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Navegando por Assunto "Fibras de coco babaçu"

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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Compósitos cimentícios reforçados com fibras do epicarpo do coco babaçu para aplicação em placas cimentícias.
    (Universidade Federal do Pará, 2022-08-25) ARAÚJO, Myrela Vieira de; SANTANA, Audirene Amorim; http://lattes.cnpq.br/7431678688628387; PICANÇO, Marcelo de Souza; http://lattes.cnpq.br/4535052395600357
    A procura de novos materiais para a construção civil fundamentado em fontes renováveis tem colaborado para o desenvolvimento sustentável. As fibras lignocelulósicas são possibilidades para o reforço de argamassas cimentícias, uma vez que são de baixo custo, fácil alcance, são renováveis, diferentemente das fibras artificiais. Porém, quando adicionadas à matriz cimentícia, alcançam baixa durabilidade e sofrem degradações. Dessa forma, a presente pesquisa teve como objetivo analisar as propriedades físicas, mecânicas, morfológicas e mineralógicas de compósitos cimentícios reforçados com fibras do epicarpo do coco babaçu da espécie Attalea Speciosa Mart. Ex Spreng in natura e impregnadas em pasta de sílica ativa. O traço dos compósitos foi estabelecido através de um estudo piloto, utilizando o traço 1:3:0,62 e adição 1% de fibras com comprimento ≤ 25 mm. Foram moldadas três famílias de argamassa, sendo a primeira sem adição de fibras (REF), a segunda com adição de fibras in natura (AFST) e a terceiracom adição de fibras tratadas (AFCT). As fibras do epicarpo do coco babaçu possuíam 1,398 g/cm³ de massa específica, 6,93% de teor de umidade e resistência à tração média de 141,9 MPa. Após 28 dias de cura úmida, as propriedades dos compósitos foram analisadas, alcançando para a resistência à tração na flexão após a adição de fibras in natura um aumento de 46,68% e para compósitos com fibras tratadas um decréscimo de 14,16%. Para a densidade aparente, ambas condições AFST e AFCT houve um decréscimo da propriedade e naabsorção de água, ocorreu um acréscimo de 8,20% e 11,49%, respectivamente. No ensaio de permeabilidade, não houve formação de gotas em todas as amostras e a análise de termometria apresentou compatibilidade das fibras com o cimento. Através das micrografias das argamassas observou-se nas amostras AFST presenças de ceras que oferece proteção contra a penetrabilidade de água, enquanto que nas amostras AFCT houve a perda das ceras. Pelos difratogramas, verificou-se que a impregnação das fibras em pasta de sílica ocasionou na perda da calcita e portlandita, produzindo amostras com maior porosidade. Dessa forma, a adição das fibras in natura proporcionou melhorias nas propriedades dos compósitos, mas o tratamento em pasta de sílica ativa ocasionou no decréscimo das propriedades, não sendo adequada para uso.
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