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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Aspectos granulométricos, mineralógicos e químicos de sedimentos de praias (Barras em Pontal) do Rio Acre e sua relação com a fertilidade
    (Universidade Federal do Pará, 2004-10-30) VIANA, Érica Cristina Acácio; COSTA, Marcondes Lima da; http://lattes.cnpq.br/1639498384851302
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Contrastes químicos, mineralógicos e de fertilidade entre solos tipo terra preta arqueológica: sítio da Mata, no limite Oriental da Amazônia, e sítio Porto de Santarém, no Baixo Amazonas
    (Universidade Federal do Pará, 2012-06-18) SILVA, Uibirá Sena; KERN, Dirse Clara; http://lattes.cnpq.br/8351785832221386; COSTA, Marcondes Lima da; http://lattes.cnpq.br/1639498384851302; https://orcid.org/0000-0002-0134-0432
    Sítios TPA são comuns na região amazônica. Destacam-se pelo grande conteúdo de fragmentos de vasilhas cerâmicas, urnas funerárias e artefatos líticos. Como solos, se apresentam com elevada fertilidade em relação aos solos circunvizinhos. A origem dos solos tipo TPA é relacionada às atividades cotidianas de populações pré-históricas que viveram em assentamentos antigos por longos períodos nos últimos milhares de anos na Amazônia. Pesquisas recentes mostram que os fragmentos cerâmicos destes sítios apresentam fertilidade tão alta ou superior à do próprio solo que os envolve, podendo se constituir em uma potencial fonte de nutrientes para estes solos. O presente trabalho investigou os solos e os fragmentos cerâmicos de dois sítios TPA localizados em regiões distintas da Amazônia: o Sítio da Mata, localizado na região metropolitana de São Luís do Maranhão, área de transição floresta savana; e o Sítio Porto de Santarém, localizado na foz do rio Tapajós, área originalmente de floresta, mas atualmente urbanizada. A pesquisa objetivou caracterizar e diferenciar o material dos dois sítios, buscando relacioná-los aos diferentes contextos geomorfológicos nos quais estão inseridos. No Sítio da Mata foram coletadas amostras no perfil de TPA e de solo adjacente, e no Sítio Porto de Santarém apenas no perfil de TPA. As amostras compreendem tanto a matriz solo como fragmentos cerâmicos. Esse material foi submetido a análises granulométricas (apenas amostras de solo), análises mineralógicas por Difração de Raios-X (DRX), química total por ICP-MS/OES, e análise dos parâmetros de fertilidade. Foram também quantificadas as espécies de fósforo (apatítico, Fe-Al e orgânico) presentes nos solos e nos fragmentos cerâmicos. Os solos TPA do Maranhão e de Santarém apresentam elevados conteúdos de fração areia, com textura variando de franco-siltosa a areia franca no Sítio da Mata e textura franco-arenosa em todo o perfil do Sítio Porto de Santarém. A composição mineralógica dos solos não apresentou diferenças significativas entre os sítios estudados: constituem-se basicamente de quartzo e caulinita como minerais principais, e anatásio e muscovita como minerais acessórios nos dois sítios. As análises químicas revelam solos dominados por SiO2 e Al2O3, corroborando a mineralogia, tendo Fe2O3 e TiO2 em menores proporções. P2O5, CaO, K2O e MgO estão em concentrações inferiores a 0,5%, porém, mais elevados na TPA do Porto de Santarém. Entre os elementos traço analisados, apenas V, Cu, Zn, Sr e Ba se destacam, da mesma forma mais elevados no Sítio Porto de Santarém. As concentrações e os padrões de distribuição dos elementos terras raras, quando normalizados aos condritos, são semelhantes nos dois sítios, com enriquecimento dos ETRL e forte anomalia positiva de Ce, e negativa de Eu. As diferenças apenas nos conteúdos de P disponível, Ca2+ e Mg2+, mesmo que em valores relativamente baixos, sugerem influência antrópica diferenciada sobre os solos pré-TPA. Os solos TPA do Sítio Porto de Santarém apresentam fertilidade mais elevada, dada pelos maiores teores de P disponível, variando de 72,9 a 305,7 mg Kg-1, e Ca2+, variando de 3,52 a 5,16 mg Kg-1, contra 5,4 a 12,7 mg Kg-1 de P e 0,96 a 2,31 mg Kg-1 de Ca2+ no Sítio da Mata. CTC, soma e saturação por bases e teor de matéria orgânica também são superiores na TPA do Sítio Porto de Santarém. Os fragmentos cerâmicos dos dois sítios são constituídos por quartzo e metacaulinita, além de illita e anatásio. Albita e microclínio foram identificados somente nos FC do Sítio Porto de Santarém. São, desta forma, formados principalmente por SiO2 e Al2O3, e Fe2O3 e TiO2 em menores proporções. Em Santarém, entretanto, os fragmentos contém ainda teores elevados de P2O5, de 3,49 a 5,37%, e os valores de CaO, K2O, Na2O, Cu, Zn, Sr e Ba suplantam aqueles do Sítio da Mata. As concentrações e os padrões de distribuição dos ETR são semelhantes nos FC dos dois sítios, com enriquecimento de ETRL, anomalia positiva de Ce e anomalias negativas de Eu e Ho. Portanto os fragmentos cerâmicos do Sítio Porto de Santarém são mineralogicamente distintos daqueles do Sítio da Mata, embora estejam em uma matriz de solo idêntica nos dois sítios. A presença de fósforo é compatível