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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Intencionalidade, experiência banal e comunicação: esboço de prospecção fenomenológica do cotidiano
    (Universidade Estadual do Rio de Janeiro, 2015) CASTRO, Fábio Fonseca de
    O artigo propõe uma prospecção fenomenológica da noção de vida quotidiana, compreendendo-a enquan to vivência, por oposição à experiência, à luz do debate filosófico sobre o mundo-da-vida (Lebenswelt). O objetivo dessa prospecção é pensar sobre a natureza da experiência comunicativa na vida quotidiana. Nessa tarefa, dialoga-se com o conceito heideggeriano de falatório (Gerede), procurando compreender como se produz a intersubjetividade na cultura contemporânea.
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    Artigo de EventoAcesso aberto (Open Access)
    Mídia, intersubjetividade e quotidianidade: Etnografia das práticas comunicacionais em uma feira de Belém
    (Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, 2017-06) CASTRO, Fábio Fonseca de; CASTRO, Marina Ramos Neves de
    O artigo descreve uma pesquisa etnográfica com apoio da etnometodologia realizada numa feira da cidade de Belém, Pará em dois momentos temporais: um com nove meses de duração em 2011-12 e outro com seis meses de duração, em 2015. Observando os processos comunicacionais e culturais presentes nas interações sociais dessa feira, procura-se descrever as tipificações (Schutz, 1967) que conforma a intersubjetividade dos sujeitos sociais que a frequentam. Nesse percurso, descreve-se e discute-se essas tipificações como a forma social (Simmel, 1999; Simmel, 2006) de uma quotidianidade banal (Heidegger, 1976; Heidegger, 1985; Heidegger 1992) e procura-se pensar nessas tipificações por meio da noção heideggeriana de falatório (Gerede), entendida enquanto processo comunicacional-cultural afeito à banalidade da vida quotidiana.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Qual o sentido de estudar matemática na escola? o que dizem professores e alunos
    (Universidade Federal do Pará, 2016-04-15) SILVA, Paulo Vilhena da; SILVEIRA, Marisa Rosâni Abreu da; http://lattes.cnpq.br/3588315106445865; http://orcid.org/0000-0002-3147-9478
    Não é novidade que o aprendizado da Matemática é problemático. Assim, há algum tempo, como alternativa a essa dificuldade, os pesquisadores da Educação Matemática têm buscado considerar a cultura e os costumes de diferentes grupos no ensino da Matemática, investigando como usar esse conhecimento extraescolar no ensino escolar da referida disciplina, com o intuito de tornar o aprendizado mais interessante, mais útil, mais contextualizado, mais crítico, mais significativo, etc. Posto que na literatura deste campo de estudo é muito comum encontrarmos afirmações de que o professor deve contextualizar o que ensina, utilizando-se situações concretas da vida dos estudantes, isto é, problemas reais da vida do aprendiz. Embora essa possa ser uma boa estratégia, se levada ao extremo, dá a entender que somente o que é imediatamente aplicável à vida dos estudantes deve ser ensinado. Esse é um olhar ingênuo e romântico para a prática pedagógica e torna-se atraente ao sugerir que os estudantes seriam mais felizes, mais livres e mais criativos aprendendo na escola a Matemática que vivenciam em seu cotidiano. Um discurso sedutor que deixa nas entrelinhas, de maneira consciente ou não, que o aluno pobre deve manter seu lugar social. Partimos da hipótese de que essa concepção também está presente na opinião da comunidade escolar, assim, nosso objetivo neste trabalho foi analisar qual a concepção de alunos e de professores sobre o sentido de estudar Matemática na escola. Para tanto, pedimos aos sujeitos, alunos e professores de escolas públicas da região metropolitana de Belém que respondessem o questionamento acima. As análises apontam que alunos e professores concordam, assim como grande parte dos pesquisadores da Educação Matemática, que o sentido de estudar matemática traduz-se em sua utilidade prática imediata. Ao contrário, em nossa argumentação, feita à luz da Pedagogia Histórico-crítica, defendemos que não se estuda matemática apenas para utilizá-la em atividades práticas imediatas do cotidiano, mas sim como parte do processo de humanização dos indivíduos: a formação de cidadãos críticos capazes de compreender e modificar as contradições que os rodeiam, entendendo sua realidade de maneira mais elaborada, enriquecendo seu universo de significados, ultrapassando os limites da observação direta.
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