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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A atuação digital de mulheres negras de Belém (PA) e o lugar da branquitude crítica
    (Universidade Federal do Pará, 2024-02-26) BERNAR, Lígia Isís Pinto; LAGE, Danila Gentil Rodriguez Cal; http://lattes.cnpq.br/4593992869253877; https://orcid.org/0000-0003-3243-8368
    Esta pesquisa analisa o lugar da branquitude crítica (CARDOSO, 2010), representada por seguidoras brancas que repudiam o racismo nos ambientes digitais, em relação à atuação de mulheres negras de Belém, representadas por ativistas e produtoras de conteúdo digitais. O referencial teórico abrange diferentes conceitos, movimentos e disciplinas teóricas, organizados aqui em três dimensões: (1) a da abordagem interseccional, compreendendo Raça, Gênero e Classe, a partir do pensamento das autoras Cida Bento (2022), Edith Piza (2002), Lia Vainer Schucman (2020), Liv Sovik (2009), Ruth Frankenberg (2004), Zélia Deus (2008), Lourenço Cardoso (2010; 2014) e Deivison Campos (2023); (2) a do olhar comunicacional, por meio das lentes dos processos interacionais e da midiatização, a partir dos estudos dos autores José Luiz Braga (2017), com os dispositivos interacionais e o processo de midiatização; e a da teoria do reconhecimento com Axel Honneth (2003) e Rousiley Maia (2018), utilizada para focalizar o comportamento das ativistas e produtoras de conteúdo digitais negras,cabrangendo os aspectos da intersubjetividade com a comunicação, assim como também, para compreender como ocorrem os padrões de intersubjetividade no processo relacional individual e coletivo das sujeitas desta pesquisa; e (3) a do Colonialismo Digital, a partir de Deivison Faustino (2023) e Walter Lippold (2023) para refletir sobre a dinâmica das relações comunicacionais nos ambientes digitais. O desenho metodológico é o de uma pesquisa empírica qualitativa que faz conexão com os fundamentos teóricos desta dissertação, a qual parte de uma concepção interacional, relacional e situacional da comunicação (FRANÇA, 2022). Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com oito mulheres, sendo duas ativistas digitais negras e duas produtoras de conteúdo digitais negras e quatro seguidoras racializadas como brancas. A partir desse percurso, é possível destacar que o lugar da branquitude crítica possui um papel secundário, de apoio público contra o racismo somente no ambiente digital, mas pouco efetivo quanto às atitudes práticas e diárias no ambiente presencial para combater a branquitude e o racismo.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Caminhos de gênero nas feras de Bissau: resiliência e desafios de mulheres guineenses em contextos de vulnerabilidade diante dos impactos sociais e econômicos da COVID-19
    (Universidade Federal do Pará, 2024-04-24) GOMES, Peti Mama; BELTRÃO, Jane Felipe; http://lattes.cnpq.br/6647582671406048; https://orcid.org/0000-0003-2113-043X
    Na Guiné-Bissau, as feras - palavra do Crioulo para “feiras” - exercem um significativo papel na vida econômica, social e cultural do país. São locais de intensas atividades de compra e venda de mercadorias, e também englobam questões de emancipação feminina, pontos de encontro e reencontros, narrativas históricas, vivências e experiências compartilhadas. Sendo assim, configuram-se como espaços públicos plurais e privilegiados desde um ponto de vista etnográfico, onde uma série de relações socioculturais complexas se desenvolvem. Nesse contexto, a presente tese tem como objetivo compreender, por meio de uma perspectiva antropológica-feminina, a dinâmica socioeconômica de mulheres guineenses, que ora como bideras (vendedoras de feira oficiais), fassiduris di bida (mulheres que fazem a vida vendendo), ora como sumiaduris (vendedoras que têm hortas) e bindiduris (vendedoras no geral), estão em movimento com mercadorias desempenhando papéis ativos nas três principais feras locais: Bande, Caracol e Bairro Militar, todas na cidade de Bissau, capital da Guiné-Bissau, antes, durante e após a pandemia. O estudo é resultado de uma pesquisa de natureza etnográfica, cujo processo metodológico combinou pesquisa etnográfica online e trabalho de campo presencial. Para isso, utilizaram-se narrativas orais provenientes de plataformas digitais, como redes sociais, através de mensagens e áudios compartilhados com mindjeris di fera (mulheres de feira). Durante o período de pesquisa, os principais métodos de trabalho etnográfico incluíram conversas informais, transcrição e análise posterior dos dados. Essas últimas etapas ocorreram na cidade de Bissau, com o foco nas bideras e fassiduris di bida. A análise centrou-se na problematização das relações de gênero e trabalho e como elas foram afetadas pela pandemia. Os resultados indicam que as minhas interlocutoras de pesquisa são responsáveis pela organização de uma grande parte da subsistência material e simbólica no país, coisa que foi evidenciada e acentuada durante a emergência da pandemia de COVID-19.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A construção da(s) subjetividade(s) masculina(s): um percurso teórico entre Freud e Stoller
