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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    A geografia da(s) felicidade(s) em unidade de conservação na Amazônia paraense: o caso da Resex-Mar Mocapajuba
    (Universidade Federal do Pará, 2024-08-29) SANTOS, Fernando Junio da Costa; BORDALO, Carlos Alexandre Leão; http://lattes.cnpq.br/1253955182585852; PIMENTEL, Marcia Aparecida da Silva; LIMA, Ricardo Angelo Pereira de; LOPES, Luis Otávio do Canto; BRINGEL, Fabiano de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; http://lattes.cnpq.br/1993748824383678; http://lattes.cnpq.br/1013147545099173; http://lattes.cnpq.br/3108578185436706; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777; https://orcid.org/0000-0002-3532-422X; https://orcid.org/0000-0002-6209-9646; https://orcid.org/0000-0002-8380-9096
    A presente tese de doutoramento investiga cientificamente a relação dada entre sociedade e natureza no contexto da RESEX-Mar Mocapajuba, zona costeira da região do Salgado paraense. Baseou-se na problemática estabelecida entre a pressão de uso humano que se faz sobre a natureza não humana e a garantia dos bens (materiais e imateriais) necessários à sobrevivência ao longo do tempo futuro. Nesse sentido, a questão central incumbiu-se de averiguar se as dinâmicas socioambientais (re)produzidas na UC são demarcadoras de felicidade no território. Felicidade essa que se dá no processo de tomada de decisões cotidianas em contínua articulação com as dimensões ecológica, cultural, política e econômica. Para isso, aproximaram-se os conceitos de territorialidade e de governança a fim de se desvelar os movimentos estratégicos para a tomada de decisão coerente com a realidade ambiental local, ressaltando-se as dimensões ecológica, cultural, política e econômica. Com base nos aportes teóricos oriundos do pensamento complexo, a pesquisa traçou um percurso metodológico alinhado às contribuições da Geografia Ambiental, centrada na inseparabilidade entre humanidade e natureza. Valeu-se de instrumentais empíricos como pesquisa de campo e observação participante, aplicação de entrevistas semiestruturadas e de questionário, levantamento bibliográfico e composição de quadros para a análise de resultados. Ao final, sugerem-se alguns achados, tais como, o reconhecimento do ambiente como um sistema complexo formado pelas dimensões ecológica, cultural, política e econômica, as quais atuam concomitantemente na composição do território; a necessária coerência nos processos de tomada de decisão, desde a esfera individual até a coletiva; a exigência de um fortalecimento do processo educacional articulado ao saber ambiental local como condição da sustentabilidade; a felicidade como um constructo inerente ao território; e a ciência geográfica como um arcabouço premente para melhor interpretação da realidade complexa.
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    DissertaçãoDesconhecido
    Direito à autodeterminação e ao bem viver: processos de elaboração de protocolos de consulta em comunidades quilombolas no Baixo Tocantins, Amazônia Paraense
    (Universidade Federal do Pará, 2023-08-30) BRITO, Maria Delma Portilho; TRECCANI , Girolamo Domenico; http://lattes.cnpq.br/4319696853704535; https://orcid.org/0000-0003-4639-9881; FOPPA, Carina Catiana; BENATTI , José Heder; ROCHA, Ibraim José das Mercês; http://lattes.cnpq.br/0150061207696674; http://lattes.cnpq.br/6884704999022918; http://lattes.cnpq.br/1165342614154131; https://orcid.org; https://orcid.org/0000-0003-1159-912X
    O direito de Consulta Prévia e Consentimento Livre tem sido cada dia mais debatido e reivindicado no território brasileiro, em razão dos ataques sofridos pelos Povos e Comunidades Tradicionais. A elaboração de Protocolos de Consulta Prévia e Consentimento Livre, é uma das principais iniciativas das Comunidades Quilombolas, no processo de mobilizações e reivindicações. Nos últimos anos, os Povos Quilombolas da região do Baixo Tocantins, no estado do Pará, intensificaram as reivindicações e lutas pela efetivação dos seus direitos de Consulta e Consentimento, Prévio, Livre, bem Informado e de Boa-fé. A presente pesquisa, analisa o processo de elaboração do protocolo de consulta da Comunidade Quilombo São José de Icatu e suas possíveis influências para outros quilombos na região. O objetivo geral consiste em analisar como a elaboração do protocolo de consulta do quilombo São José do Icatu mobilizou a comunidade na luta por direitos e, tem motivado outros quilombos da região do Baixo Tocantins, Amazônia Paraense, à tais elaborações. E como objetivos específicos estabelecemos: a) descrever o processo de elaboração do protocolo de consulta da Comunidade Quilombola de São José do Icatu, como instrumento de proteção e defesa do território e do bem viver; b) identificar, para além das lideranças, como o povo quilombola de São José de Icatu, tem compreendido o direito de consulta, como marco jurídico da legislação brasileira vigente; c) analisar como o processo de construção do protocolo de consulta do Quilombo de São José do Icatu tem impulsionado outros quilombos da região do Baixo Tocantins, Amazônia Paraense, a elaborarem seus protocolos. A partir de uma análise das ações da elaboração do Protocolo de Consulta Prévia e Consentimento Livre, da Comunidade Quilombola São José de Icatu, e forma que estas mobilizaram quilombolas de diferentes territórios e regiões, a presente pesquisa, identifica que esse processo estimulou as outras comunidades quilombolas da região do Baixo Tocantins, Amazônia Paraense, a elaborarem os seus próprios Protocolos de Consultas.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Movimento de mulheres do Xingu (MMX)
    (Universidade Federal do Pará, 2021-06) PEREIRA, Joselaine Raquel da Silva
    Este artigo trata sobre o Movimento de mulheres do Xingu (MMX) como uma forma de resistência das mulheres xinguanas contra diversas formas de violências interseccionais a que estão submetidas, apresentando-se como um movimento insurgente que busca ocupar os espaços de tomada de decisões dentro e fora de suas comunidades. Meu objetivo é demonstrar como seus discursos e ações estão alinhados com um projeto de sociedade mais equilibrada entre homens e mulheres e seres humanos e natureza (o bem viver), através de uma análise de diversos materiais audiovisuais em conjunto com uma revisão bibliográfica sobre temáticas de gênero e de ecologia, recorrendo ao uso de entrevistas e citações como métodos de exemplificação das cosmovisões e cosmopráticas das mulheres originárias, e por fim apresento essa práxis como um modelo de resistência coletiva interepistemológica contra o “des-envolvimento” capitalista e individualista.
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