Navegando por Assunto "Grandes Projetos"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Grandes projetos e riscos socioambientais da mineração: a exploração (i)legal do ouro em Cachoeira do Piriá, PA.(Universidade Federal do Pará, 2023-12-18) SOUSA, Áurea Maria da Costa; FARIAS, André Luís Assunção de; http://lattes.cnpq.br/5310171409459863; https://orcid.org/0000-0002-0982-4212Os grandes projetos de desenvolvimento na Amazônia são agentes transformadores de territórios até os dias atuais. No município de Cachoeira do Piriá, no nordeste paraense, diversos projetos como de mineração, somados à construção da BR 316, impulsionaram a formação de uma área crítica, em um processo de ocupação desordenado, onde a mineração ilegal se estruturou como principal atividade econômica na região, avançando em torno do núcleo urbano e entre grupos sociais vulneráveis, alterando seus territórios e qualidade de vida. O problema deste estudo, portanto, é compreender como a exploração do ouro produz riscos socioambientais no território de Cachoeira do Piriá-PA? Tendo como aporte teórico a abordagem da ecologia política, e enquanto autores principais Acselrad (2004), Martinez (2007) e Porto (2012). A pesquisa trata-se de um estudo de caso e possui natureza qualitativa com procedimentos metodológicos ancorados na pesquisa bibliográfica e documental, por meio do acesso a dados secundário e portais públicos. O estudo de campo realizado ocorreu em áreas de exploração aurífera localizadas em comunidaderurais e no núcleo urbano, e em relação ao uso de geotecnologias foram analisados mapas de uso do solo, localização e mapas de calor (Kernel). Os resultados demonstraram que o território apresenta riscos socioambientais sistemáticos que se concentram majoritariamente entre grupos sociais vulneráveis, dentre os quais, destacam-se comunidades periféricas, quilombolas, pescadores e agricultores familiares. A desproporcionalidade na distribuição de riscos sobre o território caracteriza-se com alto potencial entre os grupos sociais, com destaque para o risco à segurança, risco hídrico, risco pedológico, risco a saúde, e o risco ao modo de vida, que são intensificados pela ausência do poder público e a fragilidade das legislaçõesvoltadas a mineração do ouro. Por fim, foi elaborado como produto de pesquisa uma cartilha dos riscos socioambientais da mineração, enquanto um instrumento deinformação para contribuir com conhecimento e resistência entre os grupos sociais vulneráveis, bem como auxiliar o poder público no monitoramento e na gestão dos riscos socioambientais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os grandes projetos e suas implicações na saúde de comunidades tradicionais em Barcarena-PA(Universidade Federal do Pará, 2018) SILVA, Silvany Favacho da; NASCIMENTO, Nádia Socorro Fialho; http://lattes.cnpq.br/0757907626776627; HAZEU , Marcel Theodoor; http://lattes.cnpq.br/1235685116888097Esta dissertação aborda as implicações dos grandes projetos na saúde de comunidades tradicionais em Barcarena/Pa. Objetivou-se com esta pesquisa analisar a relação entre os impactos dos grandes empreendimentos na saúde das comunidades tradicionais em Barcarena, as concepções e práticas de saúde de comunidades tradicionais e as introduzidas pelo Estado moderno através de serviços de saúde. Para tanto, procedeu-se um estudo de caráter exploratório, através de pesquisa etnográfica, ancorado no aporte do método histórico dialético. Observou-se que com a introdução da lógica capitalista na região de Barcarena, a partir da década de 1980, com a instalação de um polo industrial, houve a desenfreada exploração das reservas naturais, supressão das relações sociais e culturais pré-existentes a essa lógica, violação dos direitos das comunidades tradicionais e ruptura na identidade tradicional dos moradores, além de promover, através das atividades industriais presentes na região e seus impactos ambientais consequentes situações de risco a saúde das populações através do contato com águas e solo inapropriados para utilização o que levou a modificações na estrutura das comunidades locais. A saúde pública oficial não tem acompanhado nem na quantidade e nem na complexidade a demanda gerada pelas transformações no município, conforme os levantamentos feitos, enquanto práticas de saúde tradicional têm persistido e se tornado formas de resistência, como afirmações de identidades tradicionais e também como a cobertura dos serviços públicos estão sendo disponibilizados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Resistência e expropriação de famílias na Volta Grande do Xingu: o caso de duas áreas atingidas pela barragem de Belo Monte, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2013-05-28) MAIA, Ricardo Eduardo Freitas; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880Por meio deste trabalho foi estudada a mobilização contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, a partir de duas áreas localizadas na Volta Grande do Xingu. Foram feitas 26 entrevistas no período compreendido entre os meses de maio e julho de 2012. A resistência contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte perdura por mais de duas décadas, passou por fases em que houve mudanças no posicionamento dos atores em relação ao projeto, inclusive nas entidades de representação. No caso dos camponeses essas mudanças influenciaram fundamentalmente na maneira como foi iniciado o conflito, sobretudo porque que a percepção em relação ao projeto depende da situação vivenciada nas áreas. Em São Raimundo Nonato e no Ramal dos Penas a mobilização se deu em função do medo das mudanças, de perder o espaço de moradia e de produção, das modificações nas relações sociais moldadas na área, do controle da produção do alimento, contudo essa resistência era dos que foram forçados a sair, e os enfrentamentos ao projeto foram solapados fundamentalmente pela rapidez das transformações socioambientais em decorrência do início das obras. Já na Ressaca, Garimpo do Galo e Ilha da Fazenda pode ser percebido que além dos questionamentos em relação à construção da barragem existe a pressão em consequência da implantação do projeto de Mineração Volta Grande. Essas frentes expropriatórias parecem cada vez mais efervescer o conflito em função das modificações sofridas na área e da iminência do deslocamento decorrente da mineração. Nesse sentido, o caso em estudo fornece elementos para o debate sobre outros Grandes Projetos de Investimento que eclodem na Amazônia, que seguem a tônica do apaziguamento dos conflitos, da irredutibilidade da obra e da naturalização da expropriação das pessoas sob o pretexto do progresso e do bem comum, que sobrepuja vidas e amplia injustiças sociais.