    (Universidade Federal do Pará, 2024-09-26) GONÇALVES, Ricardo César dos Santos; SOUZA, Mauricio Rodrigues de; http://lattes.cnpq.br/4730551301673902; https://orcid.org/0000-0002-6290-000X
    O presente trabalho aborda a construção da(s) subjetividades(s) masculina(s) em um percurso psicanalítico inicialmente delineado por Freud e, posteriormente, ampliado por Robert Stoller. O trajeto metodológico estabelecido para esta dissertação se fundamenta a partir da pesquisa teórica em psicanálise. Entretanto, é pertinente ressaltar que, embora a pesquisa privilegie a psicanálise como seu principal aporte teórico, este trabalho não negligencia as contribuições provenientes de outras áreas do conhecimento, especialmente das abordagens sociológicas e dos estudos de gênero. O intuito desse trabalho pode ser dividido em quatro aspectos centrais: (1) demonstrar como o conceito de gênero se integrou a teoria psicanalítica; (2) conceitualizar a noção de masculinidade(s) por intermédio de um percurso histórico subdividido em três tempos – Antigo, Medieval e Moderno –, dessa forma, ratificando como o conceito pode ser mutável e interdependente de cenários sócio-históricos; (3) investigar as peculiaridades da subjetivação masculina na obra freudiana e; (4) analisar as contribuições teóricas do psicanalista norte-americano Robert Stoller, centralizando nossos esforços em examinar o conceito de “identidade de gênero”, introduzido pelo mesmo no âmbito psicanalítico. Por fim, nas considerações finais, faremos observações sobre os possíveis desdobramentos dessa pesquisa. Além disso, teceremos apontamentos críticos em relação à escassez de estudos que versam sobre os homens e a masculinidade tanto no meio psicanalítico quanto em outras produções acadêmicas brasileiras. Em última instância, espera-se que esse trabalho possa contribuir para o aprimoramento da temática proposta e, concomitantemente, servir de amparo às investigações futuras.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    As Crias da casa: uma analise sobre a caracterização do trabalho infantil domestico exercido em condições análogas as de escravo nos procedimentos do Ministério Público do Trabalho da 8ª Região
    (Universidade Federal do Pará, 2020-07-30) GARCIA, Anna Marcella Mendes; SOUZA, Luanna Tomaz de; http://lattes.cnpq.br/5883415348673630; https://orcid.org/0000-0002-8385-8859; MESQUITA, Valena Jacob Chaves; http://lattes.cnpq.br/2222933055414567; https://orcid.org/0000-0003-4955-1949
    O presente estudo tem como escopo averiguar a ocorrência de trabalho análogo ao de escravo nos casos de trabalho infantil domestico apurados pela Procuradoria Regional do Trabalho da 8a Região – PRT-8/MPT, no Para. Trata-se de pesquisa bibliográfica e documental, pautada no método dedutivo, que buscou analisar individualmente e de maneira quanti-qualitativa, 41 (quarenta e um) procedimentos catalogados pela PRT-8 como trabalho infantil domestico, a fim de verificar se neles havia elementos caracterizadores da escravidão contemporânea. Inicialmente, foram examinadas as bases teóricas da conceituação da escravidão contemporânea no Brasil, com destaque para a influencia das normas internacionais sobre o tema e da teoria kantiana sobre a dignidade humana na construção do tipo penal brasileiro. Em seguida, foi abordada a vedação legal ao trabalho infantil, a partir da apresentação das distintas noções de infância que vigoraram no pais ao longo do tempo, culminando na atual compreensão da criança e do adolescente como sujeitos de direitos e pessoas em desenvolvimento, a quem deve ser aplicada a doutrina da proteção integral. Foram expostos os dados que indicam o insucesso do Brasil na erradicação efetiva do trabalho infantil, bem como o perfil das crianças e adolescentes explorados/as nestas condições. Posteriormente, foi apresentada a estrutura do MPT, seu papel no enfrentamento ao trabalho escravo e ao trabalho infantil, e a problemática advinda da sua divisão em coordenadorias temáticas encontrada na pesquisa. Aqui, foi aplicada uma ficha de indicadores aos procedimentos da PRT-8, que continha, dentre outros questionamentos: a presença de um ou mais dos modos de execução do ilícito tipificado no artigo 149 do Código Penal Brasileiro, que caracterizam o tipo penal; e a classificação, pela PRT-8, da ocorrência do crime de exploração de trabalho análogo ao de escravo. Da analise dos procedimentos se extraiu que, em mais da metade dos casos, havia características de trabalho escravo infantil, porem nenhum deles foi classificado como tal pela PRT-8. Evidenciou-se também que a maioria das vitimas eram meninas não-brancas e que grande parte dos casos ocorreu na capital, Belém. A fim de examinar a relação histórica entre trabalho infantil domestico e trabalho análogo ao de escravo com marcadores sociais como raca, gênero e classe, foram analisados dados de pesquisas empíricas sobre os temas, isolada e interseccionalmente, e produção bibliográfica a respeito. Concluiu-se que a catalogação dos procedimentos ministeriais em coordenadorias temáticas que não interagem entre si, associada a naturalização histórica do trabalho infantil domestico exercido por meninas não-brancas no Estado do Para, contribui para que não se considerem os mecanismos da escravidão contemporânea e, consequentemente, sejam adotadas as providencias legais cabíveis, resultando na perpetuação nas logicas de violência e discriminação.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Currículo, gênero e sexualidade: questões indispensáveis à formação docente
