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Navegando por Assunto "Geoprocessamento"

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  • Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Análise de uso e ocupação do solo no assentamento Paulo Fonteles no distrito de Mosqueiro, Belém-PA
    (Universidade Federal do Pará, 2022) MAGALHÃES, Társis Ney Castelo Branco Barros; SIMÕES, Aquiles Vasconcelos; SOARES, Daniel Araújo Sombra
    O processo de urbanização sem o planejamento adequado contribuiu para o aumento na formação de áreas periféricas e diminuição da qualidade de vida das pessoas, resultando em uma série de problemas socioambientais. Nesse contexto, também se tem a formação de circuitos curtos de comercialização como alternativas mercadológicas pautadas na lógica da agroecologia como é o caso do Grupo para Consumo Agroecológico (GRUCA). O objetivo do trabalho, portanto, foi analisar o uso e ocupação do solo especificamente na localidade do Assentamento Paulo Fonteles, um dos principais parceiros do GRUCA, durante os anos de 2017 e 2018, através do uso de técnicas de geoprocessamento e análise ambiental. A metodologia consistiu em analisar imagens do Landsat 8, sensor OLI, onde foram definidas 7 classes: 1- Vegetação Nativa; 2- Vegetação Secundária; 3- Vegetação Rasteira; 4- Agricultura e Criação de Animais de Pequeno Porte; 5- Solo Exposto; 6- Área Residencial; 7- Hidrografia. Como resultados, pode-se afirmar que a utilização de técnicas de geoprocessamento e análise ambiental são de suma importância para acompanhar as narrativas e os cenários locais. Concluindo que mesmo em um curto espaço de tempo, foi possível notar mudanças ambientais significativas em relação à área remanescente de vegetação nativa (área de reserva legal superior a 80% em ambos os anos, decréscimo de 2% em áreas agricultáveis) e solo exposto sem alterações significativas, onde pôde-se associar, além dos anos analisados (2017 e 2018) pelas imagens, também ao cenário atual (2022) observando a plataforma do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise espacial das mudanças na cobertura e uso da terra em Santarém e Belterra, Pará, Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2008) CASTRO, Williams Martins; VENTURIERI, Adriano; http://lattes.cnpq.br/8968863324073508; BATISTELLA, Mateus; http://lattes.cnpq.br/1337579164863601
    Através de um estudo de caso, este trabalho testa como a delimitação da área de estudo pode influenciar o resultado de análises multiescalares em processos espaciais de mudanças na cobertura e uso da terra na Amazônia. Partindo dos limites dos municípios de Santarém e Belterra no Oeste do Estado do Pará, foram definidos três níveis de análise. O primeiro nível abrange uma região retangular arbitrariamente definida e denominada sub-região de Santarém. O segundo nível, uma parte do primeiro, corresponde a uma área de ocupação consolidada, definida pelo limite do entorno de lotes estabelecidos pelo INCRA na década de 1970. O terceiro nível corresponde às zonas de influência de quatro eixos viários inseridos na área de ocupação consolidada e subdivididos em sub-áreas norte e sul, num total de oito sub-áreas do segundo nível de delimitação. Para cada nível de análise, foram calculadas métricas de paisagem sobre mapeamentos temáticos de cobertura e uso das terras para os anos de 1986, 1997 e 2005, analisados conjuntamente com entrevistas feitas em campo. Os resultados mostram que as peculiaridades da dinâmica de ocupação em cada nível permitem melhor identificar padrões e processos revelados pela estrutura da paisagem. Em particular, nota-se a continuidade da fragmentação da floresta e o avanço da agricultura intensiva em diferentes taxas nas distintas porções da área de estudo. Os resultados obtidos para os três níveis de análise são complementares, possibilitando uma compreensão mais abrangente das mudanças de cobertura e uso da terra e de seus fatores condicionantes.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise espacial dos sítios monumentais do leste da Amazônia ocidental
    (Universidade Federal do Pará, 2014-08-19) BARBOSA, Antonia Damasceno; SCHAAN, Denise Pahl; http://lattes.cnpq.br/9087840228167206
