Navegando por Assunto "Ethnic-racial relations"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Alfabetização histórica: método de ensino em História na Escola Professor Remígio Fernandez, Mosqueiro/Pa(Universidade Federal do Pará, 2021-05-21) VILHENA, José Sebastião; COSTA, Renato Pinheiro da; http://lattes.cnpq.br/0413733044020733; https://orcid.org/0000-0001-7132-0579A presente dissertação é uma investigação sobre a dinâmica do Ensino de História na Escola Municipal Professor Remígio Fernandez, Mosqueiro/PA, no ano letivo de 2019, em que se desenvolveu o projeto intitulado: ―Alfabetização Histórica: narrativas, rap e consciência negra‖ com os alunos da turma C42201 (9º ano/Fundamental). Todavia para melhor compreender os êxitos e lacunas verificados ao logo da execução deste plano formativo foi necessário analisar as experiências didáticas em História desenvolvidas anteriormente (entre os anos de 2013 e 2018), que apontavam aspectos de manutenção e de avanços em relação a um tipo de Ensino de História ligado ao historicismo do século XIX, este caracterizado pelo anti-dialogismo disciplinador na forma de se ensinar, pelo eurocentrismo na escolha dos conteúdos e pelo predomínio da linguagem escrita pouco significativa para o alunado. Assim, partindo deste problema de pesquisa e em busca de construir uma proposta de método inovador em Ensino de História para a referida escola, passou-se a apontar a Alfabetização Histórica como esta alternativa. Para embasar esta perspectiva foi realizada uma análise do duplo papel da formação histórica escolar na superação dos problemas ligados à alfabetização linguística e à alfabetização nos objetivos específicos da disciplina história, apontando como caminho viável para este desafio o desenvolvimento do Ensino das Relações Ético-Raciais e de narrativas histórias no ambiente escolar, em busca de se promover o desenvolvimento de identidades, de práxis, de consciências e de conscientização históricas. Portanto, o presente estudo se liga epistemologicamente ao campo da Didática da História e se apresenta metodologicamente em consonância com as perspectivas das investigações sociais chamadas de ―pesquisa-ação‖, sendo esta subdividida em empírico-teórico e em cognição histórica situada, na intenção de apresentar produtos educacionais viáveis para a transformação positiva do Ensino de História da escola pesquisada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O ensino de História da África e da cultura afro-brasileira: uma proposta de ação decolonial em conexão com a didática da História(Universidade Federal do Pará, 2020-08-24) PINON, Alerrandson Afonso Melo; LEAL, Luiz Augusto Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/7967678999713659; https://orcid.org/0000-0002-0145-5379A proposta deste trabalho foi produzir uma metodologia de ensino de História de orientação decolonial, com o objetivo de dar prioridade ao ensino de História da África e da cultura afro-brasileira. Demonstraremos como o pensamento decolonial, tendo como autores de referência Aníbal Quijano, Walter Mignolo e Catherine Walsh, pode nos revelar o quanto a História da África e da cultura afro-brasileira estiveram historicamente subalternizadas nos currículos escolares. Também enfatizaremos as principais críticas ao eurocentrismo na produção do conhecimento histórico, advindas do pensamento pós-colonial africano, tendo como autores de referência Mudimbe, Mbembe e Appiah. A partir dessas reflexões, foi possível traçar as diretrizes que nortearam a formulação do trabalho de intervenção pedagógica no espaço escolar. Para executar o trabalho de intervenção foram realizadas pesquisas sobre o acervo historiográfico disponível nas bibliotecas dos espaços escolares pesquisados, além de pesquisas sobre os sentidos históricos que os alunos atribuíram à História da África e às relações do continente africano com o Brasil, antes e depois dos trabalhos de intervenção. Para compreender os sentidos históricos atribuídos pelos alunos à África e suas relações com o Brasil foi realizado um diálogo com a Didática da História, tendo como autor de referência o historiador Jörn Rüsen e seus conceitos de consciência histórica e cultura histórica. A conexão com a Didática da História permitiu a realização de diagnósticos sobre como os alunos pensam historicamente a História da África e suas relações com o Brasil. A partir deste diagnóstico foi possível formular o trabalho de intervenção no espaço escolar, onde elaborei produtos educacionais (textos didáticos e apresentações de slides) sobre a História da África e da cultura afro-brasileira que foram utilizados na minha prática de ensino em duas escolas de educação básica da região metropolitana de Belém do Pará: Helder Fialho Dias (SEMEC Belém) e Américo Souza de Oliveira (SEDUC Pará). A intervenção ocorreu no segundo semestre do ano de 2019 e foi executada a partir de aulas expositivas e atividades avaliativas que culminaram em Mostras