    (Universidade Federal do Pará, 2015-06) FERREIRA, Márcio Porciúcula
    O presente trabalho trata das questões de currículo, gênero e sexualidade como problema. Desde então, objetiva pensar algumas práticas educativas na produção de desigualdades sexuais e de gênero, em suas articulações com a Educação. Recebe atenção o modo como os sujeitos, em relações sociais atravessadas por diferentes discursos, representações e práticas pedagógicas, vão construindo suas identidades, arranjando e desarranjando suas posições e formas de viver e estar no mundo. Também, trata de mostrar alguns mecanismos, instituições e artefatos tão cotidianos, rotineiros e comuns, formadores de Verdade e Moral, dos quais todos fazemos parte. A tarefa mais urgente é desconfiar do que é tomado como “natural” e “normal”. Possibilitar uma prática ambiental afirrmativa, fazendo educação potencializando os vários tipos de vida que encontramos pela Terra, preservando os diferentes desejos, é o que nos interessa.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    O currículo, relações de gênero e modos de subjetivação: Incursões investigativas em um programa de capacitação
    (Universidade Federal do Pará, 2013-04) SANTOS, Daniele Vasco; SILVA, Josenilda Maria Maués da
    Este artigo resulta de uma pesquisa que examinou os modos de subjetivação colocados em funcionamento no currículo de um programa de capacitação em gênero e políticas públicas proposto por uma organização não governamental. Adotando como referencial teórico os estudos do campo do currículo e das relações de gênero produzidos por autores inspirados em grande medida na obra de Michel Foucault, a noção de currículo é assumida como prática discursiva atravessada por relações de poder-saber e envolvida em processos de subjetivação que intencionam transformar indivíduos em sujeitos, privilegiando a dimensão das relações de gênero. A análise de modos de subjetivação em funcionamento no currículo do programa de capacitação é efetuada tendo como fonte os documentos que subsidiam suas práticas pedagógicas. Como resultado, evidencia-se o caráter produtivo do currículo investigado ao colocar em funcionamento modos de subjetivação como investimento de estratégias de governo, que sinalizam como devem ser as relações de gênero e em que sentido os indivíduos precisam transformar-se para que estas relações sejam alcançadas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Da casa da família à casa da escola: dimensões de gênero na experiência educativa em alternância no Município de Cametá - Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2008-03-28) SILVA, Márcia Cristina Lopes e; MOTA, Dalva Maria da; http://lattes.cnpq.br/4129724001987611
    Estudos sobre a Educação do Campo com o enfoque na Pedagogia da Alternância têm sido recorrente nas várias reflexões de autores no Brasil e no Pará. No entanto, torna-se necessário lançar um olhar sobre o cotidiano de alunos e alunas nas Casas Familiares Rurais, onde as peculiaridades da Casa Familiar Rural de Cametá- Pará (CFRC) mereceu atenção nessa dissertação, cujo objetivo principal é analisar as relações de gênero na CFRC e no estabelecimento familiar através da divisão do trabalho realizada nestes dois espaços. A hipótese é que a formação recebida por homens e mulheres na CFRC reforça a divisão do trabalho exercitada nas suas famílias em que atividade pesada é considerada de homens e leves de mulheres. Para essa analise utilizou-se a pesquisa teórica e de campo privilegiando-se o estudo de caso. Os principais procedimentos utilizados foram questionário, observação e conversas ocasionais. A amostra foi constituída por alunas regularmente matriculadas, desistentes ou que já concluíram, assim como, as suas famílias. As conclusões mostram que no âmbito das relações familiares, a casa é o espaço da mulher e o roçado do homem. Essas relações são reproduzidas nas atividades de campo da escola. Apesar da existência dessa relação diferenciada, nas atividades de limpeza das instalações escolares ocorre um processo de ajuda mútua, mostrando que da Casa da família à casa da escola as dimensões de gênero assumem outras perspectivas nos espaços múltiplos que são freqüentados por alunos e alunas no lócus da pesquisa.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Desinstitucionalização de mulheres submetidas à medida de segurança no hospital geral penitenciário e a atuação da defensoria pública do estado do Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2024-07-15) MONTEIRO, Marcele de Jesus Duarte; SOUZA , Luanna Tomaz de; http://lattes.cnpq.br/5883415348673630; https://orcid.org/0000-0002-8385-8859; RAIOL , Raimundo Wilson Gama; http://lattes.cnpq.br/6271053538285645