    Esse trabalho teve por objetivo analisar os recintos geométricos localizados no leste do estado do Acre, utilizando ferramentas de geoprocessamento e considerando fatores ambientais e culturais que poderiam ter influenciado nas decisões de grupos sociais quanto ao local de construção e forma desses sítios arqueológicos. Foi utilizada a abordagem da arqueologia da paisagem e o geoprocessamento como ferramenta analítica. A partir do levantamento de dados de 419 recintos geométrico no Leste do Estado do Acre, a pesquisa investigou padrões culturais relativos à morfologia e configuração, localização e orientação dos sítios, utilizando métodos estatísticos e de análise espacial. Concluiu-se que técnicas construtivas padronizadas foram utilizadas na construção dos recintos e que sua localização levava em conta proximidade de fontes de água, tipos de solo e altitude. Além disso, características morfológicas estavam associadas à tamanho e localização. A pesquisa também descobriu que a maioria dos recintos foi construída de forma a marcar os solstícios de inverno ou verão. Foram ainda feitas considerações sobre o estado de preservação dos sítios e os desafios à gestão desse patrimônio.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise integrada da paisagem e processos de erosão costeira na ilha de Atalaia, Salinópolis, Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2024-03-27) SOUZA, Ewerton Müller da Silva; ANDRADE, Milena Marília Nogueira de; http://lattes.cnpq.br/1930321094483005; https://orcid.org/0000-0001-5799-7321
    O estudo visa analisar a paisagem e os processos de susceptibilidade à erosão na ilha de Atalaia, Salinópolis, Pará, como base para políticas de gerenciamento costeiro. O objetivo se desdobra em examinar a posição da linha de costa entre 2002 e 2022, identificar a dinâmica costeira através de geoindicadores, analisar as unidades de paisagem e o grau de susceptibilidade à erosão na ilha. Para alcançar os objetivos, a área de estudo foi dividida em três setores: Espadarte, Atalaia e Sofia. Os materiais e métodos utilizados incluem imagens de satélite para análise multitemporal de vinte anos, com técnicas de análise de mudança de polígonos, taxas areolares e lineares. Para esta avaliação das mudanças costeiras foi utilizado o plugin Digital Shoreline Analysis System (DSAS) no ambiente de Sistema de Informação Geográfica do ArcMap 10.5. O uso de geoindicadores fora deferido por intermédio fichas de campo com a identificação de elementos naturais ou antrópicos que apontassem para a movimentação da linha de costa. Para a análise da paisagem foi utilizada a base teórica da geoecologia da paisagem e uso de geoprocessamento para gerar um mapa de unidades de paisagem. O estudo revelou as áreas de alta susceptibilidade com 47.798m², principalmente, no setor A, nesse setor, destaca-se geoindicadores como a faixa frontal de vegetação modificada pela erosão (44) e presença de muros de arrimo e outras construções no contato com o arco praial ou sobre a superfície de estirâncio (64). As áreas de moderada susceptibilidade estiveram presentes, proeminentemente no Setor B, com área de 66.950m², neste setor, destaca-se os geoindicadores tubulação de água/esgoto ou postes de energia, situada sobre o arco praial em situação de destruição por agentes físicos (54) e presença de muros de arrimo e outras construções no contato com o arco praial ou sobre a superfície de estirâncio (62). As áreas de baixa susceptibilidade à erosão estiveram presentes, em maior evidência, no Setor C, com área de 341.274,1m², neste setor, destaca-se o geoindicador relacionado largura da superfície de pós praia (70). Os resultados da análise de paisagem permitiram a compreensão da estrutura e funcionamento da planície fluviomarinha, áreas urbanas, áreas descampadas, dunas móveis e praia e pós-praia. A investigação oferece uma perspectiva dinâmica sobre os processos de erosão da ilha de Atalaia a partir da metodologia empregada, com isso, os resultados indicam a necessidade de estratégias de gestão costeira mais efetivas, sublinhando a importância de uma abordagem integrada que considere tanto os aspectos físicos quanto socioeconômicos para mitigar os impactos adversos sobre as comunidades locais e o ecossistema.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    App geosensor, geotecnologias aplicadas ao ensino das Ciências Ambientais
