Navegando por Assunto "Executive function"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os efeitos agudos do treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) na cognição e na variabilidade da frequência cardíaca de crianças com ansiedade e depressão(Universidade Federal do Pará, 2022-06-29) SILVA, Luisa Matos da; TORRES NETO, João Bento; http://lattes.cnpq.br/7874863858825807; https://orcid.org/0000-0002-9155-9445A ansiedade e a depressão (AD) são os problemas de saúde mental mais comuns e debilitantes na infância e adolescência. O treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) vem sendo estudado como um componente de melhoria do controle inibitório, comumente afetado em crianças com AD. O objetivo principal deste estudo foi investigar os efeitos agudos do HIIT sobre a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e sobre o controle inibitório de crianças escolares com AD. Realizamos um ensaio cruzado e randomizado com 71 crianças de 9 a 13 anos, 36 meninas e 35 meninos, onde as crianças realizaram um protocolo de treinamento agudo de HIIT e de alongamento (controle) em dias distintos. Utilizamos a pontuação do questionário RCADS para classificar as crianças para a AD e analisamos essa classificação pela dispersão por quartis (superior e inferior). O controle inibitório foi avaliado pelo teste de Flanker pré e pós exercício e a VFC foi obtida através de cardiofrequencímetro e analisada pelo software Kubios. O efeito do exercício foi analisado usando a estatística de estimativa pareada e ANOVA de medidas repetidas. Nossos resultados demonstram que o HIIT, de forma aguda, produziu efeitos de melhora no controle inibitório em ambos os grupos, como na precisão das respostas de latência incongruente, assim como no custo do conflito; além de melhora na latência congruente para o grupo CAD. Os resultados da VFC demonstram que o HIIT de forma aguda não foi capaz de melhorar a VFC, mas houve um efeito positivo após o alongamento que necessita de maior investigação em trabalhos futuros.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os efeitos da atividade física baseada em movimentos de dança no movimento, funções executivas, episódios depressivos e qualidade de vida de pessoas com doença de Parkinson(Universidade Federal do Pará, 2022-06-21) DUARTE, Juliana dos Santos; KREJCOVÁ, Lane Viana; http://lattes.cnpq.br/2604693973864638; BAHIA, Carlomagno Pacheco; http://lattes.cnpq.br/0910507988777644; https://orcid.org/0000-0003-3794-4710A doença de Parkinson é considerada a segunda doença neurodegenerativa mais frequente em todo mundo e é caracterizada por ser crônica e progressiva. Os sintomas motores são os mais bem compreendidos, mas sintomas não motores podem estar presentes e surgir em diferentes estágios temporais da doença. Embora tratamentos farmacológicos sejam de suma importância para atenuar os sintomas da DP, eles ainda são limitados e na maioria das vezes desencadeiam efeitos colaterais. Por isso, abordagens terapêuticas complementares ao farmacológico são cada vez mais investigadas para avaliar seus possíveis efeitos benéficos na sintomatologia e na progressão da doença. A atividade física baseada em movimentos de dança está emergindo como abordagem terapêutica para uma série de sintomas da DP por ser uma atividade multidimensional que requer integração cognitivo-motora, sincronização rítmica e funções neuromusculares. Avaliar os efeitos da atividade física baseada em movimentos de dança no movimento, funções executivas, episódios depressivos e qualidade de vida em pessoas diagnosticadas com DP. 13 pessoas com DP (8♀ 5♂), com idade de 65,9 ± 6,5 anos (média ± DP), Hoehn & Yahr estágios I a III, MDS- UPDRS 67.62 ± 20.83 (média ± DP) realizaram duas sessões semanais (50 min/sessão) de atividade física baseada em movimentos de dança por seis meses. Os protocolos de avaliação foram realizados pré e pós-intervenção, aplicando os testes POMA para avaliação do movimento, o teste FAB para avaliação da função executiva e subdomínios, o teste MADRS para avaliação dos episódios depressivos, o questionário PDQ-39 para avaliação da percepção da qualidade de vida e, por último, a escala