    A dissertação tem como objetivo geral investigar como a Defensoria Pública do Estado do Pará tem atuado nos casos de desinstitucionalização de mulheres. São os objetivos específicos: a) compreender em que consiste a desinstitucionalização e suas possibilidades legais; b) identificar como ocorre a desinstitucionalização no Estado do Pará; c) verificar as relações entre gênero e raça na construção da institucionalização de mulheres em sofrimento mental; e d) avaliar a importância da atuação defensorial nos processos de medida de segurança. A pesquisa adota o perfil qualitativo, tendo como método de abordagem o indutivo, uma vez que a proposta está em analisar a atuação da Defensoria Pública no processo de desinstitucionalização de mulheres no Estado do Pará, e aferir conclusões acerca desse fenômeno de modo geral. Elege-se como objeto de estudo a atuação defensorial no processo de desinstitucionalização de mulheres em sofrimento mental autoras de delito, devido a necessidade de se construir trabalhos na interseção entre gênero e loucura, visto que o sistema patriarcal possui peculiar influência na construção da “mulher louca”, no esforço de categorizar e estigmatizar experiências de vidas femininas. Ainda, a Defensoria Pública, como órgão responsável pela promoção de direitos e prestação de serviços jurídicos à sociedade, também acompanha a execução de medidas de segurança no sistema penal. A desinstitucionalização, fenômeno norte do presente trabalho, é o que orienta a Reforma Psiquiátrica, desafiando o dispositivo manicomial do Hospital Psiquiátrico, construindo saberes e desconstruindo estruturas, arquiteturas, práticas profissionais, instrumentos e preconceitos que sustentam a loucura como doença a ser curada. O trabalho se propõe a investigar o complexo fenômeno da desinstitucionalização, através de três seções, com o objetivo de compreender como o órgão jurisdicional atua na desinstitucionalização de mulheres no Estado do Pará, tanto de forma judicial quanto extrajudicial.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Do jirau ao geral: mulheres nos sindicatos de trabalhadores rurais no Estado do Pará, Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2007-07-27) AMARAL, Waldiléia Rendeiro da Silva; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880
    Este trabalho analisa a presença das mulheres nos sindicatos de trabalhadores rurais no Estado do Pará. Reflete a história da construção do sindicalismo de trabalhadores rurais na região enfocando a alteração de seu perfil, ao longo dos últimos trinta anos, com destaque para a participação das mulheres. Baseia-se em documentos históricos e entrevistas com diferentes atores que ocupam posições no movimento sindical em níveis nacional, estadual e municipal. No total, foram realizadas quinze entrevistas. A partir das reflexões sobre o conceito de gênero, fez-se questionamentos aos dados que pudessem esclarecer os debates e opiniões sobre em que medida a atuação feminina na direção do sindicato tem alterado as práticas sindicais. A pesquisa aponta para caminhos de reflexão e a necessidade de novos estudos. A intensificação do debate sobre gênero no movimento sindical e a adoção de instrumentos de estímulo e garantia da participação tem aumentado o número de mulheres na direção das organizações sindicais de trabalhadores rurais. Este esforço não tem sido suficiente para que a presença feminina se iguale à masculina, ocupando as mulheres cargos de menor relevância nestas organizações. Revelam-se as dificuldades vivenciadas por elas e ocorrência de antigas práticas de discriminação. Finalmente, apresentam-se novos posicionamentos a serem tratados pela organização sindical de trabalhadores e trabalhadoras rurais.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    A docência por meio da memória de professoras do município de Abaetetuba /PA no período de 1950 a 1970
    (Universidade Federal do Pará, 2013-09) ALMEIDA, Edileuza de Sarges
    O presente artigo pretende apresentar algumas considerações relacionadas ao desenvolvimento da Pesquisa de Trabalho de Conclusão de Curso-TCC intitulado de Docência Feminina: um estudo sobre a história da educação através da memória de professoras idosas, no período de 1950 a 1970, em Abaetetuba no Estado do Pará. Na referida pesquisa tivemos como objeto de estudo: memórias de professoras idosas do município de Abaetetuba, objetivando a análise do tipo de educação que elas receberam com o intuito de evidenciarmos a maneira como a mesma refletiu em suas práticas docentes. Metodologicamente, desenvolvemos o estudo utilizando a História Oral, na qual obtivemos relatos de experiências relevantes em suas histórias de vidas. No que concerne aos referenciais teóricos, tivemos as significativas contribuições de Portelli (2001) e Chizzotti (2003) discutindo a referida metodologia; Almeida (1998), Araújo (1993), Apple (1995) e Bezerra Neto (1995) que ressaltam a docência e educação feminina; Scott (1995) e Louro (1997) levantando a discussão sobre gênero; Foucault (1987) que aborda aspectos ligados à história, cultura e disciplinarização dos corpos e mentes femininas; Bosi (1994), Thompson (1992) e Loureiro (1999) discutindo sobre memórias, entre outros/as. Desse modo, através deste artigo pretendemos apresentar os resultados obtidos com a referida pesquisa acadêmica, ressaltando a importância de valorizar a memória e a oralidade como fontes de conhecimentos que possam contribuir para a amenização dos preconceitos ligados às professoras idosas desse município.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    “E eu não sou uma professora?”: ensino de História e narrativas femininas das margaridas e girassóis na Educação do Campo
