Navegando por Assunto "Etnocenologia"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Artes carnavalescas: processos criativos de uma carnavalesca em Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2012-06-19) PALHETA, Cláudia Suely dos Anjos; RODRIGUES, Carmem Izabel; http://lattes.cnpq.br/5924616509771424; LIMA, Wladilene de Sousa; http://lattes.cnpq.br/4769018199137074Este trabalho apresenta como artes carnavalescas as expressões e representações artísticas presentes em ateliês e barracões das escolas de samba durante a produção de um desfile carnavalesco, incluindo textos de sinopses de enredo, letras de sambas-enredo, desenhos, fantasias e alegorias. Trata-se de um estudo realizado a partir de minhas ações como carnavalesca em três escolas de samba de Belém: Academia de Samba Jurunense, em 2005; Grêmio Recreativo Deixa Falar, em 2006, 2007, 2008 e 2009 e Associação Carnavalesca Bole-Bole, nos anos de 2010 e 2011. A partir do registro de memórias, experiências e observações, elaboro uma auto-etnografia de meus processos criativos, ao mesmo tempo em que busco contribuir para uma etnografia dos processos criativos do carnaval paraense.Tese Acesso aberto (Open Access) A caminhada como modo de existir na Festa de São Marçal: poéticas moventes, espetacularidades e geração de outros mundos possíveis em São Luís/MA(Universidade Federal do Pará, 2022-01-31) FONSÊCA, Danielle de Jesus de Souza; ALMEIDA, Ivone Maria Xavier de Amorim; http://lattes.cnpq.br/5012937201849414Esta escritura incursiona a respeito dos modos de existência experimentados pelos corpos brincantes que caminham na Festa de São Marçal, em São Luís, capital maranhense. A festa, também conhecida como Encontro de Bois de Matraca, acontece anualmente no dia 30 de junho, dia de São Marçal, no bairro do João Paulo. Com base nesse contexto festivo e caminhante, a pesquisa mira por outros modos de fazer e dizer epistêmicos, atentos às sapiências das ruas (SIMAS, 2019) em meio às invenções produzidas pelos grupos de Bumba meu boi. Nisso, elaborei giros, redemoinhos, cruzos e ruminações, gerando a proposição metodológica da etnocaminhada, noção que tem proximidade epistêmica e afetiva com a motriz de pensamento da etnocenologia (SANTA BRÍGIDA, 2016, 2015; BIÃO, 2009, 2007). É pela etnocaminhada que percebo a força dos processos estéticos, devotivos, ritualísticos, poéticos e políticos nutridos na Festa de São Marçal, sobretudo do corpo brincante em seus movimentos e gestualidades assentadas no tempo espiralar (MARTINS, 2021). Além disso, a etnocaminhada fez emergir, como acontecimento metodológico, meu estado de caminhante etno-pesquisadora, que é quando caminho na imersão festiva com o desejo intenso pelas encruzilhadas, dobras, frestas e bordas do fenômeno espetacular e pelos encontros gerados a partir do estar-junto coletivamente (MAFFESOLI, 2014; 1998). O estudo busca ainda conhecer as táticas elaboradas (DE CERTEAU, 1994) pelos homens lentos (SANTOS, 1996) e suas corpografias geradas (JACQUES E BRITTO, 2006) na ambiência urbana e caminhante de São Marçal, como experiência festiva geradora de microrresistências. O contexto pandêmico e as novas configurações do festejar também movimentaram esta investigação, que versa acerca da inventividade empregada e do alargamento no modelo festivo, profundamente afetando pela pandemia. Portanto, a pesquisa objetiva compreender como a caminhada ativa modos inventivos de existir, transformando a paisagem festiva de São Marçal num espaço – físico e virtual – de trocas afetivas, criação nômade e geração de outros mundos possíveis (KRENAK, 2019; ROLNIK, 2019).Tese Acesso aberto (Open Access) A encruzilhada de Zé Pelintra com três Mestres-Salas paraenses: por uma ancestralidade artística(Universidade Federal do Pará, 2024-02-26) GONÇALVES, Arianne Roberta Pimentel; SANTA BRÍGIDA JÚNIOR, Miguel de; http://lattes.cnpq.br/6889411521648199Esta pesquisa versa sobre a instauração poética da noção de Ancestralidade Artística assentada pelas dimensões encruzas entre Zé Pelintra – o grande ancestral malandro da Umbanda – e o Mestre-sala, emblemático artista do carnaval brasileiro de escola de samba, na relação mítica, sagrada e artística da espetacularidade ancestral do samba. É uma pesquisa-encruzilhada de construção epistemológica afrocentrada e de guerrilha