com os demais fragmentos encontrados em outros sítios TPA na Amazônia. A fertilidade dos FC do Sítio Porto de Santarém apresentou melhores parâmetros, com pH levemente superior aos dos FC do Sítio da Mata, maiores teores de Ca2+, K+ e principalmente de P disponível, além de maiores CTC e soma e saturação por bases, corroborando a fertilidade mais elevada no Sítio Porto de Santarém. O fracionamento de fósforo revelou que na matriz dos solos das TPAs estudadas o fósforo está ligado principalmente a compostos orgânicos, enquanto nos fragmentos cerâmicos aparece principalmente como inorgânico não apatítico. Fosfato apatítico aparece em pequenas concentrações na matriz dos solos e nos fragmentos cerâmicos dos dois sítios. É provável, portanto, que o fósforo que estava presente em materiais orgânicos descartados pelos povos antigos, como ossos diversos, entre outros materiais, ao serem submetidos à pedogênese tropical, foram gradualmente dissolvidos, liberando o fósforo, que foi parcialmente fixado como fosfatos de Fe e/ou Al, fases minerais comuns em solos tropicais, bem como na matéria orgânica, abundante nas TPAs, representando as frações de fósforo inorgânico não apatítico e de fósforo orgânico respectivamente.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Do conceito de fertilidade ao de sustentabilidade
    (1999-12) GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; MENEZES, Maria de Nazaré Angelo
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Fecundidade e fertilidade do camarão-da-Amazônia, Macrobrachium amazonicum (Heller, 1862) (Decapoda: Palaemonidae) em dois ambientes estuarinos do estado do Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2010) ROCHA, Cristina Pantoja; MELO, Nuno Filipe Alves Correia de; http://lattes.cnpq.br/4989238044542736
    O Macrobrachium amazonicum é o camarão de água doce com ampla exploração pesqueira na região amazônica, em virtude da abundância e boa aceitação no mercado consumidor. O objetivo deste estudo foi caracterizar a fecundidade e fertilidade de M. amazonicum em dois ambientes estuarinos no Estado do Pará. De forma que foram realizadas coletas mensais no período de setembro de 2008 a agosto de 2009, nos município de Vigia e Belém na Ilha de Mosqueiro, as fêmeas foram até o Laboratório de Ecologia Aquática e Aqüicultura Tropical - LECAT no campus da Universidade Federal Rural da Amazônia – UFRA, em Belém. Para a determinação da fecundidade foram colecionadas mensalmente em média 30 fêmeas ovígeras de cada ponto de coleta, os ovos aderidos aos pleópodes foram retirados, utilizando hipoclorito de sódio como 2% de cloro ativo e estocado em álcool 70%. A fecundidade individual foi determinada a partir da contagem total dos ovos. Para a determinação do volume dos ovos foram selecionados de cada local de coleta, aleatoriamente, 50% do número total de fêmeas ovígeras destinadas a fecundidade, seguindo dois grupos: ovos pigmentados e não-pigmentados. Para determinar a fertilidade, as fêmeas ovígeras de M. amazonicum foram estocadas individualmente em aquários de vidro de 2L. Após a eclosão, as larvas foram sifonadas e contadas. Para todas as fêmeas foi aferido o peso de cada exemplar e avaliada sua biometria com o auxílio de um paquímetro de precisão. As fêmeas de M. amazonicum oriundas do Município de Vigia tiveram comprimento absoluto entre 4,8 e 9,3 cm e peso entre 2,21 e 11,81g, com fecundidade absoluta entre 38 e 5.749 ovos (2.296 ± 1.288 ovos). Para as fêmeas de Belém, provenientes da ilha de Mosqueiro, o comprimento variou entre 3,71 e 8,14 cm, o peso entre 1,27 e 11,2g, com fecundidade absoluta variando de 123 e 7.571, com média de 1.448 ± 990 ovos. O volume de ovos para as fêmeas obtidas no Município de Vigia, referente aos ovos não-pigmentados, apresentou volume médio de 141,37mm³, enquanto que para ovos pigmentados o volume foi de 116,13mm³. As fêmeas provenientes da Ilha de Mosqueiro, com ovos não-pigmentados apresentaram volume médio de 118,97mm³ e ovos pigmentados o volume médio calculado foi de 144,61mm³. A análise da fertilidade para as fêmeas do município de Vigia apresentou comprimento entre 5,41 e 9,72 cm e peso entre 2,51 e 9,60g, a fertilidade absoluta foi 14 e 4.430 larvas, com média de 1.152 ± 822 larvas por fêmea. As da ilha de Mosqueiro apresentaram comprimento entre 3,53 e 7,67 cm e peso entre 1,12 e 8,77 g com fertilidade absoluta entre 7 e 4.121 e média de 755 ± 871 larvas por fêmea. Os valores referentes a fertilidade e fecundidade para os município de Vigia e Belém - Ilha de Mosqueiro indicam que há proporcionalidade entre as variáveis de comprimento e peso. Apesar de apresentar fecundidade e fertilidade menor que os valores reprodutivos apresentados para outras espécies de interesse comercial, os valores aqui mostrados evidenciam que nestes dois locais a espécie podem fornecer matrizes potenciais para aquicultura.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Mineralogia, química e avaliação da fertilidade potencial de fragmentos cerâmicos de sítio de terra preta: Caxiuanã, Juruti, Barcarena e Quebrada Tacana.