    (Universidade Federal do Pará, 2022-04-05) ALMEIDA, João Paulo Abreu; LUCZYNSKI, Estanislau; http://lattes.cnpq.br/9749970886455933; ARAÚJO, Maria Ludetana; CONCEIÇÃO, Raimundo Almir Costa da; http://lattes.cnpq.br/0282298023451578; http://lattes.cnpq.br/4308093983448959
    A necessidade de adoção de práticas sustentáveis na sociedade atual é de extrema importância, nesse ponto o ensino de Ciências Ambientais assume papel de destaque, pois são elas que irão fornecer o conhecimento necessário para subsidiar a criação de soluções sustentáveis. Neste aspecto a Educação Ambiental torna-se indispensável, ela e seus fundamentos são as responsáveis por determinar as melhores metodologias de disseminação do conhecimento. Por vivermos em um ambiente complexo e dinâmico faz-se necessária uma abordagem interdisciplinar, algo natural para as ciências ambientais. Neste ponto o desafio é decidir onde concentrar esforços dessa abordagem. Esta pesquisa propõe o uso de Geotecnologias como forma de disseminação de conhecimentos e ensino de ciências ambientais aplicadas à educação básica. As Geotecnologias são ferramentas interdisciplinares por natureza, porém de certo modo ainda são restritas aos níveis superiores de ensino. Dentre estas ferramentas foi selecionado o SIG, Sistema de Informações Geográficas, que são ferramentas poderosas para processar e analisar dados espaciais, permitindo que estes sejam associados entre si e analisados de forma integrada e interdisciplinar mesclando conhecimentos das grandes áreas e permitindo resultados robustos e confiáveis. Através de pesquisa bibliográfica foram definidos os procedimentos metodológicos que culminaram no produto didático. O produto didático gerado nesta dissertação foi o aplicativo móvel GeoSensor, pensado como uma ferramenta de ensino que se utiliza das geotecnologias como ferramenta durante o processo de ensino aprendizagem. Para o desenvolvimento do app foi necessário primeiramente realizar uma compilação dos principais conceitos de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto, buscando sempre trazer estes conhecimentos numa linguagem mais acessível ao público-alvo. O aplicativo é composto por uma série de miniaulas expositivas em vídeo, permitindo que o usuário tenha contato com o conhecimento teórico por trás das ferramentas, bem como com produtos gerados a partir do seu uso. O intuito principal foi de promover o ensino de ciências ambientais de forma pratica que demonstre aos alunos a real serventia de conceitos vistos em sala, que muitas vezes são tratados como inúteis no dia a dia, além de incentivar estes alunos a adquirirem novos conhecimentos acerca das geotecnologias. Neste aspecto o app GeoSensor se demonstrou de grande valia gerando impactos positivos nos usuários, tanto do ponto de vista do aumento de interesse quanto na absorção dos conhecimentos, em virtude de se utilizar de uma linguagem mais próxima da realidade dos alunos.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Cidades resilientes, áreas verdes e adaptação às mudanças climáticas: uma contribuição ao cadastro ambiental urbano no município de Barcarena–Pa
    (Universidade Federal do Pará, 2024-03-06) PAIVA, Bárbara Souza; SOARES, Daniel Araújo Sombra; http://lattes.cnpq.br/6446474471044694; https://orcid.org/0000-0002-5208-2429; ROCHA, Gilberto de Miranda; http://lattes.cnpq.br/2436176783315749; https://orcid.org/0000-0002-2363-4335
    Essa pesquisa visa contribuir com a discussão sobre cidades resilientes e adaptadas às mudanças climáticas devido ao aquecimento global e do El Niño. Diante desse contexto, um recurso estratégico para o enfrentamento dessa realidade é a utilização de áreas verdes, como soluções baseadas na natureza, em virtude dos benefícios socioambientais. Este estudo analisa o ordenamento territorial e a vegetação, além do alinhamento das políticas ambientais e o Plano Diretor municipal, a institucionalização da Agenda 2030 dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável-ODS (metas 11, 13 e 15) e adaptação a Nova Agenda Urbana adotados pela gestão do município de Barcarena-PA. Para tanto, houve a metodologia de aquisição do levantamento bibliográfico sistêmico sobre planejamento urbano, gestão ambiental, áreas verdes, soluções baseadas na natureza, legislação ambiental, as agendas globais e locais e o tema de cidades resilientes na adaptação e mitigação às mudanças climáticas. No sentido de entender o território, houve