decolonial que propõe desconstruções de perspectivas emolduradas e hierarquizadas estabelecidas ao corpo. Exu é o grande ancestral epistemológico, força transgressora e movente, a encruzilhada enquanto motriz de atravessamentos e a malandragem enquanto filosofia e poética dos homens-malandros pesquisados. Zé Pelintra e Mestre-sala são corpos encantados, homens da rua, do terreiro, do samba, assim denominados pela observação das diversas e profundas relações destes espaços-territórios em suas poéticas. A pesquisa apresenta uma iconografia própria, com símbolos e significados específicos atrelados aos fundamentos da Escrita Sagrada da Umbanda, os pontos riscados, e do riscado dançado dos mestres-salas Nando Elegância, Bené Brito e Fábio de Cássio, três “entidades”, negros, afro-religiosos, célebres mestres-salas do carnaval paraense, sujeitos-protagonistas da pesquisa que evidenciam a espetacularidade do riscado na Amazônia. A Metodologia-Etno-Encruza é uma instauração autoral da pesquisa, assentada pelo processo de escuta sensível do fenômeno, sustentada pela Etnocenologia, principal base teórico-metodológica e pelas imersões ancestres e criações artísticas da pesquisadora exuística enquanto mulher, mãe-artista-porta-bandeira.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fazendo a pele no auto do círio: processos criativos da maquiagem da comissão de frente(Universidade Federal do Pará, 2019-06-27) VASCONCELOS, Iam Nascimento; SANTA BRÍGIDA JÚNIOR, Miguel de; http://lattes.cnpq.br/6889411521648199Esta pesquisa busca compreender os processos criativos da maquiagem da Comissão de Frente revelados na espetacularidade deste fenômeno cênico de dimensões singulares como cortejo dramático, a partir do olhar de artista-pesquisador-participante do Auto do Círio. Fundamentado teórico-metodologicamente na Etnocenologia, enquanto Etnociência das Artes e formas de espetáculo, acolhemos como principais autores deste campo de conhecimento, Armindo Bião (2008), Jean-Marie Pradier (1995) para a abordagem de espetacularidade; teatralidade; matrizes culturais; matrizes estéticas e Michel Maffesoli para Comunidades Emocionais. No estudo do imaginário, Paes Loureiro (2010) em sua proposição de Conversão Semiótica como chave conceitual para a compreensão da poética da cultura amazônica. Para o enfoque dos Processos Criativos, Sônia Rangel (2015) e Philip Hallawell (2010). Como premissa etnocenológica dominante, privilegiamos nos procedimentos metodológicos as múltiplas vivências internas no fenômeno da pesquisa, dando relevância à sabedoria dos praticantes e suas trajetórias no espetáculo, por meio de registros fotográficos, vídeos do processo criativo de auto maquiagem e coreográfico, além de entrevistas semiestruturadas. Esses registros audiovisuais compõem um documentário intitulado Auto Etnodocumentário, indissociado desta reflexão, contribuindo, enquanto maquiador, para a construção de conhecimento que brota da complexidade e riqueza das práticas espetaculares de rua na Amazônia contemporânea.Tese Acesso aberto (Open Access) Formação de professores de dança: um estudo da etnocenologia a partir das narrativas dos egressos da Licenciatura em Dança do PARFOR/ETDUFPA(Universidade Federal do Pará, 2018-12-19) PEREIRA, Ricardo Augusto Gomes; PAIXÃO, Carlos JorgeEsta tese trata da formação do professor de dança, que se constitui como objeto de análise a partir das categorias “cultura popular” e “Etnocenologia”, no contexto do Programa de Formação de Professores da Educação Básica – PARFOR, realizado pela Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará – ETDUFPA, no curso de Licenciatura em Dança, entre 2011 e 2018. Problematiza as referidas temáticas no andamento do curso, cujos egressos são os sujeitos da pesquisa. Tem como objetivo analisar as evidências da cultura popular e da Etnocenologia nas narrativas dos egressos do curso de Licenciatura em Dança. Para isso, apega-se à Etnometodologia e à análise narrativa, a qual foi viabilizada através de conversas a fim de identificar o que atravessa as falas e as significações que os sujeitos atribuem à formação, à cultura popular e à Etnocenologia. Os resultados apontam que a formação do professor de dança no PARFOR aperfeiçoou 81 professores em cinco municípios (Castanhal, Capanema, Santarém, Marabá, Mãe do