    (Universidade Federal do Pará, 2010-06-24) SILVA, Glayce Jholy Souza da; COSTA, Marcondes Lima da; http://lattes.cnpq.br/1639498384851302
    Pequenas áreas com solos tipo Terra Preta Amazônica (TPA) estendem-se por toda a região amazônica. Dentre suas características mais marcantes destacam-se sua elevada carga de nutrientes e a presença de vestígios das sociedades que habitaram a região no período pré-colonial. Fragmentos de vasos cerâmicos são os mais frequentemente resgatados nestes solos. Os elevados conteúdos de fósforo nas TPA é há muito tempo relatado e estudos recentes mostram que os fragmentos também os contêm. A fim de relacionar a fertilidade das TPA à abundante presença dos fragmentos cerâmicos, este trabalho propôs-se a investigar a composição química e mineralógica bem como avaliar o caráter fértil dos fragmentos e sua capacidade em liberar nutrientes para o solo. Para este fim selecionou-se 44 fragmentos cerâmicos coletados em quatro sítios: Barcarena, Caxiuanã, Juruti no Pará e Tacana em Letícia-Colômbia. As análises mineralógicas foram realizadas por difração de raios x (DRX), e a determinação dos antiplásticos e dos aspectos texturais por microscopia óptica e eletrônica de varredura. A composição química total foi determinada por ICP-MS via fusão alcalina. A extração dos nutrientes fósforo, potássio, cálcio, cobre, zinco, manganês, magnésio, ferro e sódio foi feita com extrator Mehlich 1. Nos ensaios de dessorção foram utilizadas suspensões apenas contendo ácido cítrico (pH 4.5-5.5) em alusão à presença dos ácidos húmicos nos solos TPA. Os fragmentos contêm quartzo e metacaulinita como fases comuns e distinguem-se entre si pela presença de talco, calcita e hematita em fragmentos do sítio Raimundo; clorita em Quebrada Tacana e Barcarena; cristobalita em Raimundo e Quebrada Tacana. Os elevados conteúdos de SiO2 e Al2O3 condizem com a mineralogia dominante, quartzo e caulinita; K2O encontra-se como feldspatos e micas, especialmente em Juruti; CaO está em baixas concentrações, exceto em Raimundo devido à presença de conchas tanto nos fragmentos quanto no solo; enquanto P2O5 alcançou valores de 0.9, 2.9 e 4.7% nos fragmentos dos sítios Raimundo, Quebrada Tacana e Juruti, respectivamente, sem constatação de fase mineral cristalina; em Barcarena está praticamente ausente. A metacaulinita de natureza microcristalina a plásmica constatada sob microscópio óptico, constitui a matriz dos fragmentos. A natureza amorfa é indicada pela elevação de background observada na maioria dos difratogramas e a classificação como metacaulinita permitida pelos elevados conteúdos de SiO2 e Al2O3 que juntos representam mais de 50% da composição química total. Os antiplásticos variaram de acordo com a procedência dos fragmentos. Cariapé é comum nos fragmentos de Raimundo, Quebrada Tacana e Barcarena; cauixi nos fragmentos de Juruti; carvão em Quebrada Tacana, enquanto conchas restringem-se aos fragmentos de Raimundo. Os resultados para fertilidade mostraram que os fragmentos de Quebrada Tacana e Juruti destacam-se quanto aos níveis de P disponível alcançando 1045 e 2250 mg/dm³, respectivamente, enquanto as concentrações muito baixas desse nutriente foram verificadas nos fragmentos de Barcarena não ultrapassando 5 mg/dm³; com referência ao K trocável todos os fragmentos apresentaram teores bastante elevados; as maiores variações foram encontradas para Zn, Mg, Mn; enquanto Ca trocável destacou-se em fragmentos do sítio Raimundo. Os ensaios para dessorção demonstraram que os fragmentos liberam nutrientes, especialmente o fósforo, encontrado em elevados teores nos fragmentos de Quebrada Tacana e Juruti, e que mesmo nutrientes como Ca e Mg, presentes em baixa concentração também sofrem dessorção. Estes resultados indicam que os vasos cerâmicos foram fabricados a partir de matéria-prima básica e comum, representada por quartzo e caulinita, ou seja, argilas. As variações mineralógicas são reflexos da geologia local e dos diferentes antiplásticos adicionados à pasta cerâmica. A caulinita presente em alguns fragmentos é um produto neoformado a partir da alteração sofrida pelo fragmento rico em SiO2 e Al2O3. A metacaulinita é produto da queima da matéria-prima (rica em caulinita). Os diferentes antiplásticos adicionados podem ser relacionados à preferência de cada povo ou disponibilidade na região, cuja importância para fabricação de materiais cerâmicos era conhecida. Os fragmentos apresentam teores de nutrientes favoráveis à agricultura, com destaque para fósforo (exceto em Barcarena) e potássio. Além disso, são capazes de liberá-los na presença de um ácido orgânico, que é produto comum da decomposição da matéria orgânica e é exsudado pelas raízes de algumas espécies vegetais; indicando que o fragmento pode assumir o mesmo comportamento no solo.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Prevalência de patologias no trato genital de machos bubalinos (Bubalus bubalis) nos estados do Pará, Amapá e baixo Amazonas, Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2009-08-28) BARBOSA, Elizabeth Machado; RIBEIRO, Haroldo Francisco Lobato; http://lattes.cnpq.br/1614582293203770
