Navegando por Assunto "Ethnography"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Uma análise etnográfica na memória e cotidiano na Avenida Governador Magalhães Barata- Belém/Pará(Universidade Federal do Pará, 2015-03-31) BAHIA, Carmosina Maria Calliari; MIRANDA, Cybelle Salvador; http://lattes.cnpq.br/3254198738703536Esta pesquisa tem como objetivo analisar a memória e o cotidiano na Avenida Magalhães Barata, tendo como ferramenta o método da Etnografia de Rua, usado como recurso para a preservação do patrimônio cultural da área. Tal proposta baseia-se na vivência da pesquisadora enquanto arquiteta do Museu Paraense Emílio Goeldi, ao longo de 30 anos,o que despertou o olhar para as alterações ocorridas na arquitetura da Antiga Avenida Independência neste intervalo de tempo. A escolha do método etnográfico proporcionou uma abordagem qualitativa e mais aproximada dos moradores da avenida, o que nos permite uma análise das interações, da memória dos moradores, do cotidiano dos transeuntes, atividades tradicionais do comércio formal e não formal, desde as primeiras décadas do século XX. Durante as imersões na avenida recorremos as entrevistas, para o registro da memória histórica e afetiva do transeunte, de quem trabalha e de quem mora na avenida, bem como recorremos ao registro fotográfico como meio de destacar as transformações ocorridas na arquitetura.Como resposta a questão norteadora da pesquisa ―Como preservar a diversidade arquitetônica da Avenida, considerando as transformações ocorridas e a dinâmica social do lugar?‖ concluímos que o conhecimento obtido a partir das incursões em campo permitirá a valorização do acervo cultural encontrado no trecho, onde é visível uma acentuada mudança nos costumes e ambiência local. Por meio de ações a serem orquestradas pelas instituições culturais sediadas na Avenida, será possível valorizar as atividades cotidianas das ruas, onde se guardam relações humanas, de trabalho e amizade, assim como as atividades rotineiras que mantêm o testemunho de acontecimentos pessoais e sociais, isto é o resgate da memória cultural, fator importante para preservação da identidade do local.Tese Acesso aberto (Open Access) Caminhos de gênero nas feras de Bissau: resiliência e desafios de mulheres guineenses em contextos de vulnerabilidade diante dos impactos sociais e econômicos da COVID-19(Universidade Federal do Pará, 2024-04-24) GOMES, Peti Mama; BELTRÃO, Jane Felipe; http://lattes.cnpq.br/6647582671406048; https://orcid.org/0000-0003-2113-043XNa Guiné-Bissau, as feras - palavra do Crioulo para “feiras” - exercem um significativo papel na vida econômica, social e cultural do país. São locais de intensas atividades de compra e venda de mercadorias, e também englobam questões de emancipação feminina, pontos de encontro e reencontros, narrativas históricas, vivências e experiências compartilhadas. Sendo assim, configuram-se como espaços públicos plurais e privilegiados desde um ponto de vista etnográfico, onde uma série de relações socioculturais complexas se desenvolvem. Nesse contexto, a presente tese tem como objetivo compreender, por meio de uma perspectiva antropológica-feminina, a dinâmica socioeconômica de mulheres guineenses, que ora como bideras (vendedoras de feira oficiais), fassiduris di bida (mulheres que fazem a vida vendendo), ora como sumiaduris (vendedoras que têm hortas) e bindiduris (vendedoras no geral), estão em movimento com mercadorias desempenhando papéis ativos nas três principais feras locais: Bande, Caracol e Bairro Militar, todas na cidade de Bissau, capital da Guiné-Bissau, antes, durante e após a pandemia. O estudo é resultado de uma pesquisa de natureza etnográfica, cujo processo metodológico combinou pesquisa etnográfica online e trabalho de campo presencial. Para isso, utilizaram-se narrativas orais provenientes de plataformas digitais, como redes sociais, através de mensagens e áudios compartilhados com mindjeris di fera (mulheres de feira). Durante o período de pesquisa, os principais métodos de trabalho etnográfico incluíram conversas informais, transcrição e análise posterior dos dados. Essas últimas etapas ocorreram na cidade de Bissau, com o foco nas bideras e fassiduris di bida. A análise centrou-se na problematização das relações de gênero e trabalho e como elas foram afetadas pela pandemia. Os resultados indicam que as minhas interlocutoras de pesquisa são responsáveis pela organização de uma grande parte da subsistência material e simbólica no país, coisa que foi evidenciada e acentuada durante a emergência da pandemia de COVID-19.