Rio), e que os reflexos dessa formação começaram a surtir efeitos, uma vez que, mesmo não tendo as condições objetivas para o ensino de Artes na linguagem da dança, o processo vivenciado durante o curso influenciou no trabalho dos professores, o qual tem na Etnocenologia um importante ente, já que se associa à cultura popular nas atividades escolares através do trabalho com o corpo e com o movimento na perspectiva artística e pedagógica. Mediante as narrativas dos ex-estudantes da Licenciatura em Dança, conclui que a formação do professor de dança tem evidenciado a Etnocenologia e a cultura popular por meio do trabalho dos egressos nas escolas; contudo, isso não é refletido teoricamente na fala desses sujeitos. Sobre o uso das narrativas, constata que foram reveladoras do trabalho pedagógico que esses profissionais vêm realizando nas escolas no interior do Pará.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Guarda-roupa encantado: espetacularidade das roupas de caboca do terreiro estandarte de Rei Sebastião, Outeiro - Pará(Universidade Federal do Pará, 2016-06-30) CASTRO, Otávia Feio; SANTA BRÍGIDA JÚNIOR, Miguel de; http://lattes.cnpq.br/6889411521648199Fundamentada na Etnocenologia em sua perspectiva transdisciplinar, esta pesquisa buscou compreender a espetacularidade das roupas utilizadas por Mariinha de Jesus Costa Feio, mãe-de-santo e zeladora do Terreiro Estandarte de Rei Sebastião, localizado na Ilha de Outeiro, no Pará. As roupas são vestidas em dias que se festeja as entidades cabocas do Tambor de Mina, Herondina e Maria Légua – chefa e contra-chefa da mãe-de-santo respectivamente – e que pertencem a uma categoria de encantados do panteão mineiro – conforme Luca (2010), os encantados são descritos como os que não passaram pela experiência da morte e fizeram morada em encantarias: matas, rios, entre outros ambientes. Para compreensão dessas roupas e vivência plena junto ao fenômeno pesquisado, valeu-se dos pressupostos da pesquisa etnográfica de Geertz (2014); o período de vivência no terreiro compreendeu de junho de 2015 a maio de 2016, no qual se vivenciou duas festas: da caboca Herondina em agosto e da caboca Maria Légua em dezembro. Esta pesquisa visa contribuir para os estudos etnocenológicos na Amazônia, tendo em vista a força e a tradição do Tambor de Mina no Pará. Destaca-se também a importância para os que trabalham com roupas em um contexto geral e mais especificamente aos figurinistas, pois durante as reflexões e escrita desta dissertação, assumi a proposição autoral da Figurinista-Etnocenológica, que necessita exercitar constantemente o olhar ontológico – no sentido elaborado por Paes Loureiro (2008). Exercício este que ajudou a compreender o caráter espetacular dessas roupas, que para sua feitura atendem especificidades previamente organizadas, sobressaindo o que a mãe-de-santo deste lugar diz sobre as suas cabocas e os mitos relacionados a Dona Herondina e Dona Maria Légua.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Lágrimas e cachaça: a espetacularidade do cortejo funebre do frete em São João do Abade, Curuça - PA(Universidade Federal do Pará, 2014-06-03) SALES, Valéria Fernanda Sousa; SANTA BRÍGIDA JÚNIOR, Miguel de; http://lattes.cnpq.br/6889411521648199; CAMARGO, Giselle Guilhon Antunes; http://lattes.cnpq.br/2551648142775344A presente pesquisa investigou, através da Etnocenologia como Práticas e Comportamentos Humanos Espetaculares Organizados-PCHEO, o cortejo fúnebre abadiense do Frete, identificando seus participantes, regras, simbologia e possível origem no Município de Curuçá-PA. Constituiu-se em um estudo qualitativo de cunho etnográfico, no qual a artista-pesquisadora-participante realizou entrevistas não estruturadas, pesquisa bibliográfica e documental, com registros fotográficos e fílmicos antes, durante e após o fenômeno. A investigação aponta a possível semelhança do Frete com o Funeral Barroco registrado em Curuçá no século XIX. À organização do funeral, veem-se características de uma irmandade reconfigurada no século XXI e a inauguração de um papel social, a Dona do Frete, que só existe na povoação São João do Abade. Objetivou-se contribuir para estudos da Etnocenologia compreendendo os elementos que compõem o fenômeno a partir dos seus praticantes, a relação do artista-pesquisador-participante que vive e reflete sobre o objeto investigado, a Espetacularidade e a compreensão do Frete como forma espetacular extracotidiana pertencente à tradição abadiense e à cultura curuçaense.