MDS- UPDRS para avaliação da severidade da DP. O teste t de Student foi usado para comparar os resultados pré e pós-intervenção da atividade física baseada em movimentos de dança. O nível de significância foi de 95% (p < 0,05). Observamos melhora significativa no equilíbrio e na marcha pelo teste POMA, t (12) = 2,283, p = 0.0207. A função executiva pelo teste FAB, t (12) = 2.840, p = 0.0074, o raciocínio abstrato e controle inibitório pelos subdomínios do teste FAB Conceituação, t (12) = 2.941, p = 0.0062, e Controle Inibitório, t (12) = 2.920, p = 0.0064, mostraram melhoras significativas entre os períodos pré e pós-intervenção da atividade física baseada em movimentos de dança. Os episódios depressivos avaliados pelo teste MADRS reduziram significativamente, t (12) = 2.264, p = 0.0214, e a percepção da qualidade de vida pelo PDQ-39 teve aumento significativo após a atividade física baseada em movimentos de dança, t (12) = 4.239, p = 0.0006. Não observamos mudanças significativas na severidade da DP. A atividade física baseada em movimentos de dança mostrou ter potencial atenuante no movimento, funções executivas, episódios depressivos e qualidade de vida na DP, podendo ser eficaz na reabilitação futura. Os elementos característicos da atividade física baseada em movimentos de dança como sincronização rítmica, maior integração cognitivo-motora e habilidades sociais podem ter contribuído nos resultados obtidos neste estudo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os efeitos da estimulação transcraniana por corrente contínua na dupla tarefa de indivíduos com doença de Parkinson: uma revisão sistemática(Universidade Federal do Pará, 2022-10-31) ARAÚJO, Ana Paula Monteiro de; ALVES, Erik Artur Cortinhas; http://lattes.cnpq.br/9125390243566397; https://orcid.org/0000-0001-8824-8075Introdução: Na doença de Parkinson (DP), existem alterações na conectividade do cérebro, especificamente nas áreas motoras e do cerebelo, quando é necessário realizar uma Dupla Tarefa (DT). Somado aos sinais e sintomas, provoca repercussão negativa na realização de atividades de vida diária e no risco de queda, que é agravado em condições de DT. Em contrapartida a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) se mostra capaz de modular o cérebro para estabelecer novos padrões de atividade, possui atuação nas variáveis cognitivas e motoras, melhorando a funcionalidade desses indivíduos. Todavia, no importante contexto da DT não existe uma revisão com esse desfecho na DP. Objetivo: Investigar se a ETCC isolada ou associada, é capaz de alterar o desempenho da DT de pessoas com DP. Métodos: esta revisão utilizou como base as Diretrizes dos Principais Itens Para Relatar Revisões Sistemáticas e Meta-nálises (PRISMA) e foi registrada no Banco de Dados PROSPERO. Utilizou-se as bases de dados PubMed, Wiley, Scopus e Web of Science, sem restrição de idioma ou de tempo. Foram incluídos ensaios clínicos, que avaliaram a DT depois da ETCC (anodal ou catódica), isolada ou associada quando comparada ao grupo Sham ou controle. Resultados: Apenas 4 estudos foram incluídos. 62 participantes foram avaliados com Hoehn and Yahr (HY) mínima 1 e máxima 4.2 estudos aplicaram de forma isolada (50%) e 2 estudos associaram à protocolos de exercício físico (50%). Sobre a quantidade de sessões, 3 autores avaliaram uma sessão única (75%) e 1 autor avaliou 9 sessões (25%) associadas a intervenção motora. Todos usaram a 2mA de intensidade. 3 autores usaram ETCC por 20 mim (75%) e 1 autor durante 30 min (25%). 75% posicionaram o eletrodo anódico no Córtex Pré-Frontal Dorso Lateral Esquerdo (CPFDL) e o instrumento avaliativo mais usado foi o Timed Up Go (75%). Conclusão: a ETCC pode ter efeito positivo sobre o desempenho da DT na DP sobretudo associada a terapia farmacológica e não farmacológica. A principal área estimulada foi o CPFDL esquerdo, porém a amostra não foi suficiente para defini-lo como melhor alvo. 20 minutos de estimulação parece ser suficiente e um número maior de sessões pode proporcionar maior efeito. Necessita-se de maiores ensaios clínicos com maior padronização, a fim de permitir melhor comparação entre os estudos e reduzir possíveis vieses.