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Curt Nimuendajú e as narrativas míticas tembé: Revisitando uma produção etnográfica(Universidade Federal do Pará, 2022-07-04) SANTOS, Glaucia Silva dos; MORAES JÚNIOR, Manoel Ribeiro de; http://lattes.cnpq.br/2429279552706202; https://orcid.org/0000-0001-6986-7671Revisitar uma etnografia de Curt Nimuendajú, que integra um repertório de narrativas míticas do grupo indígena Tembé Tenetehara, constitui a base de investigação desta dissertação. O etnógrafo Curt Nimuendajú, alemão que migrou para o Brasil em 1903 e se tornou, ao longo de quarenta anos, um exímio conhecedor de grupos indígenas, publicou em 1915 na Zeitschrift für Ethnologie o texto Sagen der Tembé-Indianer (Pará und Maranhão) no qual reuni dez narrativas míticas dos Tembé Tenetehara. Desse modo, a presente dissertação propôs saber sobre o contexto e as orientações metodológicas que permitiram a produção de tal etnografia naquele início do século XX. Assim, a pesquisa seguiu uma perspectiva biográfica de Curt Nimuendajú, que ajudou visualizar o percurso de sua formação inicial no campo de estudo sobre populações indígenas, permitindo saber o contexto do encontro etnográfico com os Tembé Tenetehara em dois momentos, sendo o primeiro nas mediações das políticas indigenistas do SPILTN, na região do Rio Gurupi, e o segundo nas dependências da missão religiosa dos capuchinhos lombardos no município paraense de Igarapé-Açú. Em ambos os contextos a agenda etnográfica de Nimuendajú se concentrou no conhecimento da língua e da cosmologia Tembé, empreendimentos de pesquisa que estavam alinhados com as orientações da etnologia alemã, em voga na época, pela via da etnografia de salvamento, que ele conheceu a partir dos trabalhos dos americanistas alemães que se encontram referendados em suas etnografias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) "Entre costuras e brechas da embarcação": habilidades técnicas dos calafates navais da Amazônia Costeira (Bragança, PA)(Universidade Federal do Pará, 2024-07-17) MIRANDA, Adrielle Regina Ferreira; BARBOZA, Roberta Sá Leitão; http://lattes.cnpq.br/9331256487699477; https://orcid.org/0000-0003-2367-553X; BARBOZA, Myrian Sá Leitão; http://lattes.cnpq.br/4827055067722362; https://orcid.org/0000-0002-6712-7386; PIRES, Yomara Pinheiro; NOGUEIRA, Simone Soares; http://lattes.cnpq.br/5304797342599931; http://lattes.cnpq.br/5924156571404023; https://orcid.org/0000-0001-7724-6082A construção de embarcações tradicionais na Amazônia representa uma tradição histórica de grande importância, sendo a calafetagem uma etapa crucial para garantir a flutuabilidade e segurança das embarcações de madeira. Bragança, no estado do Pará, destaca-se como um importante centro de construção naval artesanal na Amazônia e representa um dos principais pólos pesqueiros que impulsionam a construção e manutenção dessas embarcações. Este estudo pioneiro visa compreender as habilidades corporais e gestuais e os processos envolvidos na atividade de calafetagem em Bragança. Para alcançar esse propósito, utilizei metodologias das ciências sociais, como etnografia e observação participante, além das minhas memórias, experiência pessoal e familiar junto aos calafates da minha família. Os calafates se reconhecem como responsáveis pela segurança da embarcação contra a entrada de água, devido às condições marítimas adversas durante a navegação. Suas atividades vão além da calafetagem, propriamente dita, incluindo também a pintura da embarcação. O engajamento dos calafates no processo de calafetagem envolve observações atentas, experimentações, habilidades técnicas sobre as os barcos, madeiras, os produtos, as ferramentas de trabalho. Existe uma diferenciação entre os diversos níveis de habilidades o que resulta na categorização de aprendizes, ajudantes e profissionais. O domínio dos processos, das ferramentas e, principalmente, o reconhecimento pelos calafates profissionais determinam a passagem de categoria. Os calafates são responsáveis pelas etapas de estopamento, emassamento e a pintura da embarcação, que requerem habilidade, sensibilidade tátil e percepção apurada dos calafates. O trabalho do calafate requer bastante atenção e cuidados para evitar acidentes devido às insalubridades inerentes da atividade. Nesse sentido, o calafate, através de seus gestos habilidosos, corporalidades próprias, conecta gerações, preserva tradições e ao mesmo tempo adapta os conhecimentos às demandas atuais da modernidade. Cada toque e movimento se converte em maestria, culminando no fabrico e na manutenção de embarcações que transcendem gerações, uma verdadeira manifestação do entrelaçamento entre habilidade técnica, corporalidade e história.