Culturais e seminários apresentados pelos alunos. Após a intervenção, foi realizada uma pesquisa de avaliação dos resultados de aprendizagem, na qual foi possível diagnosticar aprendizados significativos, que levaram os alunos: a superar o reducionismo da História da África à História da escravidão; a desfazer as imagens negativas e quebrar os estereótipos criados sobre a História da África e o continente africano; e a superar o racismo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O ensino de História e as mulheres negras: contribuições para a formação de identidades negras no Ensino Fundamental(Universidade Federal do Pará, 2024-11-25) OLIVEIRA, Brenda Cardoso de; LOPES, Siméia de Nazaré; http://lattes.cnpq.br/8791203591623509; orcid logo https://orcid.org/0009-0005-4933-1251Este trabalho tem, como objetivo, entender como o ensino de História pode contribuir para o debate sobre as identidades negras com alunos e alunas do Ensino Fundamental – anos finais, a partir da trajetória histórica das mulheres negras. Para isto, embasa-se teoricamente nas refle-xões do feminismo negro, na decolonialidade e na Educação para as Relações Étnico Raciais. A pesquisa foi desenvolvida a partir dos procedimentos metodológicos da pesquisa-ação e rea-lizada em escola da rede de ensino privado, localizada no município de Ananindeua, com alunos e alunas de oitavo e nono ano do Ensino Fundamental, durante a prática escolar do ensino de História. Foram utilizados, como fontes para a pesquisa, os materiais didáticos da instituição, os conteúdos de História do Ensino Fundamental – anos finais– segundo a BNCC, bem como as imagens e as representações contidas nos livros didáticos. Como resultado, foi verificado que há poucas análises em relação ao debate racial e à promoção de identidades negras positi-vas, principalmente em relação ao protagonismo histórico das mulheres negras. Para reverter esta problemática, foram propostas, como produto educacional, sequências didáticas no Ensino de História, desenvolvidas com os alunos e alunas do Ensino Fundamental – anos finais–, que protagonizaram o debate racial, de gênero e de classe a partir da trajetória histórica das mulheres negras. O objetivo do produto educacional é contribuir para os debates sobre as identidades negras positivas e, assim, possibilitar aos estudantes negros e negras, o (re)conhecimento de seu pertencimento histórico, racial, social e cultural, e, para os não-negros(as), estimular uma postura crítica em relação à prática racista e fomentar ações antirracistas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A formação dos docentes de História e a Lei nº 11.645/2008: mudanças de perspectivas no trato da temática indígena no ensino de História (2008-2018)(Universidade Federal do Pará, 2020-08-31) BARARUÁ, Marcus Vinícius Valente; LIMA, Maria Roseane Corrêa Pinto; http://lattes.cnpq.br/0040917069487308; https://orcid.org/0000-0002-8396-0618O presente trabalho pretende compreender as transformações ocorridas na formação inicial de professores e professoras de história em relação à temática indígena após a promulgação da Lei nº 11.645/2008 até o ano de 2018. O objetivo geral da dissertação é analisar a mudança de perspectiva sobre o agente histórico indígena nos documentos oficiais das faculdades de História da Universidade Federal do Pará (os Campi Belém, Bragança e Tocantins/Cametá) através das disciplinas, no desenvolvimento do planejamento curricular, projetos de pesquisa e extensão. Os Projetos Pedagógicos de Curso (PPC’s) são as diretrizes da graduação de licenciatura em história, sendo uma fonte de percepção das mudanças ocorridas após a Lei nº 11.645/2008. Também como objetivo, analisar os relatos de experiência dos docentes formadores de professores e professoras de História da Educação Básica, possibilitando analisar as ações pedagógicas e acadêmicas realizadas após a promulgação da legislação, principalmente, para lecionar em sala de aula. As fontes documentais e orais foram analisadas através dos conceitos da decolonialidade e da interculturalidade crítica. Por meio das reflexões observou-se que as transformações em relação à temática indígena na formação de professores e professoras de História ocorreram de maneira particular a cada região dos campi da Universidade Federal do Pará. As maiores mudanças de perspectiva em relação à temática indígena nas graduações de licenciatura em história no Estado do Pará são perceptíveis no trabalho protagonizado pelos docentes que pesquisam, ensinam e promovem a História Indígena e do Indigenismo. Como desdobramento das reflexões nesta dissertação, foi desenvolvida uma cartilha que tem a intenção de apresentar o conceito da interculturalidade crítica e como essa linha de pensamento pode ser utilizada na formulação de sequências didáticas que valorizam a luta política, o conhecimento e a história dos povos indígenas brasileiros.