    (Universidade Federal do Pará, 2024-06-25) SANTOS, Alandienis Souza; LINHARES, Anna Maria Alves; http://lattes.cnpq.br/3081434819616255; https://orcid.org/0000-0001-7548-9259
    Esta dissertação tem o intuito de discutir e refletir sobre a importância de narrativas que incluam as mulheres, mais especificamente negras, nas aulas de história do campo de Tomé-Açu (PA). As entrevistas e a observação do cotidiano escolar foram a fonte de pesquisa para a realização deste trabalho acadêmico, juntamente com as leituras de autoras negras como Lélia González, Conceição Evaristo, Alice Walker, Djamila Ribeiro, Audre Lorde, outras autoras como Glória Anzaldúa, Roseli Salete Caldart, autores como Ailton Krenak e Antônio Bispo, entre outros. Evidenciamos narrativas de professoras que lecionam a disciplina de história no campo para entender como se dá essa invisibilidade. Produzimos um panfleto com os conceitos: feminismo, feminismo negro, ecofeminismo e educação do campo, criamos um coletivo CEAME- Coletivo de Educadoras(es) Antirracistas Movimentando a Educação do Campo, por meio de um blog como produto da dissertação, para que mais educadoras conheçam e discutam sobre patriarcado, racismo, machismo, sexismo na Educação do Campo no ensino de História.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A emersão do carimbó urbano: um gênero marginal do carimbó
    (Universidade Federal do Pará, 2021-11-05) LEITE JÚNIOR, Daniel da Rocha; AMARAL FILHO, Otacílio; http://lattes.cnpq.br/2605877670235703
    Essa pesquisa tem como objetivo investigar o carimbó urbano que emergiu nos últimos anos como um movimento e, também, um estilo de vida para os carimbozeiros da Região Metropolitana de Belém (RMB). Desta forma, a pretensão é mostrar porque esse tipo de manifestação cultural se configura como legítima – apesar da ausência do seu registro no processo de patrimonialização realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) durante os anos de 2008 a 2013 que gerou a pesquisa sobre a identidade do carimbó e resultou no Dossiê Carimbó em 2014, sendo assim, não há investigação uma investigação profunda sobre o carimbó produzido em espaços urbanos, portanto, essa pesquisa se debruçou sobre a ausência de registro e sobre a existência de uma ressignificação urbana do carimbó. Desta maneira, o foco dessa pesquisa foi reconhecer as matrizes que constituem as bases para a emersão do carimbó urbano, a partir de uma metodologia de observação participante conceituado pelo Malinowski (1975) e ancorada em convergência com a etnografia multi-situada do Marcus (1995), focando o caráter subjetivo dos sujeitos e objetos analisados, assim como uma análise da trajetória dos conjuntos de carimbó Caruana e Cobra Venenosa baseada em um recorte bibliográfico aportado nas pesquisas sobre carimbó de Salles (1969), Gabbay (2012) e Amaral (2004), além dos estudos culturais sobre os processos hibrização postulado por Canclini (2003) e diáspora cultural de Hall (1996) e, também, os estudos sobre os espaços urbanos feitos por Lefebvre (2006) e Harvey (2014) para demonstrar como esse movimento urbano do carimbó remodela a identidade da manifestação tradicional do carimbó, ao desenvolver novas formas de sociabilidade.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Emília Snethlage e Heloísa Alberto Torres: gênero, ciência e turismo na Amazônia do século XX
    (Universidade Federal do Pará, 2022-08-04) ALBERTO, Diana Priscila Sá; PACHECO, Agenor Sarraf; http://lattes.cnpq.br/5839293025434267
    A presença das mulheres na história da ciência, em especial no mundo Ocidental, confunde-se com a própria constituição dessa área do saber, contudo, por muito tempo elas ficaram nas sombras da atuação masculina. A ciência histórica desde seu nascimento, demarcou o “homem” como o personagem central das narrativas e, mesmo que alguns estudiosos assinalassem que a mulher estava inclusa nesse ser histórico, o campo disciplinar da história as afastou do palco de formação sociocultural da humanidade. As viagens cientificas a partir do século XIX mostraram-se caminho rico para problematizar essa visão e sentidos dos seus silêncios, permitindo conexões interpretativas entre ciência, gênero e turismo. A história da participação feminina na história das ciências na Amazônia no século XX, focalizando a atuação e legado de duas mulheres cientistas, uma alemã e uma brasileira, Emília Snethlage (1868-1929) do Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG e Heloísa Alberto Torres (1895-1977) do Museu Nacional do Rio de Janeiro – MNRJ, é a temática central