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A escola da Vila da Paz: um ensaio etnográfico(Universidade Federal do Pará, 2003-03-25) OLIVEIRA, Mara Rita Duarte de; SOUZA, Orlando Nobre Bezerra de; http://lattes.cnpq.br/8567141884452588No trabalho, Escola rural da Vila da Paz: um ensaio etnográfico. Discutiremos a execução do Programa Escola Ativa, nas escolas rurais do município de Rondon do Pará, onde teremos como foco central a escola M.E.F. Vasco da Gama, localizada na comunidade rural da Vila da Paz. No transcruso deste estudo, levantaremos questões acerca da contribuição de tal programa para a melhoria do processo ensino-aprendizagem dos alunos e alunas e para a mudança das práticas pedagógicas das professoras. ao mesmo tempo, abordaremos a participação da comunidade local no desenvolvimento das diretrizes propostas, ressaltando a importância da relação escola e comunidade. Para aprofundarmos a análise dessa temática apresentaremos, inicialmente de forma analítica, os programs oficiais de 1930 a 1990 recorrendo à legislação educacional vigente, para assim compreendermos o contexto atual em que está inserida a educação do campo. Para isso também se faz necessário uma incursão dentro dos projetos educacionais dos movimentos sociais ligados à luta no campoArtigo de Evento Acesso aberto (Open Access) Uma etnografia sensorial do fazer a feira na feira do Guamá(Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, 2019-06) CASTRO, Marina Ramos Neves deEste trabalho parte de uma etnografia realizada em uma feira em Belém, entre 2011 e 2018. Buscamos transitar no campo de diálogo entre Comunicação e Antropologia, explorando a proposição uma “etnografia sensorial” (PINK, 2009; 2010) e a discussão sobre a partilha do sensível feita por Laplantine (2007); Caune (2014) e Le Breton (2016a; 2016b; 2017) para compreender as formas sociais (SIMMEL, 2013) do gosto no espaço pesquisado. Na empreitada ressaltamos as implicações das experiências sensoriais vivenciadas no fazer a feira através das interações lá vivenciadas; como estas constroem certa estética, certa maneira de estar-junto que reverbera-se na quotidianidade do fazer a feira.Tese Acesso aberto (Open Access) “Eu rezo e tomo meus banhos de ervas” narrativas ribeirinhas de padecimento e cuidado em saúde mental na Ilha do Combu – Belém/ Pará(Universidade Federal do Pará, 2024-08-28) SANTOS, Cinthia de Castro; BELLOC, Márcio Mariath; http://lattes.cnpq.br/1570092596184654; https://orcid.org/0000-0003-0928-7557Esta tese de doutorado em psicologia parte do interesse em compreender os processos de interação envolvidos nas experiências de padecimento e cuidado em saúde mental, de comunidades ribeirinhas na Ilha do Combu, situada na cidade de Belém do Pará, que constroem o repertório de narrativas dos modelos explicativos de padecimento e cuidado. Quando o padecimento é olhado apenas pelo lado biológico, quando não há o reconhecimento dos significados de forma ampla para o usuário e seus familiares, há uma interferência no reconhecimento de problemas que podem ser perturbadores, mas potencialmente tratáveis no modo de vida do usuário. O padecimento é polissêmico, as experiências são variadas e por isso vale à pena examinar cada um dos sentidos, tanto em uma perspectiva clínica como também antropológica. Assim ,a interpretação do que é o adoecimento também pode contribuir para uma um trabalho mais efetivo de cuidado dentro de uma lógica territorial. Em concordância com os pressupostos da antropologia médica optou-se por usar o termo “padecimento”, pois fazemos referência à compreensão e experiência popular sobre doença e/ou sofrimento, tal qual nos aponta a definição de illness. Outro conceito que também uitlizaremos ao longo do trabalho é o de modelos explicativos, entendidos pelas formas como se entende científica e popularmente um processo de saúde/adoecimento/atenção, incluindo as formas de prevenção, tratamento, controle, alívio ou cura de uma determinada condição. O trabalho dá visibilidade às formas de entendimento, explicação e cuidado das questões relacionadas à saúde mental dessa comunidade, e e