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Lapidação criadora na joalheira contemporânea da Amazônia: processo criativo de um designer de joias(Universidade Federal do Pará, 2017-06-22) DUARTE, Jorge José Pereira; SANTA BRÍGIDA JÚNIOR, Miguel de; http://lattes.cnpq.br/6889411521648199Esta pesquisa investigou a partir da minha experiência como designer, o processo criativo de joias no Polo Joalheiro do Pará. A partir da noção de Lapidação Criadora, buscamos compreender os fatores de indução criativa que inspiram o ato de criação destes artefatos, partindo da pesquisa teórica integrada nas práticas artísticas do próprio autor, e do Trajeto Criativo, proposto pela artista-pesquisadora Sonia Rangel. Apresento uma reflexão baseada fundamentalmente em noções da Etnocenologia e Sociologia Compreensiva, refletindo sobre a função da joia no contexto contemporâneo. As aproximações dessas duas linhas teóricas vão além de autores em comum, como Michel Maffesoli e Renata Pitombo Cidreira: premissas como a atenção voltada para a complexidade social e suas relações com o indivíduo, e a importância da vivência e envolvimento do autor no fenômeno investigado. Ao observar os elementos formais presentes nas obras, foi possível aprofundar e discutir a Lapidação Criadora e suas Potências, relacionando-as com a Etnocenologia, (Jean Marie-Pradier, Armindo Bião e Miguel Santa Brigida), Estudos da Cultura, (João de Jesus Paes Loureiro), e Processos Criativos, (Sonia Rangel e Fayga Ostrower), voltadas para uma proposta de reflexão sobre a Lapidação Criadora no design de joia contemporâneo na Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Marcadores de quadrilhas juninas em Belém do Pará: uma rasgação de afetos, trajetos e espetacularidades(Universidade Federal do Pará, 2019-12-19) ESTEVAM, Romulo Sousa; SANTA BRÍGIDA JÚNIOR, Miguel de; http://lattes.cnpq.br/6889411521648199A pesquisa Marcadores de Quadrilhas Juninas em Belém do Pará: uma rasgação de afetos, trajetos e espetacularidades objetiva a investigação de três marcadores de quadrilhas juninas: Edson Neves da quadrilha Rosa Vermelha; Anderson do Rosário da quadrilha Reino de São João e Rai da quadrilha Roceiros da Barão. Para tanto me lanço como artista-pesquisador-participante pautado metodologicamente no campo da Etnocenologia, que se debruça em estudar as Práticas e Comportamentos Humanos Espetaculares Organizados – PCHEO (BIÃO, 2007). Na busca dessa compreensão fazemos um mergulho na cultura popular junina e convidamos autores para dançarem essa quadrilha com a gente, como Clifford Geertz (1989) e Canclini (1982) na grande roda de questões como identidade e cultura; nos processos criativos Sonia Rangel (2009), nas coreografias modernas Eleonora Leal (2011); no balancê etnocenológico as matrizes estéticas e culturais de Armindo Bião (2007), as comunidades emocionais de Maffesoli (1998) e a Espetacularidade de Dumas (2010). Como procedimento metodológico imergimos nesse universo junino acompanhando enamorados os processos criativos das práticas espetaculares dos marcadores eleitos, vivenciando os ensaios, concursos e momentos de descontrações e afetos. Este estudo busca contribuir com a produção de conhecimento oriundo da cultura da quadra junina de Belém do Pará indissociando o saber popular e o conhecimento científico como premissa etnocenológica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Moda sustentável na Amazônia: princípios, processos criativos e produtos eco amigáveis(Universidade Federal do Pará, 2018-06-26) NAVARRETE, Laura Esmeralda; SANTA BRÍGIDA JÚNIOR, Miguel de; http://lattes.cnpq.br/6889411521648199A moda sustentável, seus princípios, processos criativos, produtos eco amigáveis e suas novas formas de consumo na Amazônia, são o ponto de partida para esta pesquisa em artes sob o enfoque da etnocenologia. A partir dos indutores metodológicos trajeto – projeto – objeto – afeto da transdisciplinaridade desta etnociência, investiguei o percurso das marcas Da Tribu e Madame Floresta para criar uma coleção de moda sustentável, suas inspirações, filosofia de trabalho e redes de criação. As principais