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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Interação entre secas e inundações na Amazônia: desafios para a gestão de riscos de eventos extremos
    (Universidade Federal do Pará, 2025-05-30) SIDÔNIO, Gilmar Pereira; OLIVEIRA, Terezinha Ferreira de; http://lattes.cnpq.br/6230804143692945; https://orcid.org/0000-0002-9841-7378; MACIEL, Marinalva Cardoso; http://lattes.cnpq.br/7097094334421162; MARTINS, Harley dos Santos; CARDOSO, Welson de Sousa; http://lattes.cnpq.br/3094067019584624; http://lattes.cnpq.br/3892611396039907; https://orcid.org/0000-0002-1400-0939
    Eventos naturais extremos, como secas e inundações, vêm se intensificando na Amazônia nas últimas décadas, gerando impactos severos às populações locais, especialmente nas comunidades urbanas e ribeirinhas. O objetivo deste estudo é analisar a ocorrência de eventos naturais extremos de inundações e secas, bem como a combinação destes e seus impactos para a gestão integrada de riscos. Este estudo foi realizado na Região Norte do Brasil, a qual é composta por sete unidades federativas e corresponde a 45% do território nacional, abrangendo 450 municípios. Utilizou-se dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. Aplicou-se a técnica de análise de correspondência múltipla para examinar as associações entre variáveis nominais contidas em várias categorias. Os resultados indicam que a ocorrência de inundações e secas/estiagens nos municípios da Região Norte de 2013 a 2024 possui influência marcante da variabilidade climática modulada pelos fenômenos El Niño e La Niña, com tendência de crescimento. Verificou-se também que poucos municípios detêm instrumentos estratégicos para a organização da resposta local frente a eventos extremos. Apenas 62 municípios (15,2%) possuem planos voltados para inundações e 60 (15,8%) para secas/estiagens. Observou-se a necessidade de fortalecimento da governança municipal em gestão de riscos e desastres, com ênfase na indução federativa de políticas públicas integradas, investimentos em planejamento territorial e capacitação continuada de gestores e técnicos municipais.
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