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Navegando por Assunto "Family farming"

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  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Ação coletiva sob influência da dendeicultura: um estudo de caso sobre a Central das Organizações Sociais entre os rios Guamá e Capim (CONSERGC)
    (Universidade Federal do Pará, 2019) BALIEIRO, Marciclei Lopes; SCHMITZ, Heribert
    Analiso a experiência de organização formal dos agricultores familiares integrados a dendeicultura na Central das Organizações Sociais entre os Rios Guamá e Capim (CONSERGC). A categoria central da pesquisa é ação coletiva no espaço rural. Faço uso da teoria da economia de Mancur Olson e das contribuições da escola francesa da sociologia das organizações para entender como está se construindo a cooperação a partir das ações dos atores envolvidos. As categorias participação e gestão também se destacam no decorrer do projeto, por isso destaco o processo de construção da autogestão. Os dados foram coletados entre junho de 2017 a fevereiro de 2019, com o uso de um roteiro a metodologia apoiou-se, sobretudo, em entrevistas abertas com aplicação de questionário semiestruturado e na observação direta. Também realizei revisão de literatura sobre a temática abordada nesse trabalho e fiz uma pesquisa documental com dados relevantes sobre o objeto de estudo. Apresento o contexto em que foi proposta e criada a CONSERGC. Identifico e caracterizo como ocorreu a mobilização dos agricultores e lideranças a partir da atuação de organizações como os STTRs locais, da FETAGRI e, sobretudo da empresa ADM para a integração no projeto de dendeicultura e para a organização enquanto associação. Apesar das dificuldades que acompanham a trajetória da organização formal no Nordeste paraense (crédito, assistência técnica, renda, gestão, dentre outros) a iniciativa é vista para a maioria dos agricultores como uma oportunidade. A possibilidade de organizar a produção, acessar algum financiamento ou projeto e de melhorar a renda familiar foram apontados pelos entrevistados como fatores importantes para o engajamento no associativismo. A organização apresenta dificuldades que foram identificadas na pesquisa, entre elas: a falta de recursos para desenvolver suas atividades econômicas e sociais e de logística para reunir os associados. Entretanto, os dados mostraram que para o pouco tempo de existência que a CONSERGC tem, a proposta associativa da organização se apresenta em desenvolvimento promissor. Essa constatação faz referência: a atuação de sua diretoria e seus líderes, que tem encontrado soluções para as dificuldades recorrentes; a confiança dos associados em seus gestores e o bom nível de participação dos associados nos encontros e reuniões que, mesmo por representação, assumem papel importante nas estratégias de atuação da organização. A participação e a construção da ação pautada no jogo de interesses se mostraram negociado no interior da organização e tem sido importante para a continuidade da ação coletiva aqui analisada. Entre os resultados do recorte da pesquisa, conclui-se que o interesse das Associações Integradas em se filiarem a uma Central de Associações está relacionado, em princípio a mobilização e o incentivo dado pela empresa ADM para a criação das organizações. Posteriormente, a CONSERGC foi vista pelos associados como uma facilitadora do diálogo com a empresa e, entre as vantagens, um meio para obtenção de melhorias no contrato de integração. Os dados empíricos revelaram que poucos agricultores fizeram na integra a leitura do contrato e, por meio da atuação da CONSERGC, estão tendo a possibilidade de rever algumas cláusulas contratuais de suma importância para seus interesses dentro do projeto de palma como em relação ao preço e ao peso do produto, sendo estes os itens mais citados pelos integrados. Apesar de ser um estudo de caso específico, este trabalho pode contribuir para ampliar as discussões e para o entendimento do tema, espero que sim.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Agricultura familiar e informação para o desenvolvimento rural nos municípios de Igarapé-Açu e Marapanim