referências teóricas foram Armindo Bião em etnocenologia; Michel Maffesoli em estética e sociologia do cotidiano; na moda, Renata Pitombo, André Carvalhal e a proposta de método de Dijon de Moraes. A pesquisa faz uma prospecção do futuro próximo da moda sustentável a partir do presente experimentado e vivido pelos criadores amazônidas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Odô Iyá: da espetacularidade do Yle Ase Oba Okuta Ayra Yntyle ao corpo-cena(Universidade Federal do Pará, 2014-06-03) CARVALHO, Ana Claudia Moraes de; SANTA BRÍGIDA JÚNIOR, Miguel de; http://lattes.cnpq.br/6889411521648199; CAMARGO, Giselle Guilhon Antunes; http://lattes.cnpq.br/2551648142775344Este estudo objetivou construir, a partir da investigação da espetacularidade do ritual de iniciação ao Candomblé, um corpo-cena pensado na vivência no terreiro de Candomblé-Ketu, Yle Ase Oba Okuta Ayra Yntyle em Benevides/Pa, e se estruturou teórico-metodologicamente na Etnocenologia. Para os adeptos do Candomblé, o ritual é afirmação de sua própria existência na Terra, em seus corpos modificados pela presença dos Orixás, personalizando suas crenças e suas mitologias. As experimentações cênicas que apresentei no espetáculo O Auto do Círio, em 2012 e 2013, já como parte desse processo criativo, demonstraram momentos da festa pública do ritual de feitura, a partir do corpo-templo da Yaô de Yemanjá Ogunté, corpo que dá morada ao sagrado. A Yaô de Yemanjá Ogunté e seu corpo festivo são o mote dessa pesquisa sobre o corpo como símbolo religioso, cultural e como inspiração para o processo de criação do corpo-cena.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os Portais, o baú, o cavalo e o farol: a espetacularidade na festa de São Cosme e São Damião no Terreiro de Mina dois Irmãos(Universidade Federal do Pará, 2012) SANTOS, Keila Andréa Cardoso dos; CAMARGO, Giselle Guilhon Antunes; http://lattes.cnpq.br/2551648142775344A festa dedicada a São Cosme e a São Damião, comemorada no dia 27 de setembro, em Belém do Pará, acontece de acordo com preceitos provenientes de uma tradição afro-religiosa constituída de ritos, crenças e narrativas míticas, que permeiam o imaginário dos adeptos e devotos dos santos gêmeos. É o axé dos terreiros de Mina e do “povo de santo” (ou “povo santo”), da consonância dos corpos, das vozes várias, tudo dilatado, fruído, líquido, inebriante e, ao mesmo tempo, híbrido, sincretizado, transculturalizado. É uma festa! O Tambor de Mina é uma manifestação afro-indígena praticada no estado do Pará, na qual são cultuados voduns, orixás, caboclos, encantados, nobres, reis, rainhas e erês. Nesse universo ritualístico, insere-se o centenário Terreiro de Mina Dois Irmãos, no qual é pesquisada a espetacularidade – noção epistemológica fundamental da Etnocenologia, ciência que estuda as Práticas e os Comportamentos Humanos Espetaculares Organizados (PCHEO) – da Festa de São Cosme e São Damião e do comportamento de alguns erês. A espetacularidade designa um tipo de interação humana, eventual ou habitual mais extraordinária, que incide de maneira particular no modo de ser, de se comportar e de se apresentar de forma distinta do dia a dia, em determinadas manifestações da cultura. O trabalho apresenta descrição e reflexão sobre os diversos momentos da festa, suas personagens, ações e interação, inclusive com o público de convidados.Tese Acesso aberto (Open Access) Puta, Pistoleira, Dona de Cabaré: a espetacularidade do corpo-cavalo-travestido de Dona Rosinha Malandra no Templo de Rainha Bárbara Soeira e Toy Azaka. Icoaraci/Pa.(Universidade Federal do Pará, 2021-01-19) CARVALHO, Ana Claudia Moraes de; SANTA BRIGIDA JÚNIOR, Miguel de; http://lattes.cnpq.br/6889411521648199; CAMARGO, Giselle Guilhon Antunes; http://lattes.cnpq.br/2551648142775344Por linhas sinuosas de pensamentos aéreos tecidos por uma escritora-borboleta, escrevo sobre o corpo-cavalo de Dona Rosinha Malandra, Entidade da Esquerda umbandista. Dona Rosinha é recebida por Rosa Luyara, Mãe de Santo trans-travesti da periferia de Belém, fator preponderante para o desenvolvimento de epistemologias encruzilhadas, libertárias de cunho imoral, cujos atravessamentos poéticos foram vivenciados pela atriz-pesquisadora-bacante, na encruzilhada afetiva da Umbanda Amazônica. Sob a imagem poética da vulgaborboleta, a metodologia