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Relações étnico-raciais e ensino de história no brasil: o negro no saber historiografico e saber histórico escolar(Universidade Federal do Pará, 2020-12) SILVA JÚNIOR, Elton Luis da; FARIAS, Silviane de CarvalhoEste estudo objetiva investigar as Relações Étnico-Raciais no contexto do saber historiográfico e saber histórico escolar no ensino de História. Para tanto, buscamos identificar as Relações Étnico-Raciais que historicamente foram demarcadas por contextos de invisibilidade, sobretudo quando relacionadas a historiografia africana e afro-brasileira. As discussões sobre as imagens dos negros nos saberes produzidos na historiografia brasileira nos remetem à análise das principais interpretações e debates historiográficos desenvolvidos sobre as observações equivocadas sobre o negro no Brasil. A pesquisa apresenta uma abordagem qualitativa com aplicação de pesquisa bibliográfica. Os resultados revelam que é necessário estabelecer um ensino de História que evidencie uma educação para as Relações Étnico-Raciais, mostrando a História do Brasil como uma sociedade multirracial e pluriétnica por meio da reversão de valores e conceitos centrados em uma perspectiva eurocêntrica que coloca o negro a margem da construção histórica e cultural do Brasil. Concluímos que desde que o ensino de História passou a ser uma disciplina escolar no Brasil o foco estrutural dela foi se modelando de acordo com determinado momento histórico, fazendo com que por muitos anos houvesse a invisibilização do negro na formação cultural do paísDissertação Acesso aberto (Open Access) Trajetórias docentes e formação continuada em relações etnicorracias na Amazônia paraense(Universidade Federal do Pará, 2021-04-30) FIGUEIREDO, Evillys Martins de; CONRADO, Mônica Prates; http://lattes.cnpq.br/6141735247260273O âmbito educacional brasileiro, nos anos 2000, foi marcado pelo avanço de políticas públicas para a população afro-brasileira. Dentre elas, está a lei 10.639/03 que tornou obrigatório o en-sino de história e cultura africana e afro-brasileira no ensino básico; a partir dela, documentos oficiais do Conselho Nacional de Educação (CNE) ressaltaram a necessidade da formação con-tinuada de professores como um dos principais meios de se efetivar o que demanda a referida lei. Nessa perspectiva, o presente trabalho utilizou a metodologia de trajetórias sociais baseadas em biografias (BOURDIEU, 2006; COSTA, 2015; LEVI, 2006; SCHWARCZ, 2013) junto à técnica de entrevista não diretiva (MICHELAT, 1987) com o objetivo de compreender como docentes da educação básica, que cursaram uma especialização em relações etnicorraciais, fo-ram afetados por tal formação continuada e como a percebem enquanto parte de suas vivências objetivadas em trajetórias sociais na Amazônia paraense. A pesquisa contou com três interlo-cutores identificados pelos codinomes Ayòbámi Adébáyò, Onyebuchi Emecheta e Édouard Glissant, os quais são egressos da “Especialização UNIAFRO: Política de Promoção da Igual-dade Racial na Escola; III Curso de Especialização Saberes Africanos e Afro-brasileiros na Amazônia; Implementação da Lei 10.639/03”, promovido pelo Grupo de Estudos Afroamazô-nico (GEAM/UFPA) sob financiamento do Ministério da Educação. Para compreender as tra-jetórias desses docentes, analiso seus relatos biográficos a partir dos conceitos de raça, racismo, gênero, morenidade e preconceito contra a origem geográfica e de lugar, pois os relatos de suas vivências, durante e depois da especialização, foram em torno do conflito no aprendizado sobre as particularidades das relações etnicorraciais, em especial na região amazônica, visto que é um lugar marcado por uma produção de conhecimento exógena e homogeneizadora que a fixou na imagem de “floresta” e “vazio demográfico”, invisibilizando suas populações, sobretudo negros e negras, diante do eixo nacional. Assim, foi possível entender que durante a formação conti-nuada, com as disciplinas e debates, os docentes interlocutores conseguiram acumular novos conhecimentos que pudessem levar para suas salas de aula; durante e após o curso, percebem que os sujeitos na escola ainda enxergam o racismo como comportamento individual isolado, ideia na qual buscaram intervir no sentido de se apropriar do conhecimento da especialização para repensar em conjunto as estruturas de opressão presentes no cotidiano e na escola. Esse aprendizado sobre relações etnicorraciais também afetou suas vidas pessoais, mudando ou man-tendo seus entendimentos sobre suas trajetórias sociais no âmbito do reconhecimento das opres-sões e resistências que vivenciaram. Também foi possível compreender que a transposição dos conhecimentos desses docentes interlocutores para a sala de aula foi um processo trabalhoso, mas no qual, segundo eles, conseguiram certo êxito em chamar a atenção dos seus estudantes durante as discussões e atividades em torno da temática relações etnicorraciais, algo que, mesmo em pequena escala, teve efeito na mentalidade dos alunos.