    Distúrbios reprodutivos estão associados a problemas adquiridos (estresse, manejo inadequado e de origem infecciosa), e genéticos (alta consangüinidade existente em alguns rebanhos do Brasil). Embora mostre o grau do potencial de fertilidade do macho, o exame andrológico e, em particular, o teste de funcionalidade, tem sido pouco utilizado, principalmente na seleção dos touros, embora, estes mesmos estudos, mencionem a importância do sêmen para avaliar a eficiência reprodutiva do macho. O objetivo do estudo foi determinar a prevalência de patologias clinicamente notáveis, através de palpação e inspeção e caracterizar o perfil espermático de búfalos criados em sistemas de produção, intensivo e extensivo. O estudo foi realizado em propriedades do Estado do Pará, nos Municípios de Belém, Ipixuna, Mojú, Nova Timbotéua, Paragominas, Santarém Novo e São Caetano de Odivelas, Muaná, Soure, Chaves e Ponta de Pedras. No estado do Amapá, nos Municípios de Cutias, Itaubal, Tartarugalzinho e no Arquipélago do Bailique. Os animais eram criados no sistema intensivo e extensivo, respectivamente. O período do estudo foi de março de 2008 a março de 2009. Foram utilizados 305 touros da raça Murrah, Mediterrânea e mestiços, com idade variando entre 2 a 15 anos, sendo que 160 no Estado do Pará, e 145 no Estado do Amapá. Os dados dos exames clínicos - andrológicos, assim como o espermiograma foram documentados em fichas especiais. A obtenção de sêmen foi realizada pela massagem das ampolas a avaliação física do sêmen contou da cor, aspecto, volume, motilidade, vigor, concentração e a avaliação morfológica e pH. A concentração foi aferida por espectrofotômetro da Central de Biotecnologia Animal (CEBRAN). Para a morfologia espermática foi utilizado o método de Cerovsky. Foram analisadas 200 espermatozóides em microscópio óptico em objetiva de imersão. Para análise estatística, foi empregado o programa estatístico BIOESTAT 5.0, estatísticas descritivas para todas as variáveis estudadas, biometrias testiculares, patologias do sistema reprodutor e características físicas e morfológicas do sêmen, registrando-se as médias, os desvios padrões e a distribuição de freqüências para as características de classes andrológicas. Os dados quantitativos referentes às idades dos touros, biometrias testiculares, avaliações físicas e morfológicas do sêmen foram submetidos à ANOVA, e quando houve efeito significativo pelo teste F, às médias foram comparadas pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade de erro. Dos 305 búfalos, nos animais do Estado do Amapá a media e o desvio padrão da circunferência escrotal foi superior ao do Estado do Pará independente do tipo de manejo. Indiferente de idade e sistemas de criação não foi encontrado nenhuma alteração no pênis. A bolsa escrotal bífida (fenda escrotal) foi a alteração mais prevalente. A maior freqüência de alterações no epidídimo foi epididimite granulomatosa tipo tuberculóide, observada nos animais de criação extensiva no estado do Amapá, com uma tendência aos touros de mais de quatro anos. Entre as alterações do testículo a mais prevalente foi à torção testicular e de causas infecciosa destacamos a ocorrência de casos de orquite interticial crônico ativa, orquite granulomatosa tipo tuberculóide, hipoplasia testicular grau I, hipoplasia testicular grau III associada à orquite tuberculóide e hipoplasia grau II (parcial). Outra observação bem evidente é com relação às percentagens de espermatozóide com defeitos maiores e menores que se apresentam muito altas as recomendadas pelo CBRA. Deste estudo pode-se concluir que os reprodutores criados de forma extensiva apresentam patologias de origem genética e infecciosa muito prevalente.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Os solos-sedimentos da região central do estado do Acre (Feijó- Tarauacá), sua aptidão ao cultivo de abacaxi e a relação com os sedimentos fluviais atuais
    (Universidade Federal do Pará, 2006-10-18) PEREIRA, Patrícia Freitas; COSTA, Marcondes Lima da; http://lattes.cnpq.br/1639498384851302; https://orcid.org/0000-0002-0134-0432