pelas narrativas da própria comunidade e da observação participante, busca conhecer como estas compreensões foram construídas. Conhecer o que está posto e adentrar no campo do não posto. Assim, o estudo inicia por uma pergunta: como se dão os processos que decorrem da experiência de padecimento e cuidado em saúde mental destas comunidades ribeirinhas? Reconhecer e permitir a mediação entre os saberes técnicos, populares e tradicionais nos ajuda na compreensão dos itinerários terapêuticos percorridos por uma determinada população. A etnografia que nos convocou a uma imersão no campo da pesquisa, a vivenciar o campo e estar junto aos sujeitos da pesquisa, estabelecer uma relação com os sujeitos para que possibilitássemos o protagonismo destes no processo. Como resultados desse estudo identificamos que os modelos de padecimento e as práticas de autocuidado em saúde mental da comunidade riberinha foram construídos a partir de experiências pessoais e de grupo que foram passados de geração em geração de famílias de origens quilombolas e indigenas, além das praticas biomedicas. Os efeitos de encantamentos também estão presentes e as narrativas são atravessadas pelo saber da instituição psiquiatria, havendo uma dupla possibilidade de explicar o padecimento localizado entre a loucura e misticismo, além de uma altiva influência das religiões neopentecostais nas narrativas de padecimento e autocuidado. Seria uma narrativa que se repete e se reconta sobre a colonização da história de vida das comunidades tradicionais deste território? Propomos com isto uma reflexão sobre a interveniência sobre os modelos explicativos ribeirinhos efetivada tanto pelo modelo biomédico hegemônico quanto por práticas religiosas cristãs neopentecostais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Guardiães de saberes quilombolas da Amazônia brasileira: relações entre mulheres, território, memórias e plantas no Médio Itacuruçá(Universidade Federal do Pará, 2024-12-17) CARVALHO, Silviane Couto de; CARDOSO, Denise Machado; http://lattes.cnpq.br/2685857306168366Esta dissertação posiciona-se no estudo das relações que as mulheres da comunidade quilombola Igarapé São João no Médio Itacuruçá, estabelecem com as plantas e ervas por elas cultivadas. Volto-me para os conhecimentos, práticas e cosmovisões advindas historicamente do manejo e cultivo de uma diversidade de espécies de plantas e árvores frutíferas, ervas medicinais, raízes, cascas de árvores, hortaliças e verduras. Produção que fomenta a economia local e municipal, além de configurar-se como fonte de abastecimento alimentar e formas distintas de uso pelas famílias nesta comunidade. O lugar de estudo onde realizei a pesquisa etnográfica é a comunidade ribeirinha e quilombola de Igarapé São João, no Médio Itacuruçá, está situada no município de Abaetetuba, na região das ilhas, área rural no estado do Pará, Amazônia, região norte do Brasil. A etnografia é um dos caminhos da pesquisa qualitativa por compreender o estudo a partir da observação direta das práticas costumeiras de viver de um grupo particular de pessoas (Mattos, 2011). Assim, utilizei a observação participante, a etnobiografia (Gonçalves, 2012) e a escrevivência (Evaristo, 2020), com vistas a captar a experiência vivida pelas interlocutoras desta pesquisa. Entre adoecimentos, observação dos quintais, relatos sobre remédios caseiros e plantas, além de minhas lembranças de infância, experiências e convivência na comunidade quilombola do Médio Itacuruçá, percebi a diversidade de conhecimentos adquiridos e transmitidos pelas mulheres. Em face a uma crise ambiental global e o enfrentamento de conflitos ambientais (monocultivo de dendê e pecuária), o sistema de agrofloresta utilizado pelas populações tradicionais, aqui destaca-se ribeirinha e quilombola é de suma importância para a manutenção da vida e da biod iversidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Hospital D. Luiz I da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará como documento/monumento(Universidade Federal do Pará, 2015-04-16) FIGUEIREDO, Cibelly Alessandra Rodrigues; MIRANDA, Cybelle Salvador; http://lattes.cnpq.br/3254198738703536Esta pesquisa apresenta o edifício-sede do Hospital D. Luiz I da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará, construído em 1877 ao Norte do Brasil, na cidade de Belém, como bem cultural, material e imaterial e como suporte de memória e de identidade dos imigrantes portugueses que aportaram em