a produção de dados primários, por meio do mapeamento do Uso e Cobertura da Terra (UCT), nos trinta bairros do município e entorno (aproximadamente 3 km), entre 2016 e 2023. Foram utilizadas técnicas de sensoriamento remoto e o geoprocessamento, processados no Google Earth Engine e no software Qgis para a análise espacial, estatística, produções cartográficas, gráficas e cálculo das áreas. Os dados da área urbanizada atualmente destacam que a vegetação reduziu e ocupa 144,56 km2 (54% do total da área). A hidrografia permaneceu estável em 57,48 km2 (representando 22% do total). O solo exposto aumentou para 26,22 km2 (10%). A área urbana e ao entorno cresceu e ocupa 17,62 km2 (7%). O Complexo industrial-minerário-portuário atualmente abrange 18 km2 (7%). Em relação aos 30 bairros, os dados atuais mostram que a vegetação reduziu e ocupa 21,36 km2 (41,51% da área total). A área urbanizada expandiu e ocupa 18,94 km2 (36,80%). O solo exposto aumentou para 11,15 km2 (21,67%). Enquanto isso, a hidrografia permaneceu em 0,01 km2 (0,02%). Possui o Índice de Cobertura Vegetal (ICV) em 10,97% e baixo conforto térmico com o Índice de Cobertura Vegetal (ICVH) em cerca de 9,66 m2/habitantes, possui ilhas de calor. A pesquisa propõe como produto: dados, mapas e metodologia para a elaboração do Cadastro Ambiental Urbano (CAU), para contribui com construção de um alinhamento da gestão municipal com Plano Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa e com a Década da Restauração de Ecossistemas. Visa ser um instrumento de auxílio para um futuro zoneamento ambiental e a próxima Revisão do Plano Diretor, com ações voltadas a resiliência da cidade, diante do agravamento da crise climática, na perspectiva de contribuir com a promoção da qualidade ambiental urbana e qualidade de vida, para o desenvolvimento sustentável local.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Diagnóstico ambiental da Reserva Extrativista Marinha de São João da Ponta: subsídios para o planejamento ambiental
    (Universidade Federal do Pará, 2013) FERREIRA, Welington Morais; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609
    O diagnóstico ambiental e a análise de adequabilidade da ocupação permitem a identificação de áreas mais críticas quanto ao nível de degradação, sendo extremamente relevante para o estabelecimento de medidas de preservação, conservação e recuperação. Este trabalho teve como objetivo realizar um diagnóstico ambiental da Reserva Extrativista Marinha de São João da Ponta, através de técnicas de geoprocessamento. Foram realizadas análises baseadas nas informações que compõem a paisagem da UC, principalmente no uso e ocupação do solo e das relações entre alguns aspectos considerados no trabalho. As análises envolveram aspectos relacionados ao uso e ocupação do solo, ao clima da região, a composição do solo e sua geomorfologia, aos recursos hídricos, a fauna e flora da região, as condições de vida nas comunidades, ao risco de erosão. Constatou-se que os recursos hídricos da bacia estão sendo degradados, o uso e a cobertura do solo ainda apresenta áreas degradadas e um processo de fragmentação está ocorrendo na paisagem, principalmente no entorno da UC. Fontes potenciais de degradação da paisagem dos manguezais foram identificadas no entorno da Unidade, comprometendo a qualidade e quantidade da oferta de recursos. A urbanização é o fator de maior influência sobre a UC, pois exerce uma pressão sobre a RESEX. Situações irregulares com relação à legislação e a preservação ambiental foram detectadas na bacia. Na maior parte da UC ao longo dos cursos d"água o uso e cobertura do solo apresentam um estágio de regeneração avançada o que remete ao processo de ocupação do nordeste paraense. Os corredores ecológicos que interligam as florestas de terra firme encontram-se degradados e inadequados, principalmente por não cumprir a função ambiental determinada pelo Código Florestal, predominando nestas áreas as pastagens. Uma política de controle ambiental eficiente é necessária para essas áreas, considerando um planejamento ambiental adequado que oriente a ocupação do entorno da UC e a adoção de medidas para a recuperação da mesma.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Distribuição espacial e evolução temporal da hanseníase em um município hiperendêmico no estado do Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2015) MACEDO, Geraldo Mariano Moraes de; XAVIER, Marília Brasil; http://lattes.cnpq.br/0548879430701901