    O Estado do Acre está situado no extremo sudoeste da Amazônia brasileira. E o seu território, em mais de 80%, é coberto por rochas da Formação Solimões que é constituída predominantemente por rochas sedimentares silticas argilosas fossilíferas, intercaladas por arenitos finos, e tiveram como fontes os terrenos dos contrafortes andinos. No estado do Acre existem manchas de solos de boa fertilidade, com maior concentrações em sua região central (Feijó-Tarauacá). No entanto é notável que alguns cultivares se desenvolvem em tamanho exagerado como banana (banana comprida), melancia e principalmente o abacaxi “gigante de Tarauacá”, sem adubos ou fertilizantes, e apenas em algumas áreas específicas dessa região central, insinuando uma maior fertilidade, a julgar pelos 15kg que chegam a pesar os abacaxis gigantes. Essa fertilidade é também reconhecida nos sedimentos de praia (barra em pontal) dos rios que drenam o Estado do Acre. O presente trabalho tem assim objetivo o estudo da fertilidade dos solos da região Feijó-Tarauacá, sua origem e relação com os sedimentos de fonte sub-andinas transportados e redepositados pelo sistema fluvial ao tempo da Formação Solimões. Para a concretização deste estudo foram selecionadas 18 pontos de amostragem de solo com coletas de amostras em dois intervalos de profundidade (0-10 e 10-20cm), sendo oito pontos em áreas de roçado de abacaxi “gigante de Tarauacá” na Colônia Treze de Maio, 7 pontos ao longo da BR-364 no trecho Feijó-Tarauacá, 2 em área de mata virgem próximo a Tarauacá e 1 no roçado de abacaxi roxo nas proximidades de Feijó no sítio Coração de Jesus. Foi coletado também um abacaxi gigante desenvolvido no referido roçado. Na rede fluvial foram coletadas amostras de água, sedimento em suspensão e sedimento de fundo em 9 pontos de amostragem ao longo das micro-bacias de Tarauacá e Envira limitando-se à região Tarauacá-Feijó-Envira. As análises de solo consistiram de separação granulométrica (areia, silte e argila); determinação mineralógica por difração de raio-x (DRX); composição química (elementos maiores, traço e terras raras, por ICP-MS) e determinação de nutrientes (P, Mg, Ca, K, Fe, Mn, Cu e Zn) bem como Al disponível, e matéria orgânica. No abacaxi gigante foram determinados Ca, Mg, P, Na, K, Fe, Mn, Cu, Zn e Hg. As águas foram submetidas à análise de parâmetros físico-químicos in situ (pH, temperatura, STS, TDS, turbidez, transparência, cloreto, sulfato, fosfato, amônia, nitrito, nitrato, e determinação de metais dissolvidos em ICP-MS. Nos sedimentos em suspensão também foram determinados em ICP-MS os metais adsorvidos). Os sedimentos de fundo foram submetidos à análise de nutrientes. Os resultados obtidos demonstram que os solos da região Feijó-Tarauacá são rasos com pequeno desenvolvimento pedogenético onde seus horizontes se confundem facilmente com siltitos e argilitos inconsolidados de sua rocha fonte. São predominantemente silto-argilosos, e suas variações permitiram distinguir três agrupamentos: 1- silto-argilosos com teor de areia fina entre 4 e 20%; 2- areno-siltoargilosos; e 3- silto-argilosos com até 4% de areia fina. Todos os solos da Colônia Treze de Maio, onde são cultivados os abacaxis “Gigantes de Tarauacá” correspondem ao agrupamento 1. A mineralogia dominante nos solos-sedimentos estudados está representada por esmectita (33 a 61%) e quartzo (21 e 34%) seguidos de illita, caulinita, pouca albita e microclínio e às vezes calcita. Os solos da Colônia Treze de Maio apresentam os maiores conteúdos médios de esmectita e quartzo. A análise química revelou que estes solos-sedimentos são constituídos principalmente de SiO2 e Al2O3, além de Fe2O3, seguidos de K2O, CaO, e MgO compatíveis com a mineralogia, e o elevado conteúdo de SiO2 relaciona-se, ao conteúdo de quartzo, e quando aliado ao Al2O3 reflete também a abundância de argilominerais, principalmente as esmectitas. Os solos da Colônia Treze de Maio apresentaram teores de MnO, CaO e P2O5 consideravelmente mais elevados. A normalização com a crosta terrestre superior revela que os solos-sedimentos estudados se mostram empobrecidos em MgO, CaO, Na2O, K2O e P2O5; enriquecidos em TiO2; se equivalem em SiO2, Al2O3 e Fe2O3; e se mostram ainda enriquecido em MnO apenas nas amostras de solo da Colônia Treze de Maio. Quando normalizados com os folhelhos austrialianos pós-arqueanos-PAAS os solos-sedimentos se equivalem em CaO e SiO2 e se mantêm enriquecidos em MnO nas amostras de solo da Colônia Treze de Maio, se mostrando empobrecidos nos demais elementos. Quando comparados com os solos região central da Amazônia, os solos-sedimentos da região Feijó-Tarauacá encontram-se enriquecidos em MgO, CaO, Na2O, K2O, Fe2O3 e MnO e equiparáveis nos demais óxidos. O índice de alteração química (IAQ) indica solos-sedimentos pouco alterados, ligeiramente superior aos dos sedimentos de praia do Acre e dos rios Maranõn-Solimões, mas equiparáveis aos IAQ de esmectitas provavelmente devido as altas concentrações desse argilomineral no material de estudo. As análises de fertilidade revelaram concentrações elevadas de K, Ca, Mg, Fe, Mn e Zn, valores médios a altos de P, e valores médios de matéria orgânica, mostrando que esses solos-sedimentos apresentam elevada capacidade de troca catiônica (CTC), saturação por base acima de 75% e baixa saturação por Al. Contudo os solos da Colônia Treze de Maio se destacam dos demais por apresentarem um padrão de fertilidade superior, mesmo após os cultivos sucessivos de milho, arroz e abacaxi gigante. Este alto padrão de fertilidade sugere que apesar de já constatadas manchas férteis de solo na região do Acre, mais precisamente na