Navegando por Assunto "Gordofobia"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Gordura não é coisa de macho”: reverberações da gordofobia nas masculinidades de homens gordos(Universidade Federal do Pará, 2024-04-03) MODESTO, Lucas de Almeida; LIMA, Maria Lúcia Chaves; http://lattes.cnpq.br/2883065146680171; ALVARENGA, Eric Campos; http://lattes.cnpq.br/5734378044087055; https://orcid.org/0000-0002-1803-2356A gordofobia é uma forma de violência interseccional, estrutural, cultural e institucionalizada que atinge pessoas gordas, discriminando e hostilizando seus corpos. Está presente em diversos cenários e ancora-se em saberes patologizantes, historicamente determinados, utilizando-se de discursos de saúde e beleza na mídia, na indústria de cosméticos, fármacos e procedimentos que podem “curar” um corpo que foi “adoecido” pelo estigma social causado por este suposto saber. Elenca-se que a maioria das produções que questionam a gordofobia foram produzidas por e sobre mulheres gordas, havendo assim a necessidade de incluir o público masculino neste debate, uma vez que estes também são atravessados de distintas formas pela gordofobia. Uma dessas formas é no aspecto da masculinidade, considerando as formas plurais que homens são subjetivados no Brasil. Investiguei como esses processos podem ser gordofóbicos, tendo em vista, que a “masculinidade hegemônica” tem um padrão de corpo atlético e musculoso, sendo para esta a gordura um atributo de feminilidade. Dessa forma, homens gordos passam a ter sua masculinidade colocada à prova por possuírem em excesso o que o “homem de sucesso” busca eliminar”. Utilizo uma epistemologia de autores(as) que estudam as masculinidades de forma plural e sob viés feminista e lanço mão dos estudos transdisciplinares das corporalidades gordas. Neste sentido, este trabalho tem por objetivo analisar como a gordofobia afeta as masculinidades de homens gordos na região metropolitana de Belém. Trata-se de uma pesquisa de campo, com abordagem qualitativa que através de entrevistas semiestruturadas visa produzir informações que possam ser analisadas a partir da análise de conteúdo, a fim alcançar os objetivos propostos. Participaram da pesquisa 9 homens com idades entre 20 e 37 anos. A partir da análise de conteúdo surgiram três categorias, tais quais: “É mais fácil falar sobre ser gordo do que sobre ser homem” onde discuto acerca dos processos de subjetivação dos homens gordos a partir do corpo, dos esportes e da cisheterossexualidade compulsória; “É basicamente igual roupa, pode não ser a que você gosta, mas você tem que levar”, em que trato a respeito do preterimento amoroso e da fetichização que homens gordos vivenciam devido à gordofobia e “É o meu corpo, é o que eu tenho!” em que disserto sobre as formas de sofrimento e enfrentamento vivenciadas por homens gordos. Por fim, esta pesquisa se propõe a suscitar em homens gordos a necessidade de unir-se às discussões e ao movimento antigordofobia, ademais, também elucida a necessidade de pesquisas futuras com homens gordos cisheterossexuais, visto que somente um dos participantes se identifica dessa forma, assim algumas questões não puderam ser alcançadas sobre essa especificidade, mas salientaram possíveis idiossincrasias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Representações de mulheres gordas em quadrinhos de autoria feminina da/na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2023-03-29) GILLET, Fabiana Oliveira; SANTOS, Luiz Cezar Silva dos; http://lattes.cnpq.br/2449524316115443Propomos nesta pesquisa uma abordagem comunicacional sobre as histórias em quadrinhos com enfoque nas representações gráficas de personagens gordas. Busca-se compreender quais as representações de mulheres gordas em webcomics de autoria feminina da/na Amazônia, se existem estas representações e quais as leituras dessas quadrinistas sobre o corpo gordo, enquanto autoras e desenhistas mulheres e se existem quadrinistas que se identificam como mulheres gordas. Destaca-se a pertinência das discussões que envolvem os estudos do corpo gordo no Brasil, pesquisas ainda em desenvolvimento no âmbito das Ciências Sociais e da Comunicação. Considera-se que as representações sociais em produtos da mídia hegemônica têm papel fundamental na concepção e manutenção de modelos sociais constitutivos do imaginário, ordenando o que será aceito ou reprimido na sociedade. Assim, é importante enfatizar que as histórias em quadrinhos, enquanto mídia, são vetores de discursos e representações estereotipadas dos sujeitos (BOFF, 2014; EISNER, 2005; THENSUAN, 2020), criando e fortalecendo estigmas sociais como no caso da gordofobia (ARRUDA, 2021, JIMENEZ, 2020). Por isso, este estudo se alinha a ideia de que a partir do bios midiático (SODRÉ, 2002) que se desenvolve a gordofobia, o que evidencia a importância de uma abordagem sob a ótica da comunicação (ARRUDA, 2021). Pretendemos com o estudo contribuir para a pesquisa e debate sobre a comunicação enquanto vetor de manutenção ou transformação de modelos, estereótipos e estigmas sociais; refletindo acerca da gordofobia e do campo de estudos sobre gênero e histórias em quadrinhos. Com objetivo de analisar a representação de personagens e a produção de sentidos sobre corporalidades gordas em webcomics produzidos por quadrinistas mulheres da/na Amazônia, buscamos identificar personagens gordas nas webcomics e ilustrações de artistas mulheres da/na região amazônica, em seus perfis da rede social Instagram no período de 2015 a 2022; dialogar com as quadrinistas por meio de entrevistas semi-estruturadas (DUARTE, 2005; GASKELL, 2002) sobre a representação de mulheres gordas; analisar os sentidos apreendidos sobre corporalidades gordas nos dados coletados a partir de uma análise das imagens (JOLY, 2007) das ilustrações e webcomics fundamentada na semiótica peirceana; e discutir as representações do corpo gordo feminino e quais os sentidos produzidos e apreendidos por estas representações. Concluímos que os sentidos apreendidos nas representações apresentam convergências com os discursos de aceitação e amor-próprio difundidos na mídia hegemônica com base no movimento de aceitação corporal body positive/corpo livre em consonância com as biossociabilidades de consumo da indústria plus size (AIRES, 2019), gerando ressignificações nos regimes de visibilidade do corpo gordo, criando estereótipos positivos, com ainda invisibilização de corpos gordos maiores, os quais não existem no imaginário social, exceto por mínimas representações permeadas por estereótipos estigmatizantes.