desenvolvida nessa tese configurou-se num processo envolvendo doces mortes para novas vidas transformadas. Por meio de um etno-método-afetivo. Pupas, vulvas quentes, casulos, estranhamentos de si na compreensão da casa-cosmos perfumada com essências de cobra, força motriz de um corpo-cavalo-travestido. Puta, Pistoleira, Dona de Cabaré revela mistérios, segredos de uma cosmovisão malandra pertencente a tempo presente, para o empoderamento social de uma comunidade. Como contribuição epistemológica para a academia, desenvolvo a noção de corpo-encostado, que se configura em uma proposta epistemo-metodológica de um corpo em processo de criação. Uma tese-borboleta. Trata-se de uma tese feminista, transformadora, transgressora, deliciosamente imoral. A pesquisa deseja alçar ardentes voos borboletários, fundamentados em noções etnocenológicas de Armindo Bião e Miguel Santa Brigida, imagens bachelardianas, no imaginário de Durand e no pensamento sensível de Maffesoli para preparar os caminhos a serem percorridos na construção identitária de gênero, de comunidade e de liberdade epistêmica-artísticaDissertação Acesso aberto (Open Access) Rainhas Transformistas de Abaetetuba: con(cu)rsos, performances e performatividades(Universidade Federal do Pará, 2021-07-30) LOBATO, Heberton dos Santos; CAMARGO, Giselle Guilhon Antunes; http://lattes.cnpq.br/2551648142775344A presente pesquisa em arte tem como objetivo criar uma bricolagem entre etnografia e auto-etnografia interligando as memórias dessa pesquisadora-transformista às das artistas transformistas de Abaetetuba. À luz das teorias da performance, memória e performatividade de gênero, o que se busca compreender são os processos criativos, transições de gênero e posturas políticas das artistas a partir de suas participações nos concursos gays na cidade de Abaetetuba (lócus da pesquisa). Os teóricos-base são Richard Schechner (2003; 2013; 2012); Judith Butler ( 2018 ;2019); Paul Preciado (2017; 2018) e Pierre Nora (1993), a partir dos quais cria-se um diálogo fecundo com outros autores e conceitos dando vida ao corpo dissertativo. Em vista a alcançar o objetivo proposto, na coleta dos dados etnográficos utilizouse entrevistas semiestruturadas, observações in loco, coletas de textos visuais e pesquisa bibliográfica. Como resultado, o estudo aponta: a- a existência decolonial da estética transformista e sua diferença em relação a estética Drag (Queen/King); b- a existência, nos concursos gays, de uma micropolítica do desejo capaz de mobilizar territórios (espaço social) e territorialidades (relações dos sujeitos com seu espaço interno e externo); c- a interferência real da cultura amazônica no imaginário criativo transformista; d- existência de categorias comuns entre a performance art e a performance cultural nos concursos gays (efemeridade, transgressão, caráter político, aproximação vida/arte); e, e-aumento da visibilidade, respeito e reconhecimento dos artistas gays, por meio dos concursos de dança/desfile em Abaetetuba. A dissertação está dividida da seguinte forma: no primeiro capítulo, contextualiza-se a microrregião do Baixo Tocantins em suas múltiplas dimensões (sociais, estéticas, políticas), com foco na cidade de Abaetetuba. No segundo, pondera-se sobre a categoria artística transformismo buscando justificar a escolha sobre tal estética, além de apresentar alguns elementos que compõem os concursos gays. No terceiro, evoca-se as categorias performance e performatividade intuitando refletir sobre as memórias restauradas/performativas das Rainhas Transformistas que, ao virem a tona a partir do contexto sociocultural abaetetubense, (re)constroem cenários artísticos, identitários, micropolíticos, espaciais, visuais, educacionais e históricos. Por fim, na conclusão, realiza-se a apuração metafórica dos votos coroando, em meio às dificuldades e conhecimentos adquiridos, as antigas e novas Rainhas Transformistas de Abaetetuba.