Navegando por Assunto "Family Adaptation"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Instrumentos de Pesquisa para Adaptação Familiar à Crianças com Deficiência: Adaptações Transculturais para o Brasil(Universidade Federal do Pará, 2020-11-20) SILVEIRA, Matheus dos Santos da; SOUZA, Ruth Daisy Capistrano de; http://lattes.cnpq.br/1938685418183005; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; CASADO, Carla de Cássia Carvalho; CRUZ, Edson Júnior Silva da; http://lattes.cnpq.br/7836418506338392; http://lattes.cnpq.br/0227617708373838; https://orcid.org/0000-0002-8849-7319A presente dissertação possuiu como objetivo central conduzir o processo de adaptação transcultural de dois instrumentos de pesquisa voltados para o estudo de aspectos mediadores da adaptação de famílias diante da presença de crianças com deficiência, em versões aplicáveis para amostras brasileiras. Considerando as contribuições do modelo ABC-X duplo de estudos em famílias e da perspectiva da psicologia positiva 2.0, e após busca na literatura da área dos estudos com famílias, dois instrumentos originários no idioma inglês foram escolhidos, o Family Inventory of Life Events and Changes (FILE) e o Family Impact of Childhood Disability (FICD). Logo, a presente pesquisa se encontra subdividida em dois estudos independentes, porém complementares, descrevendo o processo de adaptação de cada um dos instrumentos. Após autorização dos responsáveis por ambos os instrumentos, iniciou-se um protocolo de adaptação transcultural que se seguiu em cinco etapas: tradução do inglês para o português; síntese das traduções; tradução reversa, do português para o inglês (ou back-translation); análise da validade das traduções por um comitê de especialistas; e pré-teste com uma amostra da população-alvo (famílias de crianças com deficiência). Foi estabelecido como critério de validade das adaptações a necessidade de que ambos os instrumentos atingissem um nível de concordância de no mínimo 80% em todas as etapas, em especial a do pré-teste, o que ocorreu em ambos os instrumentos (81,8% para o FILE e 90,9 e para o FICD). Ademais, foi utilizado um diário de campo para registro da condução de todas as etapas, que pudessem contribuir para o processo de adaptação. Conclui-se que os processos foram exitosos no sentido de que versões representativas dos instrumentos foram desenvolvidas considerando as diferenças idiomáticas, semânticas e culturais da população brasileira. Logo, tanto a Escala de Eventos de Vida Familiares e Mudanças e a Escala de Percepção Familiar da Deficiência da Criança se constituem enquanto novas ferramentas para investigações mais sensíveis e fidedignas acerca do processo de adaptação familiar à presença de crianças com deficiência em famílias brasileiras.