dessa tese. Essas cientistas ao vivenciarem experiências em regiões do Brasil, especialmente na Amazônia, utilizaram-se de táticas para construir um caminho importante em suas áreas de atuação nas ciências naturais (ornitologia) e humanas (antropologia). As expedições por elas realizadas deixaram pistas importantes para a investigação da história do turismo na região, por apresentar elementos que compunham o fenômeno turístico moderno, tais como: hospedagem, alimentação e transporte. A partir dessa contextualização, o objetivo desse trabalho foi investigar, à luz dos estudos da história das ciências, do gênero e do turismo, a participação feminina desempenhada, em particular, por Emília Snethlage e Heloísa Alberto Torres, na construção do conhecimento científico na Amazônia no começo de século XX, adentrando em suas trajetórias profissionais, estratégias e seus respectivos universos. Com relação a problemática questionou-se qual a importância da atuação das mulheres na história das ciências no Brasil e como se deu a participação específica dessas cientistas na Amazônia? A pesquisa fundamentou-se em Edward P. Thompson com a História Social e suas reflexões sobre a experiência e as táticas no cotidiano; Carlo Ginzburg com a Micro-História ao adentrar nos indícios de outros caminhos feitos por elas; Michelle Perrot, Londa Schiebinger e Anne McClintock ao referendarem o papel da mulher no campo científico, ajudando a inquirir formas de colonialidade vivenciadas no cotidiano de vida e trabalho de Emília e Heloisa. No que tange aos estudos do turismo, dialogou-se com Paulo de Assunção, Alexandre Panosso Netto e Helena. Doris. A. B. Quaresma ao tratarem acerca da reflexão do fenômeno turístico e suas aberturas na história e pesquisa na Amazônia. O percurso metodológico rastreou pistas da atuação dessas mulheres da ciência no Museu Paraense Emílio Goeldi, Arquivo Guilherme de La Penha. Buscou-se também arquivos sobre Emília Snethlage em meio virtual na Biblioteca Nacional Digital e no Museu de Astronomia e Ciências Afins, onde foi encontrado acervo sobre Heloísa Alberto Torres. A pesquisa documental encetou em 2018 e foi até meados de 2022, principalmente por ambiente virtual, em virtude da pandemia de Covid-19. Para responder a problemática da tese, a pesquisa mapeou e analisou evidências em jornais, artigos produzidos por essas cientistas, cartas pessoais, institucionais e romances, que visibilizaram vivências e práticas dessas cientistas em suas instituições e no cotidiano de pesquisas na Amazônia. Com base nesses achados, a tese demonstra que Emília e Heloísa tiveram papel fundamental na construção da ciência na Amazônia, por suas ações e “sensibilidades de mundo”, numa época de plena hegemonia do domínio masculino no campo científico. Essas mulheres construíram suas trajetórias na ornitologia e na antropologia de forma que suas publicações e realizações científicas espraiaram-se para além de suas instituições, marcando espaço na história das ciências no Brasil e no exterior. Outrossim, as viagens revelaram novos rumos para se compreender o fenômeno turístico na região amazônica, já que se utilizaram de elementos constituintes da prática na atividade. Assim, contribuíram para pensar a emergência de uma nova epistemologia sobre viagens turísticas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Ensino de História e Direitos Humanos: a história de gênero na perspectiva interseccional e a luta da mulher negra por direitos
    (Universidade Federal do Pará, 2021-12-20) FARIAS, Marilin Genezareth de Oliveira; ESTEVES, Carlos Leandro da Silva; http://lattes.cnpq.br/6758802097773377
    O presente trabalho objetiva discutir como os direitos humanos podem ser trabalhados no ensino de história a partir do problema de gênero pelo viés interseccional. Partimos da hipótese de que há uma cultura histórica que desconhece a importância dos direitos como parâmetro de cidadania, como também, persiste em uma “tradição patriarcal” que legitima a cultura machista. Metodologicamente, utilizaremos a teoria da história para embasar nossa pesquisa, a partir dos conceitos de consciência histórica e cultura histórica, para, assim, identificarmos o conhecimento histórico dos estudantes. O recorte temático versará sobre a questão da interseccionalidade, considerando uma abordagem pontual sobre gênero, classe e raça na perspectiva do ensino de história. Para isso, executamos oficinas temáticas sobre a luta das mulheres negras por direitos, para assim, conjuntamente aos alunos pensarmos o produto. Ao final da pesquisa, o produto pensado, em formato HQ, servirá de suporte didático para as escolas e o ensino de história, por possuir uma linguagem acessível à educação básica.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Envelhecimento: corpo, saúde, sexualidade e gênero (Belém-PA, 1920-1930)
    (Universidade Federal do Pará, 2024-02-20) SANTANA, Breno dos Santos; CAMPOS, Ipojucan Dias; http://lattes.cnpq.br/0380400211532063