região Feijó-Tarauacá, de fato existem nessa região, inseridas nas manchas maiores, “micromanchas” de solos com fertilidade ainda maior. Essas “micro-manchas” são do conhecimento empírico de pequenos agricultores que conseguem distingui-las das demais regiões de menor grau de fertilidade, cultivando banana, milho, arroz, feijão e os exuberantes abacaxis “Gigantes de Tarauacá”. A origem da fertilidade da região Feijó-Tarauacá está intrinsecamente relacionada com as características geológicas distintas da região, que por sua vez estão relacionadas, possivelmente com as variações nos processos de deposição ao tempo da Formação Solimões, principalmente com a mineralogia rica em argilominerais 2:1 como as esmectitas, mais abundantes nos solos de plantação de abacaxi gigante, sendo as principais responsáveis pelos altos valores de CTC dos solos, já que esses não são tão ricos em matéria orgânica. O exemplar de “abacaxi gigante” analisado pesou 4 vezes mais que um abacaxi comercial. O pH da polpa foi de 4,1. Seu conteúdo nutricional parcial revelou altos teores de elementos químicos nas três partes do abacaxi analisado (casca, polpa e miolo), sendo que a casca concentrou a maioria dos elementos, apresentando a seguinte ordem K> P> Ca> Mg> Mn> Na> Fe > Zn >Cu. Quando comparados com os abacaxis consumidos na Colômbia e no México, observa-se que apenas os teores de Na e Mg do abacaxi “gigante de Tarauacá” se encontram na média para os outros abacaxis, os demais elementos são consideravelmente maiores, com destaque ao P que é 22 vezes maior que o do abacaxi da Colômbia, e ao Mn que é 18 vezes maior que o do abacaxi do México. Os teores médios de Hg (55 ppb) dos solos estudados se encontram abaixo da média mundial, porém é o dobro da média encontrada para os sedimentos de praia dos rios Envira, Tarauacá e Juruá, já os teores de Hg (6 a 16ppb) no abacaxi gigante se assemelham aos de folhas e grãos de feijão cultivados nessas praias. Os altos teores de Mn disponíveis nos solos e no abacaxi gigante sugerem que este contribua juntamente com K e P, para o crescimento exagerado dos cultivares plantados nos solos das “micro-manchas”. A riqueza de nutrientes dos solos de terra firme da região Feijó-Tarauacá também foi observada nos rios que drenam essa região. Os sedimentos de fundo do rio Envira se mostraram mais rico em nutrientes que os do rio Tarauacá demonstrando que as terras da formação Solimões drenadas pelo rio Envira parecem ser mais ricas em nutrientes. As águas fluviais no período de enchente (inverno) se enriquecem em material inorgânico em suspensão com até 8 vezes mais do que no período de estiagem (verão), o contrário acontece com o total de sólidos dissolvidos (STD), com 3 vezes mais STD no período de estiagem. Os teores de metais disponíveis nos sedimentos em suspensão são em ordem decrescente Fe, Al, Mg, Mn, Na, Ti, Ba, Zn, Sr, Cu, B, Li, Sn, Pb, Rb, etc, (Ca e K não foram analisados). Os menores teores desses elementos se concentraram no rio Jurupari, afluente do Envira, com exceção do Se, Sn, Rb, Sb, Cs. Esses suspensatos são relativamente ricos em macro e micronutrientes explicando a mineralogia das águas fluviais e em conjunto a fertilidade das praias e, por conseguinte mostrando que os sedimentos da Formação Solimões são de fato a principal fonte de fertilidade dos atuais corpos praianos e de planície de inundação do Acre, como também dos sedimentos de terra firme, onde estão sendo cultivados os abacaxis “Gigantes de Tarauacá”, entre outros cultivares.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Transferência química na cadeia solo-mandioca-cabelo humano na região de Caxiuanã (Estado do Pará) e sua importância ambiental
    (Universidade Federal do Pará, 2008-05-02) CARMO, Marciléia Silva; KERN, Dirse Clara; http://lattes.cnpq.br/8351785832221386; COSTA, Marcondes Lima da; http://lattes.cnpq.br/1639498384851302; https://orcid.org/0000-0002-0134-0432
    A região de Caxiuanã, localizada no estado do Pará, se destaca pela ocorrência de vários sítios com solos tipo Terra Preta Amazônica (TPA). São solos caracterizados pela cor preta, pela presença de fragmentos cerâmicos e pelas concentrações elevadas de Ca, Mg, Mn, P, Zn e C, quando comparados com os solos amazônicos. São solos férteis, utilizados para agricultura de subsistência, principalmente a mandioca (Manihot esculenta Crantz). Com o objetivo de conhecer as características físicas, químicas, mineralógicas e de fertilidade destes solos e as inter-relações entre estes e os solos adjacentes (AD), cultivados ou não com mandioca, bem como a capacidade de adsorção de seus nutrientes e possíveis metais potencialmente tóxicos pela mandioca e sua transferência para o corpo humano através da análise do cabelo (mineralograma) desenvolveu-se o presente trabalho. Para tal foram selecionados sítios com TPA com e sem roçado de mandioca (TPA/CR e TPA/SR) e solos adjacentes aos mesmos também com roçado ou sem roçado de mandioca (AD/CR