    A hanseníase é uma doença crônica, que representa um grave problema de saúde pública no Brasil. Manifesta-se por sinais e sintomas dermatoneurológicos. Tendo em vista, o contexto de hiperendemicidade da hanseníase encontrado no estado do Pará, é necessário utilizar ferramentas que permitam formular intervenções na cadeia de transmissão da doença de forma mais efetiva. O objetivo foi identificar o padrão de distribuição espacial e evolução temporal da hanseníase, levando em consideração aspectos clínicos, demográficos e territoriais, em um município hiperendêmico no estado do Pará, no período de 2003 a 2013. Estudo ecológico, coletivo, observacional e retrospectivo no Município de Igarapé-Açu, no estado do Pará. Os dados foram coletados a partir da detecção de casos novos disponíveis no SINAN e arquivos de serviço de saúde locais, que foram posteriormente georreferenciados para análises de geoestatística. Foram notificados 226 casos, com uma discreta tendência crescente do gênero masculino a partir de 2009, com a idade predominante entre 15 e 60 anos. O coeficiente de detecção geral de casos novos da hanseníase apresentou redução em escala nacional, regional, estadual e até municipal. A análise de tendência, com a estimativa para 2020, demonstrou o município de Igarapé-Açu irá superar a região Norte. Com relação às características clínicas evidenciou-se uma predominância da forma dimorfa. A forma multibacilar apontou uma chance de ocorrer de aproximadamente 2 vezes maior nos homens. A forma clínica inderterminada foi predominante nos menores de 15 anos. Houve predomínio do grau zero de incapacidade, porém o grau II de incapacidade ainda esteve além do preconizado pelo Ministério da Saúde, tendo-se o gênero masculino com uma chance de aproximadamente 3 vezes mais chance de evoluir com o grau II de incapacidade. Houve alta por cura na maioria dos casos, entretanto com uma tendência na sua redução e um aumento nos abandonos e transferência. O mapa de distribuição espacial dos casos apresentou um padrão de distribuição tipo mosaico, com diversos focos, e os multibacilares predominaram por toda a extensão da Vila. A análise de Kernel revelou “áreas quentes”, de maior concentração da doença. A influência dos casos multibacilares na distribuição dos casos nas microáreas mostrou uma correlação espacial positiva de forte intensidade. Concluiu-se que a utilização do geoprocessamento na pesquisa, foi importante para uma melhor compreensão acerca da epidemiologia da hanseníase na região, demonstrando uma constante mudança na distribuição espacial da hanseníase no município, em que foram identificadas áreas de maior concentração de casos, com maior risco de adoecimento, levando em considerações os fatores soóciodemográficos e clínicos, que gerou importantes indicadores epidemiológicos e operacionais para a hanseníase no município.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Ecologia da paisagem da ilha do Mosqueiro, NE do estado do Pará.
    (Universidade Federal do Pará, 2005-06) SALES, Gil Mendes; BORGES, Maurício da Silva; http://lattes.cnpq.br/1580207189205228
    Este trabalho investigou os parâmetros físicos do modelo de paisagem da Ilha do Mosqueiro, no nordeste do Estado do Pará, na região amazônica, utilizando estratégias investigativas que permitissem inserções no ordenamento ambiental. Nesta oportunidade foram privilegiadas as atividades na área do geoprocessamento. No contexto ambiental, este trabalho apresenta produtos de integração e outros inéditos, cuja idéia é a de instrumentalizar as políticas governamentais locais, visando contribuir para melhoria da relação do modelo de ocupação antrópica da paisagem versus manutenção da qualidade e preservação ambiental, tendo em vista a necessidade de se estabelecer uma estrutura de desenvolvimento adequada nos cenários atuais. A importância do Distrito de Mosqueiro para Belém é indiscutível. Sua história e potencial turístico são peculiares; além do que a ilha se estabelece como importante componente da vida social, artística, cultural e esportiva da maioria da população que compõe a grande Belém. Ao longo do tempo, a Ilha do Mosqueiro foi cenário de muitas transformações paisagísticas. A