Navegando por Assunto "Geotecnologias"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dinâmica espaço-temporal e pressões antrópicas em manguezais de RESEXs na costa atlântica paraense.(Universidade Federal do Pará, 2022-04-26) PEIXOTO, Herbert Junior Campos; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429; https://orcid.org/0000-0001-7850-1217A Costa Atlântica Paraense (CAP) abriga o mais bem preservado cinturão de manguezais do planeta, onde algumas destas áreas estão inseridas em reservas extrativistas (RESEX), que preveem o uso sustentável de seus recursos naturais pela população local. Este compromisso com a sustentabilidade vem tomando mais força após a criação da Agenda 2030, de onde surgiu a Década dos Oceanos, que busca o desenvolvimento sustentável e científico dos recursos marinhos e costeiros. Deste modo, o objetivo deste estudo é analisar a variabilidade espaço-temporal de manguezais e as pressões antrópicas nas RESEX da CAP. A metodologia adotada consiste na: (1) aquisição e tratamento de imagens dos satélites Landsat (2) quantificação e comparação das áreas de manguezais de quatro RESEX (Mãe Grande de Curuçá, Mestre Lucindo, Mocapajuba e São João da Ponta). Estas análises foram feitas com uso de polígonos, criados a partir das imagens de satélites Landsat, que delimitaram as áreas de mangue para um período de trinta e quatro anos (1986 a 2020). A partir do plugin mapbiomas collection, disponível no software QGIS, foi possível observar a expansão urbana nas áreas estudadas e sua interação com os ambientes de manguezais. Para corroborar com os resultados obtidos foram utilizados dados ambientais de material particulado em suspensão (MPS). A cobertura vegetal teve maior valor de redução de 8,054 km² e valor máximo de aumento de 14,825 km². Foi possível observar padrões de variação nas RESEXs, que apresentaram tendências semelhantes, tanto de perda quanto de ganho em área. Pouca alteração ocorreu nas áreas de manguezais nas porções mais internas das RESEXs. O MPS transportado na região tem direção SW-NE. Foi possível observar também o crescimento da infraestrutura urbana de todos os municípios onde as RESEXs estão inseridas, com Marapanim e Curuçá apresentando os maiores crescimentos (4.642 km² e 4.797 km², respectivamente). Entretanto, a maioria das alterações na cobertura de manguezais ocorreu na faixa litorânea, distante das áreas urbanizadas. Os manguezais analisados se mantiveram em equilíbrio, porém, a urbanização desordenada pode trazer prejuízos caso não haja medidas efetivas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Espécies arbóreas presentes na zona urbana de Altamira - Pará: índices espaciais e diversidade florística(Universidade Federal do Pará, 2023-04-28) FEIO, Elnatan Ferreira; VELOSO, Gabriel Alves; http://lattes.cnpq.br/9757471213923099; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-3655-4166; HERRERA, Raírys Cravo; http://lattes.cnpq.br/2153779197306503; https://orcid.org/0000-0002-9699-8359Nas últimas décadas, o interesse por estudar o processo de urbanização nas cidades tornou-se um assunto de extrema importância, visto que, quando esse fenômeno não é trabalhado com planejamento, desprezando as diferenças regionais, torna-se difícil projetar cidades mais sustentáveis. Uma das formas de alcançar esta sustentabilidade é a promoção de ações que incentivem a inserção da arborização que consiga surtir efeitos positivos, tal como a amenização do calor decorrido do asfaltamento e concretização dos espaços urbanos. Assim, a promoção da arborização nas cidades é um dos meios de minimizar os efeitos adversos do clima nas cidades e melhorar a qualidade de vida dos habitantes. Este trabalho foi realizado na sede do município de Altamira, localizada na região Sudoeste do Estado do Pará. Foi desenvolvido em três etapas: (i) realização do mapeamento da arborização a partir da vetorização manual para geração de uma nuvem de pontos que possibilitou a análise, por meio da aplicação da Estatística de Densidade Kernel, da distribuição espacial das espécies arbóreas utilizando cálculo das estimativas de parâmetros ambientais como: Índices de Cobertura Vegetal (ICV) e Percentual de Cobertura Vegetal (PCV); (ii) aquisição de imagens de sensoriamento remoto com baixa nebulosidade durante o período de estiagem, referente aos anos 2011 e 2021 dos Satélites Landsat 5 sensor TM e Landsat 8 Sensor Tirs, respectivamente, com imagens adquiridas no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE); e (iii) levantamento do censo arbóreo em três bairros da cidade a partir dos índices de coberturas maiores calculados na primeira etapa