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Rezando, Cantando e Dançando: na espetacularidade do estandarte da Irmandade de Carimbó de São Benedito em Santarém Novo-PA(Universidade Federal do Pará, 2021-01-25) CRUZ, Amarildo Rodrigues da; SANTA BRÍGIDA JÚNIOR, Miguel de; http://lattes.cnpq.br/6889411521648199Pautada na Etnocenologia como a etnociência dos estudos das Práticas e Comportamentos Humanos Espetaculares Organizados (Pradier, 1996), a pesquisa tem, no Estandarte da Irmandade de Carimbó de São Benedito em Santarém Novo-PA, seu olhar mais sensível. Assim, o processo de construção desse trabalho tramita pelo universo da religiosidade popular, da sacralidade ao profano, na medida em que ambas, por vezes, se movimentam sem criar fronteiras (Brígida, 2016), se articulam e se conectam nas manifestações, sendo a religiosidade o fio condutor nesse processo cultural, revelado nas Irmandades de santos pretos, em suas crenças, seus sincretismos e suas absorções culturais no ambiente poético e imaginário do homem amazônida. Na construção da estrutura epistemológica e conceitual da pesquisa, mantive constante diálogo com Armindo Bião (2007) e Jean-Marie Pradier (1996), observando como a espetacularidade, pautada na etnocenologia como uma etnociência, buscar compreender o fenômeno frente às diversas áreas da transdisciplinaridade; com Miguel Santa Brígida (2015) vivi a prática metodológica a partir do conceito do artista-pesquisador-participante; e imergi no universo do sincretismo religioso e das hibridações e identidades culturais com Massimo Cavenacci, Nestor Canclinni (2003), Stuart Wall (2003) e Michael Pollack (1992), conectandome, ainda, à procissão das memórias sociais, individuais e coletivas, inseridas no fenômeno; em Jean Chevalier (1997), Mircea Elíade (1991) e Gilbert Durand (1993) identifiquei que imagens e símbolos são ensaios de um simbolismo mágico-religioso que atravessa a hierofania de uma gente que preserva suas matrizes e identificações afrodescendentes, as quais Vicente Salles (1971) e Célia Maria Borges (2005) e Napoleão Figueredo (1966) descrevem com clareza o espólio cultural das Irmandades do Rosário dos pretos; com Paes Loureiro (2005) mergulhei nas encantarias de uma realidade mágica, que emergem para a superfície dos rios e do devaneio, no imaginário poético amazônico; Anne Cauquelin (2005), Lúcia Santaella(1983) e Luigi Pareyson(1993) me auxiliaram na compreensão do fazer/pensar artístico e seus sentidos estéticos que revelam, por vezes de forma oculta, a interpretação da arte. Desse modo, a pesquisa busca colaborar com o entendimento de uma cultura amazônica que se revigora, atualiza-se em suas memórias e nos apaixona a cada novo olharDissertação Acesso aberto (Open Access) São Dias de Alegria e Muita Fé: Processos Criativos de um Figurinista-Carnavalesco no Auto do Círio De Belém-PA.(Universidade Federal do Pará, 2022-01-21) SOUZA, Lucas Gabriel Ferreira Belo de; SANTA BRÍGIDA JÚNIOR, Miguel de; http://lattes.cnpq.br/6889411521648199A presente pesquisa reflete sobre três processos criativos desenvolvidos por mim no cortejo dramático carnavalizado Auto do Círio, nas edições de 2014, 2015 e 2016, que compreenderam o ato de criar figurinos carnavalescos para personagens que interpretei no cortejo, onde reconheci os atravessamentos que constituíram o meu olhar estético diante do mundo, especialmente influenciado pela espetacularidade da Festa do Círio de Nazaré e dos desfiles das Escolas de Samba do carnaval carioca. Para tanto, caminhei com a Etnocenologia, por saber que o estudo dos processos citados perpassou fundamentalmente pelo modo com que o meu corpo se alterou a partir de sua inserção no contexto espetacular da cena. Assim, convidei para colaborarem com esta pesquisa: Armindo Bião (2009) e seus dispostos acerca da Alteridade, Matrizes Culturais e Matrizes Estéticas; Jean-Marie Pradier (1999) para a abordagem da Espetacularidade; Sônia Rangel (2015) na compreensão do meu processo criativo; James N. Green (2000) no entendimento das singularidades que o meu corpo espetacular revela, e Miguel Santa Brígida (2007) na percepção da prática artística como pesquisa capaz de transgredir formas e formatos de pensar. Somaram-se a estes, os estudos de Paes Loureiro (2007) e sua proposição de Conversão Semiótica; Cláudia Palheta (2019) no entendimento do corpo-habitante que se constitui por influência do figurino carnavalesco, e Fayga Ostrower (2014) em sua proposição do fazer criativo enquanto forma de comunicação do artista. Elaborei esta dissertação também como uma auto-etnografia a partir da proposição de Sylvie Fortin (2009), procurando contribuir com o conhecimento em artes cênicas a partir das