atuação de fatores locais como aqueles de ordem litológica, pedológica, de relevo e, mais recentemente, antrópicos, são utilizados para explicar o arranjo atual da paisagem. Neste sentido, a ecologia da paisagem apresenta-se como importante abordagem integradora para a busca pelo entendimento da evolução neogênica. Dentro das variadas vertentes de estudos sobre o modelado da paisagem, optou-se por avaliar multitemporalmente a evolução dos sistemas natural e construído (diversidade paisagística), assim como a aplicação inédita de métricas da paisagem para quantificar a situação paisagística atual e seus possíveis impactos ambientais futuros, diante das estratégias atuais de ocupação. Além disso, buscou-se a integração de diferentes variáveis como o solo, geologia, geomorfologia, neotectônica, a cobertura vegetal e uso da terra da Ilha do Mosqueiro, para a definição das áreas vulneráveis a processos que estão inseridos na dinâmica da mesma, a exemplo da erosão. Assim, na condução desta pesquisa na Ilha do Mosqueiro as vertentes de aplicação envolveram: geoprocessamento, processamento digital de imagens, métricas da paisagem e estatística e álgebra de mapas. Os dados primordiais neste trabalho foram: imagens do satélite Landsat, produtos cartográficos oriundos do levantamento aerofotogramétrico de Belém, mapa de levantamento detalhado de solos, mapa de geologia, e informações coletadas em campo. Os aplicativos utilizados para a obtenção dos resultados foram os seguintes: SPRING (versão 4.0/Windows), ARCVIEW (versão 3.3/Windows), FRAGSTATS (versão 3.0), e SURFER (versão 8.0). Dentre os principais resultados alcançados no estudo da paisagem da Ilha do Mosqueiro, destacam-se: mapas que retratam a dinâmica de ocupação (análise multitemporal), análise espacial da estrutura paisagística atual (aplicação de métricas da paisagem), avaliação de mudanças geomorfológicas, arcabouço atual do regime tectônico (falhas tectônicas), e, por fim, o mapa de vulnerabilidade à erosão.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A efetividade das unidades de conservação e das terras indígenas na contenção do desflorestamento na Amazônia Legal
    (Universidade Federal do Pará, 2010) NUNES, Tássia do Socorro Serra; FERREIRA, Leandro Valle; http://lattes.cnpq.br/8103998556619871
    Foi investigada a efetividade das Unidades de Conservação e das Terras Indígenas na contenção do desflorestamento na Amazônia Legal. A análise dos dados foi processada em ambiente SIG (Sistema de Informações Geográficas) no programa ArcGis 9.3. O modelo estatístico desenvolvido para testar a efetividade das Áreas Protegidas se baseou na diferença entre o desflorestamento interno observado nas Áreas Protegidas e o desflorestamento interno nas Áreas Protegidas, estimado a partir do entorno de cinco quilômetros e de dez quilômetros das Áreas Protegidas. Verificou-se que, em área de floresta, até o ano de 2007, as Áreas Protegidas ocupavam aproximadamente 40% da Amazônia Legal. As Unidades de Conservação de Proteção Integral ocupavam 7,5% da Amazônia Legal, as Unidades de Conservação de Uso Sustentável ocupavam 11,2% da Amazônia Legal e as Terras Indígenas ocupavam 21% da Amazônia Legal. Foi observada uma diferença significativa na proporção de área ocupada pelos tipos de Áreas Protegidas entre os estados da Amazônia Legal. Notou-se, ainda, que a proporção do desflorestamento interno nas Unidades de Conservação de Proteção Integral e nas Terras Indígenas foi menor do que nas Unidades de Conservação de Uso Sustentável. A proporção do desflorestamento interno das Áreas Protegidas foi muito menor do que a proporção de desflorestamento externo à essas áreas, nos estados do Mato Grosso, Pará e Rondônia. Segundo o modelo estatístico de efetividade, 62,3% das Áreas Protegidas analisadas eram efetivas na contenção do desflorestamento. Esse modelo constitui importante instrumento para direcionar o planejamento de políticas públicas de conservação da Amazônia Legal, pois indica as Áreas Protegidas mais ameaçadas pelo desflorestamento. É imprescindível estabelecer com urgência a criação de mais Áreas Protegidas na Amazônia Legal e a consolidação das Áreas Protegidas existentes, já que não se sabe até quando essas áreas conseguirão se manter sem o mínimo necessário à sua sustentação.
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