Navegando por Assunto "Fogo"
Agora exibindo 1 - 3 de 3
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Diversidade no uso e manejo de fogo por agricultores na Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2022-06-08) SANTOS, Ian Paulo Monteiro; SILVA, Fernando Elias da; http://lattes.cnpq.br/7374917289764220; https://orcid.org/0000-0001-9190-1733; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904O uso indiscriminado do fogo vem se tornando um problema global devido ao aumento da incidência e severidade dos incêndios relacionados, principalmente, às mudanças climáticas. A Amazônia brasileira era um bioma livre de fogo, porém tem experimentado incêndios cada vez mais frequentes e intensos. O uso e manejo do fogo é histórico e bastante variável, especialmente na prática da agricultura. Diante disso propõe-se nessa dissertação avaliar o uso e manejo do fogo por diferentes tipos de agricultores (familiares e patronais) em duas regiões distintas na Amazônia Oriental. A coleta de dados foi feita em 2010 pela Rede Amazônia Sustentável (RAS) e em 500 propriedades rurais, distribuídas em 18 microbacias hidrográficas em cada região. Para comparar a diversidade de práticas de uso e manejo do fogo entre os produtores e as regiões, utilizouse a análise PERMANOVA. Em ambas as regiões, predomina o uso do fogo e os agricultores familiares foram aqueles que tiveram proporção de uso maior em comparação aos patronais. Entretanto, o uso do fogo foi também realizado pelos agricultores maiores de ambas as regiões. As duas finalidades principais para usar o fogo foram preparar a terra antes de implantar agricultura e realizar o manejo de pastagens degradadas. As capoeiras ou florestas secundárias (<20 anos) foram o tipo de vegetação mais usado, embora florestas primárias e capoeiras mais velhas também tenham sido usadas. A maioria dos agricultores construiu aceiros e queimou contra o vento, porém também usou o fogo no período mais quente do dia (entre 12h-15h) e antes das primeiras chuvas na região No momento da queima, os agricultores de ambas as regiões recebem auxílio humano, que ocorre predominantemente por pessoas da própria propriedade. Esse uso dominante do fogo na Amazônia reflete o padrão observado nas diferentes regiões tropicais, principalmente relacionado à agricultura itinerante. Observou-se, também, uma incompatibilidade entre o manejo realizado pelos agricultores e aquele recomendado por especialistas ou pela lei. A necessidade da adaptação da lei brasileira quanto às práticas de queimadas locais é emergente, já que ela pode tornar essa prática inviável. Espera-se com esse estudo contribuir para a elaboração de normas de uso e manejo do fogo que sejam mais adaptadas às realidades específicas de cada região e de cada produtor.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Influência de elementos meteorológicos na percepção de risco e nas condições de insegurança da população local: incêndios residenciais em área de aglomerado subnormal no bairro do Jurunas, cidade de Belém – Pará.(Universidade Federal do Pará, 2018-05-29) VILACORTA, Arthur Arteaga Durans; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; SILVA JÚNIOR, João de Athaydes; http://lattes.cnpq.br/2150400764733967O Brasil tem presenciado um crescimento da população que, aliado ao adensamento urbano desordenado, culminou no incremento de aglomerados subnormais nas últimas décadas. Tais localidades apresentam considerável vulnerabilidade a eventos perigosos, destacando-se os incêndios. O presente trabalho analisou dados estatísticos de incêndios em edificações residenciais e em área verde atendidos pelo Corpo de Bombeiros Militar do Pará ocorridos na cidade de Belém, entres os anos de 2008 a 2016, relacionando-os com elementos meteorológicos, constatando um nexo de causalidade entre tais aspectos. Além disso, aplicou-se questionários a uma amostragem de moradores residentes na área de assentamento precário intitulada Baixadas da Estrada Nova Jurunas a fim de analisar a influência de fatores climatológicos no comportamento da população e avaliar o seu nível de percepção ao risco de incêndio. Como produto final da pesquisa, foram propostos dois mapas de risco de incêndio em residência para o mencionado aglomerado subnormal, sendo um para o período chuvoso e outro para o período menos chuvoso. Tais mapas foram concebidos mediante o estabelecimento de uma metodologia de classificação de risco (índice Arteaga-Athaydes), baseada em dados georreferenciados da localização dos incêndios estruturais já ocorridos na área, quantidade de domicílios, número de moradores, condições de confiabilidade das instalações da rede de distribuição de energia elétrica das habitações e influência do clima. Concluiu-se que a maioria dos incêndios em área verde e em unidades habitacionais na cidade de Belém ocorreu no período menos chuvoso (junho a novembro), haja vista a comprovada influência de condicionantes meteorológicas no comportamento da amostra pesquisada, fazendo-os adotar arranjos inadequados que vão de encontro à segurança contra incêndio. Quanto ao nível de percepção de risco do extrato populacional que mora no aglomerado subnormal estudado, tal condição é preocupante, já que metade dos entrevistados não acredita que possa ocorrer um sinistro em sua casa e a grande maioria nunca recebeu nenhum treinamento ou orientação para evitar acidentes e sequer sabe o número de emergência para acionar o Corpo de Bombeiros Militar em caso de incêndio.Tese Acesso aberto (Open Access) Manejo da terra e fogo acidental na Amazônia brasileira: uma análise sob a perspectiva da Unidade Produtiva Camponesa(Universidade Federal do Pará, 2017-06-12) CHERMONT, Larissa Steiner; PEZZUTI, Juarez Carlos Brito; http://lattes.cnpq.br/3852277891994862O fogo tem presença marcante em áreas rurais de toda a Amazônia brasileira, tanto sob a forma de queimadas intencionais, como de incêndios, o que acarreta constante ameaça à sobrevivência humana e à integridade de florestas. A atividade humana de abertura de fronteira agrícola nessa região, caracterizada pela predominância de sistemas extensivos de manejo da terra, constitui-se em principal fonte de ignição de fogo acidental. O fenômeno denominado contágio de fogo ocorre quando o fogo escapa ao controle humano e atinge áreas vizinhas de florestas e unidades produtivas. O presente trabalho tem por objetivo principal apresentar um arcabouço teórico-metodológico que adequadamente acesse o comportamento do camponês da Amazônia brasileira, mais especificamente no que diz respeito ao seu processo de tomada de decisão de manejo da terra para a realização da produção, suas decisões quanto ao uso do fogo como técnica agrícola, bem como suas reações à invasão de fogo acidental em sua unidade produtiva. Toma-se como referência teórico-metodológica o modelo de eficiência reprodutiva de Costa e a teoria de campo de Bourdieu, e como empiria o subcampo da produção camponesa na Amazônia brasileira, retratado em dados primários levantados com camponeses residentes ao longo da rodovia federal Cuiabá – Santarém, denominado Corredor da BR-163, abrangendo áreas dos territórios dos Estados do Pará e Mato Grosso. As técnicas estatísticas de regressão com variáveis dummy, testes baseados na estatística Qui-quadrado e modelagem logística embasaram as análises individuais e conjuntas dos determinantes empiricamente identificados como variáveis explicativas da tomada de decisão do comportamento do camponês para uso do fogo e reações à invasão de fogo acidental em sua unidade produtiva. Os resultados em ambos os assuntos (uso do fogo e fogo acidental) confirmam a hipótese norteadora do presente trabalho de que o comportamento do camponês, tomador de decisão da unidade produtiva é constantemente influenciado por seu ambiente sociocultural e institucional, sem contudo, deixar de considerar suas especificidades constitutivas como unidade camponesa.