Belém do Pará. As relações existentes entre a arquitetura do Hospital e as linguagens do Classicismo Imperial Brasileiro e do Classicismo à Brasileira em Portugal, são evidenciadas, através de diálogos transcontinentais e recíprocos existentes entre as duas Nações. A etnografia, sob um olhar antropológico na malha das relações urbanas, foi utilizada como ferramenta de abordagem e de obtenção de dados que proporcionaram o reconhecimento do edifício-sede como patrimônio histórico, arquitetônico e cultural da história da saúde no Norte do Brasil. A memória como espaço arrebatador de lembranças e esquecimentos foi usada como suporte ao estudo e como viés de entendimento da História. O valor patrimonial atrelado ao objeto do estudo é evidenciado através de suas perspectivas históricas, arquitetônicas e culturais. Assim sendo, essa dissertação, em ótica conclusiva, demonstra os fatores, as evidências e os traços arquitetônicos e culturais que ratificam a caracterização do Hospital D. Luiz I como “Documento Monumento”.Tese Acesso aberto (Open Access) José Veríssimo: seus anos de formação (1877-1891)(Universidade Federal do Pará, 2021-08-30) SILVA, Aline Costa da; PRESSLER, Gunter Karl; http://lattes.cnpq.br/0100053541433805A tese “José Veríssimo: Seus anos de formação (1877 a 1891)”, reflete a respeito da produção intelectual deste pensador amazônico em seus anos paraenses, de 1877 a 1891. Tem como objetivo a compreensão do pensamento do crítico — de como apresenta e inclui a Amazônia no cenário intelectual da época, a partir das temáticas etnográficas, literárias e educacionais iniciadas na imprensa belenense e que culminaram em obras que marcaram as primeiras manifestações de seu pensamento. Com método de pesquisa qualitativa de caráter bibliográfico, a tese baseou-se em estudos da hermenêutica de Friedrich Schleiermacher (1999), da estética da recepção de Hans Robert Jauss (1979), da paratextualidade apresentada por Gerard Genette (1982), da história do livro de Roger Laufer (1980[1972]) e Robert Darnton (1995), dos estudos narratológicos de Wolf Schmid (2010) e da recepção de textos pragmáticos de Karlheinz Stierle (1979). No que tange à recepção da antologia de José Veríssimo, considerou-se, a título de ilustração, a leitura de Franklin Távora (1883), Silvio Romero (1980), Machado de Assis (1899), Francisco Prisco (1937), João Alexandre Barbosa (1974) e Felipe Tavares de Moraes (2018). A análise dos dados elucidou que nas três temáticas em que o intelectual obidense transitou — Etnográfica, Literária e Educacional — o referido crítico trouxe ao debate questões da cultura popular, da política, da arte, da mulher, da mestiçagem, do indígena, do negro, da classe operária, da religião, da habitação, da linguagem, do folclore, da economia, entre outras, apresentando, como um pensador amazônico, uma necessidade de representação e interesse pela construção de um projeto intelectual nacional. Percebeu-se, por sua vez, que a recepção das produções se organiza em diversos campos de conhecimento, por meio dos quais os leitores atualizam as obras e buscam compreender as raízes históricas do país e a formação da linguagem crítica do autor de Cenas da Vida Amazônica.Artigo de Evento Acesso aberto (Open Access) O Lugar do patrimônio cultural contemporâneo: conceito e realidade a partir de uma visão amazônica(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 2011-11) NASCIMENTO, Claudia Helena CamposEste artigo pretende discutir sobre o patrimônio cultural e seu Lugar, em seus aspectos físico e simbólico, e a “invisibilidade” de seus elementos, através de dois exercícios de etnografia: num sítio rural do município de Bujaru/PA e uma situação urbana em Belém/PA. Ambos têm elementos materiais relevantes para preservar: na comunidade rural (Santana do Bujaru) tem uma igreja bi-centenária e, na cidade de Belém, mais de uma centena de objetos escultóricos situados em espaços públicos. A análise pretende caracterizar o “locus” do patrimônio cultural como Lugar de Memória (Pierre Nora) e Não-Lugar (Marc Augé), com a intenção de entender como estes conceitos são importantes para compreender o patrimônio cultural na sociedade contemporânea e quais os elementos que fizeram a invisibilidade um sintoma do Modernismo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O que é meu ninguém tasca!: estudo antroplógico com moradores do Carmelândia / Belém-PA e a regularização da casa própria(Universidade Federal do Pará, 