e AD/SR). Nos sítios com TPA e sem TPA foram coletadas amostras de solos e de mandioca incluindo as raízes (tubérculos), folhas e tucupi. Amostras de cabelo humano foram coletadas dos ribeirinhos que consomem a mandioca dos roçados estudados, denominados aqui de família TPA para aqueles dos roçados em TPA e família AD para aqueles em roçados em AD. As amostras de solo foram submetidas à análise granulométrica por via úmida, mineralógica por difração de raios X, e química por ICP-MS (elementos maiores, menores e traços) além da análise de sua fertilidade. Nas amostras de mandioca (raízes e folhas) foram determinados por ICP-MS os macronutrientes (P, K, Ca, Mg, S), micronutrientes (Fe, Mn, Zn, Co, B, Cu, Mo e Ni), não nutrientes e os elementos tóxicos (Pb, Cd, Ce, Sn, Sc, Cr, Zr, Sr, Ba, Al, Na, Hg, Se e As). Nas amostras de cabelo foram determinados também por ICP-MS os elementos essenciais (S, Ca, Zn, Mg Cu, Se, Sr, Mn, B, I, Cr, V, Co e Mo), adicionais (P, Fe, Na e K) e tóxicos (Pb, Bi, Al, Ba, Hg, Ni, Sn, Sb, As, Cd, Ag, U e Th), que caracterizam o mineralograma, e que correspondem em grande parte aos elementos analisados nos solos e mandioca. A mineralogia dos solos está representada principalmente por quartzo, caulinita e hematita + goethita, e acessórios como anatásio, muscovita / illita e zircão. Desta forma são constituídos principalmente por SiO2 e Al2O3, além de Fe2O3, TiO2, K2O e Zr. A tendência à diminuição dos teores de Al2O3 e Fe2O3 e o aumento de SiO2 e Perda ao Fogo dos horizontes B em direção aos horizontes A estão plenamente compatíveis com a evolução clássica dos solos sob clima tropical com cobertura de floresta tropical. As TPAs aqui estudadas apresentam perfil pedológico similar às demais TPAs da região com conteúdo de C orgânico alto e similar às demais TPAs nos horizontes A. As concentrações de Ca, Mg, Mn, Zn e P totais são relativamente altas quando comparadas aos solos em geral da Amazônia, uma das grandes distinções entre solo tipo TPA e a própria área adjacente, e comparáveis aos solos TPA de Caxiuanã e de outras regiões da Amazônia. No entanto os teores de P disponíveis são mais baixos, creditados ao uso continuado da TPA para agricultura de roçado. Portanto é provável que o uso da TPA para agricultura tipo roçado esteja progressivamente exaurindo as suas reservas de nutrientes, como era de se esperar, porém de forma menos intensa do que os solos comuns da Amazônia. As análises químicas da mandioca mostram que os macronutrientes e micronutrientes se concentram principalmente nas folhas, com suas concentrações praticamente independentes do solo em que foi cultivada, TPA ou AD. Na raiz (película, casca e polpa) as concentrações desses elementos, que são mais baixas do que nas folhas, se concentram preferencialmente na película. Os elementos não nutrientes e tóxicos presentes na mandioca, ao contrário dos nutrientes, se concentram preferencialmente nas películas, seguidos por folhas, casca e polpa. A polpa, que é a parte da mandioca consumida na dieta humana, é, portanto a mais pobre nos macro e micronutrientes, bem como nos elementos não nutrientes e tóxicos. O tucupi, a fase líquida, apresenta baixas concentrações dos elementos analisados (nutrientes, não nutrientes e tóxicos), enquanto o seu extrato sólido é formado especialmente de C, K, Mg, P e Ca, além de Na, como oxalatos e fosfatos. O fator de transferência (FT) dos solos para mandioca cultivada tanto em TPA como em AD foi elevado para os macronutrientes (K, Ca, Mg e P), principalmente nas folhas, e médio para micronutrientes (Fe, Mn, Zn, Co, Mo e Ni) sendo maior na mandioca cultivada na AD devido ao menor conteúdo desses elementos nos solos AD e também pelo fato de que a mandioca subtrai do solo apenas o necessário para sua função fisiológica básica. Desta forma se torna evidente porque a TPA, muito mais rica em nutrientes, é mais adequada para a agricultura, empregada para o cultivo continuado de mandioca. O mineralograma do cabelo das famílias pesquisadas de Caxiuanã mostra que a variância das concentrações dos elementos essenciais e adicionais é maior na família TPA do que na AD, enquanto que suas concentrações médias se equiparam nas duas famílias. Por outro lado os elementos tóxicos estão em concentrações relativamente mais elevadas na família AD, principalmente, Pb e Al. Os elementos essenciais e adicionais estão abaixo dos valores normais de referência enquanto que os tóxicos apenas os elementos Al, Pb, Sb e Ba, que estão acima da faixa dos valores normais. As concentrações dos elementos essenciais e adicionais são cumulativas com a idade. Fe, Al e Bi por sua vez estão mais concentrados nas crianças, suscetíveis, portanto a elementos tóxicos (Al e Bi). Segundo o sexo, os elementos essenciais, adicionais e tóxicos concentram-se preferencialmente no sexo feminino. Quanto ao hábito de fumar os fumantes se destacam pelas concentrações mais baixas dos elementos essenciais e