minhas próprias experiências, partilhando da premissa que a prática artística será melhor compreendida se observada pela ótica de seus praticantes, indispensando o afeto e a maneira com que a corporeidade do artista-pesquisador, suas emoções e sensações são fontes valiosas de informação para a pesquisa em artes.Tese Acesso aberto (Open Access) Saudades, Reencontros e Manicuera: espetacularidades entrecruzadas de afeto na Iluminação dos Mortos em Curuçá-PA(Universidade Federal do Pará, 2022-01-28) SALES, Valéria Fernanda Sousa; SANTA BRÍGIDA JÚNIOR, Miguel de; http://lattes.cnpq.br/6889411521648199Este estudo compreende a alteridade que vivenciei no cemitério São Bonifácio e Bosque da Igualdade com biscateiros, famílias enlutadas, vendedoras de manicuera, de doces de tapioca, de grinaldas de flores e com os praticantes da Iluminação dos Mortos em Curuçá-PA nos anos de 2017, 2018, 2019, 2020 e 2021. Vivência que trouxe à luz o corpo da pesquisa em suas dimensões econômicas, sociais, simbólicas e de pertencimento como etapa importante para a saída do luto e o apaziguamento entre vivos e mortos. Com o mergulho epistemológico na Etnocenologia, enquanto Etnocenóloga de Ritos Fúnebres, adenso as discussões sobre espetacularidades apresentando o corpo-cemitério, territorialidade habitada por mortos que possuem vizinhos de sepultura, zeladores de túmulos e biscateiros (trabalhadores exclusivos para construção, pintura, limpeza e identificação de casas-túmulo) – nomenclatura própria do fenômeno e que compreendo como um papel social dentro das Práticas e Comportamentos Humanos Espetaculares Organizados (Armindo Bião). Na Iluminação dos Mortos, os túmulos são enfeitados com grinaldas de flores, velas são acesas e preces são realizadas pelos praticantes que desfilam seus estilos escolhidos para aquela ocasião em um verdadeiro Cemitério Fashion, com camisas personalizadas homenageando o morto familiar, sendo o corpo, o templo do afeto (Miguel Santa Brigida) para honrar seus antepassados. Para desenterrar as concepções que cercam a mudança de mentalidade sobre a morte de si mesmo para a morte do outro (Philippe Àries), pelo deslocamento do espaço geográfico da igreja cemitério para o cemitério secular, na secularização da morte em Curuçá-PA, movi meus estudos para a igreja histórica da Ordem Terceira do Carmo em Sabará – MG, por ainda conservar indícios de igreja cemitério. Assim, apresento como contribuição epistemológica o Campo Movente, noção que possibilita ao pesquisador mover seus estudos para outro campo/corpo que abriga semelhanças históricas, territoriais, simbólicas e/ou de pertencimento para a compreensão do fenômeno estudado. Na trajetividade desta pesquisa, enfrentei a morte do meu pai em 2019, passei pela compreensão do luto, acompanhei os curuçaenses que se reconectaram aos seus entes queridos através de preces e velas acesas em quintais e cruzeiros do município durante a Pandemia de Covid-19.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Teia de Pykatôti: um estudo da corpografia mẽbêngôkré do rio Fresco na Amazônia Brasileira(Universidade Federal do Pará, 2017-06-26) CABRAL, Rafael Ribeiro; SANTA BRÍGIDA JÚNIOR, Miguel de; http://lattes.cnpq.br/6889411521648199O Povo Mẽbêngôkré-Kayapó vivia em uma grande aldeia denominada Pykatôti. Na contemporaneidade, as aldeias Mẽbêngôkré estão localizadas no Norte do Mato Grosso, e, Sul do Estado do Pará nas margens do Rio Fresco e do Rio Xingu. Este trabalho tem como objetivo realizar um estudo da corpografia do Povo Mẽbêngôkré a partir da experiência corporal vivenciada ao longo do trabalho de campo-vida para fins de atividade artística. A metodologia desta pesquisa, denominada teia da aranha, é tecida por meio da ética - kumerex e estética -mej nas relações míticas em kapran ok. Como artista-etno-pesquisador, o autor experimenta corporeidades no trabalho criativo em processo, Círculo de Pykatôti. Na tessitura das tramas estão amarrações entre a Etnocenologia, Antropologia Estética, Sociologia Compreensiva, a partir do perspectivismo indígena Mẽbêngôkré. Os resultados são contribuições às PCHEO – Práticas e Comportamentos Humanos Espetaculares Organizados no entendimento de relações não apenas humano-humano, mas nas relações humano-bicho como proposição fundante do termo Kukradjá para o Povo Mẽbêngôkré.