2025-07-22) PIMENTA, Artemisa Ferreira; DANTAS, Luísa Maria Silva; http://lattes.cnpq.br/1573989294603242; SILVEIRA, Flávio Leonel Abreu da; http://lattes.cnpq.br/2563255308649361; https://orcid.org/0000-0002-0223-9264Nesta dissertação partilho reflexões sobre a política pública de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social - REURB-S, baseada em pesquisa realizada com beneficiários do Conjunto Carmelândia, em Belém, no Pará. O trabalho possui abordagem etnográfica, estabelecendo diálogo com autores das áreas da antropologia urbana e da antropologia da política e com a realização de uma etnografia de documentos e de rua. O trabalho de campo foi realizado em março de 2023, quando frequentei o conjunto Carmelândia, a pesquisa foi construída com a participação de vários interlocutores, os principais optei por apresentar com nomes fictícios, os outros decidi não nomear, como forma de preservá-los. O interesse pela temática surgiu a partir da minha experiência profissional na Companhia de Desenvolvimento e Administração da Área Metropolitana de Belém - Codem e atuação na regularização dos imóveis do Conjunto Carmelândia. Neste estudo, pretendo compreender os significados da regularização na vida dos moradores, a partir da perspectiva de pessoas que foram beneficiadas por este processo, apresentar um banco de dados com a sistematização das informações socioeconômicas dos residentes da área, bem como refletir sobre as contradições do processo de implementação da política urbana de habitação. Os resultados da pesquisa indicam que os moradores do Carmelândia têm memórias associadas ao local e ao tempo de habitação com suas vivências conectadas ao lugar onde moram. A regularização dos imóveis proporcionou-lhes segurança jurídica e simbólica, garantindo que não serão forçados a sair de suas casas. Além disso, ao traçar o perfil socioeconômico das famílias, constatei que a população desta área apresenta baixos níveis de escolaridade, rendimentos familiares parcos e muitos dependem de programas sociais. Vários imóveis têm utilização mista, com uso residencial e econômico, sendo utilizados para complemento de rendimento. O conjunto foi a primeira área em Belém, de propriedade de um particular, a ter os imóveis regularizados, através do instrumento de legitimação fundiária. Os moradores atualmente e com a regularização de suas casas possuem estabilidade habitacional, além disso, por residirem há muitos anos no local, possuem um forte vínculo com a área.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) O ofício de benzer como produção de conhecimento no município de Tracuateua – PA – Amazônia – Brasil(Universidade Federal do Pará, 2021-03) VILLACORTA, Gisela Macambira; CASTRO, Rita Cassia de QuadrosO ofício de benzer consiste em uma prática cultural do saber popular do Município de Tracuateua/PA relacionada à cura religiosa. Além dos seus aspectos espirituais intrínsecos, o benzimento é uma importante fonte de produção de conhecimento daquela comunidade, em que pese à desvalorização de sua prática em relação ao saber científico. Pensando nessa temática, este trabalho objetivou, mediante estudo etnográfico, analisar a epistemologia da benzeção, a partir do saber popular e de práticas de cura, partindo do conceito da educação da atenção proposto por Tim Ingold. Busca-se relatar os impactos da sobreposição do saber científico sobre outros saberes, identificar as razões da desvalorização das práticas de benzimento e sinalizar a importância de diálogos entre saberes e da valorização do conhecimento, independentemente de sua origem. A partir desta análise epistemológica, almeja-se subsidiar políticas públicas para a valorização dos saberes e das práticas culturais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O ofício de benzer como produção de conhecimento: etnografando práticas de benzeção do município de Tracuateua – PA – Amazônia – Brasil(Universidade Federal do Pará, 2020-08-31) CASTRO, Rita de Cássia de Quadros; VILLACORTA, Gisela Macambira; http://lattes.cnpq.br/4673875521234184O ofício de benzer consiste em uma prática cultural do saber popular do Município de Tracuateua/PA relacionada à cura religiosa. Além dos seus aspectos espirituais intrínsecos, o benzimento é uma importante fonte de produção de conhecimento daquela comunidade, em que pese a desvalorização de sua prática em relação ao saber científico. Pensando nessa temática, este trabalho objetivou, mediante estudo etnográfico, analisar