Navegando por Assunto "Gemas (Mineralogia)"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) O estado da arte do setor de gemas e joias no município de Belém - Pará(Universidade Federal do Pará, 2012-09-17) PINTO, Rosângela Gouvêa; MITSCHEIN, Thomas Adalbert; http://lattes.cnpq.br/7431424927108512A proposta dessa dissertação é caracterizar o estado da arte do Setor Joalheiro implantado no Estado do Pará, que tem como sede o Espaço São José Liberto, localizado no município de Belém é administrado pelo Instituto de Gemas e Joias do Estado do Pará - IGAMA. A caracterização é feita através da analise dos agentes que impulsionam seu desenvolvimento, considerando a implantação de um programa governamental iniciado em 1998, voltado à verticalização mineral deste setor, centrado na perspectiva da instalação de um polo joalheiro no Estado do Pará. Nesta analise, são consideradas as dimensões econômicas, culturais, ambientais e o próprio homem como sujeito do processo de instalação de uma cadeia produtiva joalheira, em um Estado que não possui a tradição dos grandes centros de produção de joias, concentrados na região Sudeste do país, como nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os quais se originam de um cenário produtivo europeu, onde a mão de obra teve origem artesanal e ao longo de sua história, com o desenvolvimento do mercado, migrou para o modo de produção industrial sem, no entanto, perder as características da joia “feita à mão” em determinadas fases do processo produtivo. Como resultados desta pesquisa foram identificados os principais limitadores, para que, de fato este setor se consolide e proporcione ao Estado do Pará o reconhecimento de mais um produto genuinamente paraense, no qual se utiliza matéria-prima, mão de obra e temáticas culturais locais aliados aos fatores de competitividade e qualidade para inserção no mercado. Na obtenção do panorama do setor, foi utilizada a pesquisa bibliográfica e documental nos programas de governo do ano de 1998 até 2011, relatórios institucionais, periódicos e livros. Concomitantemente, o estudo da metodologia aplicada nos eventos de geração de novos produtos em joalheria, através de estratégias de obtenção de dados como: a pesquisa participante, registros fotográficos e a aplicação de questionários qualitativos e quantitativos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mineralogia e gemologia da opala laranja de Buriti dos Montes (Piauí, Brasil)(Universidade Federal do Pará, 2002-02-28) GOMES, Érico Rodrigues; COSTA, Marcondes Lima da; http://lattes.cnpq.br/1639498384851302Dissertação Acesso aberto (Open Access) Opalas gemológicas do Piauí: gênese revelada por microtermometria e minerais associados(Universidade Federal do Pará, 2014-04-25) MARQUES, Gisele Tavares; COSTA, Marcondes Lima da; http://lattes.cnpq.br/1639498384851302As opalas de Pedro II e Buriti dos Montes, no estado do Piauí, constituem as mais importantes ocorrências brasileiras dessa gema, tanto em termos de volume quanto pela qualidade gemológica, que é comparável à das famosas opalas australianas. No entanto, a informalidade na extração e comercialização destas opalas, assim como a falta de informações quanto à gênese destes depósitos não permitem a prospecção por novas jazidas e o estabelecimento de um certificado de procedência para as opalas do Piauí que permitisse sua inserção formal no mercado gemológico internacional. Alguns autores têm se dedicado ao estudo dessas opalas, revelando fortes evidências de sua origem hidrotermal, mas até então, nenhum trabalho abordou as características físico-químicas dos fluidos que teriam originado esses depósitos de opalas. Diante disso, o principal objetivo deste trabalho foi entender o sistema hidrotermal responsável pela gênese das opalas do Piauí, ou seja, caracterizar os fluidos que originaram a mineralização e mostrar sua relação com o contexto geológico da região. Os municípios de Pedro II e Buriti dos Montes se localizam na porção nordeste do estado do Piauí, a aproximadamente 230 km a leste da capital Teresina, e as ocorrências de opala se encontram na porção basal da Bacia do Parnaíba, constituindo veios e vênulas nos arenitos dos grupos Serra Grande (Buriti dos Montes) e Canindé (Pedro II), os quais são seccionados por soleiras e diques de diabásio da Formação Sardinha. Elas também ocorrem cimentando brechas e como depósitos coluvionares e de paleocanal. Associados às opalas, localmente encontram-se veios de quartzo, calcedônia, barita e hematita (ou goethita). De maneira geral, as opalas de Pedro II apresentam jogo de cores, são predominantemente brancas ou azuladas com aspecto leitoso, semitranslúcidas a opacas e com inclusões sólidas pouco aparentes. Em contrapartida, as opalas de Buriti dos Montes não apresentam jogo de cores, a cor varia entre amarelo claro e vermelho amarronzado, são semitransparentes a translúcidas e contêm grande variedade de inclusões sólidas. Os dados obtidos revelam que as opalas de Pedro II são tipicamente do tipo amorfo (opala-A), enquanto as opalas de Buriti dos Montes variam entre amorfas e cristobalita-tridimita (opala-CT). Na opala preciosa, o típico jogo de cores é causado pelo arranjo regular das esferas de sílica que as constituem. A ausência de cimento opalino entre as esferas reforça a beleza desse efeito. Em contrapartida, as opalas laranja não apresentam jogo de cores, mas têm maior transparência devido ao diminuto tamanho das esferas. As inclusões sólidas também produzem belos efeitos nas opalas estudadas, principalmente na variedade laranja, que é mais transparente. Além disso, o conjunto de inclusões sólidas revela características intrínsecas aos processos