    (Universidade Federal do Pará, 2005-02-16) MATOS, Lucilda Maria Sousa de; PINHEIRO, Lena Vania Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/9613980184982976; KATO, Maria do Socorro Andrade; http://lattes.cnpq.br/7117950232304118
    A pesquisa foi feita com o objetivo de identificar e analisar as necessidades, demandas e usos de informação por agricultores parceiros do projeto de pesquisa "Adaptação e validação participativa de uma alternativa tecnológica de preparo de área sem queima no nordeste paraense", desenvolvido nos municípios de Igarapé -Açu e Marapanim, pela Embrapa, no processo de comunicação e de informação para ação. Com base em entrevistas e observação foi traçado o perfil dos agricultores parceiros, agricultores vizinhos e formadores de opinião e identificadas as suas demandas de informação, sendo a mais significativa relacionada à Agricultura (cultivo, doenças, pragas, financiamento I crédito agrícola), seguida de informações sobre Educação, Previdência Social, Direito etc. O conceito de informação foi construído a partir de percepções dos entrevistados e foram estudados, ainda, ações participativas promovidas pelo projeto, meios de comunicação de massa de maior audiência, além de estímulos e barreiras na informação. Entre os atores sociais e institucionais atuantes no processo há forte participação dos familiares e agricultores vizinhos, como fonte de informação para as comunidades e, entre as diversas instituições, a Embrapa. Através da aplicação da técnica do incidente crítico foi analisada a busca de informação mais recente, quando agricultores parceiros precisaram de informação para desenvolver suas atividades, se a obtiveram ou não, e o que isso ocasionou nas suas atividades na agricultura familiar e nas suas vidas
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Agricultura familiar e redes sociais: uma análise dos trabalhos de marketing digital no Facebook
    (Universidade Federal do Pará, 2021-12-14) PUSTILNIK, Graciele dos Prazeres; SCARTON, Luciana Maria; http://lattes.cnpq.br/8583116292398764; CLAUDINO, Livio Sergio Dias; http://lattes.cnpq.br/1618090996273410; https://orcid.org/0000-0002-1261-1533
    A presente pesquisa investigou as estratégias de marketing digital utilizadas em um perfil da Feira de Agricultura Familiar de Abaetetuba no Facebook. O contexto da pesquisa foi uma feira da agricultura familiar em Abaetetuba, situada na Região do Baixo Tocantins no Pará, investigou a ocorrência do marketing digital presente no perfil “A-Feira Abaeté” no Facebook; configurou o campo de pesquisa como sendo o virtual. A metodologia consistiu em um estudo de caso, no Facebook. O método usado foi a Netnográfia com suporte da estatística para o processamento dos dados coletados do perfil no Facebook. Foram coletados os dados em 192 postagens no período de novembro de 2017 a dezembro de 2019, classificados em 26 categorias, após serem tratados no programa estatístico SAS, transformaram-se em 4.992 dados. Os resultados provenientes das análises de pesquisa, foram apresentados em tabelas e gráficos, complementados com prints de algumas postagens do perfil, para evidenciar as ocorrências de marketing nas categorias estudadas. A presente pesquisa demonstra como resultado aspectos positivos e negativos referentes aos trabalhos de divulgação da Feira na rede social. Aponta possíveis estratégias de como gerenciar melhor o marketing nas redes sociais. A partir dos conceitos teóricos, dados e resultados da pesquisa apresentados, compreendese que as estratégias de comunicação utilizadas no “A-Feira Abaeté” foram eficientes e que o marketing digital realizado no Facebook promoveu as vendas de produtos como também fortaleceu os agricultores como grupo social que realiza um trabalho importante na cidade de Abaetetuba. Este trabalho possibilitou maior visibilidade para as Feiras, apontando sua importância. A pesquisa teve um compromisso social de auxiliar grupos de agricultores que desejem realizar a venda direta de seus produtos aos clientes, usando as redes sociais como canal de divulgação beneficiados pelo seu baixo custo.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação da sustentabilidade de agroecossistemas familiares agroextrativistas de açaizeiros na região das ilhas do município de Cametá, Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2013-05-10) BATISTA, Katharine Tavares; SANTANA, Antônio Cordeiro de; http://lattes.cnpq.br/2532279040491194; LEMOS, Walkymário de Paulo; http://lattes.cnpq.br/6841621785311887