a epistemologia da benzeção, a partir do saber popular e de práticas de cura, partindo do conceito da educação da atenção proposto por Tim Ingold. Busca-se relatar os impactos da sobreposição do saber científico sobre outros saberes, identificar as razões da desvalorização das práticas de benzimento e sinalizar a importância de diálogos entre saberes e da valorização do conhecimento, independentemente de sua origem. A partir desta análise epistemológica, almeja-se subsidiar políticas públicas para a valorização dos saberes e das práticas culturais.Tese Acesso aberto (Open Access) Peixe frito, Santos e Batuques: Bruno de Menezes em experiências etnográficas(Universidade Federal do Pará, 2018-04-06) WANZELER, Rodrigo de Souza; PACHECO, Agenor Sarraf; http://lattes.cnpq.br/5839293025434267Nesta tese empreendo um estudo que intenta, primordialmente, apresentar uma outra chave de leitura para a produção intelectual de Bruno de Menezes (1893-1963), o qual obteve destaque no cenário cultural amazônico como um grande literato. Assim, procuro reconstituir importantes aspectos de sua trajetória de vida, destaco representações do cotidiano da cidade de Belém advindas de suas experiências sociopolíticas e focalizo a diversidade e a pluralidade de vozes, provenientes da interculturalidade latente na Belém da primeira metade do século XX. Neste exercício, exploro o viés etnográfico em algumas de suas principais composições, linha interpretativa escolhida para ressignificar os estudos sobre o literato negro. Para alcançar o objetivo central da investigação, em outras palavras, a tese que costura o trabalho, algumas questões fizeram-se norte: Que experiências etnográficas conformam as trajetórias de vida de Bruno de Menezes? Como o intelectual percebia a si e aos outros em suas escrituras? Em que condições e circuitos o literato realizou pesquisas e produziu escritos sobre a dinâmica cultural em cenários paraenses da Amazônia? Por fim, qual a importância de Bruno enquanto um pensador social para o contexto amazônico na primeira metade do século XX? A formulação e compreensão destas questões estão ancoradas no cruzamento teórico-metodológico de um saber-fazer etnográfico que se alinhava nas conexões da Antropologia com a Literatura e o Folclore, os Estudos Culturais, Pós-Coloniais e a História Oral e se verticaliza num campo em que obras literárias, pesquisas de cunho folclórico, fotografias e relatos orais reconstituem evidências de e sobre o escritor em tela. Frente ao exposto, divido o texto acadêmico em duas partes: na primeira, trato dos vários percursos traçados por Bruno ao longo de sua existência e enfatizo as redes estabelecidas, as quais contribuíram para a formação de seu fazer-se e repertório crítico. Na segunda parte, abordo três produções de Bruno de Menezes – Boi Bumba: auto popular; São Benedito da Praia: Folclore do Ver-o-Peso e Batuque. A intenção é reconstituir e analisar a experiência etnográfica dessas composições literárias e ousar incluir o negro jurunense no rol dos grandes pensadores acerca da cultura na Amazônia, indo, dessa forma, para além do aspecto literário, faceta pela qual Bruno é deveras reconhecido. Assim, penso que a partir de todo cabedal epistemológico no qual a tese se ampara, outro Bruno de Menezes é descortinado, o esteta da palavra é também um etnógrafo da Amazônia paraense.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Restauração de paisagens culturais: cosmovisão das populações indígenas e áreas prioritárias para restauração florestal no Mosaico Gurupi(Universidade Federal do Pará, 2021-09-24) MIRANDA, Magda Valéria Corrêa; FORLINE, Louis Carlos; http://lattes.cnpq.br/2964073071859917; https://orcid.org/0000-0002-9790-0982; MARTINS, Marlúcia Bonifácio; http://lattes.cnpq.br/8882047165338427; https://orcid.org/0000-0003-4171-909XEnquanto a destruição da floresta acarreta prejuízos da maior ordem possível, por outro lado a restauração deste espaço proporciona o restabelecimento das conexões entre os seres e realiza profundo resgate cultural. Portanto o presente estudo tem por objetivo central analisar as conexões estabelecidas entre a modelagem executada para a priorização de áreas para a restauração e suas ressignificações locais em termos de territorialidade indígena e vulnerabilidade cultural, evidenciando assim o lado social da restauração. A área de estudo (13.000.032,79 ha) foi delimitada no entorno de região do “Mosaico Gurupi” (1.799.639,32 ha), o principal