 gêneros). Tanto a meiofauna como a nematofauna foram influenciadas pela sazonalidade de pluviosidade e quantidade de nutrientes disponíveis no sedimento. Além disso, a presença da vegetação foi determinante para estabilização sedimentar e hábitats estruturais fornecendo abrigo e nutrientes para diversos grupos da meiofauna bem como gêneros variados de Nematoda.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Distribuição espacial e temporal do macrozoobentos em manguezais de uma ilha costeira amazônica
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-20) ROCHA, Karolina da Conceição; SANTOS, Cleverson Ranniéri Meira dos; http://lattes.cnpq.br/8626400902445523; https://orcid.org/0000-0003-0467-2798; PETRACCO, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6834814201680920; https://orcid.org/0000-0001-6501-0099; VENEKEY, Virag; ROSA FILHO, José Souto; SANTOS, Thuareag Trindade dos; http://lattes.cnpq.br/1106411624280455; http://lattes.cnpq.br/3223362071251898; http://lattes.cnpq.br/6677397914712227; https://orcid.org/0000-0002-1061-2890; https://orcid.org/0000-0002-5496-7706; https://orcid.org/0000-0002-4194-8127
    Os manguezais ocupam uma ampla parcela da costa amazônica, oferecendo diversos serviços ecossistêmicos, que inclui a alta produtividade e geração de habitat para diversas espécies. A macrofauna bentônica é um grupo abundante e diverso nos manguezais, com distribuição influenciada por diversos fatores, como salinidade e as características do sedimento, que podem ser modificadas pela presença da vegetação. O presente trabalho teve como objetivo descrever as variações espaciais e temporais da comunidade macrobentônica de substratos inconsolidados de manguezais da ilha de Algodoal–Maiandeua, Nordeste do Pará. As amostragens foram realizadas em duas campanhas, uma no período seco (novembro/2022) e outra no chuvoso (maio/2023), em áreas de manguezais de dois canais estuarinos, Furo da Mocoóca (mais largo e retilíneo) e Furo Velho (mais estreito e sinuoso). Em cada canal, foram determinadas duas zonas de coleta (não vegetada e vegetada), e em cada zona, foram determinados quatro pontos de coleta, nos quais foram retiradas quatro amostras biológicas (macrozoobentos) com auxílio de um amostrador cilíndrico (10 cm de diâmetro) enterrado a uma profundidade de 20 cm no substrato. Paralelamente, ocorreu coleta de parâmetros da água e coleta de sedimento. Foram identificados 2.196 indivíduos distribuídos em 85 táxons (espécies e morfoespécies), com maior abundância de Annelida. A densidade e a riqueza da macrofauna não variaram entre os canais, somente entre zonas e períodos. De forma geral, maiores valores ocorreram na zona não vegetada e período seco. A estrutura taxonômica e funcional da macrofauna variou espacial (canais e zonas) e temporalmente. As variações espaciais da macrofauna foram associadas com as características do substrato, enquanto as sazonais, sobretudo, com a salinidade. No canal mais estreito, dominaram poliquetas e oligoquetas comedores de depósito, associados com substrato mais lamoso e com maior conteúdo orgânico. No canal mais largo, foi maior a participação formas predadoras, associados com substrato mais arenoso. Em relação as zonas, táxons de oligoquetos, crustáceos e insetos tiveram maior participações na zona vegetada. Na zona não vegetada, no geral, poliquetos (predadores e detritívoros) tiveram domínio. É provável que a presença da vegetação, embora aumente a complexidade de habitat, interfere na presença de organismos da infauna. O período chuvoso, quando a salinidade caiu significativamente no estuário, foi marcado pela redução na riqueza da macrofauna e nas densidades de crustáceos (peracáridos), contudo com aumento nas de poliquetos Nephtys. O presente estudo apresenta informações importantes para a compreensão da distribuição da comunidade macrobentônica de manguezais da costa amazônica, considerando suas interações com a estrutura do habitat e as flutuações sazonais dos parâmetros ambientais.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Investigação da influência antrópica na concentração de nutrientes inorgânicos dissolvidos no entorno da cidade de Belém-PA
    (Universidade Federal do Pará, 2022-08-30) PORTO, Yuri Paixão Santa Rosa; ROLLNIC, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6585442266149471; https://orcid.org/0000-0002-8601-1514
    A água é um dos recursos naturais mais importantes, sobretudo no contexto amazônico. O aumento demográfico desordenado e consequente má gestão desse recurso provoca alterações ambientais preocupantes quanto à sua qualidade. De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento - SNIS, a região norte do país trata cerca de 22,0% dos esgotos gerados e na Região Metropolitana de Belém esse índice fica abaixo da média nacional, com 11,3% de coleta de esgoto. A área de estudo engloba a baía do Guajará e as áreas adjacentes como os rios Guamá e Acará. As coletas de água foram realizadas durante o período chuvoso (maio), em 4 seções divididas em margem esquerda (ME), meio (M) e margem direita (MD) com coletas em superfície e fundo, a cada 4 horas durante 13 horas para analisar todo o ciclo de maré. Foram analisados parâmetros in situ (Temperatura, pH, Eh, condutividade elétrica, turbidez, OD, %OD e sólidos totais dissolvidos) e em laboratório (Silicato, fosfato, nitrato e nitrito), além da determinação da intensidade, velocidade e direção da corrente com o auxílio um ADCP para obter a vazão e calcular o fluxo de nutrientes. A área de estudo, possui alguns locais mais afastados com pouca ou nenhuma influência humana em toda sua extensão, e outros com pontos de descarga de efluentes domésticos e industriais sem tratamento. O objetivo deste trabalho é investigar uma possível contribuição antrópica no fluxo de nutrientes inorgânicos dissolvidos dos corpos d’água que banham a cidade de Belém-PA e adjacências. O rio Guamá próximo à alça viária apresentou os menores valores de nutrientes inorgânicos dissolvidos, diferente do rio Acará que, apesar de sua distância geográfica da RMB, demonstrou os valores mais altos de concentração de nutrientes. A foz do rio Guamá teve valores mais altos de nutrientes em sua margem direita e a baía do Guajará em sua porção central, por influência de despejos domésticos e industriais. O rio Guamá próximo à alça viária encontra-se relativamente preservado, com baixa concentração de nutrientes inorgânicos dissolvidos, aumentando somente próximo à sua foz, já o Acará apresentou valores mais altos principalmente devido à intensa atividade agropecuária no entorno de sua bacia. A baía do Guajará, apesar de receber despejos dos rios Acará e Guamá, possui valores menores de nutrientes que os dois locais, demonstrando sua capacidade de autodepuração e diluição.
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