    RESUMO (dc.description.resumo) OPCIONAL E NÃO REPETITIVO - Fonte: PDF/ Pergamum/ Catálogo Teses Capes A escolha do tema de pesquisa deve-se à importância que o fruto açaí, Euterpe oleracea Mart., representa na socioeconomia da população cametaense, principalmente a ribeirinha, bem como a preocupação sobre possíveis alterações ocorridas ou que possam ocorrer nos sistemas de produção de açaizeiros dos agroecossistemas de várzeas devido à crescente demanda pelo fruto. Desta forma, esta pesquisa teve como objetivo principal avaliar a sustentabilidade socioeconômica e ambiental de agroecossistemas familiares agroextrativistas de açaizeiros na região das ilhas do município de Cametá, Pará. A referida pesquisa foi realizada em 52 agroecossistemas familiares distribuídos em 19 ilhas fluviais, entre os meses de agosto a dezembro de 2012, considerando o ano da safra do fruto açaí de 2011. Os agroecossistemas foram caracterizados em cinco dimensões da sustentabilidade: aspectos gerais; social; econômica; tecnológica e ambiental. Posteriormente foram identificados os fatores determinantes da sustentabilidade (rentabilidade da produção; custo total da produção e localização dos agroecossistemas) através de análise fatorial exploratória, e verificada as similaridades entre os agroecossistemas agrupados utilizando a técnica do dendrograma (Análise de Cluster). Ao comparar o estado atual de sustentabilidade dos agroecossistemas familiares da região das ilhas de Cametá e correlacionar ao manejo de açaizeiros adotados nos mesmos verificou-se que os agroecossistemas considerados mais sustentáveis em ordem decrescente constituem-se dos que apresentam receita rural mais elevada que a renda não rural e adotam técnicas de manejo proveniente de pesquisas agropecuárias.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Beneficiamento e comercialização dos produtos dos sistemas agroflorestais na Amazônia, Comunidade Santa Luzia, Tomé - Açu, Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2013-05-31) COUTO, Maria Cristina de Moraes; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872
    RESUMO (dc.description.resumo) OPCIONAL E NÃO REPETITIVO - Fonte: PDF/ Pergamum/ Catálogo Teses Capes Na comunidade Santa Luzia, município de Tomé-Açu, como na região Nordeste Paraense, existe nos dias atuais um processo de mudança entre os cultivos, envolvendo sistemas de derruba e queima na implantação de pastagens ou culturas de subsistência para a implantação de sistemas agroflorestais, como forma de diversificar a produção e obter melhores rendimentos e novas formas de comercializar seus produtos orgânicos. Como a comercialização e o beneficiamento da produção são considerados entraves na agricultura familiar, esta pesquisa identifica e analisa a importância da organização nesses processos nesta comunidade por meio da caracterização de sua associação, descrevendo e avaliando o beneficiamento e a comercialização da produção familiar, determinando as mudanças econômicas, sociais e ambientais ocorridas, por meio da agregação de valor aos produtos dos sistemas agroflorestais. Foram realizadas visitas com aplicação de questionários a todos os membros da associação, formando uma amostra de 21 unidades produtivas, permitindo um estudo socioeconômico nas unidades familiares, além da utilização de métodos estatísticos descritivos e de estatística multivariada por meio da análise fatorial e de Cluster, que permitiram avaliar a dimensão desses dados em relação às variáveis determinantes nos sistemas agroflorestais e ao processo de comercialização. Os resultados obtidos indicam que 95% das famílias entrevistadas possuem sistemas agroflorestais com uma grande diversificação de culturas e 95% realizam algum tipo de beneficiamento em seus produtos (71% da produção), o que proporcionou novas oportunidades de mercado e melhores preços, obtendo uma receita média anual de R$ 22.241,35, garantindo-lhes, melhores condições econômicas e sociais, o que nos permite concluir que a organização e a agroindustrialização da produção promoveram uma melhor comercialização e um maior rendimento da produção na comunidade Santa Luzia.
  • Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Caracterização da agricultura familiar na produção agropecuária paraense a partir do censo agropecuário de 2017
    (Universidade da Amazônia, 2023) CORREA, Alan Tiago; FILGUEIRAS, Gisalda Carvalho; CARVALHO, André Cutrim; LOPES, Maria Lúcia Bahia
    O estudo analisou a participação dos produtores familiares na produção agropecuária paraense. Por conta disso, o trabalho parte do seguinte problema: Como está caracterizada a agricultura familiar (AF) paraense e como esta tem contribuído para o desenvolvimento rural no estado do Pará? A metodologia utilizada foi a quali-quantitativa, fundamentada em dados secundários através de pesquisa em banco de dados, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e bibliografia especializada no que se refere ao tema AF. Os resultados mostraram que a produção agropecuária está fortemente associada à agricultura familiar, que se mostrou competitiva mesmo com produtores de uma agricultura mais intensa.
  • Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Compostagem da casca da mandioca: estudo de caso em uma comunidade no município de Abaetetuba-PA
    (Brazilian Journals Publicações de Periódicos e Editora Ltda, 2020-09) GARCIA, Waldilene do Carmo; FENZL, Norbert
    A produção de adubo através da compostagem é uma maneira eficaz de diminuir o gasto que o pequeno produtor tem para cultivar os produtos agrícolas, entretanto, a qualidade deste composto é uma vantagem imprescindível para que a produção tenha boa qualidade, a questão ambiental também é um forte motivo para reaproveitar os resíduos orgânicos e assim ajudar no equilíbrio ecossistêmico da natureza. A partir disso, um dos motivos de desenvolver esta pesquisa é a necessidade que os agricultores familiares têm de comprar adubo mensalmente o que acaba comprometendo a rentabilidade econômica de alguns produtores, contudo, o principal objetivo deste trabalho foi à produção própria de adubo e a sensibilização para dar destino adequado aos resíduos orgânico. A pesquisa teve como lócus a comunidade de Camurituba-beira no Município de Abaetetuba-Pá, onde oito agricultores participaram, através de oficia teoria e prática na produção de adubo, tendo o levantamento socioeconômico como instrumento de coleta de dados. Os resultados obtidos foram 90 kg de adubo sendo testados em alguns cultivos para verificar a qualidade, além disso, o levantamento feito demostrou que a produção de adubo pelos agricultores poderá reduzir os gastos com a compra deste composto. Portanto, a pesquisa teve relevância socioambiental, uma vez que, trabalhou a sensibilização para o descarte correto dos resíduos, bem como apontou uma possível solução para a redução da compra de adubo.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Diversidade no uso e manejo de fogo por agricultores na Amazônia Oriental
    (Universidade Federal do Pará, 2022-06-08) SANTOS, Ian Paulo Monteiro; SILVA, Fernando Elias da; http://lattes.cnpq.br/7374917289764220; https://orcid.org/0000-0001-9190-1733; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904
    O uso indiscriminado do fogo vem se tornando um problema global devido ao aumento da incidência e severidade dos incêndios relacionados, principalmente, às mudanças climáticas. A Amazônia brasileira era um bioma livre de fogo, porém tem experimentado incêndios cada vez mais frequentes e intensos. O uso e manejo do fogo é histórico e bastante variável, especialmente na prática da agricultura. Diante disso propõe-se nessa dissertação avaliar o uso e manejo do fogo por diferentes tipos de agricultores (familiares e patronais) em duas regiões distintas na Amazônia Oriental. A coleta de dados foi feita em 2010 pela Rede Amazônia Sustentável (RAS) e em 500 propriedades rurais, distribuídas em 18 microbacias hidrográficas em cada região. Para comparar a