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  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos da exposição repetida do procedimento de ressurgência sobre a magnitude da resposta-alvo
    (Universidade Federal do Pará, 2024-06-19) FONSECA, Sara Sousa da; AZEVEDO, Rafaela Meireles Fontes; http://lattes.cnpq.br/0535600588930112; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de Carvalho; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; SCHMIDT, Andréia; SOARES FILHO, Paulo Sergio Dillon; http://lattes.cnpq.br/3886712611757992; http://lattes.cnpq.br/8647259688931170; https://orcid.org/0000-0002-8836-6618
    Ressurgência comportamental é definida como a recorrência de uma resposta previamente aprendida e depois suprimida, quando os reforços para uma resposta alternativa mais recentemente reforçada são descontinuados ou reduzidos. Estudos anteriores que investigaram os efeitos da exposição repetida na magnitude da ressurgência demonstraram que a ressurgência é um fenômeno replicável, porém, os resultados são divergentes quanto a mudança na sua magnitude. O objetivo do presente estudo foi investigar o efeito da exposição repetida ao procedimento convencional de ressurgência sobre a magnitude de ressurgência da resposta-alvo. Para isso, seis ratos foram expostos ao procedimento de ressurgência que consistiu em três fases: 1) Treino da resposta-alvo; 2), Extinção da resposta-alvo simultânea ao treino da resposta alternativa; 3) Extinção de ambas as respostas/Teste de Ressurgência. Todas as fases foram realizadas três vezes para todos os animais. Os resultados indicam que a ressurgência ocorreu repetidamente para todos os ratos e que a magnitude da resposta-alvo aumentou no decorrer das exposições ao procedimento. Por fim, foram discutidas as possíveis variáveis que influenciaram esses resultados, suas semelhanças com outras investigações de ressurgência e implicações para o contexto aplicado.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos de uma linha de base estável sobre uma resposta operante em condição de extinção precedida por punição em ratos
    (Universidade Federal do Pará, 2019-03-29) SILVA, Eveline Maria Nogueira; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; CARVALHO, Marilia Pinheiro de; MAYER, Paulo César Morales; http://lattes.cnpq.br/3427705550471990; http://lattes.cnpq.br/5360949596306254; https://orcid.org/0000-0002-0248-9570
    Skinner (1938) relatou um de seus experimentos no qual foi investigou o processo de punição e extinção. Oito sujeitos experimentais passaram por condicionamento operante de uma resposta de pressão à barra e, posteriormente, foram divididos em dois grupos expostos à extinção da resposta operante por 240 minutos (duas sessões de 120 minutos). Para o grupo experimental, os 10 primeiros minutos da primeira sessão apresentava punição contingente. Os efeitos supressivos da punição desapareceram após a segunda sessão de extinção. Ao final do experimento, o grupo experimental e o controle emitiram respostas similares. Não há consenso na área sobre o estudo, poucos autores o replicaram. O estudo 1 teve como objetivar modificar a linha de base utilizada por Skinner (1938) para VI-4min. Foi observado alguma alteração na resposta, mas não houve uma diferença estatisticamente relevante entre os grupos. O estudo 2 replica o estudo de Skinner (1938) garantindo uma linha de base estável antes da fase de extinção. Foram utilizados seis ratos albinos (Rattus norvegicus, linhagem Wistar) que passaram por modelagem da resposta de pressionar a barra (uma sessão), fortalecimento da resposta em CRF (2 sessões de 30 minutos), e esquemas de VI de 10s, 20s, e 30s (sessões de 60 minutos). O último esquema foi mantido até atingir o critério de estabilidade: 15% entre sessões nas últimas cinco sessões e 12% de range. Após atingirem estabilidade, foi seguido o procedimento experimental de Skinner (1938), sessões de extinção com punição para o grupo experimental, com o Jato de Ar Quente (JAQ) como estímulo aversivo e adição de três sessões de recondicionamento. O experimento, modificando a linha de base, replicou os resultados obtidos por Skinner. Sendo possível afirmar, a partir desse estudo, que os efeitos supressivos desaparecem. O grupo punido apresentou supressão no responder maior que o grupo controle, mas emitiu respostas ao longo das sessões, diminuindo a diferença dos grupos até o final da segunda sessão de extinção. No recondicionamento, não houve diferença significativa entre os grupos.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos Permanentes versus Temporários da Punição: Uma Replicação Sistemática de Boe e Church (1967) com o Jato de Ar Quente em Ratos
    (Universidade Federal do Pará, 2019-03-29) SILVA, Yslaíne Lopes; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; CARVALHO, Marilia Pinheiro de; MAYER, Paulo César Morales; http://lattes.cnpq.br/3427705550471990; http://lattes.cnpq.br/5360949596306254; https://orcid.org/0000-0002-0248-9570
