Navegando por Assunto "Filogeografia - Amazônia"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Recente dispersão através do Rio Amazonas promoveu forte isolamento genético no Formigueiro-ferrugem Myrmoderus ferrugineus (Aves: Thamnophilidae)(Universidade Federal do Pará, 2018-04-02) PRESTES, Bernardo Onça; ALEIXO, Alexandre Luis Padovan; http://lattes.cnpq.br/3661799396744570; DEL PELOSO, Pedro Luiz Vieira; http://lattes.cnpq.br/0963420424755544Uma das hipóteses mais discutidas para explicar a origem de uma biota amazônica tão rica, é a hipótese dos "rios como barreira", referindo-se à atuação dos principais rios amazônicos como barreira promotora do isolamento e diversificação das espécies. Utilizamos abordagem de filogeografia estatística para estudar a espécie de Myrmoderus ferrugineus, espécie amazônica endêmica de florestas terra-firme com duas subespécies morfologicamente pouco diferenciadas e separadas pelo rio Amazonas (M. f. ferrugineus e M f. elutus). Usamos dados filogeográficos para abordar os cenários de diversificação em M. ferrugineus: 1) o rio Amazonas não coincide com as grandes rupturas filogeográficas que separaram as populações de M. ferrugineus; 2) o rio Amazonas está correlacionado com a antiga estruturação filogeográfica dentro de M. ferrugineus, provavelmente resultante do estabelecimento do rio durante o Plio-Pleistoceno ou antes disso; e 3) o rio Amazonas correlaciona-se com uma divergência recente entre as populações de M. ferrugineus, provavelmente devido à dispersão e isolamento recente após o estabelecimento do rio durante o Plio-Pleistoceno. Sequenciamos 2 genes mitocondriais e 2 genes nucleares de 13 indivíduos de M. f. ferrugineus e 15 indivíduos de M. f. elutus para estimar filogenias concatenadas e multilocus coalescentes temporalmente calibradas. Testamos a ocorrência de bottlenecks na população passada, fluxo gênico e flutuações no tamanho efetivo populacional em M. f. ferrugineus e M. f. elutus. Nossos resultados recuperaram com um forte apoio estatístico para monofilia entre M. f. ferrugineus e M. f. elutus, seguido de forte estruturação populacional e ausência de fluxo gênico entre as subespécies. Porém, segundo os dois métodos independentes de datação coalescente, M. f. ferrugineus e M. f. elutus divergiram entre 2,5 e 75.000 anos atrás, bem depois do estabelecimento moderno para o rio Amazonas. Nossos resultados demonstraram que até mesmo táxons de florestas de terra firme com baixas habilidades de dispersão, como os Papa-formigas, foram capazes de estabelecer populações através do rio Amazonas depois de seu curso moderno ter se estabelecido. Se esse evento foi causado por dispersão ativa ou passiva mediada por eventos de captura de drenagem permanecem por incertos, embora o segundo cenário seja mais provável, considerando os atributos ecológicos da espécie. Antecipamos que eventos importantes de captura de drenagem envolvendo o curso médio do rio Amazonas poderiam ter ocorrido entre o Pleistoceno tardio até o Holoceno recente, favorecendo o cruzamento de várias linhagens previamente isoladas em bancos de rios opostos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sistemática molecular e implicações para a conservação de uma linhagem endêmica da Amazônia: o gênero Hylexetastes Sclater, 1889 (Aves: Dendrocolaptidae)(Universidade Federal do Pará, 2017-03-07) RODRIGUEZ, Roxiris Auxiliadora Azuaje; SILVA, Sofia Alexandra Marques; http://lattes.cnpq.br/0062405368911898; ALEIXO, Alexandre Luis Padovan; http://lattes.cnpq.br/3661799396744570O gênero Hylexetastes é endêmico da floresta Amazônica. Atualmente, duas espécies são aceitas no gênero (H. perrotti e H. stresemannii), cada uma dividida em três subespécies. No entanto, alguns autores defendem que as subespécies de H. perrotti devem ser consideradas como espécies plenas. Em particular, H. p. brigidai é um táxon endêmico do Pará e Mato Grosso e parece ter a menor área de distribuição. Esta linhagem distribui-se pela região mais desmatada dentro do bioma e assim o seu status taxonômico é de particular preocupação para conservação. Até agora, somente caracteres morfológicos foram avaliados para definição taxonômica deste gênero. Portanto, neste estudo apresentamos uma hipótese filogenética molecular para ajudar a resolver as incertezas taxonômicas dentro do gênero. Foram sequenciados fragmentos de dois marcadores mitocondriais (Cytb e ND2) e três marcadores nucleares (BF5, G3PDH e MUSK) em 58 espécimes de Hylexetastes. Além disso, foram elaboradas modelagens de nicho ecológico para cada uma das linhagens identificadas, para avaliar sua potencial área de distribuição, requerimentos climáticos e sua a vulnerabilidade ao desmatamento. As análises filogenéticas sustentam a designação de H. perrotti, H. uniformis e H. brigidai como espécies plenas, sendo que H. perrotti parece ser espécie irmã de H. stresemanni e não dos demais táxons considerados co-específicos. Além disso, foi possível distinguir a presença de duas Unidades Evolutivas Significativas dentro de H. uniformis. Cada um destes táxons está distribuído em diferentes interflúvios / áreas de endemismo da bacia Amazônica. Em particular, confirma-se o status de espécie plena para H. brigidai, endêmica da segunda área de endemismo Amazônica com maior desmatamento. Assim, sugerimos a continuada avaliação aprofundada do seu status de conservação para promover sua preservação.