diversidade de práticas de uso e manejo do fogo entre os produtores e as regiões, utilizouse a análise PERMANOVA. Em ambas as regiões, predomina o uso do fogo e os agricultores familiares foram aqueles que tiveram proporção de uso maior em comparação aos patronais. Entretanto, o uso do fogo foi também realizado pelos agricultores maiores de ambas as regiões. As duas finalidades principais para usar o fogo foram preparar a terra antes de implantar agricultura e realizar o manejo de pastagens degradadas. As capoeiras ou florestas secundárias (<20 anos) foram o tipo de vegetação mais usado, embora florestas primárias e capoeiras mais velhas também tenham sido usadas. A maioria dos agricultores construiu aceiros e queimou contra o vento, porém também usou o fogo no período mais quente do dia (entre 12h-15h) e antes das primeiras chuvas na região No momento da queima, os agricultores de ambas as regiões recebem auxílio humano, que ocorre predominantemente por pessoas da própria propriedade. Esse uso dominante do fogo na Amazônia reflete o padrão observado nas diferentes regiões tropicais, principalmente relacionado à agricultura itinerante. Observou-se, também, uma incompatibilidade entre o manejo realizado pelos agricultores e aquele recomendado por especialistas ou pela lei. A necessidade da adaptação da lei brasileira quanto às práticas de queimadas locais é emergente, já que ela pode tornar essa prática inviável. Espera-se com esse estudo contribuir para a elaboração de normas de uso e manejo do fogo que sejam mais adaptadas às realidades específicas de cada região e de cada produtor.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Diversidade no uso e manejo de fogo por agricultores na Amazônia Oriental
    (Universidade Federal do Pará, 2022-06-08) SANTOS, Ian Paulo Monteiro; SILVA, Fernando Elias da; http://lattes.cnpq.br/7374917289764220; https://orcid.org/0000-0001-9190-1733; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904; https://orcid.org/0000-0002-4008-2341
    O uso indiscriminado do fogo vem se tornando um problema global devido ao aumento da incidência e severidade dos incêndios relacionados, principalmente, às mudanças climáticas. A Amazônia brasileira era um bioma livre de fogo, porém tem experimentado incêndios cada vez mais frequentes e intensos. O uso e manejo do fogo é histórico e bastante variável, especialmente na prática da agricultura. Diante disso propõe-se nessa dissertação avaliar o uso e manejo do fogo por diferentes tipos de agricultores (familiares e patronais) em duas regiões distintas na Amazônia Oriental. A coleta de dados foi feita em 2010 pela Rede Amazônia Sustentável (RAS) e em 500 propriedades rurais, distribuídas em 18 microbacias hidrográficas em cada região. Para comparar a diversidade de práticas de uso e manejo do fogo entre os produtores e as regiões, utilizouse a análise PERMANOVA. Em ambas as regiões, predomina o uso do fogo e os agricultores familiares foram aqueles que tiveram proporção de uso maior em comparação aos patronais. Entretanto, o uso do fogo foi também realizado pelos agricultores maiores de ambas as regiões. As duas finalidades principais para usar o fogo foram preparar a terra antes de implantar agricultura e realizar o manejo de pastagens degradadas. As capoeiras ou florestas secundárias (<20 anos) foram o tipo de vegetação mais usado, embora florestas primárias e capoeiras mais velhas também tenham sido usadas. A maioria dos agricultores construiu aceiros e queimou contra o vento, porém também usou o fogo no período mais quente do dia (entre 12h-15h) e antes das primeiras chuvas na região No momento da queima, os agricultores de ambas as regiões recebem auxílio humano, que ocorre predominantemente por pessoas da própria propriedade. Esse uso dominante do fogo na Amazônia reflete o padrão observado nas diferentes regiões tropicais, principalmente relacionado à agricultura itinerante. Observou-se, também, uma incompatibilidade entre o manejo realizado pelos agricultores e aquele recomendado por especialistas ou pela lei. A necessidade da adaptação da lei brasileira quanto às práticas de queimadas locais é emergente, já que ela pode tornar essa prática inviável. Espera-se com esse estudo contribuir para a elaboração de normas de uso e manejo do fogo que sejam mais adaptadas às realidades específicas de cada região e de cada produtor.