Navegando por Assunto "Fome"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Alimento e fome: a contradição no processo do desenvolvimento da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2010) OLIVEIRA JÚNIOR, Augusto de; PONTE, Tereza Maria Ferreira Ximenes; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4780073D7Com a preocupação de explicar a relação entre a produção de alimentos e a fome na Amazônia, no processo de desenvolvimento da região a presente tese abrange período anterior à chegada dos europeus até nossos dias. Abordando aspectos metodológicos e cognitivos históricos, socioculturais, econômicos, políticos, ecológicos nutricionais (e bromatológicos) e de saúde pública como forma de entender as contradições existentes entre a existência de alimentos em quantidade e qualidade suficientes para alimentar a população amazônica e a fome como um fenômeno presente em grande parcela dos que vivem na região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Da lama à ficção: memórias e diálogos da fome nos interstícios narrativos de homens e caranguejos(Universidade Federal do Pará, 2014-12-05) OLIVEIRA, Thiago Azevedo Sá de; SIMÕES, Maria do Perpétuo Socorro Galvão; http://lattes.cnpq.br/0672011058049782Homens e caranguejos (1967), única narrativa ficcional de Josué Apolônio de Castro (1908-1973), a priori publicada em francês (1966), durante o forçoso exílio do autor em Paris, é sumariamente expressiva desde o prólogo que antecede a trama. Nomeando as páginas introdutórias deste romance como Prefácio um tanto gordo para um romance um tanto magro, Josué de Castro distende, ao retomar num tempo que já considerava anacrônico, o hábito pela escrita prefacial, a concepção de paratexto ampliada por Gerard Genette (1930), em Palimpsestes (1982). Apresentando a fome pelas recordações infantis que dela possui, o autor aguça no público-leitor a vontade de tatear, rente a seu olhar aparentemente ingênuo de criança e, de ficcionista de “primeira viagem”, o macrocosmo de memórias da fome que lhe serve como porto de partida para a criação de um microcosmo lúdico e faminto, pelo qual a imaginação e impossibilidade de re-apresentação total do vivido na linguagem, rearranjam a realidade da condição humana, reinventando-a pela articulação dramática dos elementos formais, sobretudo, tempo-espaço, narrador e personagem. A ficção se põe no ritmo fragmentado de aventuras e desventuras assumidas a partir dos intervalos da memória. Serão sumários nos estudos mnemônicos, as apreciações de Henri Bergson em Matéria e memória (1896), Jacques Le Goff em História e memória (1924) e Maurice Halbwachs, na publicação póstuma de A memória coletiva (1950), em face de serem fontes subsidiárias da aproximação entre os estudos da memória e a literatura. Lança-se mão da lembrança a fim de legendar os diálogos futuros entre o protagonista infantil, João Paulo, ávido pela liberdade sonhadora própria da criança, e as memórias de outros experientes personagens, nem tão esperançosos assim. Dá-se na narrativa o tom que oscila entre a transformação e a acomodação do eu e do outro, de espaços simbioticamente incertos e unidos por suas fomes. Fome que é, desde então, a personagem modeladora, que provoca o diálogo da presente pesquisa com o modo de apreensão que é dado por Angela Faria, na dissertação Homens e caranguejos: uma trama interdisciplinar. A literatura topofílica e telúrica (2008). Vislumbra-se no elemento famélico uma função que vai além da tematização social do subdesenvolvimento, como agente que apalpa com mãos-de-ferro o estrato formal e interno da obra.