adicionais, principalmente, Mg, Zn, Ca, Sr, Se, Co e P, e altas dos elementos tóxicos Ni, Pb, Sb e As. Isto sugere que o hábito de fumar possivelmente inibe a absorção da maioria dos elementos essenciais a formação capilar. Entre várias crianças foram encontradas concentrações elevadas de Ni, Pb, Sb e As, devido à possível convivência com fumantes, sendo considerados fumantes passivos. Entre as associações geoquímicas identificadas Hg-Sb-Ag-Zn-Bi-Pb-Se-Cd reflete os indivíduos com hábito de fumar. Os dados obtidos neste trabalho e a sua discussão mostram que os solos TPA são de fato férteis e os solos adjacentes (AD) são relativamente muito pobres e por serem mais ricos em nutrientes os solos TPA permitem o cultivo continuado de mandioca que subtrai do solo apenas o necessário para sua função fisiológica. A polpa da mandioca, parte mais consumida pelo homem, pobre em macro e micronutrientes, contribui para a dieta pobre da população ribeirinha de Caxiuanã. A composição química da mandioca não mostrou dependência com o tipo de solo, se TPA ou AD. A composição química do cabelo (mineralograma) da população de Caxiuanã alimentando-se de mandioca cultivada em TPA e AD confirma a dieta alimentar pobre. O mineralograma mostra também que o principal fator externo de contaminação é o fumo, e talvez os utensílios de cozinha feitos de alumínio. O mineralograma assim se apresenta como uma valiosa ferramenta para se avaliar impactos ambientais relativos à saúde humana. Portanto, os problemas relacionados à saúde humana na região de Caxiuanã são devidos à pobre dieta alimentar e ao hábito de fumar, pois os seus solos não apresentam evidências de impactos antrópicos e nem de anomalias geogênicas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Turismo e dinâmica demográfica: reflexos da atividade turística no comportamento reprodutivo da mulher no município de Salinópolis, PA
    (Universidade Federal do Pará, 2008-09-03) FRANÇA, Dalva Lúcia de Souza; ARAGÓN VACA, Luis Eduardo; http://lattes.cnpq.br/2713210031909963
    A discussão das relações de mútua dependência entre população e desenvolvimento econômico é complexa e reflete uma preocupação teórica e prática bastante antiga, o que tematraído a atenção de pensadores e pesquisadores ao longo do tempo. A discussão teórica que envolve os fatores motivadores do turismo são também fatores demográficos que têm particular importância na determinação dos níveis e padrões da fecundidade, ou seja, os meios utilizados para se programar a atividade turística em um lugar, impulsionam novos padrões produtivos, que estimulam novos valores, modelos de consumo e estilos de vida, impactando o comportamento reprodutivo da mulher residente no lugar turístico. Diante desses argumentos, o objetivo desta dissertação é analisar e explicar de que forma as transformações geradas pelo desenvolvimento da atividade turística têm afetado a dinâmica da população, especialmente os níveis e padrões da fecundidade da mulher residente no município de Salinópolis (PA). O estudo parte da hipótese geral de que a reorganização socioeconômica e espacial de Salinópolis a partir do desenvolvimento da atividade turística promoveu alterações em sua dinâmica demográfica, particularmente no comportamento reprodutivo da mulher a partir de 1970. Tendo em vista essas considerações, desenvolveu-se um estudo interpretativo onde a base de dados utilizada foram os censos demográficos de 1970 a 2000 e Contagem da População 2007 do IBGE, dados da Secretaria Municipal de Saúde de Salinópolis (SMSS) vinculada ao Sistema de Nascimentos do Ministério da Saúde (Sinasc) e a pesquisa empírica que se desenvolveu por meio de amostragem probabilística estratificada aleatória. Os resultados encontrados evidenciam que a atividade turística não trouxe para a sociedade salinopolitana melhorias significativas no campo da educação, qualificação profissional e geração de emprego e renda, fatores que têm particular importância na determinação dos níveis e padrões da fecundidade, no entanto, a atividade turística afetou o comportamento reprodutivo da mulher em dois momentos distintos. Primeiro com a prevalência de taxas de fecundidade elevadas dado a cultura da valorização de família numerosa associada ao grande contingente de mulher imigrante em idade fértil no município; num segundo momento, a queda acentuada da fecundidade diante as mensagens da modernidade trazidas pela atividade turística, o crescimento do espaço urbano e, principalmente, pela ação das políticas públicas no que diz respeito ao controle da natalidade. No entanto, os resultados da pesquisa dimensionam a prevalência das elevadas taxas da fecundidade em Salinópolis, tal como no estado do Pará e na região Norte, quando comparadas em nível nacional. Nesse contexto, as implicações demográficas geradas pela atividade turística em Salinópolis requerem a elaboração de diagnósticos setoriais e políticas públicas apropriadas.
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