    A dissertação discute as representações do envelhecimento humano em Belém do Pará nas primeiras décadas do século XX através da análise de textos presentes nas revistas ilustradas que circulavam na capital paraense, como “A Semana”, “Belém Nova”, “Pará-Médico”. Em conformidade, os debates ensejados buscaram compreender como o processo de envelhecer poderia ser interpretado e experienciado pelos sujeitos históricos belenenses do período em tela. Entende-se que, devido às inúmeras desigualdades sociais, existia um universo de muitas disputas relacionadas aos sentidos dados ao envelhecimento, afinal, ser velho ora significaria admiração e respeito, ora infortúnio e rechaço, tudo dependia da posição social ocupada por quem discorria e por quem era alvo do discurso. Como parte desses arranjos, constantemente eram sancionados estigmas relacionados ao corpo, à saúde e à aptidão sexual; não obstante, esses conjuntos interpretativos falavam das próprias idealizações em torno de uma sociedade brasileira jovem, moderna e desenvolvida, ao mesmo tempo, indicavam processos de exclusão frente ao almejado, principalmente pelo núcleo discursivo intelectual, no centro do qual as arguições concentradas na “ação do tempo nos corpos humanos” foram fortemente produzidas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    “Equilíbrio precário”: corpo, gênero e família em Bragança/Pará (1916-1940)
    (Universidade Federal do Pará, 2024-03-20) CAMPOS, Alessandra Patricia de Oliveira Dias; CANCELA, Cristina Donza; http://lattes.cnpq.br/8393402118322730
    Este trabalho tem como objetivo analisar como foram tecidas representações, práticas e atribuídos valores ao corpo feminino na sociedade bragantina entre os anos de 1916 e 1940. Nesse sentido, a problemática se pautou na visão de que as diversas personagens envolvidas em autos de crimes sexuais eram mulheres que com suas vivências representavam perigos ao equilíbrio das relações familiares e sociais hegemônicas e, por isso, deveriam ser vigiadas para que não usassem o seu corpo como lugar de exercício de poder. Com este fim, as análises partiram do estudo entrecruzados dos discursos presentes em sessenta e três processos judiciais, de nove obras médicas e jurídicas, dos Códigos Penais de 1890 e o de 1940, do Código Civil de 1916, do Código de Posturas de Bragança, além dos periódicos Cidade de Bragança, O Cidadão e Revista Bragança Ilustrada, os quais circularam no período proposto. As fontes permitiram acesso ao cotidiano, às relações amorosas, aos diversos valores que os moradores da região bragantina e os representantes do jurídico elaboraram sobre corpo, sexualidade, família, honra, moralidade, trabalho e lazer, por exemplo. Pautando-se em valores como trabalho, família, honra e moralidade, as investigações evidenciaram que os corpos, os comportamentos, os hábitos, os interesses e os desejos das mulheres se tornaram o cerne das preocupações do Estado, da sociedade e dos homens quando os assuntos eram a moralidade, a sexualidade e a constituição familiar ditas adequadas. Contudo, apesar da vigilância, do controle e das restrições as quais as mulheres estiveram subjugadas no período pesquisado, muitas não estiveram dispostas a conformar os seus corpos, os seus interesses e as suas necessidades aos discursos moralizantes e disciplinadores que pretendiam aprisioná-las.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Escola confessional feminina na segunda metade do século XX: um estudo acerca do Educandário Nossa Senhora dos Anjos/PA
    (Universidade Federal do Pará, 2019-12) SILVA, Gercina Ferreira da; CRISTO, Moisés Levy Pinto; SANTOS, Darlene da Silva Monteiro dos
    O presente trabalho tem por objetivo analisar alguns aspectos referentes à instalação do Educandário Nossa Senhora dos Anjos, na segunda metade do século XX, voltado unicamente à formação de meninas com base em princípios cristãos. As fontes são Louro (1994; 2003), Del Priore (2000), Scott (1995), Foucault (2009), Perrot (1995). Na segunda metade do século XX, as mulheres das camadas burguesas europeias e americanas passaram a ocupar espaços na sociedade, com a permissão de contribuírem com atividades à assistência social, no cuidado de pessoas e na educação de crianças. Este estudo destaca a necessidade de serem levantadas pesquisas na contribuição dos estudos de gênero. Na década de 50, a elite local de Abaetetuba priorizava a educação feminina. Homens e mulheres recebiam instrução no mesmo ambiente. Essa condição não agradava às famílias católicas. Sendo assim, foi fundado um educandário para instrução de meninas.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Fabricações de gênero na Amazônia-Brasil: estudo de caso em uma escola pública de Manaus-AM
    (Universidade Federal do Pará, 2020-12) SILVA, Dielly de Castro; SOUSA, Jheime Matos de; SILVA FILHO, Mílton Ribeiro da