remanescente contínuo de floresta da Área de Endemismo Belém (AEB), entre os estados do Pará e Maranhão. Esta pesquisa considerou elementos etnográficos das populações indígenas que habitam nesta região (Awa Guajá, Ka’apor, Tembé e Guajajara) além de critérios ecológicos e sociais, que foram analisados por meio de modelagem multicritérios utilizando a técnica de Processo Analítico Hierárquico (AHP) como subsídio à definição de áreas prioritárias para a restauração. Foram levantadas ainda percepções indígenas com traduções nas línguas indígenas das etnias participantes sobre alguns termos recorrentes nesta temática. A maioria das áreas protegidas apresentaram áreas de altíssima prioridade em múltiplos cenários, aumentando a probabilidade de regeneração natural. Não há área de altíssima prioridade coincidente aos três cenários, o que representaria a maior chance possível de sucesso de restauração para a área de estudo, pois atenderia conjuntamente diferentes objetivos de restauração. Na área de estudo, 17.354,07 ha foram classificados como de altíssima demanda ecológica por restauração somado a altíssima probabilidade de regeneração natural (Cenários 1 e 2), e nesta mesma região 4,77 ha foram classificados como de altíssima probabilidade de regeneração natural e altíssimo benefício cultural (Cenários 2 e 3). Até 2019 a área de estudo como um todo apresentava 9.536.772,37 ha (73,33 %) de sua área desmatada (passível de restauração) e o Mosaico Gurupi apresentava 357.462,8 ha (19,86 %) desmatados, o que demonstra a grande necessidade de restauração na região. Recomenda-se portanto iniciar a restauração pelas áreas de altíssima prioridade em termos de benefícios culturais no Mosaico Gurupi onde a probabilidade de regeneração natural é maior e onde a principal parte interessada que é a população indígena está comprometida com a restauração, podendo esta atividade posteriormente alcançar maiores escalas e envolver outros agentes.Tese Acesso aberto (Open Access) A “Senhora do reino encantado de Guimarães” e suas contemporâneas: Antropologia e Literatura na trajetória da escrita feminina negra na Amazônia do entresséculos XIX e XX(Universidade Federal do Pará, 2022-04-08) TRINDADE, Maria de Nazaré Barreto; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684; https://orcid.org/0000-0002-7509-3884A tese A “Senhora do Reino Encantado de Guimarães” e suas contemporâneas: Antropologia E Literatura na Trajetória da Escrita Feminina Negra na Amazônia do entresséculos XIX e XX pretende reconstruir etnograficamente a trajetória literária, social e política de vozes femininas e negras na literatura produzida no Brasil e, especialmente na Amazônia no entresséculos XIX e XX. Produzir uma teia de relações onde a multivocalidade, ou seja, as múltiplas vozes sejam evidenciadas e, essencialmente, as vozes silenciadas por uma sociedade que se construiu sobre o tripé do preconceito- racismo- discriminação social. Por meio do diálogo entre a antropologia e a literatura e usando a etnografia enquanto concepção teórico- metodológica que fundamenta uma espécie de “arqueologia” do conhecimento acerca das mulheres que escrevem e escreveram e cujos textos ficaram à sombra da historiografia literária. Penso que essas questões são relevantes nesse contexto de intensificação das discussões em torno da construção de novas relações de poder e da democratização do acesso aos bens culturais no Brasil. Assim, encaramos a literatura também como campo de poder, espaço construído histórica e socialmente, onde as publicações e o acesso foram controlados por homens, brancos e de classes sociais privilegiadas. A tese rastreia algumas dessas autoras, cujos nomes sofreram em determinados momentos apagamento dos registros oficiais, mas sua escrita permanece registrada seja em folhetins, em publicações avulsas, em periódicos, em livros já publicados. Levarei em conta suas subjetividades, o riscado de suas existências no mundo, ou como bem aponta Evaristo, suas escritas de vida- ou escrevivências, portanto são para mim sujeitas, das quais a tese compila e analisa um pouco da trajetória de vida e da produção literária. Algumas autoras e autores foram meus companheiros nessa incursão, entre eles, cito: Lélia Gonzalez, Conceição Evaristo, Ângela Davis, bell hooks, Michele Perrot, Regina Dalcastagnè, Vicente Salles, Abdias do Nascimento, José Veríssimo, Aimé Cesairé, Frantz Fanon, George Balandier, Goldman, Pierre Bourdieu, J. Clifford entre outros.