    Punição é tipicamente definida, em análise do comportamento, como uma redução na probabilidade de uma classe de resposta em decorrência da consequência por ela produzida. Contudo, B. F. Skinner, questiona essa definição, pois considera que os efeitos supressivos da punição são transitórios e decorrentes de uma competição entre respostas, e não de uma história de consequenciação direta como ocorre no reforçamento positivo. Essa perspectiva é apoiada principalmente pelo segundo experimento sobre “reforçamento negativo” de Skinner (1938) e o experimento “A” realizado por Estes (1944). Porém, outros estudos, como o de Boe e Church (1967), constataram supressão permanente do responder punido ao longo do experimento, mesmo após a retirada do estímulo aversivo. Uma das variáveis determinantes para os diferentes resultados foi o tipo e a intensidade do estímulo punidor utilizado. Na busca por outras variáveis que possam explicar a diferença observada entre os estudos supracitados, o presente trabalho realizou uma replicação do estudo de Boe e Church (1967) usando dois estímulos aversivos diferentes: o choque elétrico (utilizado no estudo original) e o Jato de Ar Quente (JAQ, um estímulo novo). Além das diferenças entre estímulos, diferentes formas de análise de dados, as mesmas empregadas nos estudos anteriores, foram comparadas. Foram utilizados 21 ratos machos (Rattus norvegicus), da linhagem Wistar, experimentalmente ingênuos, sendo 9 utilizados com choque elétrico e 12 sujeitos com o JAQ. O Estudo 1 consistiu nas fases de treino ao comedouro, modelagem e fortalecimento da resposta de pressão a barra em um esquema de reforçamento contínuo (FR1); fortalecimento da resposta em um esquema de reforçamento intermitente (FI - 4 min); nove sessões de extinção do responder com sobreposição do estímulo punidor choque para a RPB em um esquema FI-30s do minuto cinco ao vinte da primeira sessão de extinção para metade dos sujeitos. A outra metade apenas passou por extinção sem punição. Todos os sujeitos foram submetidos no final a três sessões de recondicionamento. Os dados obtidos mostraram que, ao final da última sessão de extinção, os grupos experimentais apresentaram percentuais cumulativos de respostas de 59,2% (0,5 mA), 12,43% (1,0 mA), enquanto o grupo controle registrou percentual de 70,16%. A supressão do responder em relação à última sessão de reforço foi de 40,8% (0,5 mA), 87,47% (1,0 mA) e 29,84% (controle), assemelhando-se aos dados de Boe e Church. Já o Estudo 2 teve as mesmas fases experimentais do estudo 1, diferindo-se apenas na utilização do estímulo punidor (o choque foi substituído pelo JAQ). Os dados mostraram que o grupo experimental apresentou percentual cumulativo de resposta de 46,45%, enquanto o grupo controle registrou percentual de 63%. A supressão do responder em relação à última sessão de reforço foi de 53,55% (JAQ) e 37% (controle), o que foi consistente com o resultado geral observado no Estudo 1. Mesmo utilizando as diferentes análises de dados dos outros estudos, não houve uma recuperação do responder ao ponto da frequência dos grupos experimentais se igualar a dos grupos controle no final da fase de extinção. Contudo, ao analisar os resultados com base nos dados absolutos, observa-se tanto uma recuperação do responder após a punição quanto a igualação dos grupos controles e experimentais.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Extinção espacial em crianças de diferentes idades
    (Universidade Federal do Pará, 2021-07-06) REIS, Maiana Araújo dos; TONNEAU, François Jacques; http://lattes.cnpq.br/2917023797307669
    Evidências experimentais apontam que insetos em geral, e formigas em particular,dependem de pistas espaciais ao percorrer longas distâncias em busca de alimento. Num estudo que serviu de inspiração para esta pesquisa, Wehner e Srivinasan (1981) concluíram que, ao serem colocadas em um ambiente desconhecido, as formigas do deserto (Cataglyphis Formicidae, Hymenoptera) não se movimentam de forma aleatória. Ao contrário, estes insetos passam a maior parte do tempo nos lugares onde o avanço em busca de comida e retorno ao ninho é mais promissor: formigas em busca de seu ninho mostram um padrão de exploração com oscilações espaciais recorrentes em direção do lugar alvo. Nesta pesquisa, feita com crianças na faixa etária de 6 a 12 anos de idade, o objetivo foi medir padrões comportamentais numa situação de extinção espacial e avaliar seu grau de semelhança aos das formigas do estudo de Wehner e Srivinasan. O método usado foi fazer com que a criança respondesse através de um mouse a um estímulo posto em uma tela de computador. Em sete tentativas iniciais de observação, a criança devia clicar em uma moeda para que esta aparecesse na tela. Em seguida foi implementada umafase de teste (extinção) de 3 minutos, na qual a moeda já não aparecia mais na tela independente dos cliques realizados. Os resultados obtidos durante a extinção sugerem que as crianças de menores idades (entre 6 e 7 anos) respondem de maneira maissemelhante ao comportamento das formigas de Wehner e Srivinasam, em quanto as crianças de idades maiores (entre 10 e 12 anos) seguem patrões de exploração mais sistemáticos e mais sensíveis às propriedades geométricas da tela do que à localização do objeto alvo.
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