    Este artigo tem como objetivo compreender quais as representações de gêneros, o que significa ser menino ou ser menina, apresentadas por alunos do primeiro ano do ensino médio da Escola Pública Estadual Márcio Nery, em Manaus, buscando fundamentalmente compreender como se opera as relações sociais baseadas no gênero, bem como observar como estes alunos vivenciam os papéis de gênero. A pesquisa foi realizada por meio de entrevista semiestruturada, partindo da exibição de um filme curta-metragem intitulado “Gênero na escola”, em uma aula de sociologia. A partir da análise das entrevistas observou-se que as questões de gênero norteiam os espaços de sociabilidade dos alunos, família e escola. Estas, enquanto instituições sociais, desempenham funções de reproduzir e reiterar as normas de gênero. Os alunos também reproduzem o que se entende, culturalmente, por ser menino ou menina, resultando em um sistema de desigualdades o qual enaltece aos que obedecem aos padrões sociais e seguem as construções sobre o que é ser menino ou menina e rechaçam os que se desvirtuam do sistema binário homem/mulher ou praticam ações definidas como não condizentes com o gênero a que pertence.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Flores da terra: mulheres, poder e resistência no movimento agroecológico
    (Universidade Federal do Pará, 2020-02-20) ANSCHAU, Andréia; FERNANDES, Danilo Araújo; http://lattes.cnpq.br/2839366380149639; GONÇALVES, Marcela Vecchione; http://lattes.cnpq.br/9274854854102856
    O trabalho realizado fora da esfera de mercado – de reprodução de cuidado e domésticos –, frequentemente associado e tarefa das mulheres, é desconsiderado na economia clássica. Essa não visualização do trabalho doméstico gera certo desprezo pelo mesmo, bem como a não interpretação desse como uma atividade essencial para a reprodução da humanidade. Isso impacta na não visibilidade da mulher como vital à comunidade. Para evidenciar esse processo, é criada a caderneta agroecológica. Ela busca, por meio da monetarização da produção realizada nos quintais agroecológicos, dar maior visibilidade ao trabalho, principalmente o produtivo não (ou pouco) remunerado – voltado ao autoconsumo, à troca, à doação e à venda. Por meio de depoimentos de mulheres participantes do projeto, foi percebido que a caderneta é um instrumento de empoderamento, porque elas passam a se sentir parte necessária, em primeiro plano, de suas comunidades e, depois, da sociedade como um todo, tornando-se sujeitos da sua própria história. As cadernetas agroecológicas incorporam parte do discurso da economia feminista, que enfatiza os problemas relacionados à desvalorização do trabalho doméstico e ressalta a sustentabilidade da vida como eixo norteador da economia. E, por ser voltada ao autoconsumo, tem papel fundamental na soberania alimentar, garantindo a libertação dos corpos em relação à dependência alimentar externa, bem como a segurança alimentar. As cadernetas sinalizam que o modo de organização social agroecológico se constrói rompendo com a hegemonia, porque há uma menor separação entre as esferas produtiva e reprodutiva, bem como uma maior visibilidade do trabalho doméstico. Com base em um processo de observação participante e a junção de dados e da análise, este trabalho se une à luta de transformação do trabalho doméstico não em monetarização, mas no próprio diagnóstico produtivo a partir da organização social, espacial e políticas das mulheres em suas comunidades.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Gênero e ensino de História: uma análise sobre a mobilização dos saberes docentes para a construção de cidadania
    (Universidade Federal do Pará, 2021-12-22) MORAES, Ieda Palheta; CHAVES, Túlio Augusto Pinho de Vasconcelos; http://lattes.cnpq.br/0678870505162412
    Essa dissertação problematizou como/se os (as) professores (as) de História da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Paraense, localizada no município de Ananindeua no Estado do Pará, mobilizam seus saberes docentes no desenvolvimento de discussões de gênero e, se essa discussão contribui para a construção de cidadania dos (as) alunos (as). Os sujeitos participantes dessa pesquisa foram professores (as) de história, a diretora e uma das coordenadoras educacionais da escola supracitada. O trabalho foi desenvolvido em quatro etapas, com a catalogação das fontes e leituras para os referenciais teóricos e metodológicos que embasaram a investigação. Realizamos entrevistas semiestruturadas, com análise de discurso dos (as) professores (as) da referida escola. Também recolhemos alguns documentos como: BNCC, DCEPA, PPP, Livro didático, ocorrência escolar, para cruzarmos essas informações com as entrevistas semiestruturadas, nos permitindo construir um panorama geral sobre a discussão de gênero e cidadania realizadas por esses (as) docentes. A partir dos primeiros resultados das entrevistas realizamos um minicurso de formação continuada para os (as) docentes, visando discutir e ampliar a perspectiva sobre as questões de gênero e cidadania no ensino de história. Após a conclusão do minicurso produzimos um instrumento didático formado por um conjunto de sequências didáticas, uma para cada série do ensino fundamental II. Com essa proposta buscamos trazer novas perspectivas sobre o protagonismo, as vivências e os desafios (im) postos sobre os corpos das mulheres negras, pois, observamos que essa é uma discussão pouco explorada nas aulas de história, em geral a visão que persiste é a de submissão e escravidão.
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