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Diversificação dos meios de vida como estratégia de reprodução da agricultura familiar
    (Universidade Federal do Pará, 2025-07-31) PAULINO, Gessiane da Silva; FARIAS, Hilder André Bezerra; http://lattes.cnpq.br/9699884561814969; RIVERO, Sérgio Luiz de Medeiros; http://lattes.cnpq.br/6692406360344209; https://orcid.org/0000-0002-7723-2497; SANTOS, Ricardo Bruno Nascimento dos; PUTY, Claudio Alberto Castelo Branco; CHIACCHIO, Jayne Isabel da Cunha Guimarães; SANTOS, José Nazareno Araujo dos; http://lattes.cnpq.br/3685339264701382; http://lattes.cnpq.br/5885474167011571; http://lattes.cnpq.br/2298832317611535; http://lattes.cnpq.br/4579175489889132
    A agricultura familiar é essencial para a segurança alimentar, a preservação ambiental e a valorização de saberes tradicionais, mas enfrenta vulnerabilidades estruturais, como desigualdades no acesso à terra e a políticas públicas, e conjunturais, como a pressão do mercado, mudanças climáticas e competição com o agronegócio, que aprofundam as incertezas quanto à sua capacidade de reprodução. Diante desses desafios, os agricultores familiares adotam estratégias adaptativas, como a diversificação dos meios de vida. Esta tese tem como objetivo analisar os efeitos da diversificação das fontes de renda sobre os níveis de reprodução da agricultura familiar brasileira, com base nos dados do Censo de 2017. A fundamentação teórica apoia-se em Chayanov, Polanyi e Ellis, destacando a lógica própria das unidades camponesas, a economia substantiva, o enraizamento (embedded) social da economia e os diversos ativos que compõem os meios de vida das famílias rurais e as estratégias utilizadas para sua reprodução. A metodologia proposta utilizou dados do Censo Agropecuário 2017, disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), onde os dados omitidos dos estabelecimentos das microrregiões brasileiras foram tratados. Como proxy da diversidade foi criado o Índice Geral de Diversidade, obtido por meio da análise dos componentes principais dos índices de Shannon, Pielou e Simpson. Enquanto, utilizou-se a análise fatorial exploratória para identificação das dimensões das estratégias de reprodução da agricultura familiar. Os resultados mostram que maior diversificação está associada a melhores níveis de reprodução, enquanto maior inserção no mercado correlaciona-se com menor diversidade. A análise regional revela distintos padrões de diversificação, demonstrando que sua eficácia depende das condições locais. No Nordeste, a diversificação está associada a uma agricultura resiliente, sustentada por práticas agroecológicas, redes de cooperação e políticas públicas, indicando forte capacidade de reprodução social. No Centro-Oeste, a diversificação surge como resposta à fragilidade estrutural; no Norte, articula subsistência, transferências sociais e atividades não agrícolas; no Sudeste, apesar da presença da diversificação, esta não tem revertido os baixos níveis de reprodução; e no Sul, destaca-se uma diversificação articulada à organização social, com maior inserção em mercados. Esses padrões reforçam a ideia de que a diversificação é uma prática funcional e enraizada nos territórios, que exige políticas públicas territorializadas e sensíveis à pluralidade dos modos de vida rurais.
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