hidrotermais que originaram as opalas estudadas. Agregados botrioidais, dendríticos e nodulares são exemplos de inclusões formadas por fragmentos dos arenitos hospedeiros carreados pelos fluidos hidrotermais que geraram as opalas. As inclusões sólidas também têm relação direta com a cor das opalas. Nas opalas de Buriti dos Montes, os tons de vermelho, laranja e amarelo são produzidos pela dissolução parcial das inclusões constituídas por oxihidróxidos de Fe. De maneira semelhante, a cor verde nas opalas preciosas está relacionada aos microcristais de Co-pentlandita inclusos nas mesmas. O conjunto de minerais associados às opalas conduz a uma assinatura mineralógicogeoquímica marcada pelos elevados teores de Fe e Al nas opalas com inclusões de hematita/goethita e caulinita, e assim também com aumento considerável dos teores de elementos terras raras nas opalas em que se concentram as inclusões de caulinita e apatita. Entre os elementos-traço, Ba é o mais abundante, e provavelmente foi incorporado pelo fluido hidrotermal, tendo em vista que veios de barita são encontrados com frequência nessa região da Bacia do Parnaíba. Várias feições como estruturas de fluxo nas opalas, corrosão e dissolução parcial dos cristais de quartzo hialino e de inclusões mineralógicas, vênulas de quartzo hidrotermal sobrecrescidas aos grãos detríticos, e zoneamento dos cristais de quartzo confirmam que essas opalas têm origem hidrotermal. A ruptura do Gondwana teria provocado um vasto magmatismo básico fissural, que por sua vez foi responsável pelo aporte de calor que gerou as primeiras células convectivas de fluidos quentes. A água contida nos arenitos certamente alimentou o sistema e se enriqueceu em sílica através da dissolução parcial ou total dos próprios grãos de quartzo dos arenitos. Este fluido hidrotermal foi posteriormente aprisionado em sistemas de fraturas e nelas se resfriou, precipitando a opala e minerais associados.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Orange opals from Buriti dos Montes, Piauí: solid inclusions as genetic guides(2015-03) MARQUES, Gisele Tavares; COSTA, Marcondes Lima da; GOMES, Érico RodriguesAs opalas laranjas de Buriti dos Montes (Piauí, nordeste do Brasil) têm propriedades gemológicas que favorecem seu uso como jóias; essas características incluem as cores, transparência, dureza e estabilidade relativamente elevadas. O exótico conteúdo de inclusões sólidas proporciona maior beleza às opalas da região. Essas opalas foram originadas por processos hidrotermais e são encontradas, principalmente, em vênulas e veios nos arenitos do Grupo Serra Grande, seccionados por soleiras e diques de diabásio da Formação Sardinha. Inclusões sólidas, tais como bolhas, agregados botrioidais, dendritos e nódulos, entre outras, consistem, principalmente, de caulinita, hematita/goethita e quartzo e influenciam a composição química das opalas. O zoneamento intenso dos cristais de quartzo e os elevados valores de Ba e Fe sugerem que os depósitos de opala foram formados em ambiente hidrotermal. Os diques de diabásio teriam sido responsáveis pelo aquecimento dos fluidos hidrotermais. Os arenitos, ricos em soluções aquosas, também teriam contribuído com a sílica disponível para a saturação dessas soluções e as fraturas permitiram a migração e aprisionamento dos fluidos hidrotermais, resultando nos veios mineralizados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Políticas públicas e as pequenas empresas no cenário da mineração: o setor de gemas e jóias de Belém(Universidade Federal do Pará, 2015-04-30) CHAVES, Débora Almeida; MATHIS, Armin; http://lattes.cnpq.br/8365078023155571O presente estudo tem como seu objeto a intervenção do Estado, através das políticas públicas, para um dos setores da economia mineral do estado do Pará. Tomando como recorte empírico o setor de gemas e jóias que se desenvolve na cidade de Belém, em virtude de se apresentar com a melhor organização e estrutura para a realização da pesquisa. Diante disso formulou-se como problemática: Como as intervenções do Estado, através de suas políticas públicas, impactam no setor de gemas e jóias de Belém e de que forma isto rebate em prol do desenvolvimento regional endógeno? Uma vez que competiria a esse setor contribuir para mudanças quanto a cenário da economia mineral do estado através da verticalização da produção de metais preciosos e gemas encontradas no subsolo paraense. Como objetivo geral procurou analisar como e de que forma as políticas públicas (elaboradas e implementadas pelo Estado) implicam para desenvolvimento do setor de Gemas e Jóias de Belém. Para atingir o objetivo proposto metodologia utilizada esta aportada sob uma abordagem sistêmica, já que tal abordagem proporcionar operacionalizar a investigação de situações problemáticas e formas de intervenções para melhoria de tais situações. Também orientou-se na metodologia sob a ótica da Teoria Sistemas Sociais de Niklas Luhmann, enfatizando a)sistemas autorrefenciados/autopoieticos; b) observador de 2ª ordem. Quanto ao método a mesma foi qualitativa, com estratégia de pesquisa adotada foi um estudo de caso. (estudo de caso intrínseco), também empregou-se a Pesquisa e Análise Documental. E como técnica de coleta de dados: Entrevistas semi estruturada e Questionário.(com perguntas contingenciadas). Os resultados encontrados demonstram que mesmo o estado do Pará dispondo de uma política pública setorial para o fomento de desenvolvimento do setor de gemas e jóias, tal ainda não consegue concretizar a ideia seminal de verticalizar a produção mineral e que essa política pública se apresenta como um ciclo vicioso não sendo capaz, ainda, de gerar efetividade de suas ações