da pesquisa para determinar os Índices de Diversidade de Shannon-Weaver, Simpson e Equabilidade de Pielou. Observou-se que a distribuição da arborização da cidade de Altamira é muito variável e deficiente, onde a maioria dos bairros da cidade apresenta um déficit na densidade de árvores. Os bairros centrais são os mais consolidados e apresentaram maiores densidades de indivíduos. O PCV foi de 0,49% e ICVH de 1,72 m² de copa/habitante, valores abaixo do recomendado pela Organização das Nações Unidas - ONU e Sociedade Brasileira de Arborização Urbana - SBAU. Para o ano de 2011, as condições térmicas terrestres da cidade de Altamira variaram entre a mínima de 23,97°C e máxima de 34,80°C, mantendo uma constante em torno de 32°C na área urbanizada, destoando da temperatura máxima registrada de 34°C em poucos pontos da cidade, com temperatura média de 32,09°C nos bairros centrais e mais urbanizados. Em 2021, a temperatura da cidade de Altamira alcançou mínima de 23,35°C e máxima de 33,89°C. O resultado do cálculo dos índices para os bairros Premem, Jardim Uirapuru e Esplanada do Xingu, apresentaram os seguintes valores, respectivamente: a) diversidade de Shannon-Weaver (H’): 1,734, 1,816, 2.28; b) Equabilidade de Pielou (J’): 0.65, 0.57, 0.72, e c) Simpson (C): 0.69, 0.71, 0.85, respectivamente. A análise qualitativa indicou que quanto maior o valor de C, menor é a diversidade de espécies, portanto, a maior diversidade distribuída encontra-se no bairro Premem. Para a análise quantitativa, foram catalogados 793 indivíduos arbóreos, divididos em 61 espécies, pertencentes à 40 famílias botânicas, para os quais se verificou que 68% são espécies exóticas e 32% nativas. Observa-se que o arranjo da espacialização da arborização urbana não acompanhou o crescimento da malha urbana, permitindo o surgimento de zonas com pouca densidade arbórea, o que demonstra que há urgência à elaboração de política que contemple áreas verdes na cidade, de modo a humanizar as vias e logradouros públicos e contribuir para a regulação do microclima altamirense, com efeitos positivos no bem-estar da população e daqueles que por aqui transitam. Desta forma, este estudo possui os atributos necessários para subsidiar ao planejamento urbano em ações que visem a promoção do conforto e a futura atenuação dos eventos de sensação térmica, valorizando para isto o plantio de espécies nativas em detrimento das exóticas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) História Ambiental do Alagado do Piry de Jussara, Belém-PA : uma reflexão acerca da ocupação urbana em áreas alagadas.(Universidade Federal do Pará, 2021-05-20) SILVA, Marcus Vinicius Silva da.; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187A cidade de Belém sofre desde sua colonização com a ocupação irregular sobre áreas alagadas ou de cursos d’água, tal problema ainda hoje é evidente e recorrente em nossa cidade. Muito se atribui esse problema a escassez de áreas topograficamente favoráveis e a falta de planejamento habitacional adequado. Em 1616 (ano de colonização de Belém), relatos históricos apontam que na região onde hoje se encontra a Avenida Almirante Tamandaré havia uma área alagada, denominada de Alagado do Piry de Jussara, contudo, devido a necessidade de expansão urbana, o mesmo foi visto como um obstáculo natural para a irradiação da cidade, e com isso, sofreu processos de canalização e aterramento. Desse modo, a presente pesquisa teve como objetivo realizar uma análise histórica da região que outrora foi ocupada pelo Alagado do Piry, visando compreender como se deu esse processo de ocupação sobre este elemento natural, aliado a isto, realizar estudos geomorfológicos que permitissem identificar o acidente geográfico em que o Alagado estava inserido, além de buscar compreender a complexa dinâmica das águas (precipitação e nível de maré) que atuava e ainda atua na região. Ao fim do estudo, os resultados obtidos corroboraram e ratificaram a hipótese de que a forma de ocupação e expansão da cidade que vem sendo empregada desde a colonização é equivocada, uma vez que, além de não haver políticas de habitação adequadas, não se leva em conta as características da região, como baixa topografia, elevada precipitação, e aumento periódico da maré; o que acaba por acarretar problemas socioambientais como alagamentos, inundações e enchentes em inúmeros pontos da cidade de Belém. Ademais, o estudo ainda aponta para o agravamento destas ocorrências, uma vez que, a cidade de Belém e a Região Metropolitana estão entre as áreas de maior susceptibilidade aos eventos condicionados pelas mudanças climáticas, como o aumento do Nível Médio do Mar.
